sábado, 5 de março de 2011

BLOCO DAS FLORES

BLOCO DAS FLORES
De: Ysolda Cabral



No lirismo do Bloco das Flores,
Na cadência intimista dos seus passistas,
Na beleza exuberante do seu todo;
A apresentação é de revista.

Tudo é encanto e magia,
O tempo deixa de ter significado,
Não importa se o presente lembra o passado,
Pois o sentimento é da mais pura alegria.

Lentamente o bloco passa,
Deixando no ar o perfume de suas flores.
E a mistura harmoniosa de suas cores,
Faz acelerar o coração da massa...

Que canta as marchinhas bem afinada,
Esquecendo que amanhã é outro dia,
E quem desfilará é o Bloco da Saudade.

**********
Publicado no Recanto das Letras em 05/03/2011
Código do texto: T2830781

quarta-feira, 2 de março de 2011

VOCÊ NA FOTOGRAFIA

VOCÊ NA FOTOGRAFIA
De: Ysolda Cabral


Na fotografia seu olhar me fascina.
Suas mãos me fazem sonhar...

A lembrança do seu beijo,
Eleva-me aos píncaros do desejo,
E de tão urgente me faz chorar.

Chorar de vontade de você,
Chorar por tudo que não vivemos,
Chorar pelos desencontros que tivemos,
Os quais insistem em acontecer.

E assim chorando e sorrindo,
Pela vida a fora vou seguindo,
Tentando me livrar desse sentimento,
Que cresce a cada momento.


**********

Publicado no Recanto das Letras em 02/03/2011
Código do texto: T2824508

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

DO CARNAVAL EU NÃO DESISTO

DO CARNAVAL EU NÃO DESISTO
De: Ysolda Cabral


Para brincar o Carnaval,
Comprei três fantasias.
Agora estou na dúvida se devia...

Uma delas foi de Odalisca.
Quando provei,
Me senti tão ridícula!

A outra foi de Baiana.
De tão redonda,
Me senti uma verdadeira “onda”...

Já a de Colombina,
- Ah! A de Colombina...
Quando vesti eu adorei!
Senti-me uma menina.

Corri para o espelho,
Para ver o que dizia...

Ele impiedoso e sem rodeio,
Me disse pra tirar a máscara
E desistir da fantasia.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 28/02/2011
Código do texto: T2820102

domingo, 27 de fevereiro de 2011

CHORONA JARDINEIRA




CHORONA JARDINEIRA
De: Ysolda Cabral



As lágrimas regam a roseira
E matam a sede da terra
Só não matam a saudade
Da chorona jardineira...



**********


Publicado no Recanto das Letras em 27/02/2011
Código do texto: T2818973

INFINITA SOLIDÃO



INFINITA SOLIDÃO
De: Ysolda Cabral


Essa sou eu...

Sem pretensão
Sem identidade
Sem corpo
Sem rosto
Apenas Alma

Essa sou eu...

Sem passado
Sem futuro
De presente confuso

Essa sou eu...

Sem sorriso
Sem lágrima
Sem decepção

Essa sou eu...

Eu e a minha infinita solidão.


**********


Imagem inspiração: Google

Publicado no Recanto das Letras em 27/02/2011
Código do texto: T2818899

sábado, 26 de fevereiro de 2011

SÚPLICA DE AMOR


SÚPLICA DE AMOR
De: Ysolda Cabral


Num “rabo de foguete”...
Se queime, se lance,
Me alcance...!

Não sou “agulha no palheiro”...
Me ache, me abrace...
Tome jeito!

Suplico-lhe que atente...
O amor é um presente!

Ainda há tempo!
Aproveite àquilo que a gente sente.
**********

Publicado no Recanto das Letras em 26/02/2011
Código do texto: T2816970

AUTOCONHECIMENTO E BIQUINI ESQUECIDO NA AREIA

AUTOCONHECIMENTO E BIQUINI ESQUECIDO NA AREIA
De: Ysolda Cabral


Minha “chefe” é realmente uma pessoa bastante interessante. Bonita, Inteligente, perspicaz, generosa e um “tantinho” só desligada das coisas menores, - no que ela faz muito bem, diga-se de passagem -, resolveu se juntar a um grupo de autoconhecimento.

Desses que se estuda e se analisa com a “ajuda” de um terapeuta, mas principalmente com a “orientação” das “Estrelas, do “Buda”, das “cores”, das coisas transcendentais e que nós, pobres mortais, não alcançamos com tanta facilidade.

Grupo dedicado e bastante empenhado, vez ou outra se reúne em lugares onde o contato com a Mãe Natureza é propício para uma boa meditação.

Foi o que ocorreu na noite da última sexta-feira, 18/02/2011, noite de Lua Cheia. (Em maiúscula mesmo por respeito à beleza Divinal).

No final do expediente, correu para casa a fim de verificar se estava tudo em ordem com o jantar dos filhos e do marido, e, aproveitar para tomar um banho, vestir um biquíni, posto que o encontro dar-se-ia a beira-mar.

Tudo pronto, de túnica branca, e, com uma toalha dentro da bolsa, para o caso de querer dar um mergulho; lá se foi minha “chefe” para o “estudo” daquela noite.

Depois de muita meditação, ao som das ondas e com muito mais conhecimento de si mesma, minha “chefe” resolveu entrar no Mar.

Água quente, iluminada e livre do Vento, cuja Lua faz questão de mantê-lo afastado nesses momentos; mergulhou livre, leve e solta.

- Hora de ir embora! Chamou sua amiga.

Mais que depressa saiu da água, pegou a toalha, e, já que estava sozinha; tirou o biquíni, se enxugou, vestiu a túnica, pegou a bolsa e correu para o carro da apressada amiga que a esperava, já com o motor em pleno funcionamento...

Só se deu conta de que havia esquecido o biquíni na areia da praia, quando se viu no “espelho” do olhar de seu marido.

Eu, até então calada, confesso que meio incrédula... Escutava o relato quando ela começou a comer um sanduíche que trouxera de casa, evidentemente preparado por ela.

- O pão estava totalmente queimado e ela nem sentia! Foi quando entendi a compreensão e credulidade do seu marido.

- Agora eu também acreditava! Hahahahahaha


**********

Publicado no Recanto das Letras em 25/02/2011

Código do texto: T2814272

http://recantodasletras.uol.com.br/autores/ysoldacabral

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

NOSSO NORTE


NOSSO NORTE
De: Ysolda Cabral


O meu amor é um segredo
Só a você revelado
Então por que o medo
De não ser o meu amado?

Veja, pare um pouquinho
Para ler o meu recado
Não pense que está sozinho
Pois estou sempre ao seu lado

E na manhã de qualquer dia
Banhado de “Raios de Sol”
Sinta toda a minha energia
Conduzindo-lhe ao arrebol.

Agora feche os olhos de mansinho
Estou com você bem de pertinho
E com aquele “Trevo da Sorte”
Vou lhe contar o nosso norte.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 24/02/2011
Código do texto: T2812401

MEU PENAR

MEU PENAR
De: Ysolda Cabral



Aprendendo a viver sem você,
Nada parece interessante.
A saudade difícil de conter,
Me faz sonhar a cada instante.

Se estou acordada ou dormindo,
Pelo amor de Deus... Não pergunte!
Posso estar no sonho mais lindo,
E, nunca mais eu lhe encontre.

Se você assim mesmo perguntar,
Posso até responder sorrindo,
Alegremente e a cantarolar...

Pois cantarolando vou seguindo,
Na estrada florida do destino,
Eternamente triste e a penar.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 24/02/2011
Código do texto: T2812166

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

VEÍCULO PASSA SOBRE O PÉ DA MINHA FILHA



VEÍCULO PASSA SOBRE O PÉ DA MINHA FILHA
De: Ysolda Cabral




O Carnaval ainda está distante, mas por aqui não se fala em outra coisa. Inclusive, no último final de semana muitos blocos desfilaram por ruas e avenidas de alguns bairros do Recife.

Num deles estava minha filha, com um grupo de amigos...

Lá pelas tantas, comecei a sentir um mal estar, uma coisa esquisita e fiquei me segurando para não lhe telefonar. Até que não deu mais e liguei, dizendo-lhe para vir pra casa imediatamente.

De pronto ela me respondeu que já estava a caminho.

Eu estava em cólicas...

Logo que chegou me pareceu bem, apenas um pouco pálida. Atribui seu aspecto a cansaço.

Finalmente me deitei e agradecendo a Deus por ela ter chegado, adormeci.

Hoje, por volta das cinco da manhã, ela me acordou pedindo para lhe levar numa clínica de traumatologia e ortopedia.

- Sabia que tinha acontecido alguma coisa!!!

- Coração de mãe não se engana...

- O que aconteceu?!!! Perguntei, pulando da cama e com o coração na mão.

- Nada não, mamãe! Apenas um carro passou por cima do meu pé e estacionou nele. Agora está doendo um pouquinho. Não dormi a noite toda, acrescentou.

- É mole?!!!!

Espantada olhei para o pequeno pé de minha filha e mais que depressa a levei para a clínica especializada mais próxima.

Lá, depois de radiografado, o ortopedista prescreveu uma medicação, recomendou gelo a cada duas horas, e, observando a sorte que teve de não ter o pé esmagado, a liberou até para brincar o Carnaval.

- Como explicar uma coisa dessas?!!

E tem gente que ainda duvida do coração de mãe e da existência de Deus.

Ao me despedir do médico, lhe censurei por tê-la liberado pro Carnaval e ele morrendo de dar risada, me devolveu: “A senhora não combinou comigo!!!”

- Eu, hein! - É cada doutor tão devagar!!!

Agora eu e Ele teremos trabalho dobrado nos dias que se aproximam.

Ai, ai, ai, ai...


**********


Abaixo comentário de minha filha, deixado no Recanto das Letras


21/02/2011 18:47 - Yauanna Cabral


Acho que desde pequena sempre foi assim... O que eu sentia mesmo longe, você já previa... Telepatia e o amor de mãe nos une, mesmo estando longe, Nem preciso falar nada que você já sabe o que estou pensando. Não quis lhe preocupar, ainda bem que não houve nada demais, agora, é repousar porque têm mais prévias vindo por aí.. Não se preocupe, mamãe... Eu nem dou trabalho! Hahaha.. Beijos, Amo você!


Publicado no Recanto das Letras em 21/02/2011

Código do texto: T2805768



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A MELHOR UTILIDADE DO E-MAIL

A MELHOR UTILIDADE DO E-MAIL
De: Ysolda Cabral



Para quem não pode perder tempo com telefonemas, visitas ou MSN - coisa de garoto; de apaixonado; de desocupado; entre outros que nem é bom falar - não tem coisa melhor que o e-mail para mandar e obter notícias dos amigos e dos nossos familiares.

O problema é que o pessoal banaliza esse serviço e congestiona nossas “caixas de entrada” com correntes, mensagens piegas e depressivas, as quais atrapalham a visualização daquilo que realmente interessa. Isso sem falar em vírus, os quais nos são enviados por sádicos idiotas, e, até mesmo, por pessoas, as quais desconhecem o verdadeiro conteúdo oculto da mensagem recebida e a reenvia para seus amigos, com os endereços eletrônicos expostos, por não saberem usar o recurso individual, ou seja; com a cópia oculta, (C/co).

Claro que há mensagens maravilhosas e de utilidade pública, as quais devem realmente ser enviadas e reenviadas. Contudo, a pessoa tem que ter o bom senso para não abusar. Até por que, quando houver necessidade de “presentear” alguém, por ocasião de seu aniversário, por exemplo, ou quando a saudade for grande; você não vai causar tanta surpresa e nem muita alegria como gostaria.

Mas, enfim, o propósito aqui não é criticar ninguém e nem muito menos ensinar alguma coisa relativa ao uso do e-mail, e sim, de registrar a grande descoberta que eu fiz referente à sua melhor utilidade, isso graças a uma de minhas irmãs, a mais querida entre nós - somos quatro irmãs e um irmão.

- A r e n g a r!!! É isso mesmo: arengar!!! (Rsrs)

Pense numa coisa boa!!!! Não há estresse...!!!!

Ela manda de lá, eu mando de cá e sempre com o cuidado de ler, responder e deletar, para não ter que ler de novo e a briga continuar. Isso vale para as duas. Eu, pelo menos, recomendo e faço. Se ela faz, ainda não perguntei. Como no momento estamos em plena “arenga”; depois eu pergunto. (Rsrs)

Brigar cara a cara é terrível! Cada uma que queira falar e ter razão mais que a outra. Aí ninguém escuta ninguém, os ânimos se alteram e a coisa pode pegar pra valer.

Depois da “briga”, da “peleja”, da “arenga”... Aí sim!!!! - É hora de enviar uma linda mensagem, umas flores e as pazes estão garantidas.

Muito bom "arengar" por e-mail, muito bom! - Agora tem uma coisa: tem que saber colocar as vírgulas e não apelar pro verbo... Hahahahaha

**********


Publicado no Recanto das Letras em 18/02/2011
Código do texto: T2799730

UM LINDO SONHO

UM LINDO SONHO
De: Ysolda Cabral


No aconchego da tarde linda e preguiçosa,
Agradável mesmo em função do frescor artificial,
A cama confortável, convidativa e cheirosa,
Disputa com o computador de forma desleal.

O cansaço é enorme e conspira a favor da cama,
A vontade de compor um poema é tanta,
Que, juntada a saudade de você; vou à lona!
E o primeiro round o computador ganha.

Com os olhos fechando de tanto sono,
O coração de emoção quase parando,
Um poema de amor não mais componho.

De repente um soluço, uma lágrima...
Nem mais um verso... Nem mais uma palavra...
E foi assim que acordei do lindo sonho.

**********


Publicado no Recanto das Letras em 16/02/2011

Código do texto: T2795937

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

CRÔNICA CIFRADA - II

CRÔNICA CIFRADA - II
De: Ysolda Cabral




Pois é!!! Morro de velha e não mudo a minha maneira de ser, de agir e muito menos de pensar.

Se estou certa ou errada, eu sei lá!!! Só sei que não vou mudar nunca. Creio piamente que todo mundo é exatamente assim. Apenas acho que a pessoa pode melhorar ou piorar. Só depende da querência de cada um, ou, das circunstâncias que a vida lhe impuser. Contudo, MUDAR, de jeito nenhum!

Muitos dizem: “você deveria escrever mais crônica”. Já outros dizem: “suas poesias são maravilhosas”. Eu, sinceramente, agradeço, fico feliz e sigo escrevendo, sem achar absolutamente nada.

Quando escrevo não faço escolhas, escrevo o que dita a minha alma e o meu coração em diferenciados momentos de minha vida.

- É poesia? É prosa? É crônica...?! Não sei...

Só sei que quem escreve sou eu, sem nenhuma vaidade ou pretensão, a não ser a de me fazer feliz.

Alguns textos me entristecem, outros me alegram, mas o importante para mim é não desistir daquilo que amo.

E, como complemento do que ora escrevo, abaixo, um texto que qualifico de poesia – a minha poesia - sem métrica, sem rima e sem beleza alguma, mas que me define da maneira mais fiel.


NÃO DESISTO


Pisando na areia molhada,
Recolhendo conchas e estrelas do mar
Sem sonho e sem objetivo
Sigo a caminhar

Assim venço toda tristeza
Que a vida faz questão de dar
E sem pensar em nada
Sigo a caminhar

Sentindo o vento no rosto
O sol aquecendo o meu corpo
Que a água, através dos meus pés, tenta esfriar
Sigo a caminhar

O dia iluminado pára
A bela garça por sobre a minha cabeça passa
E escutando as ondas do mar
Sigo a caminhar

De repente fico alerta
Com todos os sentidos aguçados e definidos
Do peito vem a dor e vem o grito
Sem que eu possa impedir ou parar

Mesmo assim... Sigo a caminhar.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2011
Código do texto: T2793424

CRÔNICA CIFRADA

CRÔNICA CIFRADA
De: Ysolda Cabral


Ontem, seis horas, parecia dezoito de tão escuro que estava. Se não estivesse chovendo, teria certeza que os trovões e os relâmpagos haviam acontecido apenas em meus pesadelos.

Abri a janela e vi um dia sombrio. Um canto de pássaro, se quer, ouvia... Sentia-me sem jeito, preocupada e cansada. Pensei em ficar em casa e dormir mais um pouquinho...

Alonguei; me olhei no espelho e de novo não me reconheci. Sorri um sorriso amarelo, e orei com vontade de pedir a Ele para amenizar o tempo... Mas, para quê?!

Sem querer saber mais de notícias, não olhei pro PC e fui direto pra cozinha. Logo estava saindo de casa, para mais um longo e cansativo dia de trabalho.

Trânsito engarrafado, buzinas perturbando o pensamento e atrapalhando a música que eu escutava, então pensei: devia ter mesmo ficado em casa.

Mas logo uma paz infinita tomou conta de mim e nada mais senti...

Nem alegria, nem tristeza e nem saudade.

Olhei para o mar... Estava igual a mim; tão sereno e tão pálido!

O semáforo abriu, o trânsito andou...

Hoje é outro dia, ele está lindo e por ele dou Graças!

*********


Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2011
Código do texto: T2793124

SOB RAIOS DE SOL


SOB RAIOS DE SOL
De: Ysolda Cabral



Depois que a chuva parou...

A alegria voltou e tudo se tornou mais intenso e mais bonito.

As plantas ficaram mais verdinhas a espera das borboletas e Joaninhas.

Depois que a chuva parou...

O trânsito que estava parado andou, a carburação foi diluída pelo vento,
e a poluição sonora amenizou.

Depois que a chuva parou...

Meu coração que estava triste e com “Tum, Tum” atrapalhado, se aquietou.

Depois que a chuva parou...

O Céu, o Mar e a Terra se “vestiram” de cores vivas para colorir o Dia, o qual surgiu entre belos Raios de Sol...

Lembrei de você e o meu sorriso voltou.

**********


Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2011
Código do texto: T2791297

domingo, 13 de fevereiro de 2011

MORTE ANUNCIADA

MORTE ANUNCIADA
DE: Ysolda Cabral


A música acalenta e acalma.

O Mar alimenta, ajusta,
Cura o corpo e a alma.

Há uma expectativa de notícias,
A espera é angustiada.

No momento,
A música é a chuva.

O perfume,
É o da terra molhada.

O presságio é de morte,
Nos morros que estão sob água.

E que Deus nos acuda,
Chega de morte anunciada.

**********
Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2011
Código do texto: T2790640

SEXTO SENTIDO

SEXTO SENTIDO
De: Ysolda Cabral


Calmaria assim...
Desconfie do fim!
Melhor é redobrar o cuidado,
Prestando atenção ao recado...

Todos os instintos devem ser intimados
A ficarem a postos e em alerta máximo.
Contudo, pense que nada vai lhe acontecer,
Tenha convicção e acredite em você.

Sei que não custa ser precavido,
E, mesmo sendo consciente de seu potencial,
Convém não subestimar a força do inimigo.

Renovando sua fé no Altíssimo,
Você não temerá o desconhecido,
Assim, logo ele será definitivamente banido.

**********
Publicado no Recanto das Letras em 10/02/2011
Código do texto: T2784074

A VIZINHA DO LADO



A VIZINHA DO LADO
De: Ysolda Cabral



A falta de objetividade na maioria das pessoas quando fala, até mesmo quando escreve, me agonia e me estressa.

- Não suporto gente prolixa!

Quando encontro alguém assim, se não conseguir fugir no tempo hábil, me refugio no meu “mundo labirinto”, e ao sair pela “porta poesia”, me sinto leve e fresca como um dia de primavera. Então vou embora sem ter escutado uma só palavra.

Entretanto, com Ana Lúcia, minha vizinha, eu não conseguia usar esse recurso, pois à medida que ela ia falando, ficava pegando em mim, me puxando, me sacudindo, pedindo minha opinião... Uma verdadeira agonia!!!

Quando a encontrava na saída pro trabalho, nem por isso... Mas, quando era na volta, sentia até vontade de chorar.

Certa ocasião, depois de um dia de trabalho emperrado (quando nada dá certo) e de enfrentar um engarrafamento dos diabos, num calor infernal, uma fome terrível e com o “xixi” na porta; chego à garagem do meu prédio e corro para o elevador. Aciono o botão de chamada várias vezes. Finalmente o “dito cujo” chega e a porta abre...

- Quem sai dali?!! A Ana Lúcia!!!

E aí; blá, blá, blá, blá, blá, blá... A porta do elevador se fecha e eu fico a mercê dela. Comecei a chorar sem nem perceber. Só me dei conta que estava chorando quando ela me abraçou para me confortar. Ocasião em que, atendeu ao seu celular e falou para o filho que não a esperasse para o jantar, pois não poderia me deixar sozinha naquele estado.

Apesar dos meus protestos, não houve jeito. Ela cancelou o encontro com o filho e subiu comigo para o meu apartamento.

Mal chegamos, corri para o banheiro e só saí de lá refeita.

Com cautela, respirando fundo, fui à procura da minha amiga. Ela tinha ido embora...

Na cozinha, encontrei uma bandeja com um delicioso lanche, preparado por ela e um bilhetinho que dizia: “Se precisar de mim, é só me chamar.”

A partir de então, sempre reservo um tempinho para ouvir, principalmente, quem não tem muito com quem conversar.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 10/02/2011

Código do texto: T2783905

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

QUEM PRECISA DE ORAÇÃO?

QUEM PRECISA DE ORAÇÃO?
De: Ysolda Cabral





Acho pouco provável que uma pessoa por mais que tenha fé, em determinados momentos não se sinta só e abandonada. A sensação é tão forte que “desmonta” a gente e nos faz ficar sem rumo.

A sensibilidade de cada um é que dita a intensidade e a duração desses momentos. Quando passam deixam marcas na alma, no corpo e na mente. Marcas essas que o tempo não apaga. E, quando tornam a acontecer é sempre pior que a vez anterior.

E assim vamos vivendo... Dias bons, dias ruins, dias mais ou menos...

A verdade é que ando meio triste e desencantada. Culpa da minha sensibilidade cada vez mais aguçada, em função do “disparate” que sou entre os meus iguais.

Gostaria até de ter mais tempo para me conhecer melhor; descobrir quem sou; analisar os meus "por quês"... Contudo, quando consigo um tempinho para essa finalidade, desperdiço não fazendo absolutamente nada.

A sensação de derrota relativa aos entes queridos, os quais já “partiram”, também incomoda e a saudade faz nossa vida descolorir. E, se formos nos ater naquilo que deixamos de desfrutar uns dos outros, aí a coisa pega pra valer...

Quantos abraços deixamos de dar e receber; quantos “eu amo você” calamos, ou, não demos a devida importância?!

Ah! Nem é bom falar...

Entretanto, no que tange a esse aspecto, é tarde para nos redimir, pelo menos enquanto estivermos por aqui.

- E nem rezar por eles adianta mais... Pois, segundo meu pai, - um dedicado estudioso da Bíblia - em nenhum lugar do respectivo livro sagrado, há alusão, ou registro, quanto à necessidade de oração por parte daqueles que já se foram. E se há; ele ainda não encontrou.

Já os daqui...

Eu então... Cruzes!!!!


*********

Publicado no Recanto das Letras em 08/02/2011

Código do texto: T2779725

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O APAGÃO DO NORDESTE

APAGÃO NO NORDESTE
De: Ysolda Cabral



O apagão uniu ainda mais o povo nordestino,
O qual aproveitou a noite de escuridão,
Para em comunhão,
Contemplar as coisas do Divino...

O Céu...?!
O Céu estava lindo!
Repleto de Estrelas.

Estrelas que brilhavam
Sobre nossas cabeças,
Independente do “estado”,
Em que nos encontrávamos;
Apaixonados, ou mais não.

Algumas pareciam querer dar um recado.
Não lê-los me pareceu à coisa certa.
Poderiam quebrar o encantamento,
De uma noite rara,
E, incrivelmente bela.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 04/02/2011
Código do texto: T2772155

O VENDEDOR AMBULANTE

O VENDEDOR AMBULANTE
De: Ysolda Cabral


Laranja cravo,
Jambo, manga,
E melancia...

Laranja Bahia,
Também tinha...

Uva verde, maçã e pêra,
Abacaxi e “siriguela”.
- Nem lembro mais o sabor dela -

Macaxeira, pronta para a panela,
E o feijão verde já bem debulhadinho
Davam o realce entre as frutas,
Frescas e belas expostas no carrinho...

Entregues na portaria,
Do prédio da “madame”,
Com muita alegria,
Pelo vendedor ambulante.

Ela ao efetuar o pagamento,
Pleiteou-lhe um desconto,
Um desconto descabido,

E ao meu ver desumano.

Ele prontamente concedeu,
- abrindo mão do seu ganho -
E lhe pediu um copo d’agua...

E aí o inusitado aconteceu:

Ela lhe disse pra pedir em outro canto,
Pois ali não se dava água nem a santo...


Fiquei a me perguntar :

Será que ouvi direito?!

Fui embora sem acreditar,

Com o coração contrafeito.


**********

Publicado no Recanto das Letras em 03/02/2011

Código do texto: T2769941

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

PALHAÇO SEM REFLEXÃO


PALHAÇO SEM REFLEXÃO
De: Ysolda Cabral


Sou especial?
Não sou não!

Sou especialista em covardia
Sou especialista em hipocrisia
Sou especialista em disfarce
Fingindo alegria e disposição

Sou reles zero a esquerda
Sou elo partido e perdido
Sou sem teto e sem chão

Sou cambalhota de ilusão
Sem cordão, sem paixão
Transbordante de burrice
Desengano e rejeição

Sou somente esquisitice
Uma coisa qualquer de chatice
Sem explicação e sem perdão
Que não precisa de identificação

Pois um ser não identificado
Um reles coisa qualquer
Perdido no meio do nada
Também não precisa de nada não

Sou especial?!
Não sou não!

Talvez uma espécie de palhaço
Repleto de esperança
Por não fazer reflexão...

**********


Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2011
Código do texto: T2765670

QUANDO EU QUERO MORRER?!



QUANDO EU QUERO MORRER?!
De: Ysolda Cabral




Hoje, não sei por que cargas d’agua, a conversa no intervalo do almoço, versou sobre a morte. Fiquei a escutar sem emitir opinião até que, uma colega mais curiosa, me perguntou quando eu gostaria de morrer.

- Isso é pergunta que se faça?!!!

Caí na risada e lhe respondi sem titubear que, a qualquer momento.

Meu Deus do Céu...! Todo mundo parou de falar e olhou para mim como se eu fosse uma completa anormal.

Mas o fato é que, sempre encarei a morte como uma coisa natural. A única coisa que me preocupa é fazer essa “viagem” muito velha ou muito doente.

Então, para que a minha colega entenda melhor a minha resposta, abaixo, transcrevo uma poesia que compus certa ocasião que diz assim:



ENGRAÇADA PIADA


Se eu morresse amanhã,
Até seria bem apropriado.
Partiria para uma viagem,
Ainda em relativa forma e sã.

É que me preocupo em “lá” chegar
E não ter condições mentais e físicas,
De explorar a desconhecida
E misteriosa etapa.

Não sei por que cargas d’água,
Tantos jovens já partiram
E tantos, mais ou menos,
Ainda não...

Que mistério é esse,
O qual não se consegue explicar,
Só temer e o desfecho esperar?

Sair velho desta e doente
Vai fazer o quê por lá?
Morrer, já não vai mais poder!!

Só voltando...

E sem as sábias experiências adquiridas
Qual o sentido de voltar?

A vida é mesmo engraçada!
Melhor a imaginar uma linda
E engraçada piada
Para não sofrer e surtar


**********

Publicado no Recanto das Letras em 31/01/2011
Código do texto: T2763497

domingo, 30 de janeiro de 2011

ABSOLVIÇÃO

ABSOLVIÇÃO
De: Ysolda Cabral


Fique alerta
Fique esperta
Perceba a encenação

Fique fria
Cuidado com a ira
Ela é como assombração

Não se avexe
Não menospreze
A voz do coração

Não se iluda
Fique muda
Observe a direção

Fique calma
Cuide da sua alma
E obtenha absolvição
**********
Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

JOANINHA EM DEPRESSÃO



JOANINHA EM DEPRESSÃO
De: Ysolda Cabral


Hei! Deixe-me quietinha.
Diz a Joaninha.
Hoje não quero conversa,
Não quero trela,
Não quero festa,
Estou com arestas,
Nada eu acho que presta,
Só quero ficar num cantinho,
Esperando que o vento me leve,
Pra qualquer lugar que ele for.
Oh! Estou tão sem cor...

- Que horror!


**********

Abaixo interações maravilhosas:

Ah, Joaninha, és tão bela,
Vermelha e pintadinha!
Não fique assim,
Amiga do jardim.
Tenha fé na vida,
Pois de todos os bichinhos.
És a minha preferida.
*
Luciano SV

**********
Joaninha, minha amiguinha
não fiques triste assim
tens uma linda roupa vermelhinha
és ainda, a alegria do jardim!!!
*
Chica
Minha bela joaninha
Não fique tristinha não
Eu te dou uma florzinha
E carinhos de montão!
Teca
**********
*
Então eu reflito e digo:
Como pode uma Joaninha
Tão querida e tão amada
Ficar depressiva por nada?!
*
Ah! amiguinha querida,
Dê adeus a depressão,
Dormindo um bom soninho,
Escutando uma canção.
*
*
Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2011
Código do texto: T2759137


NO EMBALO DO TEMPO

NO EMBALO DO TEMPO
De: Ysolda Cabral


Sol e chuva,
Chuva e sol.
Num dia, só...

Nem frio e nem calor,
Nem tristeza e nem alegria.
Um pouco de saudade, só...

Ansiedade,
Necessidade de sermos
Dois em um, por um só...

Solidão de dois,
Na existência do talvez.
Na certeza: apenas eu!

**********

Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2011
Código do texto: T2759075

FLORES NA CALÇADA


FLORES NA CALÇADA
De: Ysolda Cabral


Pelo chão, descoloridas e molhadas,
Formando tapete na calçada,
Flores precocemente despetaladas,
Pela angustiante e fria madrugada.

Com receio de pisá-las,
Fico parada a olhá-las.
E então o tempo pára.

- Como devo proceder...?!

Pisá-las me parece uma maldade.
Contorná-las é impossível!
E, como não sou pássaro...

O que devo fazer ?

De repente se desfaz a indecisão,
Percebo que o tempo realmente parou,
Parou para as flores caídas na calçada...
Para mim ainda não.

- Siga em frente, me diz a razão.

De cabeça erguida, pisando firme,
E sem nenhuma vacilação, obedeço,
Mesmo sentindo chorar meu coração.

**********


Publicado no Recanto das Letras em 28/01/2011
Código do texto: T2757411

"ESCREVER PRA MIM É ..."



Escrever para mim é...


É a maneira que encontrei
Pra fazer falar a minha alma
Que vive presa dentro de mim
E às vezes tem vontade de sair

Escrever pra mim é...

Falar da alegria e da tristeza
Bem como da saudade
Que por pouco não me mata
Porém faz a minha alma
Mudar de idéia de querer partir

Escrever pra mim é...

Transmitir às pessoas o que sinto
E, dentro de controvérsias daquilo que digo
Levar esperança da realização dos sonhos
E me fazer lembrar que ainda estou aqui.


**********

Poesia participação na ciranda “Escrever Pra Mim É...” da amiga e talentosa poetisa recantista, Maria Paz. Para ler a página da poetisa, clique no link abaixo:
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=27054


Ysolda Cabral
Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2011

Código do texto: T2755535


domingo, 23 de janeiro de 2011

UM LINDO CLONE



UM LINDO CLONE
De: Ysolda Cabral



Usando você de matéria prima,
No laboratório ilusão,
Fiz de você o meu amor,
Numa noite de verão.

Com muito cuidado e zelo,
Criei cada detalhe,
Isso sem nenhum receio,
E pra ficar sempre ao meu lado.

Do caráter ilibado,
Da conduta exemplar,
Da tela estelar do seu olhar,
E do eterno menino...

Juntei tudo e dei um jeito,
De pegar também seu cheiro,
Até a risada cristalina;
O resultado foi perfeito...

Você nem imagina!

Terminada a criação pela aurora,
Você já não me pertencia.
Tive que deixá-lo ir embora,
No amanhecer daquele dia.


**********


Publicado no Recanto das Letras em 23/01/2011

Código do texto: T2746681


*********

MINHA PÁGINA NO RECANTO DAS LETRAS :

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

BEIJO ROUBADO

BEIJO ROUBADO
De: Ysolda Cabral



Um dia te roubei um beijo,
Numa linda noite de luar.
Fiquei meio sem jeito,
Pois não costumo roubar.


Mas não me arrependi do ilícito,
E por todos os deuses eu te digo:
Faria tudo novamente,
Se hoje estivesse contigo.


**********

Interação melhorada (rs) ao Poetrix do talentoso poeta recantista,
Jeronimo Madureira.
http://recantodasletras.uol.com.br/poetrix/2735893

**********

Publicado no Recanto das Letras em
21/01/2011Código do texto: T2744173

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

POSSO PERDER A CABEÇA, MAS NÃO OS PÉS


POSSO PERDER A CABEÇA, MAS NÃO OS PÉS
De: Ysolda Cabral




Meu tendão de Aquiles é realmente “o tendão”. Como passei dos “ 25”, todo cuidado é pouco. Fazendo o meu check-up, o meu médico achou prudente solicitar uma radiografia e um ultra-som dos meus pés.

Hoje, depois de uma noite mal dormida, por conta de pesadelos terríveis, (neles eu me via sem os pés) e, de amanhecer no consultório da dentista, para concluir um trabalho de canal, fui com garra e coragem, fazer os tais exames.

Primeiro me encaminharam para a sala de radiografia. Ao entrar, a técnica sem a menor cerimônia falou: “Nossa Senhora, nunca fiz um exame desses em ninguém!”

- Que houve com seus pés? De pronto lhe respondi que era coisa normal na minha idade; coisa de velho e que ela não precisava se assustar, pois eu já estava bastante assustada.

Ela não se dando por satisfeita retrucou: “mas eu tenho feito radiografia em muito velho e...!

A essas alturas, eu meio que perdendo a paciência, lhe interrompi confidenciando-lhe ser, na realidade, de outro planeta, uma extraterrestre, que ela guardasse o mais absoluto segredo e terminasse logo com aquilo.

Meio na dúvida, ela resolveu ir em frente. Ao chegar junto de mim, para arrumar minhas pernas e consequentemente meus pés em cima da mesa, olhou bem para mim e exclamou: “Poxa vida, a senhora não é velha e é bem bonita!!!

Eu não sei se fiquei exasperada, mais preocupada, ou se gostei da observação.

- Que confusão estava a minha cabeça! Tudo por conta de um tendão, levemente proeminente...!

Enfim, radiografia tirada fui direto para a sala de ultra-som.

A doutora, a qual realizou o respectivo exame, disse que no meu tendão esquerdo havia um cisto e no outro, um em formação.

Eu em aflição lhe perguntei: Vou ficar sem pés, doutora?

E ela respondeu parecendo indignada: “claro que não Ysolda!!”

Nossa, que alívio!

Não ter mais 25 anos é danado de ruim, mas ficar sem os pés, não ia dar pé; né não?!

E haja abobrinha para curar mal olhado e indigestão...! Hahahahaha



**********
Em tempo: Foto dos meus queridos pés, fotografados por mim, especialmente para ilustrar esta crônica de utilidade pública. Hahahahahahaha

**********
Publicado no Recanto das Letras em 20/01/2011
Código do texto: T2742096

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

APENAS CANSAÇO

APENAS CANSAÇO
De: Ysolda Cabral


Preciso parar,
Pra ficar comigo um pouco.

Pensar...
Refletir...
Relaxar...

Esquecer a amargura e o pranto,
Voltar a sorrir escancarado,
Sem quebranto...

Caminhar a beira mar,
Sentir a areia molhada
De água salgada,
E não da tola lágrima.

Vê o dia deitar,
A noite chegar,
E voltar a sonhar,
Sonhos lindos e me encantar...

Sentir a brisa acariciar meu rosto,
Como a me dizer: tome gosto!
Ainda há muito pra viver e amar.


**********

Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2011
Código do texto: T2739722

MORTOS VIVOS É A NOVA CLASSE SOCIAL

MORTOS VIVOS É A NOVA CLASSE SOCIAL
De: Ysolda Cabral




Eu deveria ter nascido em outro século. A grande dúvida é: para trás ou para frente...?

Para trás acho que não daria muito certo e por todos os motivos. Para frente, com mais máquina que gente, também não. Encurralada neste século, vou vivendo meio fora de tempo e lugar, um dia após o outro, sem grande entusiasmo e/ou motivação.

As oscilações quando ocorrem, não são atrativas e causam perplexidade.

Ultimamente, ando em completo estado de perplexidade, revolta e tristeza. O mundo está de ponta cabeça e isto é assustador. A sensação de impotência nos neutraliza e nos faz duvidar até da fé.

E é neste estado de espírito que tenho lido às notícias assustadoras, dignas de filme de terror, que vêm sendo veiculadas diariamente nos meios de comunicação.

A morte assola por todos os lados e de todas as maneiras. Soube agorinha mesmo que, em São Paulo, uma aposentada, de 64 anos, após salvar dois netos, morreu afogada dentro de sua própria casa.

- Meu Deus, como pode uma coisa assim acontecer?!

Tenho visto pessoas, em vários estados brasileiros, sendo retiradas dos escombros mortas. E, as que são retiradas com vida, parecem fantasmas. E, essas, traumatizadas, sem saúde, sem teto e sem chão, vão formando uma nova classe social; a dos “Mortos Vivos”, e isto é mais que preocupante é uma verdadeira tragédia.

No meio desse quadro atroz, dessa ignóbil realidade, o que mais impressiona e indigna é saber que tem gente que se aproveita dessas grandes calamidades, para enriquecer mais, inclusive, roubando até os donativos, tão necessários, neste primeiro momento, para os sobreviventes já tão severamente feridos, sofridos e castigados sem nem saberem a razão.
- Que lastima!

Realmente... Acho que quero é ser de outro planeta.
**********

Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2011
Código do texto: T2738930

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O AMOR JOGA COMIGO

O AMOR JOGA COMIGO
De: Ysolda Cabral


Relendo minhas poesias,
A maioria dedicada a você,
Sinto mais tristeza que alegria,
E, fico sem me conter.

Choro e dou risada,
E me pergunto o porquê.
Afinal um amor inventado,
Não devia sobreviver.

Mas ele insiste no contrário,
Independente de minha vontade.
E me faz sua parceira,
Com muita facilidade.

Ontem jogávamos Sonhos,
Num jogo pra lá de empatado.

Hoje, um dia especial,
O jogo é Realidade,
O amor é de verdade,
E a saudade é o diferencial.

**********


Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2011

Código do texto: T2734749

EDUCAÇÃO É QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA


EDUCAÇÃO É QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA
De: Ysolda Cabral




Não me acostumo com falta de educação, grosseria, agressividade, discriminação e violência. Venha de quem vier e de onde vier. Até mesmo de mim, pois quando cometo algum desses imperdoáveis “delitos” fico muito mal comigo mesma e confesso que é bem difícil de me perdoar.

Ultimamente venho me pondo à prova e exercitando o alto-controle e a paciência para exercer a boa educação e a tolerância constantemente... Até por que sou meio explosiva, meio sangue quente. Sou daquelas pessoas que não levam desaforo pra casa, mesmo sem guardar mágoa ou rancor. Ou pelo menos era; uma vez que, tenho usado com muito afinco o “recurso” tolerância.

É isso... T o l e r â n c i a!

É tolerância que está faltando entre nós, enquanto seres humanos. A impressão que tenho é de que ninguém tolera mais ninguém. Todos se acham os donos da verdade, os “bam-bam-bans" do pedaço. Só eles têm razão e para obterem o respeito e a atenção que se julgam merecedores, recorrem ao “vale tudo”.

E a Vida é muito mais que isso...

Para que tanta discriminação, competição desleal, distorcida, ridícula e inaceitável?!

Aí vem a Mãe Natureza e mostra quem é que manda... E sobra pra todo mundo.

Tomo como bom exemplo; as fortes chuvas que recentemente desabaram sobre o Rio de Janeiro, soterrando casebres e mansões, e, com moradores dos quatro cantos do mundo.

E é essa a conseqüência do “vale tudo” que se estende como uma peste, envolvendo tudo e todos, de uma forma ou de outra; há longo tempo.

- Se não existe respeito pela Natureza e nem pelo meio ambiente, como pode haver respeito entre os homens?

Ando observando muito os sintomas dessa “peste” que se alastra rapidamente e assustadoramente sobre todos nós e chego à conclusão de que, a única “vacina” existente para conter o avanço dessa epidemia é uma boa educação.

Será através dela - da educação - que aprenderemos a ter tolerância e assim proporcionar que aconteça uma verdadeira revolução, onde o respeito pela Vida e pelo ser humano, se tornem palavras de ordem.

Se você não é educado, aprenda a ser. - Não custa nada!

Comece sendo educado em sua casa. Com os membros de sua família.

Procure ser gentil e cordato com todos, até com os mais mal educados, agressivos e grosseiros. À proporção que você for usando da boa educação, eles começarão a usá-la também.

Não entre em contendas...

Aprenda a dizer não com firmeza, porém sem ser autoritário e/ou agressivo.

Aprenda a agradecer e respeite o limite de cada um. Assim você também será respeitado.

Procure ajudar, pelo simples ato de que assim deve ser e não visando reconhecimento, benefício próprio ou por uma estúpida vaidade.

Jogue o lixo na lixeira...

Saber viver não é tão simples, eu sei! Entretanto, com uma boa dose da “vacina” educação, tudo se tornará mais fácil e viável.É isso aí! O "recado" está dado.

**********


Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2011

Código do texto: T2734493

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

MEUS FANTÁSMAS

MEUS FANTÁSMAS
De: Ysolda Cabral

Sou péssima observadora, porém quando me proponho a observar, observo e bem direitinho. Contudo, para que isso aconteça, é preciso que alguém me peça, ou algo novo me leve à observação.

No trabalho vem me ocorrendo um fato interessante...

Quando me concentro para realizar alguma tarefa mais urgente, um ruído me perturba e me leva ao tempo de criança quando; no sítio do meu avô, meu tio nos assustava com histórias de assombração.

Eram sempre as mesmas histórias. A maneira de contar é que mudava à medida que a gente não ia tendo mais medo. Em função disso, ele apelava para a “ajuda” dos seus “amigos” fantasmas, os quais, a partir da meia noite, quando todos já estavam deitados, vinham nos amedrontar.

No sítio não havia energia elétrica, e, quando íamos dormir vovô não permitia que ficasse nenhum candeeiro aceso ou lampião. O objetivo era prevenir acidentes enquanto dormíssemos.

Eu e a minha irmã fazíamos as orações, nossa tia nos cobria e ali ficávamos a espera do sono chegar olhando o teto de belas telhas, as quais não impediam a entrada da claridade da lua e nem do pingo d’agua, em noites de chuva forte.

Quando já estávamos quase conciliando o sono, os “fantasmas” chegavam. Enormes e assustadoramente brancos. Batiam portas e janelas, gemiam, assoviavam... Porém o que nos deixava mais aterrorizadas e nos levava a correr para cama de nossa tia Maria José, era o lento arrastar de seus pés no corredor; para lá e para cá.

O medo era tanto que tratávamos logo de dormir para fugir dos “amigos” do meu tio, os quais atendiam pelos nomes de lençol branco e chinelos do meu avô.

No trabalho, com certeza, os chinelos do meu avô e nem os lençóis estariam. Muito menos meu tio.

Obriguei-me, a ficar atenta e observar todos os colegas e seus movimentos, visando descobrir de onde vinha àquele arrastar de pés, tão meu conhecido.

Era Victor (20 anos), o lindo e sarado estagiário de nossa divisão, o qual de tanto estudar e malhar, anda arrastando os pés de tão cansado.

Nossa, que alívio! (Rsrs)


**********


Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2011


Código do texto: T2727626


http://recantodasletras.uol.com.br/autores/ysoldacabral


**********

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

CUMPLICIDADE COM A ACÁCIA

CUMPLICIDADE COM A ACÁCIA
De: Ysolda Cabral


Vejo a Acácia Amarela,
Novamente florida,
Reinando na avenida.
- Como ela está linda!

Indiferente a Chuva e ao Sol,
Se é noite ou se é dia,
Se há combate a poluição,
A falta de consideração,
E ao lugar em que habita...

Ela reina absoluta na avenida.
E, esbanjando beleza e energia,
Aguça o meu amor pela poesia.

Reverencio-lhe com um olhar;
Sorrio em cumplicidade,
E esqueço a realidade.

Radiante, iluminada e bela,
Ela me reconhece e agradece,
- Do alto de sua majestade -
Sorrindo de volta para mim.

- Eu vi, ouvi e senti!
Posso até jurar que foi assim.

Adiante segui,
Muito contente e feliz,
Consciente de que da Vida;
Sou uma mera aprendiz.

*****

Foto ilustração : Eduardo Ramos


Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2011
Código do texto: T2720628

domingo, 9 de janeiro de 2011

MÍRIAN WARTTUSCH - ILUSTRE AMIGA

INTERAÇÃO OU PROVA DE CONFIANÇA E AMIZADE?




Ao ler a crônica “NOSSA CASA DESDE O COMEÇO”, publicada em 07/01/2011, recebi os comentários, abaixo transcritos na integra, da ilustre amiga Mírian Warttusch, os quais fiz questão de publicar desta forma, em função dos grandes ensinamentos que eles nos trás.


09/01/2011 20:27 - Mírian Warttusch

Infelizmente enquanto minha mãe esteve viva, não me dei bem com ela, vivíamos brigando muito. Ela se casou sem amor, para se vingar do homem que amava e transformou nossa vida em uma perene guerra. Meu pai era um homem maravilhoso, apaixonado por ela e eu achava muito injusto ela ter feito o que fez e sempre dava razão ao meu pai. Depois que ela se foi, pude meditar sobre o absurdo que eu fizera, não me aproximando de mamãe, tentando entendê-la e talvez aconselhá-la, mas quando somos jovens, dificilmente temos esse modo de raciocinar e assim mamãe partiu, deixando em mim uma lacuna imensa e então escrevi um poema de despedida: SAUDADE DE MINHA MÃE! Que transcrevo a seguir.


09/01/2011 20:43 - Mírian Warttusch

SAUDADE DE MINHA MÃE

Quando é tarde demais, encontro o amor que te dedico...
Tarde demais, quando deixaste de existir, querida!
Tarde demais... e quando quieta, a relembrar-te fico
Penso ter menos razão, agora, a minha vida.

Parece ainda maior, a nossa casa tão mimosa...
E em cada canto, existe muda uma sentença.
E em teu jardim, contida em cada rosa,
Sinto mais viva a chama da tua presença.

E nós teus filhos, saudosos, sós, acabrunhados,
Sentimos percorrer-nos, gélido arrepio,
Quando em teu quarto, olhos marejados,
Fitamos a tristeza de um leite vazio...

Aos pés do leito, quieto, muito amigo,
Numa atitude fraca, sem conformação,
Cabeça a repousar no teu chinelo antigo,
Tão branco e belo, está fiel teu cão.

Foi muito triste te perder, confesso!
Beijar tua mão fria, em derradeiro adeus...
Longe de ti, agora, humildemente peço,
Tenha Deus piedade pelos erros meus!

Meu pensamento vaga... quero esquecer que te perdi...
Mas continua em mim, a imagem comovente,
Bem vívida, real, comigo, aqui,
Da minha mãe tão abatida, tão magra, tão doente.

No nosso lar, que com trabalho construíste,
Tinhas um modo estranho de nos dar afeto:
Não com palavras, o amor tu traduziste,
Não deixando faltar o que comer, e um teto!

Entendo, agora, como era o teu amor:
Bem escondido e feito de sinceridade.
E a tua perda, me traz tão grande dor,
Mesclada à imensidão desta saudade.

Se é que me escutas, quero te dizer,
Embora tarde, muito arrependida,
Eu, deveria em teu lugar, morrer,
Pois te amo tanto, minha mãe querida!

Mírian Warttusch

**********

09/01/2011 20:48 - Mírian Warttusch

Tão lindo e comovente, o teu texto me fez refletir sobre o quanto me faria bem ter minha mãe de volta, embalá-la nos meus braços, dizer-lhe "agora sei que te amo, que te quero tanto bem, minha mãe querida"! Para vocês que tem o privilégio de ainda ter sua mãe com vocês, não deixem de dizer também a elas que a amam, abracem-nas com carinho, pois só entendemos o que realmente é o amor de mãe, quando ela se vai para sempre. Adorei Ysolda, como sempre, teus textos são plenos de amor e de luz, passam uma mensagem que só os espíritos evoluídos saberiam escrever. Lindo mesmo!

**********

Minha emoção é tão grande que não sei o que dizer...

Obrigada pela amizade, carinho, solidariedade e confiança...?!

Amo você minha amiga querida.

Ysolda

**********
Para saber um pouco mais dessa minha ilustre amiga acesse:
Publicado no Recanto das Letras

AMANHECER AO LÉU - REPUBLICAÇÃO



AMANHECER AO LÉU
De: Ysolda Cabral


Minha alma impregnada de você,
Anda cansada, desencantada,
E quer se despir dos versos
Tolos das madrugadas...

Deteve-se ontem na lua,
Redonda, cheia, bela e baixa.
E, por dedução, julgou,
Impossível vê-la de sua casa...

Entendeu,como uma mãe dedicada,
Que precisava do céu descer,
Para companhia me fazer,
Já que comigo você não estava...

Ficamos juntas aguardando a alvorada.
Quando ela chegou,
Toda iluminada, perfumada e alva,
Minha alma chorou e sem tirar o véu,
Deixou o amanhecer ao léu,
Pois nele não viu beleza e nenhuma graça.



**********


PS. Primeira Publicação em 10/02/2009

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

NOSSA CASA DESDE O COMEÇO

NOSSA ''CASA'' DESDE O COMEÇO
De: Ysolda Cabral





Porque será que quando falamos vou pra casa, ou lá em casa; a gente sempre se refere à casa da mãe da gente? – Pelo menos comigo sempre foi assim.

Comecei a perceber isso depois que me casei em maio de 1987, quando, às vezes, do trabalho, ligava para meu esposo e lhe dizia que não me esperasse para jantar, pois iria jantar “lá em casa”.

No começo ele achava esquisito, depois se acostumou.

Em julho de 2010, decidi terminar meu casamento e voltar finalmente pra casa.

Na “bagagem” trouxe minha filha, mudas de hortelã, meus livros, discos, meu violão... E em função da certeza da necessidade da decisão que havia tomado, instalei-me de maneira suave, confortável, tranqüila, em paz comigo e com Deus.

A alegria dos meus foi grande em nos receber. Até a cachorrinha vira-lata, de três patas, de minha irmã vibrou com a novidade.

Curiosamente, hoje, quando digo vou pra casa algo me soa estranho...

Comecei a perscrutar a minha alma e descobri a razão: infelizmente, mamãe ali não está mais. Apenas papai e meus irmãos – àqueles que, não quiseram casar.

Apesar de sentir que agora tudo está em seus devidos lugares, me sinto meio perdida e meio sem chão.

Conclusão: ninguém substitui a mãe da gente, pois ela é a nossa ''casa'' desde o começo.

A emoção, a saudade e a falta que ela me faz , neste momento, é quase insuportável.

Em lágrimas...


**********


Publicado no Recanto das Letras em 07/01/2011
Código do texto: T2715064

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

VIAJANTE DO TEMPO

VIAJANTE DO TEMPO
De: Ysolda Cabral


Sou “Viajante do Tempo”,
Por sina, entendimento ou opção.

Foi não foi me ausento,
Pra “viajar” pela imensidão.

E, como todo viajante,
Para seguir adiante,
Minha bagagem é a alegria,
A qual me faz partir com boas energias.

Viajo pelos lugares mais incríveis e bonitos...
Neles sempre encontro você,
Com o mesmo jeito de menino,
Que não se contém quando me vê...

Dessas viagens eu trago:
Seu cheiro, seu gosto, seu trato...

E é assim que faço da saudade,
Por minha livre vontade,
O meu verdadeiro traço.

**********
Poesia especialmente dedicada.


Publicado no Recanto das Letras em 06/01/2011
Código do texto: T2713869

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

PEDREGULHOS E GIRASSÓIS

PEDREGULHOS E GIRASSÓIS
De: Ysolda Cabral



Pontiagudos e afiados,
Os pedregulhos da minha estrada;
Entre hortelãs, girassóis, jasmins e dálias
Não me assustam mais.

Mesmo que por vezes firam,
E castiguem os meus pés descalços;
Não me farão desistir,
Da minha belíssima caminhada.

Quem quiser comigo vir;
Que venha logo, venha agora,
Venha sem demora...

É que não posso esperar assim!
Vou terminar indo embora,
Pra nunca mais voltar aqui.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 05/01/2011
Código do texto: T27115

sábado, 1 de janeiro de 2011

MATURIDADE IN VITRO

MATURIDADE IN VITRO
De: Ysolda Cabral



Ajoelho e humildemente rezo.
Sem saber o que eu quero;
Nada peço.

Consciente do que já tenho;
Agradeço.
E uma paz infinita toma conta de mim
Como se já estivesse no fim.

O fim para um novo começo,
Sem avesso, sem segredo...

E ajoelhada continuo a oração,
Sem muita compreensão ou convicção
Daquilo que ainda posso e pretendo.

Contudo, a paz que hoje sinto,
Me faz suportar a dor, inclusive,
A dor da posição em que estou.

Então reflito:
Que bom se toda dor fosse isso...!

Aprimorando a capacidade dos sentidos;
Um aperto no peito me lembra do sem jeito...

E, eu, nadando num mar de saudade;
Chego às margens e piso em terra firme
Sentindo ter saído de um intrincado labirinto
.



*****


Obs.: Na foto, com minha filha Yauanna, meu presente de Deus.
O que mais posso querer desta vida? !!! Hahahahahaha

*****

Publicado no Recanto das Letras em 01/01/2011
Código do texto: T2702791