sábado, 18 de fevereiro de 2012

FIQUE ATENTO





FIQUE ATENTO
De: Ysolda Cabral


Não esqueça o romantismo,
Não esqueça o cavalheirismo,
Não esqueça os pequenos gestos.
Tudo é fundamental e eu meço.

Meço por uma única razão:
É assim que o amor se faz.
O sentimento que vem do coração,
Parece até que não existe mais!

Não deixe de mandar flores,
Um bilhetinho apaixonado,
Uma caixa de bom-bons...
Fique atento aos sons!

Ao som do vento nas ondas do mar,
Ou quando assanha os seus cabelos.
Talvez queira lhe contar um segredo,
Que tenha esquecido de noutro tempo contar.
Sabe-se lá...!

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Publicado no recanto das Letras em 15/02/2012
Código do texto: T3500808

YSOLDA CABRAL & FERNANDA XEREZ EM DUETO



ENIGMA PARA DECIFRAR – 04/2012


Y. solda, este é o DUETO.4, vamos lá
S. endo a minha vez de desafiar
O. que é o cúmulo da higiene mental?
L. ance a resposta, afinal
D. ueto tem sido a sua diversão
A. gora não vá desistir não

C. orra logo para a internet
A. final o Google é um amigão
B. asta um clic e viramos tiete
R. espostas ele dá de montão
A. miga é uma enorme alegria
L .he desafiar neste dia

(Fernanda Xerez)


F. ernanda Xerez, mui querida
E. levada e talentosa poetisa
R. espondo agora com precisão
N. ada de querer fazer contestação
A. h! Com certeza é lavar a alma
N. ão acho que seja o cúmulo não
D. ada a vida ser tão controversa
A. gente lava com poesia e reflexão

X. erez é um belo nome
E. xtremamente sugestivo
R. aro como o mais puro vinho
E. specialíssimo sem ser tinto
Z. eus deve tê-lo conhecido

(Ysolda Cabral)


Para acessar a página da Fernanda Xerez é só clicar no link abaixo:

http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=44022


Atenção, atenção !!!!


Resposta correta:



Y.soldinha, minha flor
S.implesmente você errou
O.certo é lavagem cerebral
L.impeza na mente, geral
D.e qualquer forma, valeu a intenção
A.gora por favor, não desista, não!

(Fernanda Xerez)

PS. Me aguarde, menininha!!! (Risos)

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Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2012
Código do texto: T3500358

E POR FALAR EM FILOSOFIA...



Mary Wollstonecraft me lembrou minha filósofa preferida, cujo nome não posso ainda revelar. Tiraria sua privacidade e seu sossego para suas profundas, sábias e construtivas reflexões. Algumas delas posso adiantar, com o seu consentimento claro!

''Marido velho é ótimo marido.''

''Fui à Paris várias vezes e em todas passei na frente do Louvre a caminho dos bares parisienses.''

''Adoro anestesia. Parece mais porre de lança perfume dos anos dourados.''


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Moral desta publicação: comece a semana dando risada.

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Comentário digno de destaque

13/02/2012 15:47 - MWarttusch

Essa escritora que morreu com apenas 38 anos, 15 dias após dar à luz sua filha que foi batizada com o nome da mãe, deu o que falar, pois já liderava movimentos feministas na época. Seu marido, William Godwyn, escreveu um livro de memórias sobre ela, em 1798, revelando sua maneira pouco ortodoxa de viver, o que, inadvertidamente, destruiu sua reputação, mas com o avanço dos grandes movimentos sobre os direitos femininos, sua vida passou a servir de exemplo e citada como influência importante para dignificar a mulher. "É possível que eu provoque o riso ao fazer a seguinte insinuação, em que penso, existirá no futuro: creio realmente que as mulheres deveriam ter seus representantes, em lugar de ver-se virtualmente governadas, sem que as permitam ter nenhuma participação direta nas deliberações do governo" (Mary Wollstonekraft). No Brasil, quem primeiro lutou para a emancipação da mulher e liderou os primeiros movimentos nesse sentido, foi Chiquinha Gonzaga,que sofreu as mais horríveis perseguições.

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Valeu Mírian!!!

Esta escrivaninha também é cultura. (Risos)


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Publicado no Recanto das Letras em 13/02/2012
Código do texto: T3496604

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

JOGO DO FAZ DE CONTA



JOGO DO FAZ DE CONTA
De: Ysolda Cabral



A indignação é tanta
Que dificulta o ato de respirar
A revolta é tão estapafúrdia
Que não dá para tripudiar

A mentira se tornou verdade
E tudo mudou de significado
Os bons meninos se danaram
E os maus se beneficiaram

A hipocrisia é sabedoria e manha
O jogo do faz de conta impressiona
As beatas puxam - sem orar - o rosário
E os incautos respondem... É hilário!

Alguém me responda:
Como pode uma coisa
Ser tão medonha?

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Publicado no Recanto das Letras em 10/02/2012
Código do texto: T3491303

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

DESPEDIDA





DESPEDIDA
( Ysolda Cabral & Rui Ferreira)


Agora estou indo
Não há um lugar
Não fujo, não corro
Não vou alegre para rir
Mas triste sem chorar

Mas triste sem chorar...

Passei por estradas
Trago histórias pra contar
Dos abraços perdidos
Das quedas, das buscas
Alegria, tristeza, alegria

Alegria, tristeza, alegria...

Você vai comigo
Você é lembrança amiga
É desejo no corpo
É vontade de falar, sentar
Correr, pé no chão...

Se você chorar
Eu choro com você
Se você sorrir
Eu rio com você
Afago seu rosto e espero

Afago seu rosto e espero...

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Canção composta nos anos 70 ... Nossa, quanto tempo!

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Publicado no Recanto das Letras em 09/02/2012
Código do texto: T3489218

LEMBRANDO VOCÊ





LEMBRANDO VOCÊ
De: Ysolda Cabral


Gosto de me lembrar de você
Do seu jeito compenetrado
De menino apaixonado
Ansioso por me ver...

Gosto de me lembrar de você
Do brilho do seu negro olhar
Do seu sorriso franco e sincero
Querendo me acarinhar...

Gosto de me lembrar de você
Do seu controle e zelo
Só para não me magoar...

Gosto de me lembrar de você
Sentindo o gosto daquele beijo
Que você se deixou roubar.

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Obs.: Foto - tomada por empréstimo - formatada pela autora.

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Publicado no Recanto das Letras em 09/02/2012
Código do texto: T3489020

YSOLDA CABRAL & FERNANDA XEREZ - EM DUETO







ENIGMA PARA DECIFRAR - 03/2012


F. ernandinha, agora é coisa séria
E. nada de dar risada
R. ia só na hora exata
N. ão tripudie desta sua aprendiz
A. final acróstico é coisa complicada
N. ada de querer bis
D. á até um frio na barriga
A. h, minha amiga, sou tão limitada!


X. erez me diga: Por que a plantinha não fala?

E. nigma fácil assim você não acha
R. esponda sem precisar colar nem nada
E. agora, como estou indo nessa empreitada?
Z. oada estou fazendo, só não sei se serei aprovada.

(Ysolda Cabral)


Y. es, você está se saindo muito bem
S. uas respostas a todos convém
O. seu talento é para esbanjar
L. imitada? menina, você é de arrasar
D. errama versos com maestria
A. grada a todos, trazendo alegria


C. alma: o enígma já vou responder
A. final é tão fácil, pode-se ver
B. astou uma voltinha na internet
R. elaxei e saí mascando chiclete
A. plantinha não fala, Ysoldinha
L.ógico: porque ela ainda é "mudinha"

(Fernanda Xerez)





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Comentário digno de destaque:

08/02/2012 13:52 - MWarttusch

Acrósticos à parte,
Direi que é sim, difícil arte,
Essa de se fazer dos versos a montagem...
- Parece bobagem -
Coisinha simples... assim...
Eu faço pra você e você faz pra mim...
É como tirar o pirulito da boca da criança...
- Vai nessa, e você dança -
Vai, vai tentar pra ver...
A dificuldade que é isso fazer.
Dois mestres acrostiqueiros
Não fazem isso por dinheiro
Pois, num bate-papo de amizade,
Demonstram seu talento em igualdade.

Parabéns Ysolda e Fernanda

Beijos

Mírian Warttusch

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Publicado no Recanto das Letras em 08/02/2012
Código do texto: T3486774

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

PERDI A FOME



PERDI A FOME
De: Ysolda Cabral



Tão abandonado e sozinho,
Estava o menino com seu gatinho,
A dormir na calçada da ponte,
Em pleno meio dia de sol escaldante.

Se dormia o sono dos justos,
Ou o sono do cansaço, do descaso,
Ou do completo desengano;
Eu não saberia precisar.

Provavelmente o sono da fome.
Mesa farta dos miseráveis,
Onde a sobremesa que apraz,
É o desejo de não acordar mais.

Passei por ele devagar,
E de repente me dei conta:
Eu estava indo almoçar...
Perdi a fome.


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Publicado no Recanto das Letras em 07/02/2012
Código do texto: T3485338

EXPLÍCITA METÁFORA



EXPLICITA METÁFORA
De: Ysolda Cabral


Altos e baixos,
Suaves e ásperos,
Fortes e fracos,
Reticentes e enfáticos...

Haja disfarce!

Partindo do princípio da relatividade,
Convém não subestimar os Ventos
Vindos de outros Mares.

Se desenlace...


Interação da poetisa e escritora Conceição Gomes

E lapidando as arestas
As montanhas galgando
Que venham as serestas
E a vida voejando
Desnudado os disfarces
Pisando em brasas
Mostremos as faces
Libertemos as asas

Obrigada, Conceição, ficou linda !!!






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Publicado no Recanto das Letras em 06/02/2012
Código do texto: T3483559

TERREIRO DE CANDOMBLÉ - CRÔNICA E POESIA




TERREIRO DE CANDOMBLÉ – CRÔNICA E POESIA
De: Ysolda Cabral




Lendo há pouco a belíssima poesia “O Canto de Yemanjá”, de autoria da querida e talentosa amiga, agora também recantista, Mírian Warttusch, passei a divagar...

Meu pai é evangélico e mamãe católica - nenhum dos dois muito praticantes, diga-se de passagem. Papai não queria que nós, seus cinco filhos, fossemos batizados, e, fossemos, quando tivéssemos discernimento para escolher a religião que iríamos seguir. Contundo, cedeu à vontade de mamãe e fomos batizados na Igreja Católica.

Quando completei quinze anos, resolvi conhecer um pouco de religião. Depois de ler alguma coisa, considerar as proveitosas discussões lá de casa, fui à missa; fui a um culto evangélico e a uma reunião espírita. Até fui a um famoso terreiro de candomblé!

Resultado: senti que, para ter Deus comigo, eu não precisava ir a lugar algum. Ele estava em todos os lugares em que eu estivesse...

No mar, no ar, na montanha, nas plantações... Enfim, onde minha vista alcançasse. E, se, fechasse os olhos, lá estava Ele em meu espírito, em minha alma...

Sorrindo feliz da vida, peguei meu violão e compus a seguinte canção:


YEMANJÁ - UM PEDIDO

Lá foi meu bem fugir
Mãe Yemanjá
Oxóssi!
Saravá, saravá,
Me faz vir, meu bem pra cá

O luar já surgiu
Só não viu quem não vê
E meu bem foi não vem
Só me faz padecer, padecer
Yemanjá

Levai o mau
Trazei
Meu bem pra cá
Mãe Yemanjá
Sem sofrer, sem sofrer
Pra viver, viver em Paz

Sexta-feia a meia noite
Um pedido vou fazer
E depois, e depois,
Vou pro mar,
Vou pro mar,
Me benzer... Me benzer
Yemanjá, Yemanjá...

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Publicado no Recanto das Letras em 03/02/2012
Código do texto: T3477947

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

LOUVAÇÃO



LOUVAÇÃO
De: Ysolda Cabral


A tarde está muito quente,
Os carros em velocidade
Assusta pássaros e gente.

Procuro um canto,
Não um canto qualquer,
Um canto que haja silêncio.

Penso no murmúrio do Mar,
Sinto o seu cheiro.
Hoje não posso ir até lá,
Mesmo assim agradeço.

A noite chega escura,
Sem estrelas e sem lua.
Há tanta premonição pelo ar!
Meu coração para de voar...

E, sentindo a Luminosidade que,
Existe em seu interior;
Transborda felicidade,
Louvando a Deus com fervor.


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Quando a gente pensa que não há saída, Ele chega e mostra o caminho. É muito bom ter fé em Deus e ter como ''Templo'' o nosso coração.

Que todos tenham uma noite de paz.


Ysolda Cabral

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Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2012
Código do texto: T3475192

YSOLDA CABRAL & FERNANDA XEREZ EM DUETO




ENIGMA PARA DECIFRAR - 02/2012


Y. solda Cabral, minha querida
S. aiba: eu sou sua fã e amiga
O. brigada pela linda parceria
L. á vamos nós para o DUETO 2
D. esvende o enigma pois:
A. final: o que a água falou para o peixe?

C. om certeza você vai acertar
A. gora não podemos parar
B .ateu asas a inspiração?
R .epara no teu coração
A .bra alas para a imaginação
L. ança a resposta do enígma, então

(Fernanda Xerez)

Para ler Fernanda xerez acesse:
http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=44022


F. ernandinha,minha lindinha,
E. ssa é muito fácil, menininha!
R. espondo sem vacilar:
N. ada! Lá, lá, lá, lá, lá, lá a
A. gora posso assegurar:
N. adar eu gosto e você pode acreditar.
D. aí o motivo de por vezes imaginar:
A.h! Será que também sou peixinho?

X. ô peixinho vai pra outro lugar!
E. sconda-se bem depressinha, pois
R. ápido você já não pode mais nadar.
E. trate de não se deixar fisgar!
Z. ebra nesse mar; outra vez não pode dar.

(Ysolda Cabral)



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Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2012


Código do Texto: T3473938


http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=39114

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

APENAS EU E O MAR - REPUBLICAÇÃO



APENAS EU E O MAR
De: Ysolda Cabral


De uma forma estonteante e bela
Você me recebeu e me envolveu
Com a força da Natureza
Que Deus lhe deu...

Parecia que hoje me esperava
Como quem tem premonição
E havia tomado todas as providências
Para me receber com alegria e emoção

Deixei-me envolver por inteiro
E em você flutuei como uma pluma ao vento
Sem direção e sem nenhum medo
E o tempo para nós ficou lento

O azul de minhas vestes
Confundia-se com as suas e as do céu
E sentindo você inteiramente meu
Esqueci até quem era eu

Por um fugaz momento
Escutando a sua voz
Deixei-me embalar
Em completa entrega
Daqueles que sabem amar

Deixar você, nunca é fácil
Sempre me dá vontade de chorar
Porém ao lhe olhar, me acalmo
Pois sei que vou voltar.



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Espero voltar em breve.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

AMIGOS INSEPARÁVEIS - UMA HOMENAGEM

AMIGOS INSEPARÁVEIS


L. á se foi o grande amigo do Sóstenes
E. les eram inseparáveis
N. ada abalava aquela amizade
N. ão se poderia imaginar um sem o outro
O. Labrador era melhor que muita gente
N. este momento sinto a dor que Sóstenes sente.


* Lennon faleceu ontem 25/01/2012 ( 4ª.feira) às 13h.

Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2012
Código do texto: T3463242

O NOVO QUADRO



O NOVO QUADRO
De : Ysolda Cabral


Repara! Ali, bem ali...
De onde me esqueci de partir,
Quando você se foi...
Só resta a cantar o Colibri.


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Trovinha composta para interagir com a belíssima poesia ''Retrato Apagado'' do grande poeta paraibano Jamaveira.

Para ler a referida poesia o link é: http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdesaudade/3460022


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Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2012
Código do texto: T3462861

NOVO DIA!!!




NOVO DIA !!!
De: Ysolda Cabral




Amanheci repleta de alegria,
Tive um sono tranqüilo e reparador;
Pela Graça do Senhor.

Estou novamente bem,
Nenhuma tristeza me faz refém,
Tudo em mim se normalizou,
Nenhum resquício ficou
Da última inexplicável dor.

Por isso estou aqui,
Para desejar bom dia
A quem estiver aí!

E, garantir que,
Basta apenas um segundo
Para a vida voltar a lhe sorrir.

Ou...

Apenas uma boa noite de sono...




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Publicado no Recanto das Leetras em 26/01/2012
Código do texto: T3462208

NUM FINAL DE UMA TARDE QUALQUER




NUM FINAL DE UMA TARDE QUALQUER
De: Ysolda Cabral




Há muito que não canto, nem encanto e desencantada ando. Claro que continuo olhando à vida com os olhos da poesia. Entretanto, eles choram mais que sorriem.

Há tanta coisa fora de lugar!

Há tanto sofrimento pairando no ar!

A gente recorre aos sonhos e só consegue sentir saudade de quando pensávamos que um dia eles seriam viáveis.

A juventude nos leva a tantos enganos!

Já a maturidade nos leva à insanidade e muitas vezes a atitudes inexplicáveis.

- Como contê-las?

- Como detê-las?

Estou insana, estou inexplicável, me sentindo dentro de um redemoinho sem forças para sair e cruzar a linha que me levará a paz desejada ou, ao fim do labirinto do nada.

Chega de tanta asneira, de tanta besteira, de tanto faz de conta sem sentido.

Ainda tenho muito pra viver...



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Publicado no Recanto das Letras em 25/01/2012
Código do texto: T3461343

ENIGMA PARA DECIFRAR - Nº 001/2012






ENIGMA PARA DECIFRAR – Nº 01/2012
FERNANDA XEREZ & YSOLDA CABRAL


F. ácil de responder,
E. muito fácil de matar.
R. esponda sem titubear,
N. ão me faça esperar!
A. não ser que você não saiba...
N. algum lugar elefante guia? – Não?!
D. iga-me a razão!
A. h! Estou a esperar.

X. êrez eu vou bebendo,
E. bem devagarzinho,
R. esponda logo, minha Nandinha,
E. não se demore, pois minha cabeça,
Z. oa que nem passarinho.

(Ysolda Cabral)


Y. solda, agora você me pegou
S. ai procurando a resposta
O. Google não mostrou
L. ogo, perdi a aposta
D. esejo que me esclareça
A. ntes que eu fique com dor de cabeça

C. omo você pode fazer isso comigo?
A. ff! menina... parece castigo!!
B. asta, para o enígma não achei solução
R. ealmente você me deixou na mão
A. guardo um esclarecimento
L. inda amiga, a resposta não sei, lamento!!

(Fernanda Xerez)


http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=44022


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Resposta do enigma: ele não guia por que vive a dar trombada, Nandinha! Hahahahahahahahaha


Publicado no Recanto das Letras 25/01/2012
Código do texto: T3460469

domingo, 22 de janeiro de 2012

NÃO SEI INGLÊS!




NÃO SEI INGLÊS!
De: Ysolda Cabral




Aprendi ainda bem menina que, palavra dada tinha que ser honrada e pontualidade era parte imprescindível desse requisito. Sem ela, a pessoa não merecia consideração, credibilidade e nem respeito. Portanto, não servia para amiga e não servia para nada.

Na década de setenta, era muito comum o pessoal jovem se encontrar nas lojas de discos, uma vez que não existiam Shopping Centers. E, eu, sempre marcava de encontrar o pessoal na ''HI-FI'' DISCOS, onde ficava escutando música em *alta fidelidade e nem sentia o tempo passar.

E passava, e passava, e passava e ninguém chegava e eu terminava por ir embora muito chateada. ( Veja a minha cara na foto) :)

Certa feita marcaram comigo na ''RAIFAI'' DISCOS e foram embora sem me darem tempo de perguntar onde ficava a referida loja uma vez que, eu só conhecia e frequentava a ''HI-FI DISCOS''.

Muito tempo depois, numa festa de aniversário do amigo Sóstenes Fonseca, um senhor veio me cumprimentar com muita alegria. Naturalmente respondi ao cumprimento com a mesma festividade, porém sem saber com quem estava falando. E, assim que tive chance perguntei ao Sóstenes quem era aquele senhor tão animado.

E ele me respondeu: ''menina, é Nadinho (Arnaldo Pinheiro) amigo de Djalma Fiqueiroa, proprietário da ''RAIFAI'' DISCOS que ficava lá no ''beco'' da Livraria Estudantil, em Caruaru, lembra?

Era a minha ''HIFI DISCOS!!!!

Hoje, parei numa banca de revista e pedi um ''TRIDENTE''. Minha filha indignada exclamou: ''TRÁIDENT'' mamãe!

- Pois é...!

Aprendi um bocado de coisa na vida, mas nunca consegui aprender inglês. E, por conta disso fiz um monte de desafetos, passei muita vergonha e ainda passo. Hahahahahahahahaha...

* Alta Fidelidade – Tradução de Thiago Medeiros para HI-FI.





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Publicada no Recanto das Letras em 22/01/2012
Código do texto: T3454777




CIRANDANDO COM NUVEM E FLOR








Visitei a Nuvembranca, em seguida fui ver a Flor Enigmática e aí a ciranda da Nuvem me pegou e cirandei sobre o amor de maneira segura e confortável como se estivesse na ciranda da Lia de Itamaracá: certa do compasso...


Meu amor nunca existiu
Foi minha poesia que o pariu
Nasceu,viveu ,morreu
Em primeiro de abril.

(Ysolda Cabral )

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E chegando mais cirandeiros...

Pois meu amor não sei
Se foi de plebeu ou nobre
Não conheci a sua lei
Verei se a cartomante descobre

( J Stanislau Filho )

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Meu amor foi estupendo
Me arrepio quando lembro
Me tirou até a alma
A danada da cachaça

( Ébrio )

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Esta ciranda é contagiante
Fala de cor ,sabor,sedutor
Fala de amante
Quando chega,o amor

( Flor Enigmática )

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Meu amor aconteceu
Não fui eu quem o escolheu
Coração o percebeu
Quando a sós, você e eu

( Jeronimo Madureira )

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CIRANDEANDO

Minha vida é uma ciranda
que roda num desvario
Ai de mim, se ela parar...
sinto até um calafrio...

Não para, minha ciranda
que a vida está nessa roda
Se meu sono for profundo,
não para; vê se me acorda!

Pra fugir das minhas dores,
Passo horas a dormir.
Mas a ciranda não para.
Está sempre a me perseguir.

Se do amor fores no encalço
Roda depressa, ciranda!
Mas gira bem devagar,
e ao encontrá-lo, não anda...

Nossa vida é mesmo assim
Correndo, louca, incontida...
Nem a ciranda, ou o tempo
Vai evitar nossa partida.

( Mírian Warttusch)

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Amor às vezes entristece
Mas me alegra esta ciranda
Amor na vida acontece
E o coração ele comanda

Aos passos da ciranda, que dancei muito em Recife...E conheci também a Ilha de Itamaracá (essa ciranda quem me deu foi Lia, que mora na ilha de Itamaracá...)

( Gajocosta )

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Na ciranda do amor
Joguei os dados, vivi
A este jogo sedutor
Ganhei mais do que perdi.

( Conceição Gomes )

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Seu amor era primavera
Cheirava flor de laranjeira
Te fez suave e regateira
Foi se... já era

(AleixenKo )

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Numa roda de ciranda
uma paixão me pegou
a partir daquela pega
o meu destino mudou.
Passei a andar pelo mundo
como humilde vagabundo
Nada do amor me sobrou!

( Luzirmil )

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Quem dera encontrar
A primavera da suavidade
Onde o amor fosse de graça
Sem troca ,sem medo, sem farsa

( Maria Socorro Costa )

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Eu dei a luz ao amor,
No primeiro poema...
A primeira dor,
Foi o meu tema!

( Adria Comparini)

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Y.es, o amor chegou de mansinho
S.oprando-me segredinhos
O.meu coração é um ninho
L.eve amor, bem docinho
D.elicado feito passarinho
A.mor, meu amorzinho.

( Fernanda Xerez )

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Meu amor é navegante,
como um barco em alto mar.
De sereno á excitante,
quero sempre navegar.

( Veralis )

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D.e alguns ouvi certa frase
E. a ela não dei ouvidos não...
S.ei que disseram numa fase
I.mprópria e,..., ‘larguei de mão’
L.indo é dizer que da flor
U.ngida foi a eleita
S.omente os que tem rancor
Ã.h! Amor é uma flor roxa que nasce no coração do trouxa...
O.usam pronunciar,..., que horror!

(HICS)

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O amor me veio assim
No encanto de uma paixão
Ainda consigo ver
As minhas estrelas no chão.

(Ieda)

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Do amor sempre direi acende estrelas em meu olhar



escorre mel de minha boca meu coração faz cantar.
Se digo isso do amor é que tenho convicção



que o meu Amor se entrega ao meu amor, com paixão.

( Edna Lopes )

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Andei por nuvem e flor
de estrelas nos pés fiz chão
quero saber o que é o amor
esse imenso ponto de interrogação.

( Luciana Vettorazzo Cappeli )

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Meu amor cedo partiu,
Só saudade aqui deixou,
Quem sabe ele nem existiu,
Foi meu verso que o sonhou.

( Márcia Kaline Paula de Azevedo )

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O rosto de um lindo anjo
Negros cabelos até a cintura
Treme o pequeno marmanjo
Lembrando a mãe linha dura
(rimas simples "guardadas num velho baú"...dos anos 60)

( Sóstenes Fonseca )


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Os amores que vivi,
permanecem na lembrança.
desde o dia em que saí
de minha tenra infância!

(Milla Pereira)


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Registro e agradeço a bela participação de todos.


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Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2012
Código do texto: T3449655










sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

TEMPO TERMINAL





TEMPO TERMINAL
De: Ysolda Cabral


Quando a alma lamenta,
E o coração implora;
A gente fala, grita, chora.
Mas quem se importa?!

São coisas fora de moda,
''modelitos'' não mais usados,
Agora só vale os sarados,
A maioria de intelectos atrofiados.

Dos pés a cabeça,
E da cabeça aos pés,
É visível o vazio enviesado,
Inexplicavelmente desejado.

E, a realidade se impõe,
Em angustiante exposição,
Anulando qualquer ação...

- Recomendamos: cuidado!

Quando há fatos consumados,
São irreversíveis seus feitos,
Tudo se torna torto e desigual,
E o tempo já é paciente terminal.

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Publicado no Recanto das Letras em 18/01/2012
Código do texto: T3448335

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

DIGNIDADE DA FLOR



DIGNIDADE DA FLOR
De: Ysolda Cabral



Mais um dia que começa...
Chovendo e fazendo sol,
Num indiferente arrebol.

- Queria tanto uma flor amarela!

Mais um sonho que se esvai,
Mais uma noite que finda,
O homem destrói coisas lindas,
E a morte em vida se faz.

- Nem a flor amarela é mais ela!

Desabrochou desbotada,
Rapidamente despetalou,
E jaz pisada na calçada.

- Queria tanto uma flor amarela!

A colocaria no altar da Capela,
Para que ali fenecesse,
Da forma que merecesse,
Porém com a dignidade em tela.

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Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2012
Código do texto: T3443524



FOTO ILUSTRAÇÃO DA POETISA RECANTISTA

ADRIA COMPARINI

Para visitar sua escrivaninha é só clicar no link abaixo indicado:

SEXTA-FEIRA TREZE - SARAVÁ, DONA MARIA!



SEXTA-FEIRA TREZE – SARAVÁ, DONA MARIA!
DE: YSOLDA CABRAL





Dizia dona Maria nossa vizinha, na década de setenta, quando ainda morávamos em Caruaru-PE. que era Católica Apostólica Romana, entretanto, quando a sexta-feira caia num dia treze, todos deveriam levantar as mãos para os céus e gritar alto e em bom som: ‘’ SARAVÁ MEU PAI, PRO DIA SER DE PAZ!’’

Eu sorria e me ‘’plantava’’ em sua cozinha para comer as guloseimas que fazia especialmente para mim e escutar sua conversa inteligente, contraditória e bem humorada.

Quando coincidia de chegar por lá numa sexta-feira treze por brincadeira, respeito ou precaução me juntava a ela no ritual do ‘’ SARAVÁ MEU PAI...!

Até que um dia dona Maria morreu e ninguém se conformou, muito menos eu. Inclusive, cheguei a escrever e publicar, no Jornal Vanguarda de minha cidade, a crônica em sua homenagem ‘’Lá Se Foi Maria’’, cuja peça até hoje é considerada pelo meu pai, o meu melhor trabalho literário.

Mas essa não é a questão. A questão é que há muito tempo não me lembrava de momentos assim, os quais, de tão distantes, parece até que nem os vivi.

Contudo, hoje é sexta-feira treze, o dia está lindo e o meu coração está numa paz infinita.

SARAVÁ, DONA MARIA!

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Publiquei ''Lá Se Foi Maria'' no RL em 26/06/2008

Para ler o link é:

http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/1051690

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Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2012
Código do texto: T3438517

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"BRIGADEIRA'' DE CRIANÇA - CRÔNICA



''BRIGADEIRA'' DE CRIANÇA
De: Ysolda Cabral




Por mais que mamãe dissesse para não sair de casa, eu sempre dava um jeito de fugir para brincar na rua com a criançada da vizinhança. Como sempre fui dada a inventar novas brincadeiras, era normal que eu liderasse o grupo. Isso causava certa inveja (principalmente nas meninas) e as brincadeiras acabavam em ''brigadeira'' ‘’Doscontra’’ com os ‘’Afavor’’.

Eu voltava para casa chateada, me sentindo culpada ou me recriminando por não ter revidado as agressões verbais e até mesmo alguns empurrões, assumindo que ''podia''.

Tanto na rua como no colégio, isso acontecia.

Mas, como sempre fui uma completa idiota, desprovida de qualquer sentimento de revide, ambição, vaidade, ou qualquer coisa que o valha; esses fatos me entristeciam, mas logo passavam e eu voltava feliz às brincadeiras ou ''brigadeiras''.

Um dia resolvi entrar na briga na base da cantoria.

E comecei em tom altíssimo...

Ta falando de mim
Eu quem me importa
Bata a cara na porta
Até ficar torta.

A turma '' Afavor'' puxava o refrão...

Ô cara torta, queremos torta e é agora... Torta, torta, torta...

Como sempre do meu lado estava o ''Cabeção'', o contra-ataque veio rápido e de maneira muito baixa da ''chefe'' da turma '' Doscontra''...

''Cabecinha daleluia que papai bejô
Tomou tanta cachaça que a cabeça inchou

Xô, xô, xô... Ô cabeça grande meu senhor!! ''

- De bom grado concedi a vez ao Cabeção e ele caprichou cego de raiva:

''Você tem cara de macaca
E tararará
E é muito fedorenta
E tarará
Toma banho de ano em ano
E tarará
E não usa sabonete
E tarará

Ai meu Deus que coisa feia
E tararará... ''

De repente, estávamos todos cercados pelos nossos pais...

Nem preciso contar como tudo terminou.

Hoje fico a refletir, será que não fomos nós que inventamos o ''funk'' que a modernidade deturpou? Hahahahahaha



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Publicada no Recanto das Letras em 12/01/2012
Código do texto: T3436823


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O QUANTO SOU AMADA



O QUANTO SOU AMADA
De: Ysolda Cabral


Ontem nos reencontramos,
Da forma mais intensa,
E da maneira mais bonita.

Brincamos, dançamos, cantamos...

A emoção foi tanta
Que, ora o Sol abria,
E ora Chorava de tanto que sorria...

Tudo em nossa homenagem!

Eu sabia, eu sentia,
Eu vibrava de tanta alegria,
E, você correspondia...

Passando-me compreensão,
Carinho, aconchego,
E maravilhosas energias.

Agradecida lhe deixei.
Hoje, renovada acordei,
Sentindo a pele quente e bronzeada,
Constatei o quanto sou amada.

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Apenas uma curiosidade:

Interpretação é uma coisa interessante...




Na poesia acima, estou me referindo ao meu amor pelo mar e ao Amor de Deus por mim, pois apesar de morar bem próximo à praia, nunca mais havia ido até ela. Ontem fui e o dia estava lindo, um verdadeiro presente de Deus. De repente começou a chover forte. Corri pra dentro d'agua e nadei numa água quentinha de aconchegar. Em seguida o sol abriu e choveu novamente. Daí a relação - poética - que fiz na poesia sobre sorrir da lágrima cair.

E o sol, ao me ver tão feliz, sorriu de chorar ... Ou seja: a chuva caiu.

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Publicado no Recanto das Letras em 09/01/2012
Código do texto: T3430752

ALÉM DO HORIZONTE




ALÉM DO HORIZONTE
De: Ysolda Cabral


Quando me arrisco por caminhos,
Sem consultar a bússola,
Que existe em minha alma;
Erro o caminho e piso em espinhos.

Contudo na minha alma,
Também tem um Imã Poderoso.
Ele me puxa de volta,
Cuida dos meus ferimentos,
E novamente me solta.

Agradecida sigo sem hora,
Sem objetivo e sem destino.
De repente... Uma encruzilhada!
Desta feita consulto a bússola,
Sabendo que não estou errada.

Sei o caminho a seguir,
Por ele vou sem duvidar,
Certa de que além do horizonte,
A felicidade hei de encontrar.

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Publicado no Recanto das Letras em 05/01/2012
Código do texto: T3423635

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

SÓSTENES FONSECA / GRANDE ESCRITOR E ATOR PERNAMBUCANO





O competente, inteligente e talentoso escritor e ator, pernambucano, natural de Caruaru, Sóstenes Fonseca, costuma repetir que, '' quanto mais conhece o ser humano, mais gosta do seu cachorro'', lamentando não ser de sua autoria a referida frase de sábia conclusão.

Começo a concordar...


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Na foto: Sóstenes com seu maravilhoso, lindo, puro e leal amigo Lennon.

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Publicado no Recanto das Letras em 04/01/2012
Código do texto: T3421730

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

AFINIDADE COM OS PÁSSAROS



AFINIDADE COM OS PÁSSAROS
De: Ysolda Cabral



Hoje o canto dos pássaros,
Está especialmente afinado.

- Ora, mais que bobagem!

Quando um pássaro,
Canta desafinado,
Em dias ensolarados?

- Nunca!

A não ser que amanheça nublado.
Mesmo assim isso não ocorre,
Pois ele simplesmente silencia,
Indo para um lugar ignorado.

Acho que também sou assim...
Quando o dia em mim é ensolarado;
Sorrio, falo pelos cotovelos,
E canto, um canto bem afinado.

Porém quando fecha, pesa...
Corro para dentro de minha alma,
Refugiando-me num Amigo Sábio,
Só Ele me entende e me acalma.

Hoje o tempo em mim está fechado,
Quando abrir... Ah, quando abrir!
Não haverá mais tristeza,
Decepção, indignação ou mágoa.
Nem lembrança ruim, nem espera vã...
E nem mais nada.

E a minha verdadeira poesia
Finalmente mostrará a sua cara.

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Publicado no Recanto das Letras em 03/01/2012
Código do texto: T3420408

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

REFLEXÃO DE FINAL DE ANO







REFLEXÃO DE FINAL DE ANO
De: Ysolda Cabral





O tempo faz resenha, diz bem humorada a linda Gisele, minha colega de trabalho. Já eu digo que ele faz pirraça uma vez que, a contagem do tempo muda a cada momento. Ora o sol surge para logo se esconder nas pesadas nuvens e chuvas fortes caem sobre a terra, deixando perfume em alguns lugares. Em outros; mau cheiro, destruição e morte...

Fico a refletir o que virá depois... Estaremos ainda aqui?! Espero sinceramente que sim...

Recorrendo ao pensamento positivo, me concentro, faço mira, arrisco e espero o silêncio, a risada ou, em última das hipóteses, um desesperado grito...

Sou sonhadora e sou realista com relação a mim e a vida... Já vivi tanto pranto que não quero mais viver...

Quero viver o sorriso, assumindo a utopia numa boa e generalizando.

O ano termina, outro começa... A fé e a esperança se renovam inundando os gestos, o pensamento, a alma e o amor transborda... Transborda de uma forma tão intensa e verdadeira que tudo o mais desconsidera e ignora...

Também sei que o diferencial pode não ser tão risível assim... Contudo, é com muita alegria que dou adeus ao ano de 2011 e celebro a chegada de 2012, desejando a todos um Feliz Ano Novo, repleto de paz, amor, harmonia, saúde e prosperidade.

E, aproveitando este momento, gostaria de registrar os meus sinceros agradecimento a todos os que fazem o Recanto das Letras e dizer do orgulho que sinto em participar de um site, cujos escritores e poetas são de extremo talento e sensibilidade. Tais como:

(Por ordem alfabética e brindando a cada um deles.)


A Flor Enigmática, Aarão Filho, Adria Comparini, Alcir Andrade, Aleixenko, Alexandre Brito, Almir Ramos da Silva, Ana Flor do Lácio, Anabailune, Ângela M Rodrigues O P Gurgel, Ângela Moura (Anjo Dourado), Angela Rolim, Angeluar, Angel Mag, Anita D Cambuim, Ana Stoppa, Ansilgus, Antônio Bacamarte, Antonio Fernando Ribeiro, Bertoldo Gabriel, Betinamarcondes, Cacaubahia, Carlos A Moraes, Carlos Alberto Baltazar, Carlos Senna, Cássia da Rovare, Cavenatti, Chagoso, Chico Mesquita, Cícera Maria, Conceição Bentes, Conceição Gomes, Corte de Gorobixaba, Cristina Jordano, Dedete, Demarcus, Didinha Albuquerque, Dilcetoledo, Djalma CMF, Doce Val, Dolce Vita, Domfiuza, Edla Princesa, Edna Lopes, Edson dos Santos, Edson Gonçalves Ferreira, Ely Cabral, Esther Ribeiro, Eterna Zetética, Evaldo da Veiga,Fábio Aiolfi, Fabio Brandão, Fabuloso, FChagas, Felipe F Falcão, Fernanda Xerez, Flávia Angelini, Gajocosta, Genofre, Gilma Laisa, Giustina, Heitor Herculano, Helenna Dinniz, Heleida Nóbrega, HICS, Hluna, Hosham, IGS, ( Israel Galdino), Inácia Luzia, Ione Rubra Rosa, Isabel Nocetti, Isis Inanna, Ivan Ferretti Machado, Jacó Filho, Jamaveira, JCoelho, Jenario de Fátima, Jerônimo Madureira, J Estanislau Filho, Joaquim Donizete Gomes, Joey Martins, José Cláudio Cacá, José Salvador, Joseli Torres, Juli Lima, Julia Teles, Jullia, Laly Skulinsk, Lanna Ágda, Leandro Del Tedesco, Lenapena, Lianatins, Lourdes Borges, Lu Genovez, Lucan, Luciana Monteiro, Luciana Vettorazzo Cappelli, Luciane Cortat, Luciê Ramos ( ausente do Rl), Luiz Moraes, Lulli, Luzirmil (Isolino Coimbra), Lúcio Alves de Barros, Lydiene Maryen, Mafag, Malu Dab ( Maria Lurdete), Manoel Fernandes, Marcela R Ribeiro, Márcio Buritti, Maria Iaci, Maria José, Maria Luiza D Enrico Nieto, Maria Socorro Costa, Mariapaz, Maria Olimpia Alves de Melo, Mário Feijó, Mário Roberto Guimarães, Maurício de Azevedo, Mauricio de Oliveira, Max Uchikado, Maysa Barbedo, Marisa de Medeiros, Mel Braga Protegida por um Anjo, Miguel Jacó, Milla Pereira, Millarray, Mluiza Martins, Moacir Silva Papacosta, Moura Vieria, MVA, MWarttusch ( Mírian Warttusch ), Nana Okida, Nailo Vilela, Nani Silva, Nara s, Nativa , Neusa Staut, Nando São Luiz, Nicó de Caruaru, Nuvem Branca, Oliveira Rosa, Onofre Ferreira do Prado, Pacomolina, Raimundo Lopes, Rascunhomusical, Rejane Chica, Regina Ferreirinha, Reinaldo Ribeiro, Reri, Roberto Pelegrino, Roberto Almeida, Roberto Rego, Ronaldo José de Almeida, Ruy Silva Barbosa, Sam Moreno, Sandra Ribeiro, Sandra Rosa, Sandro Nonato, Sarah Aline, Sebastião Barros, Sil Castilho, Silvanio Alves, Silvia Regina Costa Lima, Sirlene Rosa, Sol Pereira, Sô Lalá, Suely Ribella, Susibackes, Suzana Heemann, Terezinha Souza , Tildé, Tom Oliv, Tristão de Alegrette, Uende Lima, Vana Fraga, Vapormalígno, Ventuilo Gonçalves, Veralis, Verita, WRamoss, Yara Picardo, Zaira, Zaretliteratura, Zilvaz.

Mel Redi e Eurípedes Barbosa Ribeiro (In-memória)

Em tempo: Se esqueci algum nome, peço desculpas. É muita gente boa e relacionar todas fica difícil!

TIM... TIM....

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Publicado no Recanto das Letras em 27/12/2011
Código do texto: T3409089






quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

NATAL - UMA PROPOSTA


NATAL – UMA PROPOSTA
De: Ysolda Cabral


N. ada de novo...
A. rvores, luzes, cores e flores,
T. udo para a Feliz Noite.
A. ceia é pra poucos,
L. amento e choro de muitos outros...

O. planeta é de todos... Nos movamos!
R. emovendo coisas ruins e superficiais,
E., lembrando que os direitos são iguais,
M. ovidos de bons sentimentos, faremos:
O. sofrimento ser aliviado ou
S. er banido de todos os Natais.

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Publicado no Recanto das Letras em 22/12/2011
Código do texto: T3401480

domingo, 18 de dezembro de 2011

NATAL IGUAL PARA TODOS



NATAL IGUAL PARA TODOS
De: Ysolda Cabral


Sei que nem tudo que reluz é ouro.
- Ah, como sei!

Entretanto, o dia de hoje amanheceu tão lindo, tão repleto de esperança e alegria que, tem gosto...

- Há tanta Luz...! Um verdadeiro tesouro!

Que esta Luz, resplandeça, da forma mais verdadeira e sincera sobre nós, principalmente, para aqueles que possuem coração de pedra ou nenhum coração.

Desejo um NATAL IGUAL PARA TODOS e se não for este, que venha outro. Afinal, a esperaça nunca nos abandonou...

Até 2012 , se Deus assim permitir.

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Na foto, com efeitos Cyla Dalma,eu estava com 20 anos.
Obs. Apenas meu sorriso continua igual e este não mudará jamais.

Publicado no recanto das Letras em 18/12/2011
Código do texto: T3394801


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FERNANDA XEREZ & YSOLDA CABRAL 1/2011



FERNANDA XEREZ & YSOLDA CABRAL. 1/2011
ENÍGMAS PARA DECIFRAR





Y.solda, agora eu vim te desafiar
S.ossegue menina, vamos combinar
O.enigma serve para animar
L.egal, comece a se preparar
D.eixo algo pra você decifrar
A.vante: " qual o queijo que mais sofre "?


C.erto, eu permito que alguém lhe sopre
A.final tem muitas fontes para pesquisar
B.ote no Google a pergunta e vai achar
R.esposta para o enigma nos apresentar
A.penas uma dica para você, que é iniciante
L.ogo você verá que acróstico é contagiante

(Fernanda Xerez)


F. ernanda peralta menina,
E. amiga de todo o meu coração,
R. espondendo ao seu enigma,
N. a convicção: o queijo mais sofrido,
A. note: é o queijo ralado parmesão,
N.ão duvide não, pois é muito durão.
D.igo pra você; se assim não fosse ,
A. gente não comia não!


X. ingarei você agora,
E. com muita satisfação!
R.ealmente acho o acróstico,
E.nigma da maior dimensão.
Z.oou minha cabeça e imaginação

(Ysolda Cabral)

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Nandinha, você tinha razão: estou adorando a brincadeira. Assim, um dia termino por aprender. Você não acha?!

Vamos ao 2/2011?! - Sou mesmo corajosa... (Risos)

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Escrivaninha Fernanda Xerez
http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=44022


Publicado no Recanto das Letras em 16/12/2011
Código do texto: T3392582

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

QUEM DIRÁ DE MIM




QUEM DIRÁ DE MIM
De: Ysolda Cabral


O pensamento divaga,
Além de mim...

E, por onde passa,
Vai levando as coisas ruins.

Deixa alguns rastros,
Mas libera grandes espaços...

E eu digo sim!
Pois sei que tudo tem fim.

Aqui!

Depois de mim...
O que virá?
O que ficará?

Enfim...

Aquilo que chamo de minha poesia,
Dirá tudo de mim.

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Publicado no Recanto das Letras em 14/12/2011
Código do texto: T3388617

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

AO RELENTO DE MIM



AO RELENTO DE MIM
De: Ysolda Cabral


Tantas coisas lindas idealizei,
Infelizmente quase nada realizei.
Faltou coragem, motivação,
Ou fui impedida pela emoção...

Muito perto de alguma coisa cheguei,
Tão pertinho que nem acreditei!
E por não acreditar;
Deixei tudo para lá.

Continuei meu caminho,
Sem saber onde era o meu ninho,
Parando aqui e acolá,
Terminei reencontrando o teu olhar...

Nele vi minha caminhada,
Sempre só, mesmo acompanhada.
Vivendo ao relento e sem nada,
Porém com você na minha alma.

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Publicado no Recanto das Letras em 12/12/2011
Código do texto: T3385097

sábado, 10 de dezembro de 2011

ANEL DE RUBI



ANEL DE RUBI
De: Ysolda Cabral


Na mão sofrida e cansada,
Um simples anel se destaca,
Nele três pequenas pedras de rubi,
Fazem o tempo sumir.

Tantos anos se passaram,
Tantas águas rolaram,
Doces sonhos foram esquecidos,
Outros foram idealizados.

Já não é tão fácil chorar,
O sorriso sempre querendo aflorar,
Para esconder decepções, mágoas,
E as rugas surgidas do nada.

A indiferença faz a diferença,
O silêncio é bálsamo abençoado,
Tudo mudou menos a crença,
De que a Vida ainda assim vale à pena.

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Publicado no Recanto das Letras

em 10/12/2011Código do texto: T3382222

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O VERDE DE SUA ROUPA



O VERDE DE SUA ROUPA
De: Ysolda Cabral


O verde da roupa que ela veste,
A palidez de sua tez exposta,
A angustia que dela denota,
Surpreende e até enternece.

O verde lembra uma floresta,
Cheia de pássaros em festa,
A palidez é desmatamento,
Acontece a todo o momento.

O coração aperta, se comprime,
A tristeza inunda a alma,
Recolhemo-nos em nossa casa.

Entretanto, o tempo é sublime,
De repente passa e nos acalma,
E adiante é tudo ou nada.

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Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2011
Código do texto: T3379157

DEVER DE CASA - ACRÓSTICO 002


DEVER DE CASA
Aluna: Ysolda Cabral - Profa. Fernanda Xerez


F. é, talento e generosidade.
E. também alegria e irmandade.
R. ara inteligência abençoada,
N. ada perturba sua calma.
A. lma repleta de festa e de Luz,
N. ão se altera com nada.
D. o Anjo que lhe conduz,
A.penas recebe mais Luz

X. da questão:
E. le sem nada pra fazer,
R. ir e me fala: acróstico “procê”, Ysoldinha, é:
E., sem sombra de dúvida,
Z. ebra, de cara!

**********
Ou Zero de cara!
Né não ‘’Fessora’’ Nandinha?! Hahahahaha
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Publicado no Recantos das Letras em 08/12/2011
Código do texto: T3378009

MEU NOME - ACRÓSTICO 001




Y es, a ironia dita às ordens!
S olidão é meu forte.
O s dias ficam até mais bonitos,
L eves e cheios de graça.
D evo admitir... Tenho raça,
A final ela é sinônimo de mim.

C alar?! Jamais!!!
A fetaria meus canais.
B ombardear o silêncio é o máximo.
R asgar os costumes é fácil,
A venturar-se é bárbaro.
L ançar sonhos pro espaço... Não faço!

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07/12/2011 17:14 - Fernanda Xerez

Y.es, minha linda e querida menina
S.implesmente adorei o acróstico
O.primeiro de uma lista infinda
L.ogo terás muito sucesso, aposto
D.ez é a nota que você vai ganhar
A.gora mais acrósticos vamos esperar

C.ontinue assim, você vai agradar
A.minha proposta vim apresentar
B.ote a imaginação para funcionar
R.ealize algo para me encantar
A.presentando o meu nome, vamos lá
L.eia: FERNANDA XEREZ, pode começar ...

a professorinha num dá mole naummmmmmm........
Beijooo...............Parabéns!!................... A Paz do Senhor!

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Publicado no Recanto das Letras em 07/12/2011
Código do texto: T3376297

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

EU E MEUS IRMÃOS





EU E MEUS IRMÃOS
De: Ysolda Cabral






Somos cinco irmãos. Quatro mulheres e um homem. Amo todos eles da mesma maneira e sei perfeitamente que a recíproca é verdadeira.

Com cada um deles tenho uma relação bem particular, especial e única. A caçula, Inára, meu ''favo de mel'', ''cuida de mim'' e de todos nós como se fôssemos seus filhos. Linda, meiga, elegante, sensível e inteligente... Tenta parecer forte e decidida para resolver qualquer situação que nos aflija e/ou atinja e sempre consegue. É minha leitora assídua e gosta realmente de tudo que escrevo. Ela me acha o máximo!

Já Iris, também muito inteligente, bela, elegante e valente, chora quando ler alguma poesia que componho, então procura não lê. Adora sua cachorrinha vira-lata, Linda, nos fazendo sentir um tantinho preteridos, apesar do esforço que faz para nos enganar.

Ilo, teimoso e mandão, apaixonado pelo Náutico – o qual lhe tira o pouquinho de nervos que lhe resta, - segundo o próprio - pensa mandar em todas nós e nós é que mandamos nele. Já lhe propusemos mudar de time e ele ficou uma verdadeira ‘’fera’’.

Finalmente Yara, a mais velha e não menos linda. Apaziguadora, compreensiva, diplomática, fidalga, paciente, muitíssimo inteligente e preparada... É a atenção em pessoa.

Para mim ela peca por excesso...

Eu e ela temos um quê a mais. Creio ser uma espécie de telepatia. Sempre que ela precisa de mim é só mandar o recado telepático que, num instante, chego até onde ela estiver.

Contudo, não sei se sou de grande valia e nem sei a razão dela me ''chamar''.

Por vezes vou até sua casa, sem ''chamado'', apenas para conversar, pedir um conselho, falar sobre algum projeto literário, - ela é quem corrige meus livros. Entretanto, fico a conjecturar como consegue escutar tanta bobagem. Afinal é fisioterapeuta e não psicóloga.

Chego e mal me sento já começo uma verdadeira ''ladainha'', porém ela me interrompe o tempo todo! Oferece uma cadeira mais confortável, com apoio para pernas e pés; oferece um suco – ela sabe que eu não gosto de suco!!!

Aí vou ficando irritada, - tenho pavio curto - termino por mandá-la parar com os ''salamaleques'', calar a boca e me escutar. E não é que se cala numa boa e na maior paciência do mundo passa a me ouvir!

- Meu Deus, como ela me agüenta?!

Será coisa da menopausa ou sempre fui assim?!!! (Risos)

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Publicado no Recanto das Letras em 05/12/2011
Código do texto: T3373267

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

REFLEXÃO ALEATÓRIA - VIII



Publicado também no Recanto das Letras em 02/12/2011

Código do texto: T3369006


http://www.recantodasletras.com.br/autores/ysoldacabral


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

QUANDO O AMOR ACABA

QUANDO O AMOR ACABA
De: Ysolda Cabral


No rosto sem alegria,
Um belo sorriso eu via.
Nos olhos a tristeza saltava,
E caia direto na boca que sorria.

O doce do batom,
E o sal da lágrima...
Fiquei a refletir que gosto dava.

Amar é tão ruim!!!
A gente acha que vai até o fim.
Mas, que fim a vida tem,
Quando o amor acaba?!

Como barco a deriva,
Ficamos a navegar,
A mercê de um vento frio,
Em noite escura e sem luar.

Ah, que vida vale à pena,
Sem a magia do amor?!
Estar apaixonado,
É estar em estado de Graça.

O contrário...
É apenas solidão e muita dor.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 30/11/2011
Código do texto: T3364964

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ANSIOSA ESPERA



ANSIOSA ESPERA
De: Ysolda Cabral


Linda e cheia de graça,
Traz a vida na barriga.
Suas formas de menina,
Dão lugar para outra que se forma.

Como será sua carinha...
De menino ou de menina?!
De qualquer forma será bela,
Como é a cara em ansiosa espera.

A construção é demorada,
Feita devagarzinho e calada,
Sem nenhuma pressa,
Em lugar seguro e bem guardada.

Cada dia se faz um pouquinho,
Por vezes pede um docinho,
Do papai um leve carinho,
E antes de dormir faz uma prece...

Ao Deus, Nosso Senhor,
Por aquele que vem vindo,
-Independente do sexo-
O qual será o seu maior amor,
E de todos o mais belo.

*****

Para Ana Carla Rodrigues
( Grávida de 11 semanas - 25/11/2011)

Publicado no Recanto das Letras em 27/11/2011
Código do texto: T3358969

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DE VOLTA À VIDA



DE VOLTA À VIDA
De: Ysolda Cabral


Distraída eu seguia,
Sem saber se era noite,
Ou se era dia,
Sentindo do vento o açoite.

Distraída eu seguia,
Sem saber pra onde ia,
O pensamento distante,
Visível em meu semblante.

Distraída eu seguia,
Sem sonho e sem poesia,
Sentindo no peito a dor,
Da chaga aberta do amor...

Ferimento acontecido do nada,
Do nada que a gente inventa,
Só pra complicar a vida,
Que sem contemplação mata.

Contudo, de repente,
Alguma coisa em nossa mente,
Desperta a força e a esperança,
E de volta pra vida nos lança.

*****
Publicada no Recanto das Letras em 25/11/2011
Código do texto: T3356026

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

NÃO É MAIS CEDO



NÃO É MAIS CEDO
De: Ysolda Cabral



Na espontaneidade dos meus gestos,
Na simplicidade dos meus versos,
O pensamento que manifesto,
Vem do meu imaginário concreto.

De certo desprovido de intenção,
Passivo de errônea interpretação,
Sempre tão visível em sua cara.

Contudo o tempo passou rápido,
Tudo inexplicavelmente mudou,
E na reviravolta que a vida deu,
Descobri; seu coração nunca foi meu!

Sossegando a ilusão e o medo,
Seguirei em frente sem hesitação,
Mesmo sabendo que não é mais cedo.

*****

Publicado no Recanto das Letras em 17/11/2011
Código do texto: T3341326






Imagem Google

terça-feira, 15 de novembro de 2011

VOCÊ É MEU DIA



VOCÊ É MEU DIA
De: Ysolda Cabral


Na suavidade da manhã...
Sinto o teu perfume a me embriagar.
Ao lembrar o teu jeito de me olhar,
Fico sem vontade de levantar.

No calor do meio dia...
Sinto tua masculinidade, tua energia,
A tua elegância e o teu charme,
A me envolver com vontade.

No final da tarde...
Vejo o teu semblante,
Inteligente e reflexivo,
Questionador e instigante,
Porém sempre comedido.

Quando anoitece...
E as estrelas no Céu aparecem,
Entre elas as do teu olhar,
Lembro como é bom te amar.

Na fria madrugada...
Sinto-me aquecida,
Por tua alma gentil e cordata,
Que me agasalha da maneira mais bonita.

E no raiar do novo dia...
Acordo lembrando o teu beijo,
Tão doce e tão meigo,
Que transbordo de amor e alegria.

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Imagem: Google


Publicado no recanto das Letras em 15/11/2011
Código do texto: T3336993

domingo, 13 de novembro de 2011

DOMINGO QUE PARECE SÁBADO DOS ANOS 70




DOMINGO QUE PARECE SÁBADO DOS ANOS 70
De: Ysolda Cabral



Não gosto do dia de domingo e este fato é bastante conhecido, pois já falei sobre isso em vários textos que publiquei.

Não sei qual a razão, talvez se fizesse uma análise ou algumas sessões de terapia, a base de hipnose que me fizessem voltar no tempo, quem sabe eu conseguisse explicar...

Entretanto, o domingo hoje está realmente diferente...

- Nem parece domingo!

Parece mais um sábado de festa de quando eu estava com 19 anos e logo cedo saia de casa para fazer a última prova do longo - desenhado por mim - o qual iria usar a noite, em um dos bailes de gala do Clube Intermunicipal de Caruaru, minha cidade natal. Bailes esses, organizados ora pelo Cronista Social Jotta Lagos, ora por Soares, os quais disputavam para ver quem fazia a festa mais animada, luxuosa e bonita. Muitas delas filantrópicas.

Para mim, a expectativa chegava ao clímax exatamente no dia do baile uma vez que, tudo teria que estar na mais perfeita ordem. Atrasar seria imperdoável, uma verdadeira deselegância.

Ah, mais eu corria feito louca naqueles sábados...! Do ateliê da talentosa estilista, Leny Pierre de Mendonça, ao salão de Beleza da ''Zefinha'', minha amiga querida, onde somente ali confiava os meus cabelos, minhas mãos, meus pés, uma leve maquiagem e ficava pronta para o grandioso baile.

Pois é! O domingo de hoje me parece um daqueles sábados...

O dia está lindo, com raios de sol iluminando tudo. O Céu parece mais azul, os pássaros estão cantando mais bonito, as garças - nos arrecifes- repousam tranqüilas e eu, numa tremenda expectativa de que algo especial aconteça...

Sinto o cheiro do mar e lembro o perfume Charlie, da Revlon, usado atrás da orelha, antes de sair de casa para a noite de gala.

- Porque será que o domingo hoje está assim?!

Ah, se ele fosse uma pessoa! Não qualquer pessoa, evidentemente... Eu cairia nos seus braços para dançar o Bolero de Ravel, ou o Tema de Lara, como se fosse o dia do seu aniversário e eu o presente.


* Na foto Aos 19 anos. ( Foto Pissica ano de 1973)

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Publicado no Recanto das Letras em 13/11/2011
Código do Texto : T3333333

domingo, 6 de novembro de 2011

TUAS MÃOS

TUAS MÃOS
De: Ysolda Cabral


A força de tuas mãos,
Entrelaçadas sobre a mesa,
Dava nó em minha cabeça.
Porém, o amor nelas eu via...

A força que fazias,
Em mantê-las longe das minhas,
Denunciava o teu querer.
Pensei no que fazer...

Como nada me ocorreu;
Senti meu coração parar,
O tempo passar,
E nada aconteceu...

Tuas mãos entrelaçadas,
Sobre a mesa,
Apenas queriam as minhas
E o momento se perdeu.

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Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2011
Código do texto: T3321156

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

AMOR POR PERNAMBUCO



AMOR POR PERNAMBUCO
De: Ysolda Cabral



Pernambuco Estado pacato,
Não muito poluído,
De povo valente e cordato,
Lugar fácil de fazer amigos.

Bonito que nem tela de Van Gogh,
Mar azul do Sul ao Norte,
Costa rica com garças a vista,
E o agreste do sertão é revista.

O sofrimento é passageiro,
A seca é cruel com o sertanejo,
Mas quando a chuva chega,
Traz alegria e fartura à mesa.

Entretanto, quando traz morte,
É mera questão de sina ou sorte.
Ele chora seus entes queridos,
E segue com o coração partido.

Porém, sem desistir de ser feliz,
- Pois a vida vale cada minuto -
Viver em Pernambuco,
É viver sem cicatriz.

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Imagem Google (Nova Jerusalém) Cidade Brejo de Madre de Deus-PE
Para conhecer um pouco da região, acesse:

http://www.achetudoeregiao.com.br/pe/belo_jardim/brejo_madre_deus.htm

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Publicada no Recanto das Letras em 04/11/2011
Código do texto: T3317118

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

AMOR VERDADEIRO



AMOR VERDADEIRO
De: Ysolda Cabral


Não importa o que você faça,
Não importa a sua farsa,
Jamais me senti esquecida,
Contudo o pensamento divaga...

Alegremente,
Desesperadamente,
Nunca indiferente!

E divagando sem jeito,
Não se sinta contrafeito,
Pois estou na sua alma,
E ela sempre me acalma.

Acalma a saudade e a tristeza,
Que trago dentro do peito,
Advindos do amor que sei verdadeiro.

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Publicada no Recanto das Letras em 03/11/2011
Código do texto: T3315201

terça-feira, 1 de novembro de 2011

FORMIGUINHA EM DESESPERO





FORMIGUINHA EM DESESPERO
De: Ysolda Cabral


Abatida,
Acabada,
Acuada...

Decepcionada,
Desarticulada,
Desnorteada...

Esfomeada,
Estressada,
E transtornada.
Estava a formiguinha.

Culpa do açucareiro lavado,
No escorredor da pia,
Pingando água.

Ai, que raiva!
Açucareiro não se lava!!!

Disse a formiguinha indignada.

- Açucareiro se lava!
E formiguinha não fala, mamãe!!

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Dedicado à Ylana (04 anos) que de boba não tem nada. (Risos)

Publicada no Recanto das Letras em 01/11/2011
Código do texto: T3311131