segunda-feira, 20 de junho de 2011

CONCLUSÃO PRECIPITADA


CONCLUSÃO PRECIPITADA

De: Ysolda Cabral





Noite de sexta-feira chuvosa e relativamente fria... Minha filha me liga, por volta das 19 horas, para me avisar que estava saindo do Shopping e que logo estaria em casa.

Fico tranqüila e continuo assistindo o pior filme da minha vida, '' Desejo de Ser Mãe'', cuja história se passa no Nordeste da Argentina, numa cidade aonde a ''Renda Per Capita'' vem da prostituição, venda de bebês e de órgãos humanos.

E é exatamente numa cidade assim que a protagonista do filme -uma farmacêutica, francesa - esperava ''adotar'' uma criança.

O filme tinha tudo para ser bom, se não fosse tão sem ação e/ou reação...

- Lento que dava nos nervos!

Como não sei parar de ler um livro, por pior que ele seja, também não consigo parar de assistir um filme quando começo.

Estava nessa ''agonia'', torcendo para que alguma coisa acontecesse e que justificasse a bendita película; quando, novamente, o celular toca...

- Alôooooo!!!! Atendo estressadíssima...

- Oi, mamãe! Veja, quando saí do Shopping, caí num buraco que estava ''escondido'' por baixo de uma poça d’agua e furou o pneu. E agora o que faço?

Respirei fundo...

- Você está perto de algum posto de gasolina?

Estou!

- Está sozinha?

Não! Minha amiga Duda está comigo.

- Então ta! Vá ao posto e verifique se tem alguém por lá que possa lhe ajudar.

Acionei o play, no controle, e continuei no ‘’tormento’’, na ‘’agonia’’...

Não deu cinco minutos ela ligou DE NOVO...

- Mamãe, no posto não tem ninguém que possa ajudar. Estamos aqui, porém em companhia de um casal que também caiu no mesmo buraco. Pelo visto o único homem presente e envolvido na mesma situação, não sabia trocar pneu – conclui de cara.

- Ok! Estou chegando...

Ao chegar no local com minha irmã, já desci do carro dando uma senhora bronca em minha filha.

Neste momento o moço partiu em sua defesa...

- Minha senhora, eu também cai!!! Sabe, não havia quem dissesse que numa pocinha daquela, houvesse um buraco tão traiçoeiro. Falou ele procurando apaziguar.

Caiu porque o senhor também não prestou atenção ou então vinha rápido demais pra desviar. Igualzinho a minha filha! Falei sem titubear.

Passada a estupefação – deles – continuei... Se deixarmos os carros aqui, serão depredados ligeiro. A gente tem que trocar os pneus.

- O senhor não sabe trocar pneu?!!! Perguntei indignada...

Claro que sei! Só não tenho macaco e nem chave de rodas. Respondeu-me calmamente. Sua esposa, até então, não havia aberto a boca.

- Mãos a obra! Falei, abrindo o porta malas para que ele pegasse o pneu de suporte, macaco e a chave de rodas.

Eu, peguei o triângulo e coloquei na pista, criticando por não terem feito nem isso.

Neste momento fiquei a me perguntar a razão dele não ter tomado nenhuma providência, já que era mais velho e mais experiente ...

Parecendo ter escutado meu pensamento, sua esposa se aproximou de mim e falou:

''Já estávamos aqui quando sua filha caiu no buraco. E, tão logo ela e a amiga desceram do carro, se aproximaram delas quatro rapazes mal encarados. Depressa, meu esposo mandou que elas entrassem no nosso carro e travou as portas. Eles foram embora e só depois é que fomos, com elas, até o posto de gasolina, para ver se havia alguém que pudesse ajudar. ''

Só muito depois, já em casa, é que compreendi a atitude dele e o que ela quis me dizer...

Com a minha chegada, juntamente com minha irmã, e, com a chuva dando trégua, a troca dos pneus foi possível de ser realizada.

Caso contrário, como ele iria proteger sua esposa e as meninas se estivesse trocando os pneus dos dois veículos?

- Que coisa feia, Ysolda!

*****

À Iolanda e Rui Rossi, meu agradecimento e o meu mais sincero pedido de desculpas.


*****Destaque para os seguintes comentários ( Risos)
20/06/2011 13:39 - Yauanna Cabral
Eita, sexta-feira ingrata essa, não foi? Mas, Graças a Deus há males que veem para o bem e esse casal super atencioso, também tinha caído no bendito buraco... Fiquei mais tranquila,por ver que pude contar com eles. E melhor ainda é você vir sempre imediatamente, seja de moto, seja como for. Sempre chega. Amo você e desculpa por às vezes lhe dar umas dores de cabeça... Hahahaha Beijos da sua filha, Yauanna.


20/06/2011 16:51 - Anderson Leandro
Elenco: Ysolda Cabral, Duda, Yauanna, Iolanda e Ruy Rossi. Película: Desejo de se esconder de ladrão. kkkkkkkk Crônica hilária! Lembrei daquele seu texto referente a uma boneca que parecia bebê de verdade. Conclusão precipitada acontece. Uma vez passei na frente de uma escola e pensei que estava havendo show de rock devido ao barulho. O evento na verdade, era um culto religioso.

Publicado no Recanto das Letras em 20/06/2011

Código do texto: T3046303

domingo, 19 de junho de 2011

O AFAGO DO LÍRIO


O AFAGO DO LÍRIO
De: Ysolda Cabral


Uma sonolência me abate,
A música entristece,
Entrego-me ao desânimo sem combate.
Lugar algum me cabe...

De repente algo me agita,
E em sobressalto me tira da inércia.


Alguém grita:
Hei, menina sai dessa!

Olho para um lado,
Olho para o outro...

Paro!

Sinto um perfume...
Sinto um afago...

Na tela do computador;
A imagem do Lírio,
Por mim fotografado.


*****
Publicado no Recanto das Letras em 19/06/2011
Código do texto: T3044170

sábado, 18 de junho de 2011

REFLEXÃO ALEATÓRIA VI


REFLEXÃO ALEATÓRIA VI
De: Ysolda Cabral


Entre a realidade e a fantasia,
Vou vivendo os meus dias.

Entre a alegria e a tristeza,
Vejo sempre a beleza.

Entre a verdade e a mentira,
A saudade agonia.

Entre mim e você.
O desencontro do Tempo.




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Publicado no Recanto das Letras em 18/06/2011

Código do texto: T3043050


ESPELHOS SOB A PONTE

ESPELHOS SOB A PONTE
De: Ysolda Cabral



Vi espelhos em forma de arcos,
Emoldurados com laços,
De cimento armado,
Sob a ponte que diariamente passo.

Juro que vi, não foi engano!
Eles brilhavam tanto,
Que pensei até em parar,
Somente pra me olhar...

Mas os espelhos refletiam o Céu,
De brancas nuvens,
Que bailavam na brisa da manhã,
Do último dia da semana.

Fiquei a refletir...
Se mergulhasse neles;
Morreria para renascer,
Ou desapareceria para sempre?

*****
Ponte do Pina - Recife - PE.
Imagem Google
Publicado no Recanto das Letras em 18/06/2011
Código do texto: T3042801

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A MULHER CONTINUA SENDO TRATADA COMO OBJETO

A MULHER CONTINUA SENDO TRATADA COMO OBJETO
De: Ysolda Cabral







Nossa, estou passada!

Hoje saí de casa feliz e contente da vida. Dia bonito... Céu azul anil... Coração repleto de esperança de receber boas notícias... Tempo ''folgado'', podendo dirigir devagar, distribuir sorrisos, ou dar língua para os estressados do trânsito e tudo isso ao som de minhas músicas preferidas.

Ah! Quanta leveza e felicidade... Assim do nada.

Coisa de doido, de poeta lunático, eternamente apaixonado pela vida e que às vezes cisma e o tempo fecha ligeiro...

Foi o que aconteceu comigo hoje...

Caí na asneira de olhar para o lado, ao invés de continuar olhando para frente, e, foi então que, o tempo para mim fechou e fechou feio.

Engoli seco, o sangue subiu, esquentou, se danou tudo, e o dia que estava feito o ''som de Tim Maia'', se tornou um eclipse real e não o ''Eclipse Oculto'' do Cae que escutava.

Dei de cara com um outdoor gigantesco, o qual ali estava só pra me afrontar, estragar o meu dia. - Até por que o motivo dele já havia passado.

No dito cujo se lia em letras garrafais: '' NO DIA DOS NAMORADOS O PRESENTE É VOCÊ'', logo abaixo; a fotografia das pernas cruzadas de uma mulher, (dedução lógica), amarradas nos tornozelos, por um laço de fita dourado.

A propaganda era de um motel.

Desejei ser um ''pixador''... Coisa mais triste e sem noção!

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Destaque para o comentário da minha linda filha.

15/06/2011 13:15 - Yauanna Cabral
Eita lele.. Eu vi essa propaganda também e não acreditei na coragem que eles tiveram de colocar isso, realmente.. Somos consideradas objetos sexuais. Cadê o romantismo? O amor? Meu Deus... As pessoas esquecem o verdadeiro sentido da palavra amar.

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Publicado no Recanto das Letras em 15/06/2011
Código do texto: T3035939

*Imagem Google

terça-feira, 14 de junho de 2011

PIRULITO DE MORANGO

PIRULITO DE MORANGO
De: Ysolda Cabral


Com o coração na boca...
O vazio do peito,
É preenchido de doce.

Misturado ao sabor do batom-café,
Traz a calmaria,
Só encontrada na Sé.

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Interações


PIRULITO DE MORANGO,
que sabor ficou na boca?
Logo depois um café,
deixa a gente muito louca!
Também é bem brasileiro,
o gosto do meu batom.
Café, morango e amor,
tudo isso é muito bom...
Chupando esse pirulito,
volto aos tempos de criança,
em que a vida era tão linda,
cheia de amor e esperança.
Agora os tempos mudaram,
preciso de um bom café,
pra dar um "tcham" no meu dia,
e continuar de pé!
Lá pro fim do expediente,
retoco o batom da boca...
E sinto que é bom viver...
esta vida é muito louca!
Depois de tudo, um encontro,
frente à Catedral da Sé...
Com tanto sabor na boca,
vou beijar com muita fé!

( Mírian Warttusch )

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Ysolda, seu pirulito
Levou-me ao alto da Sé,
Donde se descortina Olinda
Bonita como ela é.

Além da vista e calmaria,
Lá se come tapioca,
Cuscuz, com muita alegria
E de quebra uma paçoca.

Pernambuco é tudo de bom,
Olinda e Recife muito mais,
Ah, que saudades do “freessom”,
Das praias, das folias e seus carnavais! ...

( Roberto Rego )

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Para adoçar o sentimento que se foi
Não deixe a beleza da vida para depois
Nada de querer dançar um triste tango
Sorva um doce pirulito de morango
O pranto se vai a alegria impera
Tristeza que nada agora é quimera
Chupe devagarinho saboreie o docinho
Assim, ao invés de tristeza e solidão
Poderás saborear a alegria no coração

(Ana Stoppa)

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Publicado no Recanto das Letras em 14/06/2011
Código do texto: T3033624

terça-feira, 7 de junho de 2011

RELACIONAMENTOS VIRTUAIS



RELACIONAMENTOS VIRTUAIS
De: Ysolda Cabral




Os entendimentos e os relacionamentos andam bastante complicados, desencontrados, distorcidos, esquisitos... Sei lá o que está havendo! Ninguém sabe mais o que é real, surreal, virtual...

A realidade, no mundo virtual é atraente, porém mentirosa, arriscada e desonesta.

Ora, se na vida real, não conhecemos ninguém e estamos passivos das maiores e desagradáveis surpresas e decepções... Imagine no mundo virtual!

Há mais ou menos cinco anos, por ocasião do meu primeiro blog o ‘’ Apenas Ysolda’’, que ‘’navego’’ neste mundo estranho, fascinante e tenho visto cada coisa que, valha-me Deus!

Confesso que, oportunidades não faltaram para que eu me envolvesse com alguém virtualmente. Entretanto, nunca me expus a essa temeridade, apesar de, desde aquela época, já estar com o meu casamento definitivamente terminado.

Contudo, ao longo desse tempo, tenho sido, de certa forma, ‘’amparo’’, através daquilo que escrevo e componho, para alguns que se arriscaram, e, que, infelizmente, tiveram um resultado desastroso. - Sei pelos milhares de e-mails que recebi e continuo recebendo ao longo desse tempo.

Lebre passa por gato e gato passa por lebre e por aí as coisas vão... As pessoas caem com a maior facilidade. Golpes e mais golpes são aplicados da maneira mais engenhosa, vil e sem nenhum escrúpulo ou remorso. Os larápios, vigaristas e doentes mentais, estão à solta e em total liberdade na Internet a cata de corações carentes e solitários.

Essas pessoas que se cuidem, senão ficam sem um tostão nem pra comprar o remédio de pressão, do coração, da depressão...

E, quando acontece morte, não há grana nem pro velório e nem pra meio palmo de chão.

Contudo, como tudo na vida é sorte, pode acontecer o contrário...

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Publicado no Recanto das Letras em 07/06/2011

Código do texto: T3019917


segunda-feira, 6 de junho de 2011

BOAS MANEIRAS E BOA EDUCAÇÃO EM EXTINÇÃO


BOAS MANEIRAS E BOA EDUCAÇÃO EM EXTINÇÃO

De: Ysolda Cabral





Tem coisa mais constrangedora do que você dar bom dia e ninguém responder?

Decidida a não mais passar por esse constrangimento, pensei em só cumprimentar quem me cumprimentasse primeiro.

Então lembrei de um fato, vivenciado pelo engenheiro civil e advogado, Telga de Araújo Filho, o qual me levou a ponderar esta decisão.

Vale ressaltar que, o referido engenheiro e advogado é pessoa da mais alta estima e apreço na sociedade pernambucana. Foi presidente do Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco, por duas gestões consecutivas. Inteligente, competente, atuante, dinâmico, culto, espirituoso e muito divertido, Dr. Telga, conquista a todos por sua simplicidade, autenticidade, e, principalmente, pelo seu senso de justiça e igualdade.

Ele contava - achando muita graça - que trabalhara numa empresa, onde existia uma jovem recepcionista bonita e elegante. No entanto, ela não se dignava a responder o cumprimento de nenhum colega de trabalho.

Seu ''bom dia'' era apenas destinado aos clientes e visitantes, e, claro, aos mais altos executivos da empresa. Contudo, à medida que a maioria dos colegas se chateava e pedia ''sua cabeça'', ou seja, sua demissão, ele não se alterava e continuava a lhe cumprimentar toda manhã.

Um dia, bastante atrasado, passou por ela e não falou. Quando já estava para pegar o elevador, surpreso ouviu um veemente protesto...

- ''Hoje o senhor não vai me dar bom dia?!!!''

Ele, mesmo atrasado, voltou, lhe pediu desculpas, lhe deu o bom dia e foi trabalhar contente da vida.

Sei, perfeitamente, que ele tem toda razão, porém continuo achando uma atitude assim imperdoável.

O fato é que, a noção básica de boas maneiras e de boa educação, anda também em extinção. O que é lamentável.

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Publicado no Recanto das Letras em 06/06/2011

Código do texto: T3017490

sexta-feira, 3 de junho de 2011

CANÇÃO EM TOM MAIOR


CANÇÃO EM TOM MAIOR
De: Ysolda Cabral




Minha alma vibra,
Meu coração não dribla.
E, assim, repleta de amor,
Continuo pela vida.

Até o meu amado;
Aquele que inventei,
Usando você de protótipo;
Sorri e mexe comigo.

Me faz um carinho,
Diz o quanto estou bonita...

- É que hoje sou poesia!

E, sob lindos raios de sol,
Componho esta canção,
Em tom maior;
Ao raiar de mais um dia.

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Publicado no Recanto das Letras em 03/06/2011

Código do texto: T3011305

terça-feira, 31 de maio de 2011

SONHADORA MENINA




SONHADORA MENINA
De: Ysolda Cabral


Coração abaixo de zero...
Assim não te quero!

Na tela há tristeza,
E no rosto,
Por trás da rede do destino,
A vida apenas começa.

Sou eu nela!
Uma sonhadora menina...
Matuta nata...
E, autentica taurina.



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Publicado no Recanto das Letras em 31/05/2011

Código do texto: T3006142

segunda-feira, 30 de maio de 2011

CRIANÇAS BEBEM ÁCOOL COMBUSTÍVEL





CRIANÇAS BEBEM ÁLCOOL COMBUSTÍVEL
De: Ysolda Cabral






Eu queria ser totalmente ''poeta''. Assim viveria todo tempo no ''Mundo da Lua'' feliz e contente da vida. Entretanto, como não sou, vivo entre o ''Lá e o Cá'', o jeito é tentar não sentir tanto impacto e nem tanta tristeza, nessas minhas idas e vindas.

Senão vejamos: hoje, quando fui abastecer o carro, antes de vir para o trabalho, testemunhei uma garota, de no máximo 16 anos, chegar com uma garrafinha de água mineral de 500 ml e pedir ao frentista que a enchesse.

Surpreendida perguntei, ao frentista que me atendia, se agora os meninos de rua estavam também ''cheirando'' gasolina. Ele respondeu que, na realidade, ela estava ''comprando'' álcool e era pra beber.

Fiquei em estado de choque, pois nunca imaginei que uma coisa dessas pudesse acontecer e assim bem na minha frente.

Sem conseguir tirar os olhos da garota, vi, para comprovação da informação que acabara de receber; ela pedir um pacote de salgadinho e sair comendo e tomando pequenos goles da respectiva garrafinha. Mais adiante se juntou a outros garotos, os quais, pelo visto, já a esperavam, e, juntos, partiram com destino ignorado, porém previsível e lamentável.

Nem perguntei a razão deles atenderem a ''cliente''. Eu já sabia a resposta.

Com lágrimas nos olhos e com o coração apertado, segui meu caminho, me sentindo completamente desnorteada e impotente.


''Assim caminha a humanidade''.


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Publicado no Recanto das Letras em 30/05/2011

Código do texto: T3002775


quarta-feira, 25 de maio de 2011

ONDE VAMOS PARAR?


ONDE VAMOS PARAR?
De: Ysolda Cabral





Ando com saudade do tempo em que as pessoas eram mais educadas e mais generosas.

Ando com saudade do tempo em que as pessoas eram menos egoístas, menos agressivas, menos vaidosas e menos prepotentes.

Ando com saudades do tempo em que a família era uma instituição ''sagrada'' e a educação, e o respeito se adquiria era mesmo em casa. Não se pretendia passar essa responsabilidade para o Estado e nem muito menos para as escolas.

Ando com saudade do tempo em que estar apaixonado era se sentir em estado de Graça. E não num ''cio'', distorcido, deplorável e decadente...

Hoje as coisas estão é de ponta-cabeça!

E tudo em nome da modernidade?!

O ''salve-se'' quem puder predomina em todas as classes sociais e de todas as maneiras.

Não sei quando tudo começou, quando tudo se modificou, deturpou...

Só sei que o respeito por tudo àquilo que faz parte da Natureza, está desaparecendo de maneira assustadora.

Onde vamos parar só Deus sabe.


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Publicado no Recanto das Letras em 25/05/2011

Código do texto: T2992700


CORAÇÃO SALTITANTE




CORAÇÃO SALTITANTE
De: Ysolda Cabral


O amor e a compaixão,
Inundam a minha alma.
Sou religião...

Meu coração,
Alegre saltita,
Contente da vida...

Não sente saudade,
E nem solidão.



**********!
Publicado no Recanto das Letras em 24/05/2011

código do texto: T2990246

MANHÃ DE SOL ACANHADO - ORAÇÃO


MANHÃ DE SOL ACANHADO
De: Ysolda Cabral



Oh! Senhor,

Que esta manhã de sol acanhado, seja prenúncio de um dia de muita paz. Um dia sem sobressaltos, sem competições desleais. E, principalmente, sem eventos ruins.

Oh! Senhor,

Que esta manhã de sol acanhado, o dia transcorra calmo, e que, as indiferenças, as ofensas sejam esquecidas, as injustiças ignoradas e perdoadas.

Oh! Senhor,

Que esta manhã de sol acanhado, nos traga um dia bom e produtivo, sem atribulações, indignações, perseguições, ajustes de contas descabidos e motivo de se maldizer a sorte.

Oh! Senhor,

Que nesta manhã de sol acanhado, o dia aconteça da forma mais leve e mais bonita, independente da meteorologia, e que, a música que escuto agora, invada todos os corações de alegria.

Oh! Senhor,

Pelo dia de hoje, apesar da manhã de ‘’ sol acanhado’’, Lhe agradeço e por ele dou Graças.
Amém!

**********
Publicado no Recanto das Letras em 24/05/2011

Código do texto: T2989645


INÍCIO DA TARDE - ORAÇÃO



INÍCIO DA TARDE
De: Ysolda Cabral







Senhor,

Dai-nos paciência para continuar acreditando que as coisas vão melhorar.

Mantenha longe de nós os pobres de espírito, os invejosos, os mentirosos, os interesseiros, os bajuladores convictos, os dissimulados, os perseguidores, os preguiçosos, os arrogantes, os fracos, os covardes, os complexados e os oprimidos.

Conceda-nos a graça de sermos mais humildes, mais tolerantes, mais calmos e mais serenos, tal qual os regatos em noite de luar.

Permita-nos a compreensão de nós mesmos, para que possamos corrigir nossas falhas, perdoar nossos erros, e, os dos outros, e assim melhorar como pessoas, enquanto seres humanos.

Oh! Senhor,

Permita-nos uma boa saúde física e mental; melhores dias, notícias amenas e mais alegria...

Permita-nos, ainda, que o amor, o respeito e a paz aconteçam entre todos os povos, para que a vida ainda valha à pena.

E que a ESPERANÇA reine em todos os corações.

Amém!


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Publicado no Recanto das Letras em 23/05/2011

Código do texto: T2988105

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A MENSAGEIRA



A MENSAGEIRA
De: Ysolda Cabral



A tarde está nublada e fria.
Mas estou em paz e tranqüila,
Apesar de me sentir triste e vazia.

Há pouco uma Esperança pousou na janela...
Pequenina, verdinha e frágil,
Quase escorregou de vidro abaixo.
Olhou-me firme e muito alerta...

Em seguida, graciosamente,
Desapareceu na tarde escura.
- Fiquei muda!

De repente senti que tudo mudou.
- Inexplicavelmente mudou...!

E entendi a razão dela ter vindo aqui...

Veio trazer alegria e leveza,
As quais andavam longe de mim.



Abençoada seja!


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Publicado no Recanto das Letras em 20/05/2011
Código do texto: T2982554


sábado, 14 de maio de 2011

''ESTALO NO ESPIRÍTO''

''ESTALO NO ESPÍRITO''
De: Ysolda Cabral





Carma é carma, dizia Carmem. Sina é sina, dizia Alcina. Isso é castigo, dizia Dolores que não se importava com dores, desde que não fossem suas. Já Das Dores, que tinha dores até no nome, dizia querer mudá-lo. - Quem sabe assim seu carma, sua sina, seus castigos e suas dores não diminuíssem?! Conjecturava.

E, como na vida tudo é questão de sorte, de destino ou desatino de quem não quer parar para refletir, e mesmo assim fica a espera de que as coisas aconteçam... Clarinda, a qual enxergava muito claro e muito além do seu próprio umbigo, garantiu às amigas que, tudo era questão de fé.

Cinco amigas, (minhas conhecidas), cinco diferentes vidas e um só objetivo: a felicidade.

Resolveram que iriam encontrar essa condição...

Na primeira tentativa, Carmem, foi atropelada na esquina e morreu. No velório, Alcina falou para as outras amigas: “foi castigo”, ela não se contentava com nada!

Já Dolores, diante de tal fatalidade, resolveu se importar com as dores dos outros e terminou por ficar louca. Quanto à Das Dores, trocou de nome e passou a se chamar Felicidade. - Ao sair do cartório, foi atropelada... Não morreu, contudo ficou numa cadeira de rodas até hoje. Já Clarinda, garantiu sua ''entrada'' no Céu, depositando tudo o que tinha na conta indicada pelo pastor de sua igreja. Hoje vive ao deus-dará pelas esquinas.

Conclusão: a felicidade é apenas um ''estalo no espírito'', o qual se você não ''reparar'' ele simplesmente ''quebra'' você. Ah, como estou quebrada! Evidentemente comigo foi praga. (Rsrs)

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Publicado no Recanto das Letras em 12/05/2011

Código do texto: T2965737



terça-feira, 10 de maio de 2011

DERRADEIRO DESCANSO





DERRADEIRO DESCANSO
De: Ysolda Cabral






Uma grande tristeza me neutraliza,
Seu silêncio aos poucos me cala,
Minha inspiração anda nefasta;
É que sem você não sou nada.

Fico a perambular pelos cantos,
Feito um pobre diabo ou morto-vivo...
A procura de qualquer abrigo,
Para o derradeiro descanso.

Quem sabe se eu morresse de fato,
Você sentisse minha falta e assim;
Admitisse que o amor foi o laço...

Que nos uniu do começo ao fim.
E, mesmo eu estando do outro lado,
Seu coração ainda há de bater por mim.


*****


13/05/2011 07:55 - Ysolda Cabral
Obrigada, queridos amigos, pelo carinho dos seus comentários. *** O poema acima, me lembrou o estilo do meu avô - poeta de primeiríssima qualidade - Firmino Filho. Por esta razão, o " Derradeiro Descanso", tem um significado a mais para mim.


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Publicado no Recanto das Letras em 10/05/2011


Código do texto: T2961170


segunda-feira, 9 de maio de 2011

REFLEXÃO ALEATÓRIA - V




REFLEXÃO ALEATÓRIA - V
De: Ysolda Cabral




Natural dos “Morros Uivantes”
Estado de espírito: irônico
Sentimento: declinando
Alegria: se esvaindo
Realidade matando a poesia...



Zumbi em vida.



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Publicado no Recanto das Letras em 09/05/2011

Código do texto: T2959060



domingo, 8 de maio de 2011

MINHA ESTRELA



Lhe imagino num lugar assim...


sábado, 7 de maio de 2011

APENAS MIGALHAS




APENAS MIGALHAS
De: Ysolda Cabral



Queria tocar teu coração,
Através de uma linda canção.
Canção que falasse de amor,
Jamais de tristeza ou dor.

Queria estar na tua alma,
Aconchegada e muito calma.
Indiferente ao Senhor Tempo,
E a tudo o mais que o valha.

Queria que perdoasses minhas falhas,
Queria que desatasses os meus nós.
E não jogasses fora nossas tralhas;

Nem os livros e nem as poesias...
Quanto às críticas e as ironias;
Relevas! Foram apenas migalhas.


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Publicado no Recanto das Letras em 07/05/2011

Código do texto: T2955613


FATOS QUE A VIDA CONTA


FATOS QUE A VIDA CONTA

De: Ysolda Cabral



Há pouco, lendo o texto do escritor recantista Luzirmil, “A ARTE DE AMAR COM A ALMA - contraposição filosófica” lembrei de um fato que me acontecia quando ainda era criança: o medo de morrer... Para falar a verdade, não era exatamente medo de morrer, e sim de ser enterrada. Eu achava esse ‘’improviso’’ terrível. (Risos)


Quando morria alguém na família, ou pelas redondezas, eu ficava noites e noites sem dormir pensando na possibilidade da pessoa ter sido sepultada sem estar totalmente morta. Àquilo me deixava tão aflita que perdia até a vontade de comer os bolos de chocolate, deliciosos, que mamãe fazia para o lanche da tarde.


A coisa piorou, assustadoramente, quando escutei mamãe comentar a notícia de que um ator famoso *Sérgio Cardoso, tinha sido enterrado vivo.


- Nossa Senhora! Passei meses sem dormir...


O tempo passou; eu me casei, tive minha filha... Às vezes me surpreendia pensando de que maneira eu iria falar com ela sobre esses assuntos.


No dia 1º de maio de 1994, domingo e dia das mães, se a memória não me falha, estávamos todos na sala de TV, logo após o almoço, foi noticiada a morte do piloto de fórmula I, Ayrton Senna. Yauanna, com quatro anos incompletos, olhou para mim assustada e sem entender porque chorávamos me perguntou: mamãe o que é morrer?


Ela não sabia o que era morrer, mas já sabia da existência da ‘’alma’’, e, claro, da existência de Deus. Então, com muita tranqüilidade lhe respondi: morrer é quando Papai do Céu chama a nossa alma para ficar junto Dele. Quando isso acontece, - como aconteceu agora com o Ayrton -, o nosso corpo, que é a ‘’ casa’’ da nossa alma, não serve mais para nada. Então deve ser enterrado, queimado...


Ela olhou para mim sorrindo, me deu um beijo e foi brincar... Nunca perdeu uma noite de sono pensando em corpos enterrados vivos, ou cremados.


- Graças a Deus!




**********


* Sérgio Cardoso ( 1925 a 1972 )



“Mal o pais se recuperava da imensa comoção causada pela morte de Sérgio Cardoso e uma noticia mórbida, tétrica, que não se sabe de onde surgiu, começou a ser vinculada: o ator sofria de catalepsia, e na ausência de seu medico, Max Nunes, teria sido enterrado vivo.


Dizia-se que quando a família percebeu o logro da morte, desenterrou Sérgio Cardoso que estava virado de bruços, apresentando arranhões no rosto. Durante anos esta história foi contada,aterrorizando o imaginário popular.


Passou a ser uma lenda urbana, causando medo as pessoas fazendo que os velórios no Brasil se tornassem mais longos, adiando por mais tempo o enterro de quem morria de ataque cardíaco.


Em 1980, a TV Globo fez uma reportagem no fantástico, desmentindo os boatos, com depoimentos da família do ator, que afirmava, categórica, que Sérgio Cardoso jamais tinha sido desenterrado. Portanto jamais se constatou que estava de bruços no caixão ou em qualquer outra posição. Muito menos com arranhões no rosto.”


Dados coletados no Google


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Publicado no Recanto das Letras em 06/05/2011

Código do texto: T2952869

quinta-feira, 5 de maio de 2011

UMA GAROTA DE 82 ANOS E O DIA DAS MÃES



UMA GAROTA DE 82 ANOS E O DIA DAS MÃES
De: Ysolda Cabral





Arlete Franco Belo, para mim Belinha... Belinha pelo Belo do nome e por ela ser uma pessoa verdadeiramente bela aos oitenta e dois anos de idade. Sem plásticas, sem analistas, sem academias de ginástica... Apenas ela, uma alimentação balanceada, associada com longas caminhadas; a família – esposo, filhos, netos, bisnetos – sua fé em Deus e seu trabalho.

Funcionária, matrícula nº 001, do Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco – Crea-PE, Belinha, diariamente, é a primeira a chegar para trabalhar. Faz Isso há sessenta e dois anos, exceto nos períodos de férias, ocasiões em que, aproveita para viajar. Conhece quase o mundo todo, mas é no trabalho, e à frente do seu computador que se sente feliz e realizada.

- É muito bom tê-la por perto todo dia!

Inteligente, de raciocínio rápido, elegante, espirituosa, e, principalmente disposta; Belinha é realmente um espetáculo! Das várias tarefas que desempenha, a emissão de cartas de cobrança, chama a atenção de todo mundo pela agilidade com que emite milhares delas, trocando ela mesma as caixas do papel da impressora, as quais não são nada leves e sem a ajuda de ninguém. - Nem adianta oferecer, pois ela não aceita.

Vez ou outra pára um pouco e alonga, para baixo, para cima; bebe um pouco d’agua, toma um cafezinho e logo em seguida volta ao trabalho.

- Ela realmente impressiona.

E, mais impressionada fiquei dia desses quando a convidei para almoçar comigo. Animada; de pronto aceitou o convite. Fato surpreendente uma vez que, ela ''adora'' a companhia da Tê Lima. - Não sei a razão, pois sou muito mais eu (risos). Contudo, nesse dia ela aceitou almoçar comigo e lá fomos nós.

Eu, toda contente da vida e toda cuidado e atenção para com ela, não sabia o que fizesse para que percebesse o quanto eu estava feliz de tê-la em minha companhia.

Inclusive, tive o cuidado de não esquecer nenhum detalhe de gentileza e boas maneiras, tais como: abrir portas, segurar o elevador para que entrasse e saísse com toda segurança, e, já na calçada, tratei logo de lhe colocar do lado de dentro - longe do meio-fio -, para prevenir qualquer imprevisto.

Quando chegamos ao cruzamento, onde teríamos que atravessar a avenida de quatro largas faixas, o semáforo estava no vermelho, começando a se preparar para dar lugar ao sinal verde. Parei com a intenção de esperar que ele fechasse novamente, para só então atravessar com segurança, quando, de supetão, ela me pegou pela mão e me puxou, obrigando-me a atravessar a avenida correndo!

Uma vez do outro lado, eu, estupefata e totalmente sem fôlego, levei uma senhora bronca por ser tão "mole’’ e ‘‘lentinha”.

Eu posso com uma coisa dessas?!!! (Risos)

Feliz “Dia das Mães”, minha amiga querida.

Para você e para todas nós.


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Publicado no Recanto das Letras em 05/05/2011

Código do texto: T2951677

quarta-feira, 4 de maio de 2011

SORTE

SORTE
De: Ysolda Cabral


Alma chora...
Desencantada implora:
Tristeza vá embora!

Reza Ave-Maria,
Reza Pai-Nosso,
Por horas e horas...

E a tristeza, assola, desola,
Alastra-se feito peste,
- O terreno é fértil -
Não há vacina que cesse...

Alma pede clemência,
Recomenda-se demência...

Em alerta o coração acelera,
Bate forte no peito,
Buscando ordem,
Mas acontece o desfecho:
Seria a morte?

Não!
Era apenas um pesadelo.
- Ai, que sorte!


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Publicado no Recanto das Letras em 04/05/2011

Código do texto: T2948331

segunda-feira, 2 de maio de 2011

SEM PENSAR EM NADA




SEM PENSAR EM NADA

De: Ysolda Cabral








Lindo, mesmo cinzento, você estava.

Não tem jeito, sou mesmo apaixonada!

Nunca tinha lhe visto tão vibrante,

Nem tão nítido na linha do horizonte.



Olhando pra você fiquei apaziguada,

Toda tristeza foi embora como mágica.

Meu coração disparou forte no peito,

Para me lembrar que pra tudo tem um jeito.



Agradecida e emocionada,

Parei de chorar e caí na risada.

Foi assim que me senti revigorada.



E, do cinza que veio de você,

Em comunhão com a manhã chuvosa,

Segui em frente sem pensar em nada.



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Publicado no Recanto das Letras em 02/05/2011

Código do texto: T2945177

sábado, 30 de abril de 2011

MEU MELHOR COMPANHEIRO

MEU MELHOR COMPANHEIRO
De: Ysolda Cabral






Na tarde fria de um sábado terrivelmente triste, passei a recordar o meu tempo de adolescente quando em dias assim, saia de bicicleta a pedalar sem destino e sem descanso. Só voltava para casa quando a tristeza saia de mim levada pelo suor e pelas lágrimas.

Quando chovia, me sentia abençoadamente exorcizada dessa praga que nos ataca, desde que nos entendemos por gente.

Hoje, sair por aí pedalando, não iria dar certo, pois além de correr o risco de ser atropelada, correria o risco, também, de ser assaltada e, consequentemente, ter que voltar para casa a pé. Isto, nas melhores das hipóteses.

Contentei-me em ficar na janela do meu quarto, olhando a chuva lavar o asfalto...

De repente, “não mais que de repente” me lembrei do meu melhor companheiro: meu violão.

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Publicado no Recanto das Letras em 30/04/2011


Código do texto: T2940909

REFLEXÃO ALEATÓRIA IV




REFLEXÃO ALEATÓRIA IV

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Às vezes falamos coisas que não são para magoar, mas que precisam ser ditas para situar.


Ysolda Cabral



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Publicado no Recanto das Letras em 29/04/2011

Código do texto: T2938839

AMOR OU "QUÍMICA"?



AMOR OU QUÍMICA?
De: Ysoldac Cabral




Ontem, num “papo cabeça”, com um garoto de vinte anos, amigo de minha filha, tivemos uma discussão calorosa sobre os namoros de hoje em dia.

Enquanto ele tentava me convencer da importância do “ficar”, eu tentava “enfiar” na sua cabeça exatamente o contrário.

Esta conversa já é minha conhecida... Ah, se é!

Bom, como tenho fama de ser teimosa, então não perco uma oportunidade de conversar com os jovens sobre esta questão.

E a questão é “ficar”... Que graça tem isso?!

Sei não! Mas acredito que a meninada está abrindo mão de uma das coisas mais belas da vida que é o romantismo.

- Que pena!

No meu tempo – e não faz tanto tempo assim - os garotos quando se encantavam por uma garota, se empenhavam em ganhar seu coração e não apenas seu corpo ou um beijo na boca, numa “balada” de uma noite qualquer...

O pensamento, sonho ou pretensão era de que fosse para sempre... Mesmo que esse “para sempre” fosse “eterno enquanto durasse”, como afirmava o poeta Vinícius de Moraes.

Hoje a coisa é tão séria que ninguém mais fala em amor, em romance e sim em “química” e em " ficar" ...

Será que a união do Príncipe William com a duquesa Catherine, foi por amor ou pela “química” que existe entre eles? Afinal, é do conhecimento geral que, moram, ou "ficam" juntos há um bom tempo.

Entretanto, um fato me chamou a atenção no casamento deles... Senão vejamos; produção ou não, o enlace foi um deslumbramento, um verdadeiro conto de fadas - não tanto quanto o da mãe do noivo, pois ao meu ver, jamais existiu ou existirá uma noiva tão linda, tão pura e tão diáfana quanto foi Diana – mas o fato é que hoje o mundo se emocionou, com o acontecimento, principalmente, as meninas em idade de casar.

Isso significa que, o romantismo não desapareceu tanto assim e que, a grande maioria ainda sonha em viver um grande e verdadeiro amor.

- “Química”? !! "Ficar"?!! Pois sim!!!!

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Publicado no Recanto das Letras em 29/04/2011

Código do texto: T2938536

sexta-feira, 29 de abril de 2011

NOTA DE FALECIMENTO




Caros amigos,



Através de nota publicada no Recanto das Letras, pela poetisa Rejane Chica, acabo de tomar conhecimento do falecimento da maravilhosa poetisa recantista, MEL REDI.



Oremos para que nossa querida amiga descanse em PAZ.

Aproveito para enviar meu abraço pesar a todos os familiares da talentosa e estimada poetisa.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

MORRER DE AMOR CALADA




MORRER DE AMOR CALADA
De: Ysolda Cabral




Jurei nunca mais falar com você,
Jurei nunca mais compor nenhuma poesia
Ou canção falando de amor...

De um amor que é além do palpável,
Além da vida e do provável,
Jurando por minha honra,
E, até por Deus Nosso Senhor.

Agora depois da raiva passada,
Da burrice atestada e comprovada
Na palavra empenhada, impensada;
Encontro-me num impasse...

Pois se calo o amor que sinto,
Se com você não falo,
E sem recorrer à poesia
Para os meus devaneios e desabafos;
Estarei em vida morta de fato.

E o que hei de fazer,
Com tanto amor desperdiçado,
E com os sonhos não realizados?

Ver a vida com o “ olhar realidade”
Deixar a “obra” inacabada,
E morrer de amor calada?

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Poema dedicado.


Publicado no Recanto das Letras em 27/04/2011
Código do texto: T2934278

http://www.recantodasletras.com.br/autores/ysoldacabral

domingo, 24 de abril de 2011

DOMINGO DE PÁSCOA - UMA ORAÇÃO






DOMINGO DE PÁSCOA – UMA ORAÇÃO
De: Ysolda Cabral







O dia amanheceu extraordinariamente belo como eu nunca vi.

- Por ele dou Graças!

Uma brisa suave entra pela minha janela e me avisa que o dia será de muito “calor”... Calor humano, compreensivo e acolhedor...

Paira no ar um silêncio abençoado, coisa pouco comum nos dias de hoje.

- Por ele dou Graças!

O “Jardim Condenado” está verde, iluminado, mais vivo que nunca. As folhas das palmeiras, das mangueiras estão prateadas, brilhando, felizes e satisfeitas sem se importarem com o dia de amanhã...

- Por ele eu peço!

Minha hortelã... Ah, como está perfumada na pequena jardineira!

- Ela é só alegria!

Sinto também o cheiro do mar, mas hoje não vou até ele... Talvez à tardinha, pois gosto de “falar” com Deus ao entardecer, junto ao mar...

É quando dou muitas e muitas Graças pela Vida que, é a maior dádiva, e, humildemente agradeço.

Um lindo e abençoado “Domingo de Páscoa” para todos nós.





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Publicado no Recanto das Letras em 24/04/2011




Código do texto: T2927424

sábado, 23 de abril de 2011

DE PRESENTE PRA VOCÊ



DE PRESENTE PRA VOCÊ
De: Ysolda Cabral


O Senhor Tempo,
Senhor de todos os destinos,
E de inusitados desatinos,
Não conseguirá mudar você,
A ponto de me fazer não lhe reconhecer.

Por mais transformações que Ele lhe imponha,
E até lhe levar as raias da loucura,
Vou lhe fazer me reconhecer,
Sem nenhuma vacilação ou dúvida.

Que Ele lhe leve a completa fealdade,
Tire-lhe toda poesia e a alegria de viver,
Estarei nas entranhas do seu ser,
Fazendo-lhe lembrar e reviver.

Que Ele lhe deixe no vazio do nada,
Pois será no nada que você sempre me terá,
Isto eu lhe garanto e posso até jurar...

Pois o meu amor é muito maior,
- Mais muito mesmo -
Do que sua vã filosofia, sua lógica,
Sua matemática, sua “razão pura”,
Poderiam calcular.


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Publicado no Recanto das Letras em 21/04/2011

Código do texto: T2922519

sexta-feira, 22 de abril de 2011

MEU ANIVERSÁRIO NUMA SEXTA-FEIRA SANTA




MEU ANIVERSÁRIO NUMA SEXTA-FEIRA SANTA






Hoje o dia, talvez um dos mais tristes de minha vida, é meu aniversário. O primeiro numa Sexta-feira Santa, pelo menos que eu me recorde. Amanheceu ensolarado e repleto de Luz. As nuvens branquinhas, num Céu de um azul anil, formavam imagens de minha vida. Algumas feias, outras bonitas, e muitas inexplicáveis... - Tão nítidas!

Cinquenta e sete anos de imagens...! Com algumas lacunas, por lógica e por natural esquecimento, evidentemente.

Em todas elas vejo mamãe... Como sinto a falta dela! Em Janeiro último fez três anos que ela se foi... - Ainda não me convenci disso. Olho ao meu redor como se a qualquer momento ela fosse aparecer, com um lindo bolo nas mãos, cantando parabéns, com sua belíssima voz. Como todos os anos fazia no aniversário de seus cinco filhos. Mamãe era linda e sua voz mais ainda.

Mas enfim, hoje é o meu aniversário e apesar do dia, e apesar de mamãe não estar mais entre nós, preciso comemorar. Afastar a tristeza, a saudade, as preocupações, os desencantos, e agradecer a Deus pelo sacrifício que fez e pela coragem de enviar Seu Filho Jesus, para nos ensinar a viver, e, assim nos salvar. Principalmente, de nós mesmos...

Nascer para viver “e depois, e depois...” Como diz aquela canção de amor que papai compôs para mamãe; não importa. Importa o hoje e o agora.

E o agora de hoje: É MEU ANIVERSÁRIO e tem festa “rolando” por aí. VIVA!!!!

A maravilhosa poetisa, minha amiga, Fernanda Xerez, me preparou uma festa belíssima. Fui comunicada por e-mail e dei uma “olhadinha”. Quase morri de tanta emoção. Confira o que afirmo clicando no link abaixo:






No Orkut, Nossa Senhora! Minha página, que é uma verdadeira “vitrine virtual” de belíssimas poesias, e, de vários poetas, também tem festa.
- Ah, não mereço tanto!!!



Por aqui, no momento, estou sozinha. Todos “sumiram”. Eles pensam que eu não sei das “festas” que estão preparando para mim. (Rsrs).

Diante de tudo isso não poderia ficar em “reclusão”, precisava escrever alguma coisa para registrar minha alegria por ter amigos e familiares que gostam de mim do jeito que sou – um dia bom, um dia ruim - para lhes dizer, do fundo do meu coração e de minha alma: MUITO OBRIGADA!

Com votos de uma Feliz Páscoa para todos, continuo sendo,

Apenas Ysolda





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Publicado no Recanto das Letras em 22/04/2011


Código do texto: T2924056







terça-feira, 19 de abril de 2011

"O RESGATE"



“O RESGATE”
De: Ysolda Cabral







Choveu a noite toda e Recife amanheceu um caos completo. Ruas e avenidas alagadas, árvores caídas, semáforos sem funcionar... Um verdadeiro inferno!

- Até o Mar se refugiou no Céu! (Rsrs)

Minha filha, a qual não ia à faculdade há uma semana, resolveu ir justamente hoje.

Fiquei meio reticente em permitir, pois apesar dela dirigir há dois anos; um trânsito como o de hoje é complicado para qualquer motorista por mais experiente que ele seja. Entretanto, como ela foi minha aluna, pois ninguém aprende a guiar em auto-escola, permiti.

Pois muito bem... Cá estou em pleno expediente quando o meu celular toca. Atendo. Do outro lado da linha, o meu ex-marido, estressadíssimo e aos gritos, me avisa (leia-se: me acusa) que nossa filha se encontra presa no trânsito e em local ignorado.

Ele sempre foi assim... Quando alguma coisa acontece com ela, ele fica tão apavorado que perde totalmente o raciocínio, a calma e eu que “segure” as “pontas”. (Rsrs)

Logo em seguida liguei para ela e fiquei sabendo da grande “catástrofe”...

A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), devido às fortes chuvas, havia interditado o acesso ao nosso bairro, determinando o retorno de todos os veículos por outras vias.

Foi aí que se deu a desgraça... Ela retornou por uma via nunca transitada por ela antes e se perdeu. Disse-me ter ligado para o pai, com o objetivo de lhe pedir orientação de como sair dali uma vez que, “desconfiava” estar mais ou menos próximo da empresa que ele trabalhara.

Depois de escutá-la, calmamente, lhe disse para permanecer onde estava, pois eu iria até ela.

Pela janela vi que a chuva continuava “castigando” a cidade. Pensei: como vou chegar rapidamente onde acho que ela está?



- Só de moto! Pensei em voz alta e sai correndo da sala a procura de Anderson, meu colega de trabalho – aquele que tem leve deficiência auditiva e que vive tocaiando os gatos, para não deixá-los comer os passarinhos, os quais dormem nas árvores do quintal de sua casa - aquele que é quase um filho para mim de tanto que lhe quero bem... E, afinal, numa situação assim, pra que serve um filho e motociclista de primeira...?!



Expliquei-lhe o que estava acontecendo,contudo ele só entendeu que deveria me levar, em sua moto, para algum lugar e bem depressa. Observando a roupa que eu vestia (calça jeans, blusa de mangas compridas, de malha leve, e botas), constatou que eu precisava de um blusão apropriado – para que eu não me molhasse tanto - e um capacete.

O segurança da empresa, gentilmente, me cedeu os respectivos acessórios e lá fomos nós fazer o “resgate”.

- Que aventura!!!!

Andar de moto entre veículos, num dia de chuva, com tudo alagado, e em caráter de “socorro”, não é nada fácil. O motociclista tem que ser muito competente, paciente e hábil. Anderson é tudo isso e muito mais.

Consciente da responsabilidade, literalmente grudada em suas costas, aparentemente calma, sem saber ao certo a direção que deveria seguir e sem quase escutar o que eu falava, seguiu em frente para o que desse e viesse.

E assim o “resgate” foi realizado com muita segurança e sucesso.

Valeu!!! Filho do coração.

Muito obrigada, “visse” bichinho?! Amo tu.




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Publicado no Recanto das Letras em 19/04/2011




Código do texto: T2918687

segunda-feira, 18 de abril de 2011

LITERALMENTE PÉROLAS


LITERALMENTE PÉROLAS

De: Ysolda Cabral



Pérolas...

Brancas, pretas, raras e belas...


São propriedades do Mar,

Qualquer uma delas.


Ele costuma presentear as Sereias.

Elas – lindas e vaidosas - as exibem,

Em colos de belos seios.


Não gosto de Pérolas!

Tenho desconfiança delas...


Para mim, as que chegam aqui,

- Por roubo ou infortúnio -

Trazem compreensíveis pragas,

De suas legítimas donas...


Que choram suas perdas,

Em noites de lua cheia,

Por se sentirem nuas.

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Publicado no Recanto das Letras em 18/04/2011

Código do texto: T2916300

domingo, 17 de abril de 2011

JARDIM CONDENADO

JARDIM CONDENADO

De:Ysolda Cabral


Gosto de olhar a chuva através da janela...

É tão bela!


Porém o frio que sinto não vem dela...

E o verde que vejo não é da floresta.

É de um jardim condenado.

Ali vão construir.


- Ai! Coitada de mim.

Nada posso fazer...

A não ser ficar aqui,

A espera de vê-lo sumir.


Neste momento a chuva aumenta,

Atormenta, acorrenta,

Desorienta e afugenta os pássaros,

-Tanta tristeza, quem agüenta?!


O dia escurece, entontece...

Anoitece...?!


A vontade de correr mundo a fora,

É tão urgente!

Tem “cara” de agora,

Mas é passada a hora.

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Publicado no Recanto das Letras em 17/04/2011


Código do texto: T2915122

sábado, 16 de abril de 2011

CÓDIGO DOS SENTIDOS




CÓDIGO DOS SENTIDOS

De: Ysolda Cabral

Em busca de mim, me perdi.

Em busca de você, me enganei.


E de engano em engano,

O tempo foi passando,

E acabou o encanto...


E, do labirinto de dúvidas,

O qual por livre espontânea vontade entrei,

Mesmo considerando as sinalizações,

A saída finalmente eu encontrei...


Tão fácil estava!

Bem na minha cara...


Foi só seguir a placa que não dizia nada.


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Publicado no Recanto das Letras em 13/04/2011

Código do texto: T2906010

domingo, 10 de abril de 2011

TRAGÉDIA DE REALENGO X MÍDIA


TRAGÉDIA DE REALENGO X MÍDIA

De: Ysolda Cabral


O cursor acintosamente me avisa que o papel A-4, configurado e justificado para receber o texto em Arial dezesseis, com entre linhas um vírgula cinco, está em branco. Olho para ele piscando para mim como quem diz: “Vai, escreve, desabafa...!”


Paro um pouquinho, pedindo ao Senhor Tempo, um minutinho de silêncio, para acalmar a minha alma e o meu coração no final da tarde chuvosa.


Alguém lá fora liga a TV e eu fecho a porta do meu quarto, pois não quero ver ou ouvir a “mídia” continuar a explorar, sem trégua, a violência e as tragédias humanas, inexplicáveis, em busca de maior audiência.


- Já basta!!!


Deixemos os mortos descansarem em paz e oremos para que fatos, igual ao ocorrido recentemente numa das escolas do bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, não volte a acontecer em nenhum lugar.


E, para que os que ficaram e/ou escaparam, reencontrem o equilíbrio, a alegria de viver e a fé.


Este é o meu pensamento, o qual, desta forma, exponho em desabafo.

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Publicado no Recanto das Letras em 10/04/2011

Código do texto: T2901124

quinta-feira, 7 de abril de 2011

RECEITA CONTRA A TRISTEZA


RECEITA CONTRA TRISTEZA

De: Ysolda Cabral




Quando a tristeza é profunda,

Melhor é não querer lhe desvendar.

Deixar a sua complexidade pra lá,

É atitude sábia para a alegria voltar.



E ela volta radiante que nem dia de sol.

Às vezes volta até em dias de chuva.

Só pra levar a tristeza na correnteza,

E num instante tudo se renova e muda.


O perfume da terra molhada se espalha,

As ”ervas daninhas” perdem a batalha,

E tudo fica “verdinho” de esperança.


Com a esperança predominando,

Você que se sentia doente e acabando,

Volta a ter alegria e autoconfiança.


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Publicado no Recanto das Letras em 05/04/2011

Código do texto: T2890900


http://www.recantodasletras.com.br/autores/ysoldacabral