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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CADÊ O SERENO?!



CADÊ O SERENO?!
De: Ysolda Cabral





A tarde cai suavemente e uma brisa leve se revela no balanço das folhas da palmeira a qual, sem a luminosidade do Sol, tem sua tonalidade natural. Fico a refletir que talvez a noite não seja tão quente e as estrelas do Céu fiquem mais nítidas pra gente apreciar.

O tempo me parece firme em seu propósito de não chover e a perspectiva de uma boa caminhada me dar um enorme prazer.

Entretanto, como ainda estou meio alquebrada da virose que me deixou literalmente de cama, por quase dez dias, não posso exagerar e sei que devo ter cautela, pois no serenar, eu posso piorar.

- Mas, aqui existe sereno?!

Aqui existe é muita poluição que nos impede de respirar ar puro até na beira do mar.

Sinto saudade do meu tempo de menina que saia a caminhar sem me preocupar com hora, saúde ou destino...

Qualquer direção eu poderia tomar, qualquer situação eu poderia enfrentar e se caso me deparasse numa viela... Era só voltar.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 31/10/2011
Código do texto: T3309269

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

SOU REVERSO







SOU REVERSO
De: Ysolda Cabral


Sem ânimo
Para sonho de goiabada
Sem ânimo
Para sal de lágrima

Sem ânimo
Para poesia
Com ânimo
Para melancolia

Deixo-me levar
Pela febre, pela lebre
Por brancos caminhos de neve

Ando descalça
Sem agasalho
Volto mais leve
Meu sangue ferve

Neutralizo a emoção
Assimilo a realidade sem verso
Fecho a porta do meu coração
Nele sou reverso...

**********

Publicado no Recanto das Letras em 28/10/2011
Código do texto: T3303582

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

GRIPE OU MAU-OLHADO?





GRIPE OU MAU-OLHADO?
De: Ysolda Cabral


Preciso esquecer a dor,
Preciso me levantar,
Preciso me curar,
Preciso sair daqui...

Voltar a sorrir,
Voltar a cantar,
Voltar a sonhar,
Voltar a existir...

Estou cansada de tossir,
Estou cansada de não dormir,
Estou cansada de espirrar,
Minha cabeça vai explodir.

Ah, que coisa danada de ruim!
Será gripe ou mau-olhado?!
Um galho de arruda, por favor,
E digo adeus ao ''atchim''!

*****

Só assim a minha vida se torna poesia, é mole?! (Risos)

Publicado no Recanto das Letras em 26/10/2011
Código do texto: T3299684

domingo, 23 de outubro de 2011

A COCA-COLA E EU




A COCA-COLA E EU
De: Ysolda Cabral





Nasci e me criei numa Rua de Caruaru-PE, onde havia uma fábrica da Coca-cola. Logo troquei o leite, os sucos e até mesmo a água pelo delicioso líquido.

Naquela ocasião o refrigerante era comercializado em pequenas garrafas, cujas tampas premiadas traziam os personagens de Walt Disney. Consegui formar várias coleções, inclusive, umas cinco só da Branca de Neve e os Sete Anões.

Por mais que mamãe e papai insistissem em proibir, eu sempre dava um jeito de nas minhas andanças de bicicleta, dar uma paradinha na fábrica.

Creio que sempre fui a primeira a perceber quando sua fórmula secreta era roubada e/ou adulterada. Isso em todas as ocasiões. Diziam ser coisa de uma concorrente, a qual queria tomar o seu lugar na preferência da meninada. Entretanto, todas às vezes o ''tiro saia pela culatra''.

E o resultado é que lá em casa todos passaram a adotar o refrigerante como o preferido para qualquer ocasião. Não só lá em casa, mais na maioria das casas onde existisse gente jovem e nos quatro cantos do planeta.

Já fizeram de tudo para que fosse inventado um refrigerante que superasse o sabor coca-cola. Como isso nunca foi possível começaram a difamá-la...

Que causava dependência – isso é verdade, uma vez que é gostosa demais - obesidade, flacidez, celulite, úlceras, pois ''comia'' o estômago e dava até câncer. Que era boa mesmo só pra desentupir pias e etc. e tal...

Sempre essas notícias chegaram até mim e ainda chegam.

Só que agora perdi, literalmente, a paciência e resolvi escrever sobre o assunto. Se estou fazendo propaganda, então estou. A Coca-cola merece!

Ela, em mim, até agora, não me causou nenhum mal.

Não tenho ulcera, nem flacidez, nem celulite e nem outra qualquer coisa proveniente do refrigerante em questão.

Tomo em média de dois a três litros de coca-cola diariamente há mais de meio século.

E, adoro a coca-zero, a qual com bolo de chocolate proporciona um equilíbrio perfeito.

E aí?! (Risos)

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Publicado no Recanto das Letras em 21/10/2011
Código do texto: T3289874

EM TOTAL HARMONIA



EM TOTAL HARMONIA
De: Ysolda Cabral


A linha é reta, certa,
Pouca coisa me resta.
Não me importo,
Relaxo e me solto.

Dou adeus à vaidade,
Aos saltos altos,
Ao batom vermelho,
Ao compacto, a sombra, ao blush,
E viva a liberdade!!

Não ligo pro peso,
Nem pro branco na raiz do cabelo.
Sem sonho e sem poesia,
Não sinto arrependimento,
E nem tristeza,
Somente alegria.

A primavera é chegada,
Com ela me sinto abençoada,
As flores colorem o dia,
Hoje estou em total harmonia.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 21/10/2011
Código do texto: T3289584

VIDA NA POLUIÇÃO




VIDA NA POLUIÇÃO
De: Ysolda Cabral


Na avenida poluída,
Novamente flora,
As acácias amarelas e róseas,
As margens do fétido canal.

O verde de suas folhas é puro,
Apesar da poeira escura,
Que absorvem para proteção,
De suas belas e delicadas flores...

- Que dedicação!

O semáforo fecha...
Paro bem debaixo de uma delas.
Sinto a vida que se renova,
E o mormaço da manhã desaparece.

Lá adiante o canteiro de palmeiras,
A Luz do Sol prateado,
Faz-me sentir eufórica,
E o amor que há em mim se renova...

- Que emoção!

*****

Publicado no Recanto das Letras em 20/10/2011
Código do texto: T3287668

A PROCURA DE UM AMIGA



A PROCURA DE UM AMIGO
De: Ysolda Cabral


Desde menina queria ter um amigo.
Um amigo para comigo brincar,
Conversar, arengar, passear,
E, principalmente, me escutar.

Procurei por todo canto,
Na minha rua, no meu bairro,
Na minha escola, na minha cidade.
Procurando com afinco de verdade.

Encontrei muitos que se habilitaram,
Mas sempre me aprontavam,
E eu muito triste parei de procurar.

Até que um dia percebi,
Que eu já tinha O encontrado,
E de tanta alegria, quase morri de fato.

******

Participação na Ciranda de Ricardo Vichinsky
Publicado no Recanto das Letras em 19/10/2011
Código do texto: T3285809

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

BRAVO GUERREIRO

BRAVO GUERREIRO
De: Ysolda Cabral


O sorriso vem do medo,
Esconderijo da ansiedade,
Da incerteza em renascer do caus.

A deriva...
Tantas Naus!
Num ''mar'' de puro verde ...

A mercê do Vento,
Do incerto Tempo,
Sem lamentos!

No trago do cigarro;
Some a solidão.
Fumaça de ilusão...

Esconder os maços,
Dos que estão no mesmo barco,
É questão de vida e morte,
Pra sair da purgação.

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Poema dedicado a um colega de trabalho que luta bravamente pra se curar do alcoolismo. Todos nós torcemos por você, viu?!

Publicado no Recanto das Letras em 17/10/2011
Código do texto: T3281542

**********


Comentários dignos de registro para leitura do nosso Guerreiro:


21/10/2011 17:11 - Mírian Warttusch
O vício tem caminho de volta, mas é árduo e a batalha tem que ser por vezes reiniciada, pois basta um deslize por pequeno que seja, para a recaída. Os parentes e amigos são um componente importantíssimo para ajudar na recuperação de um viciado. Parabéns, Ysolda, lavras mais um tento!

19/10/2011 22:34 -
Jacó Filho
Belíssimo e reflexivo... Parabéns! E que Deus nos abençoe e nos ilumine... Sempre...

19/10/2011 12:17 -
Sandra Ribeiro
Primeiro li o poema, e já o achei tão lindo...Depois vendo que postou para complementar, o significado da obra ainda mais especial! Te parabenizo desejo que seu colega consiga, um dia de cada vez se livrar do alcoolismo.

19/10/2011 09:21 -
Maria Socorro Costa
QUERIDA AMIGA; Poema profundo que fala dos vicios que fazem depender de algo para viver e que trazem sofrimrntos, Bastante expressivos; Afetuoso abraço;MSOCORRO

18/10/2011 12:14 -
Oliveira Rosa
Simplesmente maravilhoso seus versos, parabéns!! bjus


18/10/2011 09:36 - Luzirmil
De minha parte, vou orar a Deus para que dê a vitória da libertação ao seu companheiro de trabalho. Todavia diga a ele (ao seu colega), para entrar em sintonia com Deus e a oração da fé fará a mudança de seu destino. Ele certamente será agraciado com a libertação vinda de Deus. Parabéns pelo poema de apoio ao bem. Beijos fraternos pra você.

18/10/2011 08:08 -
igs
Querida poetisa que poesia linda e uma bela homenagem, o vicio da bebida é terrível já que é uma droga legal parabéns beijos.......israel

17/10/2011 22:32 -
gajocosta
Cara Ysolda,antes de parabenizá-la pelosversos, parabenizo-a pela solidariedade. Somente com esta dedicação ao próximo do grupoea luta dele sré vencedora. Que Deus abençoe a todos, seuversos estão pungentes. Parabéns. Abraço, José


17/10/2011 22:00 - Eduardo Ramos
Sou adepto de um bom whisky mas sem deixar que a bebida me domine. Fui adepto do cigarro, e ele me dominava, mas venci depois de 35 anos de vício. Que o nosso amigo vença os dois inimigos (bebida e cigarro) da sua vida, e que muitos outros, abandonem o vício do cigarro pois só quem perdeu os pais e alguns amigos por causa desse veneno mortal, sabe o que é se livrar desse mal. Saber beber é saudável mas se torna um arma mortal quando não se sabe conviver com a gostosa mas temida bebida. Sobre a poesia? Pra variar, sempre bonita.

17/10/2011 21:20 -
Helio Rocca
Categoricamente lindo poetisa, aplausos

17/10/2011 20:49 -
veralis
Bravíssimo! O nosso amigo e Sua poesia! Estamos todos torcendo por ele. Deixo aqui também a minha pequena homenagem numa frase que fiz para meu companheiro, que bebeu durante 34 anos, sendo 9, em minha companhia. Há quase 17 anos ele se declarou alcoólatra, reconhecendo o alcoolismo como doença, encontrou ajuda no "A.A" ( ALCOÓLICOS ANÔNIMOS). Hoje, temos um filho de 15 anos, fruto da sobriedade! Por isso torço por nosso colega e por todos os dependentes químicos. Digo-lhes o mesmo que disse ao meu "guerreiro" "LIBERTAR-SE DO VÍCIO, É VOAR COMO AS ÁGUIAS. ACIMA DAS NUVENS" Ao me lembrar desses momentos em minha vida, me emociono e agradeço a Deus a nossa perseverança, pois quando há numa família um dependente químico,todos acabam sendo prisioneiros do vício. E libertar-se é realmente voar sobre as nuvens. Desejo a todos: "Mais vinte e quatro horas" E muita paz!

17/10/2011 19:48 -
Dolce Vita
Olá Ysolda! Belo poema. Que teu amigo consiga vencer essa luta. Beijos querida

17/10/2011 19:43 -
CONCEIÇÃO GOMES
É uma luta titânica, mas ele será vencedor, com o apoio dos que lhe querem bem.

17/10/2011 18:11 -
Esther Ribeiro Gomes
Belíssima homenagem e incentivo ao seu amigo, querida Ysolda! Se Deus quiser, ele há de se recuperar, mas depende só dele! O alcoolismo é devastador, meu marido era alcoólatra e morreu aos 51 anos de cirrose, por não aceitar ser um alcoólatra! Grata por seu carinho, amiga! Beijo no seu coração, Esther

17/10/2011 17:37 -
Chagaspires
UMA BELA CORRENTE POR UMA CAUSA MERECIDA. ABRAÇOS POETISA

17/10/2011 17:34 -
Uende Lima
Ysoldinha, estamos juntos nesta corrente de força para com o nosso amigo. Muito oportuna sua homenagem, que também é a nossa homenagem. O nosso amigo tem uma qualidade rara, que é ser verdadeiro. Sabemos o que esperar dele, logo, conhecemos sua força. Fica na paz, beijos.

17/10/2011 17:15 -
anabailune
Tomara que ele consiga superar...

17/10/2011 17:01 -
MÁRIO FEIJÓ
Puxa querida, que lindo gesto. Beijos

17/10/2011 15:11 -
RobertoRego
Ysolda, parabéns a você pelos versos na mensagem de fé e esperança ao seu amigo. Que DEUS lhe dê forças para vencer o maldito vício da bebida. Querer é poder! Abraço forte, paz e alegria, poetisa! ...

17/10/2011 14:43 -
Miguel Jacó
Boa tarde Ysolda, seus versos ficaram perfeitos, e o seu amigo se tiver uma motivação forte consegue livrar-se deste mal, pois sou alcoólatra, e parei de consumir os produtos etílicos desde 9 de Julho de 85 Parabens pelo seu contundente texto, que Deus abençoe ao seu amigo neste sua batalha.MJ.


17/10/2011 13:06 - Tê Lima
Muito bem escrito a realidade deste fato. É muito bom saber que com esta divulgação aumenta o número de pessoas na torcida e nas orações que tanto ele necessita... vamos todos nessa! e para Glória de Deus, receber a vitória. Bjos Tereza Lima


17/10/2011 11:47 - Luciê Ramos
Bom dia Poetisa... E se me permite, conheço bem essa história, e por anos caminhei por esses caminhos. Sou alcoolatra, tenho comigo a doença do alcolismo (não sou mais bebedor), e acredite, é uma verdadeira tortura para o ser humano. Por experiência de vida, posso lhes assegurar: Ele não conseguirá encontrar uma saída sozinho. Eu tive que procurar ajuda... Na época, procurei o AA (Alcoolicos Anonimos), e somente através deles eu consegui superar o problema. Hoje, a 11 anos que não bebo mais... E a cada novas 24 horas, essa luta e esperança se renova. Não tenho méritos nessa conquista... Tudo agradeço ao trabalho de Alccolicos Anônimos, e tenho fé, acredito tranquililamente, que Deus haverá de iluminar esse seu amigo na luta pelo combate ao alcolismo. Mas advirta-o... Essa é uma luta permanente enquanto a vida existir, e é preciso que a cada dia nasça em nós um novo homem. Um xêro, exageradamente grande, pra você!!!

17/10/2011 11:05 -
Joseli Torres
Belas palavras culega e parabéns pelo incentivo!!!!!bjos.

17/10/2011 10:22 -
Silvia Regina Costa Lima
Olá **** Bom Dia! ***um dia de cada vez.... que bom que as pessoas tentam sair dos vícios que lhes fazem mal... poema sincero e sensível, menina... parabéns a ele* E hoje há também - Tempo - em meu soneto ****** Um beijo azul com saudades

17/10/2011 10:02 - inara
Muiiiiito bom!!!! Que a força interior que todos nós temos e as vezes até esquecemos do poder que ela nos dar! O torne forte muito mais e além do que nós pensamos que somos capazes!!!

17/10/2011 09:55 -
fabuloso
Linda forma de enxergar, lindo seu poetar Ysolda! Bjs...

17/10/2011 09:40 -
EDNA LOPES
Agra eu também sou da torcida.Manda meu abraço pra ele..Um beijão pra ti, querida. Saudades!




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SOU CRIANÇA





SOU CRIANÇA
De: Ysolda Cabral



Quem disse que não sou criança?
Quem afirmou tal infâmia?
Quem em sã consciência,
Diria tal absurdo?!

Ora, se vivo a correr e a brincar,
A cair e levantar,
A sorrir e a chorar,
Sem me preocupar...?!

Só um louco qualquer!
Ou um prá lá de invejoso,
Que tem um olho muito gordo,
Precisando de rezar...

Pedir perdão dos pecados,
Aos gritos e bem alto,
E Deus como é bonzinho;
Capaz de perdoar.

Portanto, meu amigo,
Trate de se lembrar!
Pois estou esperando de presente:
Nem que seja um ''oi'' ou um ''olá''

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Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T3271917

sábado, 8 de outubro de 2011

SERENATA NOS DIAS DE HOJE?!





SERENATA NOS DIAS DE HOJE?!
De: Ysolda Cabral





Por volta das quatro horas da manhã de hoje, ainda um tanto escuro, fui surpreendida por uma serenata. Bem debaixo de minha janela.

- Fiquei que nem me mexia... Quem estaria tocando pra mim?!

- Seria um poeta?! Um compositor apaixonado?! Eu não conhecia a música... Num misto de alegria, medo, curiosidade e expectativa; fiquei sem saber o que fazer...

- Será que estou acordada mesmo?!!! Belisco-me e dou um pequeno grito.

- Psiu!!! Silêncio, Ysolda. Todo cuidado é pouco e não vá espantar o seresteiro. A serenata pode ser pra sua irmã Inára, afinal ela dorme no primeiro pavimento, bem ao lado direito de você.

- Para minha filha não era. Além do quarto dela ficar do outro lado, quem na idade dela(21), nos dias de hoje, faria uma coisa assim?

A música continuava... Entretanto, eu não conseguia identificar o instrumento.

- Talvez um bandolim...

- Sim, era um bandolim!!!

Como mamãe tocava divinamente esse instrumento, concluí: é ela que desceu do Céu para me anunciar o amanhecer.

- Não!!!!

Aquela música deveria ser de alguém muito apaixonado, mais muito apaixonado mesmo...

E a grande dúvida voltou: pra mim ou pra minha irmã?!!!

- Bom, melhor que seja pra ela, pois ‘’gato escaldado tem medo de água fria’’.

Ah, mas este meu coração romântico e repleto de expectativas, insistia em querer que fosse pra mim!

Criei coragem e me levantei decidida, abrindo a janela com o coração querendo sair do peito e olhei para baixo.

- Era um celular!!!!!!

Alguém havia o esquecido na calçada, ao alongar-se no ‘’meu’’ Sombreiro, antes de sua caminhada em direção ao Mar...

Contou-me o vigia noturno, como quem pede desculpas.



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Publicado no Recanto das Letras em 07/10/2011
Código do texto: T3262577

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ACREDITE SE QUISER


ACREDITE SE QUISER
De: Ysolda Cabral




Não queria perder o bom humor nunca. Entretanto, está ficando cada vez mais difícil mantê-lo, uma vez que o mau humor se alastra feito peste.

No trânsito, então, é um verdadeiro ''estado de guerra''. Há uma irritação que paira no ar, deixando todo mundo em alerta, pronto pra briga.

Tudo está muito complicado, de ponta-cabeça, desorganizado...

Contudo, de vez em quando, nos surpreendemos com verdadeiras ''vacinas'' de bom-humor, e, de onde a gente menos espera a alegria de viver vem à tona e o sorriso toma conta geral.

Tenho recebido esta vacina, quase que diariamente, desde que resolvi deixar meu carro em casa e aderi ao transporte público (ônibus e metrô). Além de economizar um tempo considerável; não me estresso.

O mais surpreendente e importante é que descobri que as pessoas mais simples e humildes, são muito mais bem humoradas, educadas, gentis e felizes.

Estou adorando o translado casa/trabalho/casa de ônibus e metrô, porém quando digo isso a alguém do meu círculo de amizade, conhecimento e convivência, noto que sou olhada meio atravessado...

Acho que estou sofrendo discriminação, é mole?! (Risos)

- Como a humanidade é boba e metida à besta, meu Deus!

Hoje, na vinda, me surpreendi com o motorista dando bom dia a todo mundo, e, com um aperto de mão! O ônibus estava lotado, muita gente em pé e ele nos fez rir todo o trajeto.

Outro dia assisti a um show, de voz e violão, de um paraguaio que quase me fez perder a minha parada.

- Acredite se quiser!



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Publicado no Recanto das Letras em 06/10/2011
Código do texto: T3260888

terça-feira, 4 de outubro de 2011

POEMA MALDITO



POEMA MALDITO
De: Ysolda Cabral


Eis o desencanto explicitado,
Da alma em manifestação contundente,
Em declínio, em pesadelo, em desalinho,
Febril e descontente.

E às mais indignadas expressões de sentimento;
Queimam por dentro em desassossego,
Em desespero e em cruel sofrimento.

E os ditos de amor mais bonitos,
São calados, reprimidos, eliminados,
Pela insensatez dos equivocados.

Eis a alma exposta, em revolta e sem pudor,
A proclamar em verso seus delírios,
Vividos em poema maldito,
Por um coração partido de dor.

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Publicado no Recanto das Letras 04/10/2011
Código do texto: T3257216