sábado, 29 de janeiro de 2011

JOANINHA EM DEPRESSÃO



JOANINHA EM DEPRESSÃO
De: Ysolda Cabral


Hei! Deixe-me quietinha.
Diz a Joaninha.
Hoje não quero conversa,
Não quero trela,
Não quero festa,
Estou com arestas,
Nada eu acho que presta,
Só quero ficar num cantinho,
Esperando que o vento me leve,
Pra qualquer lugar que ele for.
Oh! Estou tão sem cor...

- Que horror!


**********

Abaixo interações maravilhosas:

Ah, Joaninha, és tão bela,
Vermelha e pintadinha!
Não fique assim,
Amiga do jardim.
Tenha fé na vida,
Pois de todos os bichinhos.
És a minha preferida.
*
Luciano SV

**********
Joaninha, minha amiguinha
não fiques triste assim
tens uma linda roupa vermelhinha
és ainda, a alegria do jardim!!!
*
Chica
Minha bela joaninha
Não fique tristinha não
Eu te dou uma florzinha
E carinhos de montão!
Teca
**********
*
Então eu reflito e digo:
Como pode uma Joaninha
Tão querida e tão amada
Ficar depressiva por nada?!
*
Ah! amiguinha querida,
Dê adeus a depressão,
Dormindo um bom soninho,
Escutando uma canção.
*
*
Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2011
Código do texto: T2759137


NO EMBALO DO TEMPO

NO EMBALO DO TEMPO
De: Ysolda Cabral


Sol e chuva,
Chuva e sol.
Num dia, só...

Nem frio e nem calor,
Nem tristeza e nem alegria.
Um pouco de saudade, só...

Ansiedade,
Necessidade de sermos
Dois em um, por um só...

Solidão de dois,
Na existência do talvez.
Na certeza: apenas eu!

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Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2011
Código do texto: T2759075

FLORES NA CALÇADA


FLORES NA CALÇADA
De: Ysolda Cabral


Pelo chão, descoloridas e molhadas,
Formando tapete na calçada,
Flores precocemente despetaladas,
Pela angustiante e fria madrugada.

Com receio de pisá-las,
Fico parada a olhá-las.
E então o tempo pára.

- Como devo proceder...?!

Pisá-las me parece uma maldade.
Contorná-las é impossível!
E, como não sou pássaro...

O que devo fazer ?

De repente se desfaz a indecisão,
Percebo que o tempo realmente parou,
Parou para as flores caídas na calçada...
Para mim ainda não.

- Siga em frente, me diz a razão.

De cabeça erguida, pisando firme,
E sem nenhuma vacilação, obedeço,
Mesmo sentindo chorar meu coração.

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Publicado no Recanto das Letras em 28/01/2011
Código do texto: T2757411

"ESCREVER PRA MIM É ..."



Escrever para mim é...


É a maneira que encontrei
Pra fazer falar a minha alma
Que vive presa dentro de mim
E às vezes tem vontade de sair

Escrever pra mim é...

Falar da alegria e da tristeza
Bem como da saudade
Que por pouco não me mata
Porém faz a minha alma
Mudar de idéia de querer partir

Escrever pra mim é...

Transmitir às pessoas o que sinto
E, dentro de controvérsias daquilo que digo
Levar esperança da realização dos sonhos
E me fazer lembrar que ainda estou aqui.


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Poesia participação na ciranda “Escrever Pra Mim É...” da amiga e talentosa poetisa recantista, Maria Paz. Para ler a página da poetisa, clique no link abaixo:
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=27054


Ysolda Cabral
Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2011

Código do texto: T2755535


domingo, 23 de janeiro de 2011

UM LINDO CLONE



UM LINDO CLONE
De: Ysolda Cabral



Usando você de matéria prima,
No laboratório ilusão,
Fiz de você o meu amor,
Numa noite de verão.

Com muito cuidado e zelo,
Criei cada detalhe,
Isso sem nenhum receio,
E pra ficar sempre ao meu lado.

Do caráter ilibado,
Da conduta exemplar,
Da tela estelar do seu olhar,
E do eterno menino...

Juntei tudo e dei um jeito,
De pegar também seu cheiro,
Até a risada cristalina;
O resultado foi perfeito...

Você nem imagina!

Terminada a criação pela aurora,
Você já não me pertencia.
Tive que deixá-lo ir embora,
No amanhecer daquele dia.


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Publicado no Recanto das Letras em 23/01/2011

Código do texto: T2746681


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MINHA PÁGINA NO RECANTO DAS LETRAS :

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

BEIJO ROUBADO

BEIJO ROUBADO
De: Ysolda Cabral



Um dia te roubei um beijo,
Numa linda noite de luar.
Fiquei meio sem jeito,
Pois não costumo roubar.


Mas não me arrependi do ilícito,
E por todos os deuses eu te digo:
Faria tudo novamente,
Se hoje estivesse contigo.


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Interação melhorada (rs) ao Poetrix do talentoso poeta recantista,
Jeronimo Madureira.
http://recantodasletras.uol.com.br/poetrix/2735893

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Publicado no Recanto das Letras em
21/01/2011Código do texto: T2744173

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

POSSO PERDER A CABEÇA, MAS NÃO OS PÉS


POSSO PERDER A CABEÇA, MAS NÃO OS PÉS
De: Ysolda Cabral




Meu tendão de Aquiles é realmente “o tendão”. Como passei dos “ 25”, todo cuidado é pouco. Fazendo o meu check-up, o meu médico achou prudente solicitar uma radiografia e um ultra-som dos meus pés.

Hoje, depois de uma noite mal dormida, por conta de pesadelos terríveis, (neles eu me via sem os pés) e, de amanhecer no consultório da dentista, para concluir um trabalho de canal, fui com garra e coragem, fazer os tais exames.

Primeiro me encaminharam para a sala de radiografia. Ao entrar, a técnica sem a menor cerimônia falou: “Nossa Senhora, nunca fiz um exame desses em ninguém!”

- Que houve com seus pés? De pronto lhe respondi que era coisa normal na minha idade; coisa de velho e que ela não precisava se assustar, pois eu já estava bastante assustada.

Ela não se dando por satisfeita retrucou: “mas eu tenho feito radiografia em muito velho e...!

A essas alturas, eu meio que perdendo a paciência, lhe interrompi confidenciando-lhe ser, na realidade, de outro planeta, uma extraterrestre, que ela guardasse o mais absoluto segredo e terminasse logo com aquilo.

Meio na dúvida, ela resolveu ir em frente. Ao chegar junto de mim, para arrumar minhas pernas e consequentemente meus pés em cima da mesa, olhou bem para mim e exclamou: “Poxa vida, a senhora não é velha e é bem bonita!!!

Eu não sei se fiquei exasperada, mais preocupada, ou se gostei da observação.

- Que confusão estava a minha cabeça! Tudo por conta de um tendão, levemente proeminente...!

Enfim, radiografia tirada fui direto para a sala de ultra-som.

A doutora, a qual realizou o respectivo exame, disse que no meu tendão esquerdo havia um cisto e no outro, um em formação.

Eu em aflição lhe perguntei: Vou ficar sem pés, doutora?

E ela respondeu parecendo indignada: “claro que não Ysolda!!”

Nossa, que alívio!

Não ter mais 25 anos é danado de ruim, mas ficar sem os pés, não ia dar pé; né não?!

E haja abobrinha para curar mal olhado e indigestão...! Hahahahaha



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Em tempo: Foto dos meus queridos pés, fotografados por mim, especialmente para ilustrar esta crônica de utilidade pública. Hahahahahahaha

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Publicado no Recanto das Letras em 20/01/2011
Código do texto: T2742096

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

APENAS CANSAÇO

APENAS CANSAÇO
De: Ysolda Cabral


Preciso parar,
Pra ficar comigo um pouco.

Pensar...
Refletir...
Relaxar...

Esquecer a amargura e o pranto,
Voltar a sorrir escancarado,
Sem quebranto...

Caminhar a beira mar,
Sentir a areia molhada
De água salgada,
E não da tola lágrima.

Vê o dia deitar,
A noite chegar,
E voltar a sonhar,
Sonhos lindos e me encantar...

Sentir a brisa acariciar meu rosto,
Como a me dizer: tome gosto!
Ainda há muito pra viver e amar.


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Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2011
Código do texto: T2739722

MORTOS VIVOS É A NOVA CLASSE SOCIAL

MORTOS VIVOS É A NOVA CLASSE SOCIAL
De: Ysolda Cabral




Eu deveria ter nascido em outro século. A grande dúvida é: para trás ou para frente...?

Para trás acho que não daria muito certo e por todos os motivos. Para frente, com mais máquina que gente, também não. Encurralada neste século, vou vivendo meio fora de tempo e lugar, um dia após o outro, sem grande entusiasmo e/ou motivação.

As oscilações quando ocorrem, não são atrativas e causam perplexidade.

Ultimamente, ando em completo estado de perplexidade, revolta e tristeza. O mundo está de ponta cabeça e isto é assustador. A sensação de impotência nos neutraliza e nos faz duvidar até da fé.

E é neste estado de espírito que tenho lido às notícias assustadoras, dignas de filme de terror, que vêm sendo veiculadas diariamente nos meios de comunicação.

A morte assola por todos os lados e de todas as maneiras. Soube agorinha mesmo que, em São Paulo, uma aposentada, de 64 anos, após salvar dois netos, morreu afogada dentro de sua própria casa.

- Meu Deus, como pode uma coisa assim acontecer?!

Tenho visto pessoas, em vários estados brasileiros, sendo retiradas dos escombros mortas. E, as que são retiradas com vida, parecem fantasmas. E, essas, traumatizadas, sem saúde, sem teto e sem chão, vão formando uma nova classe social; a dos “Mortos Vivos”, e isto é mais que preocupante é uma verdadeira tragédia.

No meio desse quadro atroz, dessa ignóbil realidade, o que mais impressiona e indigna é saber que tem gente que se aproveita dessas grandes calamidades, para enriquecer mais, inclusive, roubando até os donativos, tão necessários, neste primeiro momento, para os sobreviventes já tão severamente feridos, sofridos e castigados sem nem saberem a razão.
- Que lastima!

Realmente... Acho que quero é ser de outro planeta.
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Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2011
Código do texto: T2738930

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O AMOR JOGA COMIGO

O AMOR JOGA COMIGO
De: Ysolda Cabral


Relendo minhas poesias,
A maioria dedicada a você,
Sinto mais tristeza que alegria,
E, fico sem me conter.

Choro e dou risada,
E me pergunto o porquê.
Afinal um amor inventado,
Não devia sobreviver.

Mas ele insiste no contrário,
Independente de minha vontade.
E me faz sua parceira,
Com muita facilidade.

Ontem jogávamos Sonhos,
Num jogo pra lá de empatado.

Hoje, um dia especial,
O jogo é Realidade,
O amor é de verdade,
E a saudade é o diferencial.

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Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2011

Código do texto: T2734749

EDUCAÇÃO É QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA


EDUCAÇÃO É QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA
De: Ysolda Cabral




Não me acostumo com falta de educação, grosseria, agressividade, discriminação e violência. Venha de quem vier e de onde vier. Até mesmo de mim, pois quando cometo algum desses imperdoáveis “delitos” fico muito mal comigo mesma e confesso que é bem difícil de me perdoar.

Ultimamente venho me pondo à prova e exercitando o alto-controle e a paciência para exercer a boa educação e a tolerância constantemente... Até por que sou meio explosiva, meio sangue quente. Sou daquelas pessoas que não levam desaforo pra casa, mesmo sem guardar mágoa ou rancor. Ou pelo menos era; uma vez que, tenho usado com muito afinco o “recurso” tolerância.

É isso... T o l e r â n c i a!

É tolerância que está faltando entre nós, enquanto seres humanos. A impressão que tenho é de que ninguém tolera mais ninguém. Todos se acham os donos da verdade, os “bam-bam-bans" do pedaço. Só eles têm razão e para obterem o respeito e a atenção que se julgam merecedores, recorrem ao “vale tudo”.

E a Vida é muito mais que isso...

Para que tanta discriminação, competição desleal, distorcida, ridícula e inaceitável?!

Aí vem a Mãe Natureza e mostra quem é que manda... E sobra pra todo mundo.

Tomo como bom exemplo; as fortes chuvas que recentemente desabaram sobre o Rio de Janeiro, soterrando casebres e mansões, e, com moradores dos quatro cantos do mundo.

E é essa a conseqüência do “vale tudo” que se estende como uma peste, envolvendo tudo e todos, de uma forma ou de outra; há longo tempo.

- Se não existe respeito pela Natureza e nem pelo meio ambiente, como pode haver respeito entre os homens?

Ando observando muito os sintomas dessa “peste” que se alastra rapidamente e assustadoramente sobre todos nós e chego à conclusão de que, a única “vacina” existente para conter o avanço dessa epidemia é uma boa educação.

Será através dela - da educação - que aprenderemos a ter tolerância e assim proporcionar que aconteça uma verdadeira revolução, onde o respeito pela Vida e pelo ser humano, se tornem palavras de ordem.

Se você não é educado, aprenda a ser. - Não custa nada!

Comece sendo educado em sua casa. Com os membros de sua família.

Procure ser gentil e cordato com todos, até com os mais mal educados, agressivos e grosseiros. À proporção que você for usando da boa educação, eles começarão a usá-la também.

Não entre em contendas...

Aprenda a dizer não com firmeza, porém sem ser autoritário e/ou agressivo.

Aprenda a agradecer e respeite o limite de cada um. Assim você também será respeitado.

Procure ajudar, pelo simples ato de que assim deve ser e não visando reconhecimento, benefício próprio ou por uma estúpida vaidade.

Jogue o lixo na lixeira...

Saber viver não é tão simples, eu sei! Entretanto, com uma boa dose da “vacina” educação, tudo se tornará mais fácil e viável.É isso aí! O "recado" está dado.

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Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2011

Código do texto: T2734493

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

MEUS FANTÁSMAS

MEUS FANTÁSMAS
De: Ysolda Cabral

Sou péssima observadora, porém quando me proponho a observar, observo e bem direitinho. Contudo, para que isso aconteça, é preciso que alguém me peça, ou algo novo me leve à observação.

No trabalho vem me ocorrendo um fato interessante...

Quando me concentro para realizar alguma tarefa mais urgente, um ruído me perturba e me leva ao tempo de criança quando; no sítio do meu avô, meu tio nos assustava com histórias de assombração.

Eram sempre as mesmas histórias. A maneira de contar é que mudava à medida que a gente não ia tendo mais medo. Em função disso, ele apelava para a “ajuda” dos seus “amigos” fantasmas, os quais, a partir da meia noite, quando todos já estavam deitados, vinham nos amedrontar.

No sítio não havia energia elétrica, e, quando íamos dormir vovô não permitia que ficasse nenhum candeeiro aceso ou lampião. O objetivo era prevenir acidentes enquanto dormíssemos.

Eu e a minha irmã fazíamos as orações, nossa tia nos cobria e ali ficávamos a espera do sono chegar olhando o teto de belas telhas, as quais não impediam a entrada da claridade da lua e nem do pingo d’agua, em noites de chuva forte.

Quando já estávamos quase conciliando o sono, os “fantasmas” chegavam. Enormes e assustadoramente brancos. Batiam portas e janelas, gemiam, assoviavam... Porém o que nos deixava mais aterrorizadas e nos levava a correr para cama de nossa tia Maria José, era o lento arrastar de seus pés no corredor; para lá e para cá.

O medo era tanto que tratávamos logo de dormir para fugir dos “amigos” do meu tio, os quais atendiam pelos nomes de lençol branco e chinelos do meu avô.

No trabalho, com certeza, os chinelos do meu avô e nem os lençóis estariam. Muito menos meu tio.

Obriguei-me, a ficar atenta e observar todos os colegas e seus movimentos, visando descobrir de onde vinha àquele arrastar de pés, tão meu conhecido.

Era Victor (20 anos), o lindo e sarado estagiário de nossa divisão, o qual de tanto estudar e malhar, anda arrastando os pés de tão cansado.

Nossa, que alívio! (Rsrs)


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Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2011


Código do texto: T2727626


http://recantodasletras.uol.com.br/autores/ysoldacabral


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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

CUMPLICIDADE COM A ACÁCIA

CUMPLICIDADE COM A ACÁCIA
De: Ysolda Cabral


Vejo a Acácia Amarela,
Novamente florida,
Reinando na avenida.
- Como ela está linda!

Indiferente a Chuva e ao Sol,
Se é noite ou se é dia,
Se há combate a poluição,
A falta de consideração,
E ao lugar em que habita...

Ela reina absoluta na avenida.
E, esbanjando beleza e energia,
Aguça o meu amor pela poesia.

Reverencio-lhe com um olhar;
Sorrio em cumplicidade,
E esqueço a realidade.

Radiante, iluminada e bela,
Ela me reconhece e agradece,
- Do alto de sua majestade -
Sorrindo de volta para mim.

- Eu vi, ouvi e senti!
Posso até jurar que foi assim.

Adiante segui,
Muito contente e feliz,
Consciente de que da Vida;
Sou uma mera aprendiz.

*****

Foto ilustração : Eduardo Ramos


Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2011
Código do texto: T2720628

domingo, 9 de janeiro de 2011

MÍRIAN WARTTUSCH - ILUSTRE AMIGA

INTERAÇÃO OU PROVA DE CONFIANÇA E AMIZADE?




Ao ler a crônica “NOSSA CASA DESDE O COMEÇO”, publicada em 07/01/2011, recebi os comentários, abaixo transcritos na integra, da ilustre amiga Mírian Warttusch, os quais fiz questão de publicar desta forma, em função dos grandes ensinamentos que eles nos trás.


09/01/2011 20:27 - Mírian Warttusch

Infelizmente enquanto minha mãe esteve viva, não me dei bem com ela, vivíamos brigando muito. Ela se casou sem amor, para se vingar do homem que amava e transformou nossa vida em uma perene guerra. Meu pai era um homem maravilhoso, apaixonado por ela e eu achava muito injusto ela ter feito o que fez e sempre dava razão ao meu pai. Depois que ela se foi, pude meditar sobre o absurdo que eu fizera, não me aproximando de mamãe, tentando entendê-la e talvez aconselhá-la, mas quando somos jovens, dificilmente temos esse modo de raciocinar e assim mamãe partiu, deixando em mim uma lacuna imensa e então escrevi um poema de despedida: SAUDADE DE MINHA MÃE! Que transcrevo a seguir.


09/01/2011 20:43 - Mírian Warttusch

SAUDADE DE MINHA MÃE

Quando é tarde demais, encontro o amor que te dedico...
Tarde demais, quando deixaste de existir, querida!
Tarde demais... e quando quieta, a relembrar-te fico
Penso ter menos razão, agora, a minha vida.

Parece ainda maior, a nossa casa tão mimosa...
E em cada canto, existe muda uma sentença.
E em teu jardim, contida em cada rosa,
Sinto mais viva a chama da tua presença.

E nós teus filhos, saudosos, sós, acabrunhados,
Sentimos percorrer-nos, gélido arrepio,
Quando em teu quarto, olhos marejados,
Fitamos a tristeza de um leite vazio...

Aos pés do leito, quieto, muito amigo,
Numa atitude fraca, sem conformação,
Cabeça a repousar no teu chinelo antigo,
Tão branco e belo, está fiel teu cão.

Foi muito triste te perder, confesso!
Beijar tua mão fria, em derradeiro adeus...
Longe de ti, agora, humildemente peço,
Tenha Deus piedade pelos erros meus!

Meu pensamento vaga... quero esquecer que te perdi...
Mas continua em mim, a imagem comovente,
Bem vívida, real, comigo, aqui,
Da minha mãe tão abatida, tão magra, tão doente.

No nosso lar, que com trabalho construíste,
Tinhas um modo estranho de nos dar afeto:
Não com palavras, o amor tu traduziste,
Não deixando faltar o que comer, e um teto!

Entendo, agora, como era o teu amor:
Bem escondido e feito de sinceridade.
E a tua perda, me traz tão grande dor,
Mesclada à imensidão desta saudade.

Se é que me escutas, quero te dizer,
Embora tarde, muito arrependida,
Eu, deveria em teu lugar, morrer,
Pois te amo tanto, minha mãe querida!

Mírian Warttusch

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09/01/2011 20:48 - Mírian Warttusch

Tão lindo e comovente, o teu texto me fez refletir sobre o quanto me faria bem ter minha mãe de volta, embalá-la nos meus braços, dizer-lhe "agora sei que te amo, que te quero tanto bem, minha mãe querida"! Para vocês que tem o privilégio de ainda ter sua mãe com vocês, não deixem de dizer também a elas que a amam, abracem-nas com carinho, pois só entendemos o que realmente é o amor de mãe, quando ela se vai para sempre. Adorei Ysolda, como sempre, teus textos são plenos de amor e de luz, passam uma mensagem que só os espíritos evoluídos saberiam escrever. Lindo mesmo!

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Minha emoção é tão grande que não sei o que dizer...

Obrigada pela amizade, carinho, solidariedade e confiança...?!

Amo você minha amiga querida.

Ysolda

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Para saber um pouco mais dessa minha ilustre amiga acesse:
Publicado no Recanto das Letras

AMANHECER AO LÉU - REPUBLICAÇÃO



AMANHECER AO LÉU
De: Ysolda Cabral


Minha alma impregnada de você,
Anda cansada, desencantada,
E quer se despir dos versos
Tolos das madrugadas...

Deteve-se ontem na lua,
Redonda, cheia, bela e baixa.
E, por dedução, julgou,
Impossível vê-la de sua casa...

Entendeu,como uma mãe dedicada,
Que precisava do céu descer,
Para companhia me fazer,
Já que comigo você não estava...

Ficamos juntas aguardando a alvorada.
Quando ela chegou,
Toda iluminada, perfumada e alva,
Minha alma chorou e sem tirar o véu,
Deixou o amanhecer ao léu,
Pois nele não viu beleza e nenhuma graça.



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PS. Primeira Publicação em 10/02/2009

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

NOSSA CASA DESDE O COMEÇO

NOSSA ''CASA'' DESDE O COMEÇO
De: Ysolda Cabral





Porque será que quando falamos vou pra casa, ou lá em casa; a gente sempre se refere à casa da mãe da gente? – Pelo menos comigo sempre foi assim.

Comecei a perceber isso depois que me casei em maio de 1987, quando, às vezes, do trabalho, ligava para meu esposo e lhe dizia que não me esperasse para jantar, pois iria jantar “lá em casa”.

No começo ele achava esquisito, depois se acostumou.

Em julho de 2010, decidi terminar meu casamento e voltar finalmente pra casa.

Na “bagagem” trouxe minha filha, mudas de hortelã, meus livros, discos, meu violão... E em função da certeza da necessidade da decisão que havia tomado, instalei-me de maneira suave, confortável, tranqüila, em paz comigo e com Deus.

A alegria dos meus foi grande em nos receber. Até a cachorrinha vira-lata, de três patas, de minha irmã vibrou com a novidade.

Curiosamente, hoje, quando digo vou pra casa algo me soa estranho...

Comecei a perscrutar a minha alma e descobri a razão: infelizmente, mamãe ali não está mais. Apenas papai e meus irmãos – àqueles que, não quiseram casar.

Apesar de sentir que agora tudo está em seus devidos lugares, me sinto meio perdida e meio sem chão.

Conclusão: ninguém substitui a mãe da gente, pois ela é a nossa ''casa'' desde o começo.

A emoção, a saudade e a falta que ela me faz , neste momento, é quase insuportável.

Em lágrimas...


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Publicado no Recanto das Letras em 07/01/2011
Código do texto: T2715064

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

VIAJANTE DO TEMPO

VIAJANTE DO TEMPO
De: Ysolda Cabral


Sou “Viajante do Tempo”,
Por sina, entendimento ou opção.

Foi não foi me ausento,
Pra “viajar” pela imensidão.

E, como todo viajante,
Para seguir adiante,
Minha bagagem é a alegria,
A qual me faz partir com boas energias.

Viajo pelos lugares mais incríveis e bonitos...
Neles sempre encontro você,
Com o mesmo jeito de menino,
Que não se contém quando me vê...

Dessas viagens eu trago:
Seu cheiro, seu gosto, seu trato...

E é assim que faço da saudade,
Por minha livre vontade,
O meu verdadeiro traço.

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Poesia especialmente dedicada.


Publicado no Recanto das Letras em 06/01/2011
Código do texto: T2713869

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

PEDREGULHOS E GIRASSÓIS

PEDREGULHOS E GIRASSÓIS
De: Ysolda Cabral



Pontiagudos e afiados,
Os pedregulhos da minha estrada;
Entre hortelãs, girassóis, jasmins e dálias
Não me assustam mais.

Mesmo que por vezes firam,
E castiguem os meus pés descalços;
Não me farão desistir,
Da minha belíssima caminhada.

Quem quiser comigo vir;
Que venha logo, venha agora,
Venha sem demora...

É que não posso esperar assim!
Vou terminar indo embora,
Pra nunca mais voltar aqui.

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Publicado no Recanto das Letras em 05/01/2011
Código do texto: T27115

sábado, 1 de janeiro de 2011

MATURIDADE IN VITRO

MATURIDADE IN VITRO
De: Ysolda Cabral



Ajoelho e humildemente rezo.
Sem saber o que eu quero;
Nada peço.

Consciente do que já tenho;
Agradeço.
E uma paz infinita toma conta de mim
Como se já estivesse no fim.

O fim para um novo começo,
Sem avesso, sem segredo...

E ajoelhada continuo a oração,
Sem muita compreensão ou convicção
Daquilo que ainda posso e pretendo.

Contudo, a paz que hoje sinto,
Me faz suportar a dor, inclusive,
A dor da posição em que estou.

Então reflito:
Que bom se toda dor fosse isso...!

Aprimorando a capacidade dos sentidos;
Um aperto no peito me lembra do sem jeito...

E, eu, nadando num mar de saudade;
Chego às margens e piso em terra firme
Sentindo ter saído de um intrincado labirinto
.



*****


Obs.: Na foto, com minha filha Yauanna, meu presente de Deus.
O que mais posso querer desta vida? !!! Hahahahahaha

*****

Publicado no Recanto das Letras em 01/01/2011
Código do texto: T2702791

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

QUALQUER CANTO


QUALQUER CANTO
De: Ysolda Cabral




Como pena ao vento,
Aos primeiros minutos de dois mil e onze
Dando cambalhotas no ar,
Sem ver o Céu, a Terra ou o Mar,
Finalmente compreendo:

Não importa os contratempos,
Não importa o sofrimento,
Não importa a solidão...

Deixo tudo com o Tempo,
Senhor de todos os destinos,
E dou adeus à ilusão.

E, com a clareza dos que sentem,
Estar vivendo em outro plano,
Vou “planando” no infinito,
Até cair em qualquer canto.



*****


E, "caindo " no meu blog, registro votos de Feliz Ano Novo para todos os blogueiros de plantão. :)

Publicado no Recanto das Letras em 01/01/2011
Código do texto: T2702553

sábado, 25 de dezembro de 2010

CARTA PRA NOEL

CARTA PRA NOEL
De: Ysolda Cabral


Com o lápis grafite,
Armei minha árvore de Natal,
Num pequeno pedaço de papel.

Nela coloquei a Estrela Guia,
E uma carta pra Noel,
Que dizia:

A despeito de ter crescido,
A despeito do tempo perdido,
A despeito de tudo que faço e digo;
Ainda sou criança,
E, quero continuar assim.

Entretanto, para que isso aconteça,
Preciso que me traga de presente,
Um pouco da minha antiga alegria,
Uma porção de confiança,
E um “pote” grande de fé.

É que a reserva que eu tinha,
Depois de tantas lágrimas,
Está totalmente em baixa.

E, sem fé, me sinto perdida,
Uma louca desvairada,
Quase inanimada,
Não consigo nem ficar de pé...


**********
Obs.: A tela usada na ilustração é do artista pernambucano Carlos Lócio.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO
De: Ysolda Cabral


Observando o voo dos pássaros,
Seus belos e suaves pousos;
Na beira do rio quase morto,
Ou nas árvores de verde duvidoso;
Sinto do fundo da minha alma,
Que nem tudo está perdido.

Observando o gesto do menino de rua,
O qual se benze e agradece,
Pela pequena moeda recebida,
Com verdadeira e sincera alegria;
Sinto do fundo da minha alma,
Que nem tudo está perdido.

Observando o amor, a dedicação,
E o carinho de minha irmã,
Pela sua cachorrinha vira-lata de três patas,
- resultado de um atropelamento inevitável –
Sinto do fundo da minha alma,
Que nem tudo está perdido.

Observando o meigo rosto de minha filha,
Dizendo eu amo você mamãe,
- mesmo quando lhe dou um “grito” -
Sinto do fundo da minha alma,
Que nem tudo está perdido.


Observando o lindo e maltratado Mar,
Refletindo a luz do luar,
Inspirando poetas enamorados;
Sinto do fundo da minha alma,
Que nem tudo está perdido.

**********



É com este pensamento, de que nem tudo está perdido, e, de que ainda há esperança para todos nós, que encerro minhas “atividades literárias” neste ano no Recanto das Letras.

Aproveito para agradecer os setenta e oito mil acessos recebidos, os quais me surpreenderam e me estimularam a escrever com mais dedicação e zelo.

E, com votos sinceros de um Feliz Natal e de um Ano Novo repleto de Paz e Prosperidade para todos, extensivos aos seus familiares e amigos, me despeço com um forte e carinhoso abraço pernambucano.

Com respeito e humildade,

Ysolda Cabral


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Publicado no Recanto das Letras em 11/12/2010
Código do texto: T2665072

MARIA GADÚ X CAE - GRANDE DUO



MARIA GADÚ X CAE – GRANDE DUO
Por: Ysolda Cabral





Ontem fui ao Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, assistir ao “Duo”, acima em tela.

Antes de comentar o respectivo show e já adiantando que foi espetacular, gostaria de registrar minha surpresa e tristeza por encontrar o teatro em péssimo estado de conservação.

- Gente do céu, aquele espaço era belíssimo e muitíssimo bem cuidado... !

- O que será que aconteceu?!!

Enfim...

Fiquei encantada com a Maria Gadu, (23 anos) eu e muitos dos que estavam ali e que ainda não a conheciam tão bem, quanto à moçada.

Compositora, musicista (dedilha o violão como há muito tempo eu não via ninguém dedilhar) cantora de extraordinário talento, a qual nos transmitiu simplicidade, meiguice e momentos inesquecíveis de pura beleza e poesia.

Cantou várias músicas suas e de outros compositores, inclusive do Cae. E, para nos cativar ainda mais, nos presenteou com a belíssima canção “Ne Me Quitte Pas” do compositor Jacques Brel, num francês fluente, belo e perfeito.

(Ao término desta, fiz questão de transportar do site especializado à letra traduzida da respectiva canção.)

Quanto ao Caetano, apesar de na sua nova música afirmar que se odeia por estar velho, está muito melhor que antes. Ele não era nem bonito e agora está! Também era “dado” a umas “boiolices preguiçosas”. Achei que elas diminuíram e fiquei na dúvida se achava bom ou ruim... (Rsrs)

Quanto ao artista, ao seu encanto, ao seu talento e a sua voz; estão mais bonitos, profundos e mais aprimorados que nunca.

E, como era de se esperar, com a humildade dos grandes, concedeu um espaço maior para sua “pupila”, a qual retribuiu a altura lhe deixando repleto de orgulho, fato facilmente observado por todos nós.

Contudo, a noite teve um “ponto baixo e desafinado”: eu. Eu, sim senhor!!

- Culpa da Maria Gadú que não perdia oportunidade de “agarrar” e beijar o meu ídolo.

- “Oxe”, que coisa!!!! Pra que tanto?!!!!!

Fiquei a matutar se o que eu estava sentido era ciúme ou inveja da garota.

Hahahahahahahahahaha

A noite foi muito legal. Adorei!!!!

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Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2010
Código do texto: T2664718
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Não Me Abandone (Tradução Vagalume)
De: Jacques Blel

Não me abandone, é preciso esquecer,
Tudo se pode esquecer que já ficou pra trás.
Esquecer o tempo dos mal-entendidos
E o tempo perdido a querer saber como
Esquecer essas horas que às vezes mata
A golpes de por quês, o coração de felicidade.

Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone

Eu te oferecerei pérolas de chuva
Vindas de países onde nunca chove;
Eu escavarei a terra mesmo depois da morte,
Para cobrir teu corpo com ouro e luzes.

Criarei um país onde o amor será rei,
Onde o amor será lei
E você será a rainha.

Não me abandone,
Não me abandone,

Não me abandone, eu te Inventarei
Palavras absurdas que você compreenderá
Te falarei daqueles amantes
Que viram de novo seus corações excitados
Eu te contarei a história daquele rei,
Que morreu porque não pôde te conhecer.

Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone,

Quantas vezes não se reacendeu
O fogo do antigo vulcão
Que julgávamos velho?

Até há quem fale de terras queimadas
A produzir mais trigo na melhor primavera
É quando a tarde cai, para que o céu se inflame
O vermelho e o negro não se misturam

Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone,

Eu não vou mais chorar
Não vou mais falar,
Me esconderei aqui
Só para te ver dançar e sorrir,
Para te ouvir cantar e rir.

Deixa-me ser a sombra da tua sombra?
A sombra da tua mão?
A sombra do teu cão?

Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

HOMENAGEANDO MINHA FILHA

MINHA GUERREIRA,



Como falar sobre você, sobre o que sinto por você,
Sobre àquilo que você significa para mim;
Sem parecer piegas?

Como homenagear você,
Como lhe parabenizar por cada vitória conquistada,
Cada desafio vencido,
Sem parecer piegas?

Como dizer de minha alegria,
Do orgulho que sinto em ter você como minha melhor amiga,
Sem parecer piegas?

Como posso dizer que você é a minha vida,
É a minha razão de viver,
Que você é a pessoa mais bonita, mais inteligente,
Mais generosa, mais maravilhosa que conheço,
E que você é meu aconchego;
Sem parecer piegas?

Como posso dizer que;
Amo, adoro e lhe quero bem,
De maneira definitiva e para sempre,
Sem parecer piegas?

Ah! Minha filha,
Você para mim
É a mais pura expressão da poesia.

*****

Conseguir passar por média?!!!!
Bem sei que não foi nada fácil.

Parabéns, por mais esta vitória!!


Beijos,
Mamãe
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ABAIXO, COMENTÁRIO PRA SER GUARDADO:
09/12/2010 00:15 - Yauanna Cabral *
Mamãe, Que homenagem mais linda, não esperava. Amei de coração...E como você mesma me ensinou a sempre demonstrar o que sentimos, então tenho orgulho de dizer que tudo que sou hoje é por sua causa e que meu amor por você não tem dimensão. Obrigada por ser essa mãe... amiga, verdadeira e tão sensível que você é. Eu que tenho muito admiração por Ysolda Cabral que é mãe, guerreira, poetisa, e tantas outras qualidades que você tem.Te amo!
Para o texto:
HOMENAGEANDO MINHA FILHA (T2659161)

sábado, 4 de dezembro de 2010

UM POUCO DE PERDÃO

UM POUCO DE PERDÃO
De: Ysolda Cabral


Gestos de amor
Gestos de alegria
Gestos de amizade
Gestos de bondade
Gestos de caridade

- Sem propagação!

Gestos de carinho
Gestos de compreensão
Gestos de harmonia
Gestos de humildade
Gestos de união...

- Não custam nada não!

São gestos de beleza
São gestos de grandeza
São gestos de nobreza

Não precisam estar em ordem
Bastam ser de coração

E, já que o aniversário Dele se aproxima
- vinte e cinco de dezembro -
Pensar nisso é uma boa opção

Quem sabe você não receba de presente
Um pouco de perdão?!

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Publicado no Recanto das Letras em 04/12/2010
Código do texto: T2652767

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

REFLEXÃO ALEATÓRIA



REFLEXÃO ALEATÓRIA
De: Ysolda Cabral




Não podemos deixar que nos falte:

Paciência para suportar maus tratos, injustiça, indiferença, inveja, falsidade, assédio moral, bulling, discriminação, antipatia gratuita e malvada, bem como para agüentar a dor...

A dor da saudade, do desamor, da juventude que se estragou ou passou...

Controle para se, apenas se, a paciência faltar, se esgotar, você se segurar com unhas e dentes, sem se ferir ou desmoronar.

Humildade para agüentar as intempéries da vida com dignidade e honradez.
.
E, se tudo isso nos faltar; que não nos falte a FÉ.

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Publicado no Recanto das Letras
Em 02/12/2010Código do texto: T2648998

"NEM TUDO QUE RELUZ É OURO"

“NEM TUDO QUE RELUZ É OURO”
De: Ysolda Cabral




Conversando com Ele, em oração ou simplismente conversando, agradeço e protesto. Por vezes até “arengo” e é justamente nesses momentos que O sinto mais perto de mim. Logo pondero que, estou arengando por coisa boba.

Há tanta gente com problemas tão maiores que os meus e não agem assim! E é aí que começo a arengar comigo mesma. Nesses momentos Ele se diverte e pensa: ela começa a aprender; até que enfim!

- Ah, porque será que reclamamos de tudo e nunca estamos satisfeitos com nada?!

A vida é linda e se passássemos a olhá-la com a deferência que ela merece agiríamos diferente, viveríamos muito melhor e muito mais felizes. E, se, nos olhássemos com mais benevolência, paciência, respeito e compreensão, tudo fluiria mais fácil.

Mas, cada um é cada um... Eu sei!

Entretanto, um dos piores defeitos na maioria de nós, pobres mortais, é o engano tolo e irresponsável de se considerar o máximo (acima do bem e do mal) e, por conseguinte, com direito de julgar.

Julgar é atitude perigosa e muito leviana. Afinal, ninguém sabe o coração de ninguém,e, “nem tudo que reluz é ouro” ou “nem todo ouro reluz”.

Hoje julgamos e amanhã quem será julgado seremos nós. Ora, se não podemos falar bem de uma pessoa, o que custa calar?!

Sermos convenientes e éticos é louvável em qualquer situação. Fico terrivelmente triste quando vejo a vida de uma pessoa sendo exposta, criticada, espezinhada...
.
- E, sei do que falo!
.
Somos escritores, poetas fazendo parte de um site cuja finalidade está implícita no próprio nome: “Recanto das Letras”. Portanto, nos focar em escrever textos, os quais sirvam para instruir, refletir e/ou simplesmente fazer sorrir, deve ser o nosso objetivo maior.
.
O resto é desgaste, vaidade e pura perda de tempo.

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Publicado no Recanto das Letras
Em 02/12/2010Código do texto: T2648926



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

LORDE DINAMARQUÊS X TÊ LIMA - MAIS UM ROUND



LORDE DINAMARQUÊS X TÊ LIMA – MAIS UM ROUND
De: Ysolda Cabral




Amanheci bem disposta e um tantinho de nada atrasada. Rapidamente tomei banho, me arrumei, comi alguma coisa e corri para o trabalho.

Precisava chegar antes da “fiscalização” do “Lorde Dinamarquês”.

- E não é que consegui?!

Mas logo ele chegou todo faceiro e ficou muito satisfeito por nos encontrar a postos e a “todo vapor”. Deu-nos um bom dia alegre e sorridente ocasião em que, foi interrompido, pela chegada inesperada de um antigo assessor da diretoria, muito querido por todos nós.

A Tê Lima, comentando que se soubesse que ele viria, não teria usado perfume, correu para abraçá-lo.

O “Lorde”, meio chateado pela interrupção e por ficar em segundo plano, caiu na asneira de perguntar a razão do comentário...

Na “bucha” ela respondeu que, o perfume do assessor visitante era muito bom.

Perfume de gente que “podia”... Perfume que grudava na outra pessoa por ocasião do abraço. E o melhor: teria economizado o dela, claro!

O “Lorde Dinamarquês” se sentindo ofendido e ultrajado atacou:

- Economizar perfume da Avon?!!

- Não senhor, do supermercado mesmo e só custa dez reais! Esclareceu a atacada ,e, prosseguindo no revide...

- Pode deixar que no seu aniversário dar-lhe-ei um de presente.

O “Lorde", indignado, informou só usar perfumes dos USA, tais como - Polo Double Black, Blue, Green - se aproximando dela para que sentisse o perfume.

Tê Lima, não se fez de rogada e cheirou. Cheirou uma, duas e três vezes. Só depois é que nos informou, muito séria, com convicção e com cem por cento de certeza ser a fragrância, usada pelo “Lorde” naquela manhã, de origem dos “USA DO PARAGUAI.”

Ele ficou vermelho que nem pimentão - o “Lorde” é dado a ruborizar, ele né fraco não! - Então pensei: “eita", ele vai enfartar!

Para apaziguar os ânimos; depressa lhe perguntei o preço dessas preciosidades. Ele, acalmado, quase que instantaneamente apaziguado e todo sorriso, correu para Internet.

Satisfeitíssimo mostrou que, os seus perfumes preferidos, estavam na faixa de setenta a oitenta dólares. E, com a postura altiva, dos que possuem “sangue azul”, nos cumprimentou e foi para o seu “gabinete” despachar...


Coisas de "Lordes, Nobres... " ! Hahahahahahaha

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Nota:

O “Lorde Dinamarquês” é um “chefe” muito querido e que adora brincadeira. E, lógico que esta publicação tem a sua autorização.

A foto ilustração é do nobre e astrônomo dinamarquês Tycho Brahe. Ele era um personagem interessante. Tinha um alce treinado como animal de estimação e também perdeu a ponta de seu nariz num duelo com outro nobre, também dinamarquês, que o obrigou a usar um nariz falso feito de prata e ouro, mas essa é outra história. Conta-se que, Tycho teve que segurar a vontade de ir ao banheiro durante um banquete particularmente extenso em 1601 (levantar-se no meio de um jantar era considerado como algo realmente ofensivo), a tal ponto que, sua bexiga, levada ao limite, desenvolveu uma infecção pela qual morreu. Análises posteriores sugeriram que Tycho morreu na realidade por envenenamento com mercúrio, mas essa conclusão não é tão interessante como a história original.


Obs. Foto e dados coletados no Google.


PS. " Ysolda Cabral " também é cultura! Hahahahahahahaha


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Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2010

Código do texto: T2637668

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

LUA CHEIA NA NOITE REALIDADE


LUA CHEIA NA NOITE REALIDADE
De: Ysolda Cabral




“Quem espera sempre alcança”, diz o dito popular.
- Não sei não...

A espera nos engana, nos faz ter esperança, nos faz acreditar que dias melhores virão. Você enganado vai vivendo sempre nessa ilusão.

De repente o tempo passa...

– Que consternação!

Você aniquilado passa a viver do passado, e, questionando as renúncias feitas, percebe que continua esperando, sonhando, rezando,acreditando na ilusão.

E haja mais decepção!

O cansaço lhe entorpece, lhe adormece e a impaciência prevalece...

Tenho pra mim que a espera é irmã da esperança e da alegria, mas também é irmã da agonia, da tristeza e da desilusão. Essas últimas são terríveis, malvadas e matam qualquer cristão.

- Sem contemplação!

Quanto aos sonhos que você sonhou acreditando que se realizariam, até por que você fez por onde e lutou bastante para que se realizassem, guarde dentro da alma pra levar na bagagem da sua última viagem.

- Quem sabe na outra vida, se houver, eles não possam ser realizados?

Numa linda noite de lua cheia e céu estrelado, eu vivo realidade.

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Publicado no Recanto das Letras em 22/11/2010
Código do texto: T2631191

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

CARTA SEM RESPOSTA

CARTA SEM RESPOSTA
De: Ysolda Cabral



Sabe aquela carta de amor,
Borrada de lágrimas de dor,
Salgada e ilegível,
Que lhe escrevi muito triste?

Sabe aquela carta de saudade,
Escrita com o coração solitário,
Com a alma em puro desespero
E o corpo trêmulo de desejo?

Sabe aquela carta mentirosa,
Onde eu declarava a vontade
De nunca mais querer lhe ver?

Se enviei de alguma forma;
Não abra, rasgue e jogue fora,
Pois dela não preciso de resposta.

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Publicado no Recanto das Letras em 15/11/2010
Código do texto: T2617632

PROCLAMAÇÃO DA PREGUIÇA



PROCLAMAÇÃO DA PREGUIÇA
De: Ysolda Cabral



Hoje é segunda feira,
Quinze de novembro
- Que feriadão!

Proclamação da República...
E viva a República então!

Há muito pra fazer:
Faxina, roupa pra lavar,
Passar com ferro quente,
E com vapor pra facilitar.

Àquelas que estiverem rasgadas,
Repare bem e não costure,
Pois não vão servir pra nada,
Jogue fora, troque, mude...

Ou melhor:
Pegue um recipiente seguro,
E, sem contemplação queime tudo.
Afinal nem toda reciclagem convém.
Agradeça a idéia e diga amém!

Só tem um, porém:
Sem “auxiliar” pra ajudar,
Trabalhar não convém.

Proclame a preguiça,
Que se faz anunciar.
Corra pra recebê-la,
Com todos os mimos que apreciar.

Amanhã é outro dia...
Quem irá nos visitar?


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Publicado no Recanto das Letras em 15/11/2010

Código do texto: T2616663

domingo, 14 de novembro de 2010

TRISTEZA QUE MATA

TRISTEZA QUE MATA
De: Ysolda Cabral



Ah! Tristeza que me devora,
Preciso que vá embora.
Deixa-me ficar quietinha,
Entregue a minha própria sorte.

O Por do Sol está lindo,
A noite promete ser estrelada,
E você não me larga!

Meu coração desesperado,
Cansado de viver sozinho,
Se sente um pobre coitado.

E nesta tristeza profunda,
Lá se vai mais um domingo,
Em companhia da tristeza,
Que aos poucos me mata.

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Publicado no Recanto das Letras em 14/11/2010
Código do texto: T2615443

sábado, 13 de novembro de 2010

SEM PENSAR EM NADA - REPUBLICAÇÃO


Resolvi republicar uma vez que, hoje,especialmente hoje, ando meio "nocauteada" na inspiração e por todos os motivos do mundo. Também por ser a poesia " Sem Pensar Em Nada " uma das minhas poesias mais amadas.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MESA SOLIDÃO

MESA SOLIDÃO
De: Ysolda Cabral


Rosas vermelhas
Luzes de velas
Taças e copos
Pratos e talheres
Delicados guardanapos
Sobre a mesa solidão.

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Publicado no Recanto das Letras em 11/11/2010
Código do texto: T2610551

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

LEMBRANÇAS

LEMBRANÇAS
De: Ysolda Cabral



Lembranças boas e amadas
Lembranças tristes e engraçadas
Lembranças doces e amargas
Lembranças sofridas e desesperadas
Como filtrá-las?

Lembranças que teimam em não desaparecer
Lembranças que aos pouquinhos castiga e mata
E antes que isso aconteça
Como matá-las e esquecer?

Lembranças de você...
Lembranças das coisas que deixamos de fazer
Lembranças do bebê que não quis ter
Lembranças de uma dor infeliz
Lembranças do medo que me contradiz
Por quê?

Lembranças de não querer aprender
Lembranças do bom senso, sem esperança
Lembranças que nos fazem morrer
E antes que isso aconteça
O que fazer?

Lembranças... Lembranças...
Como deixar de tê-las?
Diga-me você.

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Publicado no Recanto das Letras em 10/11/2010
Código do texto: T2607103

terça-feira, 9 de novembro de 2010

VOLTANDO A SER MENINA




VOLTANDO A SER MENINA
De: Ysolda Cabral





Minha característica principal é o bom humor, a alegria, o riso fácil... E, quando fico triste e chateada essa característica fica ainda mais acentuada.

- Sempre achei que “curtir” tristeza não valia à pena.

Entretanto, ultimamente, ando com certa dificuldade para “driblar” as decepções, a falta de sonhos, a falta de esperança, a falta de boas notícias...

Começo a olhar a vida de forma diferente... Será que estou ficando gente grande?

- Não quero ser gente grande!

Por onde anda a menina de sorriso franco que incomodava tanta gente?

Por onde anda a menina que não dava bola pra tristeza?

Por onde anda a menina que, quando ouvia a mãe falar vou chamar seu Davino (pedreiro), na pressa em agradá-la, corria e chamava o Sr. Otaviano o sapateiro?

Por onde anda a menina que andava de bicicleta; caia, levantava, e, mesmo com os joelhos arranhados e sangrando, continuava a pedalar como se não estivesse a sentir nada, mesmo com lágrimas rolando?

- Ah, preciso daquela menina de volta!

Ser gente grande não tem nenhuma graça.

Foi me sentindo assim que cheguei em Mirtes, a minha cabeleireira amiga e psicóloga.

E, sob os protestos dela e de outros que estavam ali, mandei que passasse a tesoura nos meus cabelos, os quais estavam bem crescidos. Quase no ombro e com fios retos.

- Eu os queria longos até ontem...

Depois de cortados bem curtos, num é que me achei bonita?

Peguei emprestada a bicicleta de Rosilda e saí pedalando...

Tinha voltado a ser menina.

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Publicado no Recanto das Letras em 09/11/2010

Código do texto: T2605886

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

CARUARU E O ALMOÇO COM OS PASSARINHOS


CARUARU E O ALMOÇO COM OS PASSARINHOS
De: Ysolda Cabral

Há uns dois anos mais ou menos, havia prometido levar minha amiga Cecília para conhecer minha terra natal; Caruaru. Promessa difícil de cumprir uma vez que, quando uma tinha disponibilidade de tempo à outra não tinha.

Finalmente no último dia 30, pude cumprir a promessa.

Saímos do Recife por volta das oito da manhã. Na estrada pegamos muita chuva. E, ao subirmos a Serra das Russas, a serração era tanta que precisei ligar os faróis, reduzir, em muito a velocidade, pois não se enxergava nem um metro à frente do veículo.

De repente me vi dirigindo numa estrada nas nuvens. Sorrindo feliz, desliguei o som do carro para não perturbar o silêncio dos “anjos” e perguntei à Cecília:

- Que tal viajar no Céu?

Pelo amor de Deus Ysoldinha, que é que isso?! Protestou minha amiga de olhos arregalados.

- Ah! Que louca sou de falar assim... Recriminei-me “descendo do Céu”, bem na cidade de Gravatá, nossa "Suíça Pernambucana II". ( A primeira é Garanhuns, conforme observação do meu amigo Lorde Dinamarquês)

Seguimos viagem...

Logo estávamos em Caruaru e fiquei um tantinho decepcionada por não ter muita coisa para mostrar à minha amiga. A cidade está feia, suja, cheia de obras públicas e pelo visto, de lento andamento...

O Morro do Bom Jesus, o qual era nosso cartão postal, se tornou uma favela feia e triste. A Rua da Matriz se tornou um comprido e estreito estacionamento de carros, carroças, bicicletas e motos.

A Praça do Rosário foi reformada e até que tentaram deixá-la bonita. Infelizmente o resultado não foi grande coisa, pois nem de longe lembra aquela da fonte de água colorida de minha infância. Enfim...

Sentindo-me triste e convicta de que seria impossível chegar à feira de artesanato, devido ao trânsito caótico, resolvi levar Cecília, direto para o Pólo Comercial, pois minha amiga estava ansiosa para conhecê-lo.

Lá, ela se deslumbrou com o espaço, o qual é gigantesco. A enorme variedade das confecções de boa qualidade e preços em conta, facilmente nos seduziu a comprar coisas até que nem precisávamos.

Lá pelas tantas, fomos almoçar.

Na Praça de Alimentação almoçamos em companhia de muita gente e, no mínimo, de uns cinqüenta passarinhos, lindos e bem gordinhos, os quais voavam e cantavam a nossa volta e por sobre nossas cabeças. Foi não foi, pousavam em nossas mesas, comiam do nosso prato sem a menor cerimônia.

Um deles, na mesa vizinha, me chamou a atenção, pois dormia a sono solto, com a cabeça escondida dentro da asinha que nem se mexia!

Pedi à Cecília que tirasse uma foto. Ela tirou, mas esqueceu de salvar de tanta emoção.

Deslumbradas com a cena, digna de filme e muita poesia, fomos interrompidas por uma “gentil senhora” que nos observou:

- Vocês viram que ele está dormindo em pé e que a latinha de cerveja está “deitada” em cima da mesa?

- O passarinho está é bêbedo!

E foi embora morrendo de dar risada, mangando de nós duas.

Olhei para Cecília e vi na cara dela a indignação que sentia na minha.

Sem mais delongas, lhe disse:

- Vamos embora!

- EU NÃO SOU MAIS DAQUI.


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Publicado no Recanto das Letras em 08/11/2010

Código do texto: T2604028

domingo, 7 de novembro de 2010

O HIPNOTISMO DO VENTO

O HIPNOTISMO DO VENTO
De: Ysolda Cabral


No balanço do Vento,
A folha da palmeira,
Sem nenhuma alternativa,
Fica para lá e para cá.

Se tivesse algo para segurar;
Talvez não ficasse nesse balanço,
Que só serve para entontecer,
E, hipnotizar quem fica a olhar.

Tanto é que, o sono que agora sinto,
É mesmo de amargar.

A folha da palmeira lá a balançar,
E eu aqui tentando resistir,
Ao hipnotismo do Vento,
Para não dormir,
E, nem com você sonhar.

Daí o Tempo passa,
Passa propositadamente devagar,
Zombando descaradamente de mim.
Porque será?

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Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2010
Código do texto: T2602239

COINCIDÊNCIA DA VIDA POESIA

COINCIDÊNCIA DA VIDA POESIA

SONETO DE AMOR
De: Virgílius


Quem será que habita seus pensamentos?
E por ele..., Silenciosa, Enamorada, e Bela
Caprichosamente..., Se debruça a janela
Como o esperasse, à suaves momentos?

Quem lhes merecerá os sentimentos?
Carinhosamente... O seu amor de donzela?
Quem ousará negá-la como sentinela
Em penhorado amor..., Em juramentos?

Quem dera, eu merecesse tanto carinho.
E eleito do seu amor... ..., Pelo caminho
Contente e feliz eu fosse, em tanto afeto.

Aos sentimentos mais ternos... E serenos.
Aos manifestos da alma..., Mais extremos.
Ou, aos quereres de sí..., Mais perpétuos.

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POEMA EM AGRADECIMENTO


Ah! Meu amigo Poeta,
De teu belo "Soneto de Amor",
Com ilustração mais que pura
E mais que linda, eu te digo:

A "musa" na "fotografia”
É minha mãe querida,
Maria Dilça Lira Cabral.
Uma estrela que no Céu hoje brilha.

Foi esposa, Mãe dedicada e Amiga
Mulher generosa, e muito amada,
Pelos cinco filhos e pelo seu esposo,
Alirio Souto Cabral, nosso Pai.

A surpresa de vê-la de maneira tão rica
Deixou a mim e aos meus, repletos de alegria,
Pelo que agradecemos de todo coração.
Rogando a Deus que lhe conserve esse dom
O qual você usa com beleza e muita maestria.

Ysolda Cabral

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“Minha Nossa...!!!
Fico a refletir como alguém pode definir
e identificar, meticulosamente, o que diz uma
fotografia, donde se "enxerga" a essência.
Pois aqui está escrito exatamente o que foi nossa Mãe.
Explodia em amor!!! Suave e bela!!!
Exalava, mesmo na velhice, a beleza mais pura quando
desciam lágrimas ouvindo sua música predileta: VOCÊ
FOI, de Ysolda, e cantada por Roberto Carlos.

Inára Cabral

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Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2010
Código do texto: T2601796

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Atenção!!
Comentário do Virgílius deixado hoje no Recanto das Letras
para a poesia " Eu e a Borboleta"


07/11/2010 09:59 - Virgílius

Tudo bem Poetisa, que eu me inspirei numa fotografia antiga, e de uma linda mulher, e que pra minha agradável surpresa, era a sua mãe. (Eu devia ter desconfiado... rs rs rs... Pra ser bonita do seu tanto, tinha que ter a quem puxar). Mas você minha amiga, inspirou-se magistralmente linda, numa simples borboleta que pousou no parapeito da sua janela... (Com certeza, veio te comtemplar, se comendo de inveja da beleza de você). DEPOIS..., EU É QUE SOU O POETA!!! P.S.: Eis mais um texto, que sem ser preciso você assinar, aonde quer que eu lêsse, saberia-o nascido de sua alma. Ei..., Num esquece, viu... Diz a Inara q'eu mandei um beijo. Um Xêro bem grande pra você!!!

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07/11/2010 10:30 - Ysolda Cabral


Me fazendo chorar a essa hora da manhã e num domingo, meu poeta querido?!!! Isto é correto? Um beijo "visse" bichinho?!

sábado, 6 de novembro de 2010

EU E A BORBOLETA

EU E A BORBOLETA
De: Ysolda Cabral


No final da tarde bonita e quieta,
Resultado de um dia azul e amarelo,
Sentia-me triste e inquieta,
Conjecturando coisas incertas.

De repente uma borboleta,
Pousou com graça e beleza,
Bem no parapeito da minha janela.

Ela era tão linda e delicada!
Suas asas tão perfeitas!
Fiquei extasiada...

Tanta Luz dela emanava,
Tanta força ela me passava,
- Que eu não sei como -
Mas, ela mandou minha tristeza embora.

Queria que ela voltasse agora,
Quem sabe não me faria esquecer,
A saudade que sinto de você,
Pelo menos nesta hora...

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Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2010

Código do texto: T2601281

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A VIDA DESAPARECEU

A VIDA DESAPARECEU
De: Ysolda Cabral



De repente, não mais que de repente,
Deu-se um branco em minha mente.

Uma coisa realmente de momento.
E a saudade que eu sentia de você,
Perdeu-se no total esquecimento.

Só assim, tão somente assim,
Você sairia de vez da minha alma,
Fazendo meu coração voltar a ter calma.

Agora, livre daquele amor desesperado,
Nunca mais eu vou chorar.
Nunca mais vou sentir a sua falta.
Nunca mais farei um poema a você dedicado.
Isso está sacramentado.

Vou até procurar um papel,
Para anotar dia, hora e a data
Que, este branco abençoado aconteceu.
Bem como todas as promessas que ora faço.

Mas, porque será que não encontro papel?

- O que houve?!

Foi a Vida que desapareceu...

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Publicado no Recanto das Letras em 02/11/2010
Código do texto: T2593279