sábado, 16 de abril de 2011
CÓDIGO DOS SENTIDOS
domingo, 10 de abril de 2011
TRAGÉDIA DE REALENGO X MÍDIA
quinta-feira, 7 de abril de 2011
RECEITA CONTRA A TRISTEZA
quarta-feira, 30 de março de 2011
DESVENDANDO A MORTE
sábado, 26 de março de 2011
E SÓ TEM TUBARÃO EM BOA VIAGEM?!
De: Ysolda Cabral
É difícil me tirar do sério, mas agora me chateei pra valer.
Eu amo o Mar (com maiúscula mesmo) e faço questão de propagar este fato de todas as formas. Entretanto, todas as vezes que publico algum texto falando desse amor, sempre vem um engraçadinho falar em tubarão.
- Que coisa!
Moro em Recife, bem pertinho da praia de Boa Viagem, há mais de trinta anos e o que tenho visto, ao longo deste tempo, é o homem “atacar” o Mar diariamente, fazendo dele banheiro, motel e lixeira.
Por mais campanha educativa que se faça, não tem jeito. O povo é muito mal educado, inconseqüente e irresponsável. Não cuida do planeta, não o respeita e aos poucos vai lhe matando.
Quem tenta fazer alguma coisa, por mais simples que seja, como retirar do mar o lixo que ali deixam, é taxado de louco e serve de galhofa para aqueles que, por comodismo, negligência, irresponsabilidade e muitas vezes preguiça, ignorância e vaidade, são os grandes causadores pelas catástrofes que vêm ocorrendo no mundo inteiro.
Quanto ao tubarão, quando ataca, meu amigo, pode ter certeza que ele apenas está dando o troco daquilo que vem recebendo há séculos, afinal ele também faz parte da Natureza.
- Ora bolas!
Em tempo: adoro nadar no Mar e o faço sem receio, pois não ultrapasso os limites permitidos. Ou seja, eu não invado e nem agrido o espaço de “tubarão” algum.
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Publicado no Recanto das Letras em 24/03/2011
Código do texto: T2867658
quarta-feira, 23 de março de 2011
SOCORRO SAMPAIO - UMA GRANDE MÃE
De: Ysolda Cabral
Voz suave, educada e bonita possuía Socorro Sampaio, 45 anos. Mãe extremamente dedicada, a qual sempre me enternecia ao telefonar procurando o filho Victor, meu colega de trabalho.
Certa feita escrevi uma crônica sobre ele. Socorro, mais que depressa, me ligou para agradecer o carinho. Na ocasião eu não sabia que ela ligava de um hospital onde estava internada lutando bravamente por sua vida.
Só vim tomar conhecimento deste fato, há pouco tempo e passei a observar melhor o seu filho. E, foi através dele que, pude conhecer a mulher valente, inteligente e extraordinária que ela era.
Chegamos a conversar algumas poucas vezes por telefone e pude sentir a sua força e a sua fé.
Acabo de tomar conhecimento de sua partida... Quanto lamento!
Aos seus dois filhos (21 e 22 anos) lindos e bem educados, os quais assimilaram seus valores, seus sábios ensinamentos e se tornaram homens dignos, honrados e prontos para a vida, meu mais sincero abraço pesar, extensivo aos demais familiares.
À você Socorro, meus parabéns pela missão cumprida.
Vá em paz!
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BAIANO OU PERNAMBUCANO?
BAIANO OU PERNAMBUCANO?
De: Ysolda Cabral
Há pouco menos de um ano tive a grata satisfação de conhecer um novo colega de trabalho. Garoto bonito, simpático, inteligente, educado, disposto que “benza-deus”!
Gostei dele de cara e logo percebi que a empresa havia feito uma boa contratação.
Quando ele me falou que era da Bahia, aí foi que gostei dele de verdade, pois amo o referido estado de todo o meu coração.
Entretanto, algumas de suas características me deixam reticente com relação à sua naturalidade...
Como entender um “baianinho” ser tão “disposto”, tão ligeiro; falar “pernambuquêz”, não gostar de carnaval e ainda por cima evangélico?!
Passei a lhe observar com mais atenção...
- Ah! Se passei...
Logo cheguei à conclusão que, apesar da belíssima cor de sua pele e da curiosidade meio “espaçosa” - no melhor dos sentidos - estou certa que ele diz ser da Bahia só pra me agradar. (Rsrs)
Coisas de quem tem bom coração...
Ou, então: há genérico de baiano? Hahahahaha
Publicado no Recanto das Letras em 22/03/2011
CARNAVAL TAMBÉM TEM SUA ÉTICA
Foto: Chico Atanásio ( coletada no Google)CARNAVAL TAMBÉM TEM SUA ÉTICA
De: Ysolda Cabral
Soninha é uma pessoa séria e muito compenetrada. Profissional competente, casada e mãe dedicada de um lindo garoto. Sempre foi uma pessoa alegre e feliz, exceto nesta época do ano, pois adora o carnaval e o esposo nem tanto.
Ano passado o convenceu a ir à belíssima cidade de Olinda, a qual além de ter sido declarada, em l982, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela UNESCO, é também conhecida pela irreverência do seu carnaval de rua, inclusive, um dos mais concorridos e prestigiados do país.
Quando ali chegaram, - juntamente com amigos - os bonecos gigantes, as troças e os blocos já desfilavam a “todo vapor” pelas ladeiras famosas, cheias de encanto e magia, arrastando uma verdadeira multidão.
Minha amiga repleta de alegria e emoção, esquecendo de tudo o mais, até do marido, se deixou, também, “arrastar.” Quem a encontrasse, provavelmente não a reconheceria.
Ledo engano...! Uma semana depois e já de volta ao trabalho...
- Bom dia, alegre foliã!
- Bom dia, senhor diretor. Eu, foliã?! Respondeu a minha amiga, na maior seriedade.
- Ora, ora! Vi a senhora nas ladeiras de Olinda... Quanta animação, hein?!
- Eu?! De jeito nenhum, senhor. Nem de Carnaval eu gosto!
- Mas eu lhe vi e muito animadinha...
Não gostando da insistência e inconveniência do seu empregador, afinal não lhe devia satisfação, além do mais; “coisa” de carnaval é “coisa” de carnaval...
- Ah! O senhor viu foi a minha irmã. Ela adora essa festa!
Ele não se dando por achado observou...
- E ela é a sua cara, é?!
- Claro, somos irmãs gêmeas e da mesma placenta! Respondeu de pronto a minha amiga.
Este ano ele trouxe um convite para a tal “irmã” gêmea desfilar como destaque, num dos maiores blocos de Olinda.
Preciso saber como Soninha se saiu dessa... Hahahahaha
Publicado no Recanto das Letras em 21/03/2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
PAZ INFINITA
terça-feira, 15 de março de 2011
POESIA - HOJE É SEU DIA (14/03)
De: Ysolda Cabral
Hoje que é o dia da Poesia,
Não posso compor com alegria,
Pois me sinto doente e em crise,
E o meu coração anda triste.
Sei que em momentos assim,
Você é grande companheira,
Fazendo questão de não deixar ruir,
O amor, o sonho, a brincadeira.
Se chove ou se faz sol,
Sendo noite ou sendo dia,
Você sempre faz um arrebol,
De muita beleza e magia .
E é por essa razão que lhe escrevo,
Para agradecer a generosidade,
Em transformar os meus medos,
Em gritos de amor e de liberdade.
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Publicado no Recanto das Letras em 14/03/2011
domingo, 13 de março de 2011
AVALIAÇÃO COM NEXO
De: Ysolda Cabral
Se isolar, esnobar,
Ignorar, maltratar,
Tripudiar e ainda se arreliar ?!!
Ora, Deixa disso!
Pára com isso.
Não complica e nem diga:
A vida é assim.
Carência é o resultado de quem se doa demais,
Pois a recíproca nunca é verdadeira.
Sofrer é pouco para quem cai nessa asneira.
O fundamental é não confundir amor com sexo.
Este último tem nexo e é de fácil solução.
Já o outro...
Ah, cruel purgação!!!
sexta-feira, 11 de março de 2011
CARNAVAL EM PROSA, SEM VERSO
De: Ysolda Cabral
Mais uma vez o carnaval chegou, passou e eu fiquei no “hora veja”. Se não fosse pela Internet e a TV, nem teria notícias dele!
- Mais parece praga!
Todo ano me animo para essa festa e alguma coisa acontece que me impede de participar. Este ano, por incrível que pareça, foi uma unha encravada.
- É mole?! Ainda bem que não me “descabelei”... Fiquei em casa numa boa,e, através dos meios de comunicação, acima mencionados, desfilei nas escolas de samba de São Paulo.
No Rio, fui “rainha” a desfilar com o rei e vários beija-flores de súditos.
Em Salvador saí em muitos blocos e batuquei com o Olodum para desespero do Brown, o qual queria de imediato umas aulinhas. (Rsrs)
No Recife me esbaldei no Maracatu, onde fui um misteriosíssimo “Caboclo de Lança”, mas não perdi a flor.
Claro que tudo começou no Galo da Madrugada!
Em Olinda, no bloco dos Bonecos Gigantes, minha alegria foi tanta que eles ficaram miudinhos, miudinhos... Então, aproveitei para participar do “Acorda” cujo propósito maior era acordar o Alceu. Infelizmente não consegui... Ninguém sabia por onde ele dormia e se dormia!! (Rsrs)
No Bloco das Flores desfilei, pela última vez, de Saudade e guardei definitivamente a fantasia.
Na cidade de Bezerros, fui um “papangu” extraordinário.
- Ah! Fui sim... E como fui...! Fiz muita gente dar risada...
Entretanto, na noite dos “Tambores Silenciosos”, não consegui silenciar meu coração e fui “convidada” a me retirar da cerimônia.
Indignada com o meu coração, o qual me fez passar vergonha, fui embora jurando-lhe vingança...
Publicado no Recanto das Letras em 11/03/2011
GRANDE MENTIRA
De: Ysolda Cabral
Dia bonito,
Tão nítido...!
Algo me agita,
E, neutraliza...
Mar azul,
Areia limpa,
Criança brinca,
Tudo brilha...!
O encanto voltou,
A tristeza passou,
A saudade morreu.
O que aconteceu?!
Ainda estou viva,
Ou, sou uma grande mentira?
Publicado no Recanto das Letras em 11/03/2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
CABOCLO DE LANÇA
De: Ysolda Cabral
Majestoso, corajoso e belo,
Lá vem o Caboclo de Lança,
Trazendo mistério e força,
Para o nosso carnaval.
Guerreiro vindo do canavial,
Protegido pela flor em sua boca,
Tem no chapéu o guia espiritual,
Repleto de energia boa.
No Maracatu se apresenta,
Desafiando o calor e o cansaço,
Sem sentir o peso da vestimenta,
Vai marcando o seu compasso.
De alma abençoada e pura,
Há dias em abstinência sexual,
Evolui no seu bailado de luta,
Afastando de nós todo o mau.
" O caboclo de lança é uma figura folclórica do estado de Pernambuco, atrelada às manifestações culturais do carnaval e do Maracatu Rural. É por muitos considerado um dos símbolos da cultura pernambucana, também conhecido como lanceiro africano, caboclo de guiada ou guerreiro de Ogum, que traz consigo um certo mistério.
Símbolos do carnaval de Pernambuco, o caboclo de lança é encontrado em várias cidades, principalmente na Zona da Mata, mormente em Nazaré da Mata. Também se encontra nas cidades de Igarassu, Buenos Aires, Tracunhaém, Carpina, Chã de Alegria, Lagoa do Itaenga, Feira Nova, Araçoiaba, Paudalho, Camaragibe e São Lourenço da Mata.” Vestimenta
Chapéu - Antigamente feito de papelão, atualmente usam chapéu de palha, ornado com fitas multicoloridas, com a predominância da cor representativa de seu guia espiritual (oxum).
Lenço - Um lenço colorido é colocado amarrado ao pescoço. A face é geralmente pintada de vermelho, com urucum.
Gola - Coberta de lantejoulas, cobre os ombros, o peito e as costas. Juntamente com o chapéu, é quem dá destaque à fantasia.
Fofa - Calça frouxa com franjas.
Surrão - Amarração de chocalhos, às costas, com um número variável deles à altura das nádegas.
Lança - Também chamada Guiada. Tem dois metros de comprimento, feita em madeira, toda coberta com fitas multicoloridas
Óculos escuros.
Cravo branco preso nos lábios."
Dados coletados no site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caboclo_de_lan%C3%A7a
Em tempo: A vestimenta pesa mais de 10 kg.
Publicado no Recanto das Letras em 07/03/2011
Código do texto: T2834320
sábado, 5 de março de 2011
BLOCO DAS FLORES
De: Ysolda Cabral
No lirismo do Bloco das Flores,
Na cadência intimista dos seus passistas,
Na beleza exuberante do seu todo;
A apresentação é de revista.
Tudo é encanto e magia,
O tempo deixa de ter significado,
Não importa se o presente lembra o passado,
Pois o sentimento é da mais pura alegria.
Lentamente o bloco passa,
Deixando no ar o perfume de suas flores.
E a mistura harmoniosa de suas cores,
Faz acelerar o coração da massa...
Que canta as marchinhas bem afinada,
Esquecendo que amanhã é outro dia,
E quem desfilará é o Bloco da Saudade.
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Publicado no Recanto das Letras em 05/03/2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
VOCÊ NA FOTOGRAFIA
De: Ysolda Cabral
Na fotografia seu olhar me fascina.
Suas mãos me fazem sonhar...
A lembrança do seu beijo,
Eleva-me aos píncaros do desejo,
E de tão urgente me faz chorar.
Chorar de vontade de você,
Chorar por tudo que não vivemos,
Chorar pelos desencontros que tivemos,
Os quais insistem em acontecer.
E assim chorando e sorrindo,
Pela vida a fora vou seguindo,
Tentando me livrar desse sentimento,
Que cresce a cada momento.
Publicado no Recanto das Letras em 02/03/2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
DO CARNAVAL EU NÃO DESISTO
De: Ysolda Cabral
Para brincar o Carnaval,
Comprei três fantasias.
Agora estou na dúvida se devia...
Uma delas foi de Odalisca.
Quando provei,
Me senti tão ridícula!
A outra foi de Baiana.
De tão redonda,
Me senti uma verdadeira “onda”...
Já a de Colombina,
- Ah! A de Colombina...
Quando vesti eu adorei!
Senti-me uma menina.
Corri para o espelho,
Para ver o que dizia...
Ele impiedoso e sem rodeio,
Me disse pra tirar a máscara
E desistir da fantasia.
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Publicado no Recanto das Letras em 28/02/2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
CHORONA JARDINEIRA
INFINITA SOLIDÃO
INFINITA SOLIDÃO
De: Ysolda Cabral
Essa sou eu...
Sem pretensão
Sem identidade
Sem corpo
Sem rosto
Apenas Alma
Essa sou eu...
Sem passado
Sem futuro
De presente confuso
Essa sou eu...
Sem sorriso
Sem lágrima
Sem decepção
Essa sou eu...
Eu e a minha infinita solidão.
Publicado no Recanto das Letras em 27/02/2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
SÚPLICA DE AMOR
De: Ysolda Cabral
Num “rabo de foguete”...
Se queime, se lance,
Me alcance...!
Não sou “agulha no palheiro”...
Me ache, me abrace...
Tome jeito!
Suplico-lhe que atente...
O amor é um presente!
Ainda há tempo!
Publicado no Recanto das Letras em 26/02/2011
AUTOCONHECIMENTO E BIQUINI ESQUECIDO NA AREIA
De: Ysolda Cabral
Minha “chefe” é realmente uma pessoa bastante interessante. Bonita, Inteligente, perspicaz, generosa e um “tantinho” só desligada das coisas menores, - no que ela faz muito bem, diga-se de passagem -, resolveu se juntar a um grupo de autoconhecimento.
Desses que se estuda e se analisa com a “ajuda” de um terapeuta, mas principalmente com a “orientação” das “Estrelas, do “Buda”, das “cores”, das coisas transcendentais e que nós, pobres mortais, não alcançamos com tanta facilidade.
Grupo dedicado e bastante empenhado, vez ou outra se reúne em lugares onde o contato com a Mãe Natureza é propício para uma boa meditação.
Foi o que ocorreu na noite da última sexta-feira, 18/02/2011, noite de Lua Cheia. (Em maiúscula mesmo por respeito à beleza Divinal).
No final do expediente, correu para casa a fim de verificar se estava tudo em ordem com o jantar dos filhos e do marido, e, aproveitar para tomar um banho, vestir um biquíni, posto que o encontro dar-se-ia a beira-mar.
Tudo pronto, de túnica branca, e, com uma toalha dentro da bolsa, para o caso de querer dar um mergulho; lá se foi minha “chefe” para o “estudo” daquela noite.
Depois de muita meditação, ao som das ondas e com muito mais conhecimento de si mesma, minha “chefe” resolveu entrar no Mar.
Água quente, iluminada e livre do Vento, cuja Lua faz questão de mantê-lo afastado nesses momentos; mergulhou livre, leve e solta.
- Hora de ir embora! Chamou sua amiga.
Mais que depressa saiu da água, pegou a toalha, e, já que estava sozinha; tirou o biquíni, se enxugou, vestiu a túnica, pegou a bolsa e correu para o carro da apressada amiga que a esperava, já com o motor em pleno funcionamento...
Só se deu conta de que havia esquecido o biquíni na areia da praia, quando se viu no “espelho” do olhar de seu marido.
Eu, até então calada, confesso que meio incrédula... Escutava o relato quando ela começou a comer um sanduíche que trouxera de casa, evidentemente preparado por ela.
- O pão estava totalmente queimado e ela nem sentia! Foi quando entendi a compreensão e credulidade do seu marido.
- Agora eu também acreditava! Hahahahahaha
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Publicado no Recanto das Letras em 25/02/2011
Código do texto: T2814272
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
NOSSO NORTE

De: Ysolda Cabral
O meu amor é um segredo
Só a você revelado
Então por que o medo
De não ser o meu amado?
Veja, pare um pouquinho
Para ler o meu recado
Não pense que está sozinho
Pois estou sempre ao seu lado
E na manhã de qualquer dia
Banhado de “Raios de Sol”
Sinta toda a minha energia
Conduzindo-lhe ao arrebol.
Agora feche os olhos de mansinho
Estou com você bem de pertinho
E com aquele “Trevo da Sorte”
Vou lhe contar o nosso norte.
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MEU PENAR
Aprendendo a viver sem você,
Nada parece interessante.
A saudade difícil de conter,
Me faz sonhar a cada instante.
Se estou acordada ou dormindo,
Pelo amor de Deus... Não pergunte!
Posso estar no sonho mais lindo,
E, nunca mais eu lhe encontre.
Se você assim mesmo perguntar,
Posso até responder sorrindo,
Alegremente e a cantarolar...
Pois cantarolando vou seguindo,
Na estrada florida do destino,
Publicado no Recanto das Letras em 24/02/2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
VEÍCULO PASSA SOBRE O PÉ DA MINHA FILHA

VEÍCULO PASSA SOBRE O PÉ DA MINHA FILHA
De: Ysolda Cabral
O Carnaval ainda está distante, mas por aqui não se fala em outra coisa. Inclusive, no último final de semana muitos blocos desfilaram por ruas e avenidas de alguns bairros do Recife.
Num deles estava minha filha, com um grupo de amigos...
Lá pelas tantas, comecei a sentir um mal estar, uma coisa esquisita e fiquei me segurando para não lhe telefonar. Até que não deu mais e liguei, dizendo-lhe para vir pra casa imediatamente.
De pronto ela me respondeu que já estava a caminho.
Eu estava em cólicas...
Logo que chegou me pareceu bem, apenas um pouco pálida. Atribui seu aspecto a cansaço.
Finalmente me deitei e agradecendo a Deus por ela ter chegado, adormeci.
Hoje, por volta das cinco da manhã, ela me acordou pedindo para lhe levar numa clínica de traumatologia e ortopedia.
- Sabia que tinha acontecido alguma coisa!!!
- Coração de mãe não se engana...
- O que aconteceu?!!! Perguntei, pulando da cama e com o coração na mão.
- Nada não, mamãe! Apenas um carro passou por cima do meu pé e estacionou nele. Agora está doendo um pouquinho. Não dormi a noite toda, acrescentou.
- É mole?!!!!
Espantada olhei para o pequeno pé de minha filha e mais que depressa a levei para a clínica especializada mais próxima.
Lá, depois de radiografado, o ortopedista prescreveu uma medicação, recomendou gelo a cada duas horas, e, observando a sorte que teve de não ter o pé esmagado, a liberou até para brincar o Carnaval.
- Como explicar uma coisa dessas?!!
E tem gente que ainda duvida do coração de mãe e da existência de Deus.
Ao me despedir do médico, lhe censurei por tê-la liberado pro Carnaval e ele morrendo de dar risada, me devolveu: “A senhora não combinou comigo!!!”
- Eu, hein! - É cada doutor tão devagar!!!
Agora eu e Ele teremos trabalho dobrado nos dias que se aproximam.
Ai, ai, ai, ai...
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21/02/2011 18:47 - Yauanna Cabral
Acho que desde pequena sempre foi assim... O que eu sentia mesmo longe, você já previa... Telepatia e o amor de mãe nos une, mesmo estando longe, Nem preciso falar nada que você já sabe o que estou pensando. Não quis lhe preocupar, ainda bem que não houve nada demais, agora, é repousar porque têm mais prévias vindo por aí.. Não se preocupe, mamãe... Eu nem dou trabalho! Hahaha.. Beijos, Amo você!
Publicado no Recanto das Letras em 21/02/2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
A MELHOR UTILIDADE DO E-MAIL
De: Ysolda Cabral
Para quem não pode perder tempo com telefonemas, visitas ou MSN - coisa de garoto; de apaixonado; de desocupado; entre outros que nem é bom falar - não tem coisa melhor que o e-mail para mandar e obter notícias dos amigos e dos nossos familiares.
O problema é que o pessoal banaliza esse serviço e congestiona nossas “caixas de entrada” com correntes, mensagens piegas e depressivas, as quais atrapalham a visualização daquilo que realmente interessa. Isso sem falar em vírus, os quais nos são enviados por sádicos idiotas, e, até mesmo, por pessoas, as quais desconhecem o verdadeiro conteúdo oculto da mensagem recebida e a reenvia para seus amigos, com os endereços eletrônicos expostos, por não saberem usar o recurso individual, ou seja; com a cópia oculta, (C/co).
Claro que há mensagens maravilhosas e de utilidade pública, as quais devem realmente ser enviadas e reenviadas. Contudo, a pessoa tem que ter o bom senso para não abusar. Até por que, quando houver necessidade de “presentear” alguém, por ocasião de seu aniversário, por exemplo, ou quando a saudade for grande; você não vai causar tanta surpresa e nem muita alegria como gostaria.
Mas, enfim, o propósito aqui não é criticar ninguém e nem muito menos ensinar alguma coisa relativa ao uso do e-mail, e sim, de registrar a grande descoberta que eu fiz referente à sua melhor utilidade, isso graças a uma de minhas irmãs, a mais querida entre nós - somos quatro irmãs e um irmão.
- A r e n g a r!!! É isso mesmo: arengar!!! (Rsrs)
Pense numa coisa boa!!!! Não há estresse...!!!!
Ela manda de lá, eu mando de cá e sempre com o cuidado de ler, responder e deletar, para não ter que ler de novo e a briga continuar. Isso vale para as duas. Eu, pelo menos, recomendo e faço. Se ela faz, ainda não perguntei. Como no momento estamos em plena “arenga”; depois eu pergunto. (Rsrs)
Brigar cara a cara é terrível! Cada uma que queira falar e ter razão mais que a outra. Aí ninguém escuta ninguém, os ânimos se alteram e a coisa pode pegar pra valer.
Depois da “briga”, da “peleja”, da “arenga”... Aí sim!!!! - É hora de enviar uma linda mensagem, umas flores e as pazes estão garantidas.
Muito bom "arengar" por e-mail, muito bom! - Agora tem uma coisa: tem que saber colocar as vírgulas e não apelar pro verbo... Hahahahaha
Publicado no Recanto das Letras em 18/02/2011
UM LINDO SONHO
De: Ysolda Cabral
No aconchego da tarde linda e preguiçosa,
Agradável mesmo em função do frescor artificial,
A cama confortável, convidativa e cheirosa,
Disputa com o computador de forma desleal.
O cansaço é enorme e conspira a favor da cama,
A vontade de compor um poema é tanta,
Que, juntada a saudade de você; vou à lona!
E o primeiro round o computador ganha.
Com os olhos fechando de tanto sono,
O coração de emoção quase parando,
Um poema de amor não mais componho.
De repente um soluço, uma lágrima...
Nem mais um verso... Nem mais uma palavra...
E foi assim que acordei do lindo sonho.
Publicado no Recanto das Letras em 16/02/2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
CRÔNICA CIFRADA - II
De: Ysolda Cabral
Pois é!!! Morro de velha e não mudo a minha maneira de ser, de agir e muito menos de pensar.
Se estou certa ou errada, eu sei lá!!! Só sei que não vou mudar nunca. Creio piamente que todo mundo é exatamente assim. Apenas acho que a pessoa pode melhorar ou piorar. Só depende da querência de cada um, ou, das circunstâncias que a vida lhe impuser. Contudo, MUDAR, de jeito nenhum!
Muitos dizem: “você deveria escrever mais crônica”. Já outros dizem: “suas poesias são maravilhosas”. Eu, sinceramente, agradeço, fico feliz e sigo escrevendo, sem achar absolutamente nada.
Quando escrevo não faço escolhas, escrevo o que dita a minha alma e o meu coração em diferenciados momentos de minha vida.
- É poesia? É prosa? É crônica...?! Não sei...
Só sei que quem escreve sou eu, sem nenhuma vaidade ou pretensão, a não ser a de me fazer feliz.
Alguns textos me entristecem, outros me alegram, mas o importante para mim é não desistir daquilo que amo.
E, como complemento do que ora escrevo, abaixo, um texto que qualifico de poesia – a minha poesia - sem métrica, sem rima e sem beleza alguma, mas que me define da maneira mais fiel.
Pisando na areia molhada,
Recolhendo conchas e estrelas do mar
Sem sonho e sem objetivo
Sigo a caminhar
Assim venço toda tristeza
Que a vida faz questão de dar
E sem pensar em nada
Sigo a caminhar
Sentindo o vento no rosto
O sol aquecendo o meu corpo
Que a água, através dos meus pés, tenta esfriar
Sigo a caminhar
O dia iluminado pára
A bela garça por sobre a minha cabeça passa
E escutando as ondas do mar
Sigo a caminhar
De repente fico alerta
Com todos os sentidos aguçados e definidos
Do peito vem a dor e vem o grito
Sem que eu possa impedir ou parar
Mesmo assim... Sigo a caminhar.
**********
Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2011
CRÔNICA CIFRADA
De: Ysolda Cabral
Abri a janela e vi um dia sombrio. Um canto de pássaro, se quer, ouvia... Sentia-me sem jeito, preocupada e cansada. Pensei em ficar em casa e dormir mais um pouquinho...
Alonguei; me olhei no espelho e de novo não me reconheci. Sorri um sorriso amarelo, e orei com vontade de pedir a Ele para amenizar o tempo... Mas, para quê?!
Sem querer saber mais de notícias, não olhei pro PC e fui direto pra cozinha. Logo estava saindo de casa, para mais um longo e cansativo dia de trabalho.
Trânsito engarrafado, buzinas perturbando o pensamento e atrapalhando a música que eu escutava, então pensei: devia ter mesmo ficado em casa.
Mas logo uma paz infinita tomou conta de mim e nada mais senti...
Nem alegria, nem tristeza e nem saudade.
Olhei para o mar... Estava igual a mim; tão sereno e tão pálido!
O semáforo abriu, o trânsito andou...
Hoje é outro dia, ele está lindo e por ele dou Graças!
SOB RAIOS DE SOL

De: Ysolda Cabral
Depois que a chuva parou...
A alegria voltou e tudo se tornou mais intenso e mais bonito.
As plantas ficaram mais verdinhas a espera das borboletas e Joaninhas.
Depois que a chuva parou...
O trânsito que estava parado andou, a carburação foi diluída pelo vento,
e a poluição sonora amenizou.
Depois que a chuva parou...
Meu coração que estava triste e com “Tum, Tum” atrapalhado, se aquietou.
Depois que a chuva parou...
O Céu, o Mar e a Terra se “vestiram” de cores vivas para colorir o Dia, o qual surgiu entre belos Raios de Sol...
Lembrei de você e o meu sorriso voltou.
Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
MORTE ANUNCIADA
DE: Ysolda Cabral
A música acalenta e acalma.
O Mar alimenta, ajusta,
Cura o corpo e a alma.
Há uma expectativa de notícias,
A espera é angustiada.
No momento,
A música é a chuva.
O perfume,
É o da terra molhada.
O presságio é de morte,
Nos morros que estão sob água.
E que Deus nos acuda,
Chega de morte anunciada.
Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2011
SEXTO SENTIDO
De: Ysolda Cabral
Calmaria assim...
Desconfie do fim!
Melhor é redobrar o cuidado,
Prestando atenção ao recado...
Todos os instintos devem ser intimados
A ficarem a postos e em alerta máximo.
Contudo, pense que nada vai lhe acontecer,
Tenha convicção e acredite em você.
Sei que não custa ser precavido,
E, mesmo sendo consciente de seu potencial,
Convém não subestimar a força do inimigo.
Renovando sua fé no Altíssimo,
Você não temerá o desconhecido,
Assim, logo ele será definitivamente banido.
Publicado no Recanto das Letras em 10/02/2011
A VIZINHA DO LADO

De: Ysolda Cabral
A falta de objetividade na maioria das pessoas quando fala, até mesmo quando escreve, me agonia e me estressa.
- Não suporto gente prolixa!
Quando encontro alguém assim, se não conseguir fugir no tempo hábil, me refugio no meu “mundo labirinto”, e ao sair pela “porta poesia”, me sinto leve e fresca como um dia de primavera. Então vou embora sem ter escutado uma só palavra.
Entretanto, com Ana Lúcia, minha vizinha, eu não conseguia usar esse recurso, pois à medida que ela ia falando, ficava pegando em mim, me puxando, me sacudindo, pedindo minha opinião... Uma verdadeira agonia!!!
Quando a encontrava na saída pro trabalho, nem por isso... Mas, quando era na volta, sentia até vontade de chorar.
Certa ocasião, depois de um dia de trabalho emperrado (quando nada dá certo) e de enfrentar um engarrafamento dos diabos, num calor infernal, uma fome terrível e com o “xixi” na porta; chego à garagem do meu prédio e corro para o elevador. Aciono o botão de chamada várias vezes. Finalmente o “dito cujo” chega e a porta abre...
- Quem sai dali?!! A Ana Lúcia!!!
E aí; blá, blá, blá, blá, blá, blá... A porta do elevador se fecha e eu fico a mercê dela. Comecei a chorar sem nem perceber. Só me dei conta que estava chorando quando ela me abraçou para me confortar. Ocasião em que, atendeu ao seu celular e falou para o filho que não a esperasse para o jantar, pois não poderia me deixar sozinha naquele estado.
Apesar dos meus protestos, não houve jeito. Ela cancelou o encontro com o filho e subiu comigo para o meu apartamento.
Mal chegamos, corri para o banheiro e só saí de lá refeita.
Com cautela, respirando fundo, fui à procura da minha amiga. Ela tinha ido embora...
Na cozinha, encontrei uma bandeja com um delicioso lanche, preparado por ela e um bilhetinho que dizia: “Se precisar de mim, é só me chamar.”
A partir de então, sempre reservo um tempinho para ouvir, principalmente, quem não tem muito com quem conversar.
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Publicado no Recanto das Letras em 10/02/2011
Código do texto: T2783905
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
QUEM PRECISA DE ORAÇÃO?
De: Ysolda Cabral
Acho pouco provável que uma pessoa por mais que tenha fé, em determinados momentos não se sinta só e abandonada. A sensação é tão forte que “desmonta” a gente e nos faz ficar sem rumo.
A sensibilidade de cada um é que dita a intensidade e a duração desses momentos. Quando passam deixam marcas na alma, no corpo e na mente. Marcas essas que o tempo não apaga. E, quando tornam a acontecer é sempre pior que a vez anterior.
E assim vamos vivendo... Dias bons, dias ruins, dias mais ou menos...
A verdade é que ando meio triste e desencantada. Culpa da minha sensibilidade cada vez mais aguçada, em função do “disparate” que sou entre os meus iguais.
Gostaria até de ter mais tempo para me conhecer melhor; descobrir quem sou; analisar os meus "por quês"... Contudo, quando consigo um tempinho para essa finalidade, desperdiço não fazendo absolutamente nada.
A sensação de derrota relativa aos entes queridos, os quais já “partiram”, também incomoda e a saudade faz nossa vida descolorir. E, se formos nos ater naquilo que deixamos de desfrutar uns dos outros, aí a coisa pega pra valer...
Quantos abraços deixamos de dar e receber; quantos “eu amo você” calamos, ou, não demos a devida importância?!
Ah! Nem é bom falar...
Entretanto, no que tange a esse aspecto, é tarde para nos redimir, pelo menos enquanto estivermos por aqui.
- E nem rezar por eles adianta mais... Pois, segundo meu pai, - um dedicado estudioso da Bíblia - em nenhum lugar do respectivo livro sagrado, há alusão, ou registro, quanto à necessidade de oração por parte daqueles que já se foram. E se há; ele ainda não encontrou.
Já os daqui...
Eu então... Cruzes!!!!
Publicado no Recanto das Letras em 08/02/2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
O APAGÃO DO NORDESTE
De: Ysolda Cabral
O apagão uniu ainda mais o povo nordestino,
O qual aproveitou a noite de escuridão,
Para em comunhão,
Contemplar as coisas do Divino...
O Céu...?!
O Céu estava lindo!
Repleto de Estrelas.
Estrelas que brilhavam
Sobre nossas cabeças,
Independente do “estado”,
Em que nos encontrávamos;
Apaixonados, ou mais não.
Algumas pareciam querer dar um recado.
Não lê-los me pareceu à coisa certa.
Poderiam quebrar o encantamento,
De uma noite rara,
E, incrivelmente bela.
O VENDEDOR AMBULANTE
De: Ysolda Cabral
Laranja cravo,
Jambo, manga,
E melancia...
Laranja Bahia,
Também tinha...
Uva verde, maçã e pêra,
Abacaxi e “siriguela”.
- Nem lembro mais o sabor dela -
Macaxeira, pronta para a panela,
E o feijão verde já bem debulhadinho
Davam o realce entre as frutas,
Frescas e belas expostas no carrinho...
Entregues na portaria,
Do prédio da “madame”,
Com muita alegria,
Pelo vendedor ambulante.
Ela ao efetuar o pagamento,
Pleiteou-lhe um desconto,
Um desconto descabido,
Ele prontamente concedeu,
- abrindo mão do seu ganho -
E lhe pediu um copo d’agua...
E aí o inusitado aconteceu:
Ela lhe disse pra pedir em outro canto,
Pois ali não se dava água nem a santo...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
PALHAÇO SEM REFLEXÃO

De: Ysolda Cabral
Sou especial?
Não sou não!
Sou especialista em covardia
Sou especialista em hipocrisia
Sou especialista em disfarce
Fingindo alegria e disposição
Sou reles zero a esquerda
Sou elo partido e perdido
Sou sem teto e sem chão
Sou cambalhota de ilusão
Sem cordão, sem paixão
Transbordante de burrice
Desengano e rejeição
Sou somente esquisitice
Uma coisa qualquer de chatice
Sem explicação e sem perdão
Que não precisa de identificação
Pois um ser não identificado
Um reles coisa qualquer
Perdido no meio do nada
Também não precisa de nada não
Sou especial?!
Não sou não!
Talvez uma espécie de palhaço
Repleto de esperança
Por não fazer reflexão...
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Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2011
QUANDO EU QUERO MORRER?!

De: Ysolda Cabral
Hoje, não sei por que cargas d’agua, a conversa no intervalo do almoço, versou sobre a morte. Fiquei a escutar sem emitir opinião até que, uma colega mais curiosa, me perguntou quando eu gostaria de morrer.
- Isso é pergunta que se faça?!!!
Caí na risada e lhe respondi sem titubear que, a qualquer momento.
Meu Deus do Céu...! Todo mundo parou de falar e olhou para mim como se eu fosse uma completa anormal.
Mas o fato é que, sempre encarei a morte como uma coisa natural. A única coisa que me preocupa é fazer essa “viagem” muito velha ou muito doente.
Então, para que a minha colega entenda melhor a minha resposta, abaixo, transcrevo uma poesia que compus certa ocasião que diz assim:
Se eu morresse amanhã,
Até seria bem apropriado.
Partiria para uma viagem,
Ainda em relativa forma e sã.
É que me preocupo em “lá” chegar
E não ter condições mentais e físicas,
De explorar a desconhecida
E misteriosa etapa.
Não sei por que cargas d’água,
Tantos jovens já partiram
E tantos, mais ou menos,
Ainda não...
Que mistério é esse,
O qual não se consegue explicar,
Só temer e o desfecho esperar?
Sair velho desta e doente
Vai fazer o quê por lá?
Morrer, já não vai mais poder!!
Só voltando...
E sem as sábias experiências adquiridas
Qual o sentido de voltar?
A vida é mesmo engraçada!
Melhor a imaginar uma linda
E engraçada piada
Para não sofrer e surtar
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Publicado no Recanto das Letras em 31/01/2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
ABSOLVIÇÃO
Fique alerta
Fique esperta
Perceba a encenação
Fique fria
Cuidado com a ira
Ela é como assombração
Não se avexe
Não menospreze
A voz do coração
Não se iluda
Fique muda
Observe a direção
Fique calma
Cuide da sua alma
E obtenha absolvição
sábado, 29 de janeiro de 2011
JOANINHA EM DEPRESSÃO

De: Ysolda Cabral
Hei! Deixe-me quietinha.
Diz a Joaninha.
Hoje não quero conversa,
Não quero trela,
Não quero festa,
Estou com arestas,
Nada eu acho que presta,
Só quero ficar num cantinho,
Esperando que o vento me leve,
Pra qualquer lugar que ele for.
Oh! Estou tão sem cor...
Abaixo interações maravilhosas:
Ah, Joaninha, és tão bela,
Vermelha e pintadinha!
Não fique assim,
Amiga do jardim.
Tenha fé na vida,
Pois de todos os bichinhos.
És a minha preferida.
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Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2011
NO EMBALO DO TEMPO
De: Ysolda Cabral
Sol e chuva,
Chuva e sol.
Num dia, só...
Nem frio e nem calor,
Nem tristeza e nem alegria.
Ansiedade,
Necessidade de sermos
Dois em um, por um só...
Solidão de dois,
Na existência do talvez.
Na certeza: apenas eu!
Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2011
FLORES NA CALÇADA

De: Ysolda Cabral
Pelo chão, descoloridas e molhadas,
Formando tapete na calçada,
Flores precocemente despetaladas,
Pela angustiante e fria madrugada.
Com receio de pisá-las,
Fico parada a olhá-las.
E então o tempo pára.
- Como devo proceder...?!
Pisá-las me parece uma maldade.
Contorná-las é impossível!
E, como não sou pássaro...
O que devo fazer ?
De repente se desfaz a indecisão,
Percebo que o tempo realmente parou,
Parou para as flores caídas na calçada...
Para mim ainda não.
- Siga em frente, me diz a razão.
De cabeça erguida, pisando firme,
E sem nenhuma vacilação, obedeço,
Mesmo sentindo chorar meu coração.
"ESCREVER PRA MIM É ..."

Escrever para mim é...
É a maneira que encontrei
Pra fazer falar a minha alma
Que vive presa dentro de mim
E às vezes tem vontade de sair
Escrever pra mim é...
Falar da alegria e da tristeza
Bem como da saudade
Que por pouco não me mata
Porém faz a minha alma
Mudar de idéia de querer partir
Escrever pra mim é...
Transmitir às pessoas o que sinto
E, dentro de controvérsias daquilo que digo
Levar esperança da realização dos sonhos
E me fazer lembrar que ainda estou aqui.
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Poesia participação na ciranda “Escrever Pra Mim É...” da amiga e talentosa poetisa recantista, Maria Paz. Para ler a página da poetisa, clique no link abaixo:
Ysolda Cabral
Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
UM LINDO CLONE

De: Ysolda Cabral
Usando você de matéria prima,
No laboratório ilusão,
Fiz de você o meu amor,
Numa noite de verão.
Com muito cuidado e zelo,
Criei cada detalhe,
Isso sem nenhum receio,
E pra ficar sempre ao meu lado.
Do caráter ilibado,
Da conduta exemplar,
Da tela estelar do seu olhar,
E do eterno menino...
Juntei tudo e dei um jeito,
De pegar também seu cheiro,
Até a risada cristalina;
O resultado foi perfeito...
Você nem imagina!
Terminada a criação pela aurora,
Você já não me pertencia.
Tive que deixá-lo ir embora,
No amanhecer daquele dia.
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Publicado no Recanto das Letras em 23/01/2011
Código do texto: T2746681
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
BEIJO ROUBADO
Um dia te roubei um beijo,
Numa linda noite de luar.
Fiquei meio sem jeito,
Pois não costumo roubar.
Mas não me arrependi do ilícito,
E por todos os deuses eu te digo:
Faria tudo novamente,
Se hoje estivesse contigo.
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Interação melhorada (rs) ao Poetrix do talentoso poeta recantista,
Jeronimo Madureira.
http://recantodasletras.uol.com.br/poetrix/2735893
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Publicado no Recanto das Letras em
21/01/2011Código do texto: T2744173



