terça-feira, 31 de maio de 2011

SONHADORA MENINA




SONHADORA MENINA
De: Ysolda Cabral


Coração abaixo de zero...
Assim não te quero!

Na tela há tristeza,
E no rosto,
Por trás da rede do destino,
A vida apenas começa.

Sou eu nela!
Uma sonhadora menina...
Matuta nata...
E, autentica taurina.



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Publicado no Recanto das Letras em 31/05/2011

Código do texto: T3006142

segunda-feira, 30 de maio de 2011

CRIANÇAS BEBEM ÁCOOL COMBUSTÍVEL





CRIANÇAS BEBEM ÁLCOOL COMBUSTÍVEL
De: Ysolda Cabral






Eu queria ser totalmente ''poeta''. Assim viveria todo tempo no ''Mundo da Lua'' feliz e contente da vida. Entretanto, como não sou, vivo entre o ''Lá e o Cá'', o jeito é tentar não sentir tanto impacto e nem tanta tristeza, nessas minhas idas e vindas.

Senão vejamos: hoje, quando fui abastecer o carro, antes de vir para o trabalho, testemunhei uma garota, de no máximo 16 anos, chegar com uma garrafinha de água mineral de 500 ml e pedir ao frentista que a enchesse.

Surpreendida perguntei, ao frentista que me atendia, se agora os meninos de rua estavam também ''cheirando'' gasolina. Ele respondeu que, na realidade, ela estava ''comprando'' álcool e era pra beber.

Fiquei em estado de choque, pois nunca imaginei que uma coisa dessas pudesse acontecer e assim bem na minha frente.

Sem conseguir tirar os olhos da garota, vi, para comprovação da informação que acabara de receber; ela pedir um pacote de salgadinho e sair comendo e tomando pequenos goles da respectiva garrafinha. Mais adiante se juntou a outros garotos, os quais, pelo visto, já a esperavam, e, juntos, partiram com destino ignorado, porém previsível e lamentável.

Nem perguntei a razão deles atenderem a ''cliente''. Eu já sabia a resposta.

Com lágrimas nos olhos e com o coração apertado, segui meu caminho, me sentindo completamente desnorteada e impotente.


''Assim caminha a humanidade''.


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Publicado no Recanto das Letras em 30/05/2011

Código do texto: T3002775


quarta-feira, 25 de maio de 2011

ONDE VAMOS PARAR?


ONDE VAMOS PARAR?
De: Ysolda Cabral





Ando com saudade do tempo em que as pessoas eram mais educadas e mais generosas.

Ando com saudade do tempo em que as pessoas eram menos egoístas, menos agressivas, menos vaidosas e menos prepotentes.

Ando com saudades do tempo em que a família era uma instituição ''sagrada'' e a educação, e o respeito se adquiria era mesmo em casa. Não se pretendia passar essa responsabilidade para o Estado e nem muito menos para as escolas.

Ando com saudade do tempo em que estar apaixonado era se sentir em estado de Graça. E não num ''cio'', distorcido, deplorável e decadente...

Hoje as coisas estão é de ponta-cabeça!

E tudo em nome da modernidade?!

O ''salve-se'' quem puder predomina em todas as classes sociais e de todas as maneiras.

Não sei quando tudo começou, quando tudo se modificou, deturpou...

Só sei que o respeito por tudo àquilo que faz parte da Natureza, está desaparecendo de maneira assustadora.

Onde vamos parar só Deus sabe.


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Publicado no Recanto das Letras em 25/05/2011

Código do texto: T2992700


CORAÇÃO SALTITANTE




CORAÇÃO SALTITANTE
De: Ysolda Cabral


O amor e a compaixão,
Inundam a minha alma.
Sou religião...

Meu coração,
Alegre saltita,
Contente da vida...

Não sente saudade,
E nem solidão.



**********!
Publicado no Recanto das Letras em 24/05/2011

código do texto: T2990246

MANHÃ DE SOL ACANHADO - ORAÇÃO


MANHÃ DE SOL ACANHADO
De: Ysolda Cabral



Oh! Senhor,

Que esta manhã de sol acanhado, seja prenúncio de um dia de muita paz. Um dia sem sobressaltos, sem competições desleais. E, principalmente, sem eventos ruins.

Oh! Senhor,

Que esta manhã de sol acanhado, o dia transcorra calmo, e que, as indiferenças, as ofensas sejam esquecidas, as injustiças ignoradas e perdoadas.

Oh! Senhor,

Que esta manhã de sol acanhado, nos traga um dia bom e produtivo, sem atribulações, indignações, perseguições, ajustes de contas descabidos e motivo de se maldizer a sorte.

Oh! Senhor,

Que nesta manhã de sol acanhado, o dia aconteça da forma mais leve e mais bonita, independente da meteorologia, e que, a música que escuto agora, invada todos os corações de alegria.

Oh! Senhor,

Pelo dia de hoje, apesar da manhã de ‘’ sol acanhado’’, Lhe agradeço e por ele dou Graças.
Amém!

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Publicado no Recanto das Letras em 24/05/2011

Código do texto: T2989645


INÍCIO DA TARDE - ORAÇÃO



INÍCIO DA TARDE
De: Ysolda Cabral







Senhor,

Dai-nos paciência para continuar acreditando que as coisas vão melhorar.

Mantenha longe de nós os pobres de espírito, os invejosos, os mentirosos, os interesseiros, os bajuladores convictos, os dissimulados, os perseguidores, os preguiçosos, os arrogantes, os fracos, os covardes, os complexados e os oprimidos.

Conceda-nos a graça de sermos mais humildes, mais tolerantes, mais calmos e mais serenos, tal qual os regatos em noite de luar.

Permita-nos a compreensão de nós mesmos, para que possamos corrigir nossas falhas, perdoar nossos erros, e, os dos outros, e assim melhorar como pessoas, enquanto seres humanos.

Oh! Senhor,

Permita-nos uma boa saúde física e mental; melhores dias, notícias amenas e mais alegria...

Permita-nos, ainda, que o amor, o respeito e a paz aconteçam entre todos os povos, para que a vida ainda valha à pena.

E que a ESPERANÇA reine em todos os corações.

Amém!


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Publicado no Recanto das Letras em 23/05/2011

Código do texto: T2988105

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A MENSAGEIRA



A MENSAGEIRA
De: Ysolda Cabral



A tarde está nublada e fria.
Mas estou em paz e tranqüila,
Apesar de me sentir triste e vazia.

Há pouco uma Esperança pousou na janela...
Pequenina, verdinha e frágil,
Quase escorregou de vidro abaixo.
Olhou-me firme e muito alerta...

Em seguida, graciosamente,
Desapareceu na tarde escura.
- Fiquei muda!

De repente senti que tudo mudou.
- Inexplicavelmente mudou...!

E entendi a razão dela ter vindo aqui...

Veio trazer alegria e leveza,
As quais andavam longe de mim.



Abençoada seja!


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Publicado no Recanto das Letras em 20/05/2011
Código do texto: T2982554


sábado, 14 de maio de 2011

''ESTALO NO ESPIRÍTO''

''ESTALO NO ESPÍRITO''
De: Ysolda Cabral





Carma é carma, dizia Carmem. Sina é sina, dizia Alcina. Isso é castigo, dizia Dolores que não se importava com dores, desde que não fossem suas. Já Das Dores, que tinha dores até no nome, dizia querer mudá-lo. - Quem sabe assim seu carma, sua sina, seus castigos e suas dores não diminuíssem?! Conjecturava.

E, como na vida tudo é questão de sorte, de destino ou desatino de quem não quer parar para refletir, e mesmo assim fica a espera de que as coisas aconteçam... Clarinda, a qual enxergava muito claro e muito além do seu próprio umbigo, garantiu às amigas que, tudo era questão de fé.

Cinco amigas, (minhas conhecidas), cinco diferentes vidas e um só objetivo: a felicidade.

Resolveram que iriam encontrar essa condição...

Na primeira tentativa, Carmem, foi atropelada na esquina e morreu. No velório, Alcina falou para as outras amigas: “foi castigo”, ela não se contentava com nada!

Já Dolores, diante de tal fatalidade, resolveu se importar com as dores dos outros e terminou por ficar louca. Quanto à Das Dores, trocou de nome e passou a se chamar Felicidade. - Ao sair do cartório, foi atropelada... Não morreu, contudo ficou numa cadeira de rodas até hoje. Já Clarinda, garantiu sua ''entrada'' no Céu, depositando tudo o que tinha na conta indicada pelo pastor de sua igreja. Hoje vive ao deus-dará pelas esquinas.

Conclusão: a felicidade é apenas um ''estalo no espírito'', o qual se você não ''reparar'' ele simplesmente ''quebra'' você. Ah, como estou quebrada! Evidentemente comigo foi praga. (Rsrs)

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Publicado no Recanto das Letras em 12/05/2011

Código do texto: T2965737



terça-feira, 10 de maio de 2011

DERRADEIRO DESCANSO





DERRADEIRO DESCANSO
De: Ysolda Cabral






Uma grande tristeza me neutraliza,
Seu silêncio aos poucos me cala,
Minha inspiração anda nefasta;
É que sem você não sou nada.

Fico a perambular pelos cantos,
Feito um pobre diabo ou morto-vivo...
A procura de qualquer abrigo,
Para o derradeiro descanso.

Quem sabe se eu morresse de fato,
Você sentisse minha falta e assim;
Admitisse que o amor foi o laço...

Que nos uniu do começo ao fim.
E, mesmo eu estando do outro lado,
Seu coração ainda há de bater por mim.


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13/05/2011 07:55 - Ysolda Cabral
Obrigada, queridos amigos, pelo carinho dos seus comentários. *** O poema acima, me lembrou o estilo do meu avô - poeta de primeiríssima qualidade - Firmino Filho. Por esta razão, o " Derradeiro Descanso", tem um significado a mais para mim.


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Publicado no Recanto das Letras em 10/05/2011


Código do texto: T2961170


segunda-feira, 9 de maio de 2011

REFLEXÃO ALEATÓRIA - V




REFLEXÃO ALEATÓRIA - V
De: Ysolda Cabral




Natural dos “Morros Uivantes”
Estado de espírito: irônico
Sentimento: declinando
Alegria: se esvaindo
Realidade matando a poesia...



Zumbi em vida.



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Publicado no Recanto das Letras em 09/05/2011

Código do texto: T2959060



domingo, 8 de maio de 2011

MINHA ESTRELA



Lhe imagino num lugar assim...


sábado, 7 de maio de 2011

APENAS MIGALHAS




APENAS MIGALHAS
De: Ysolda Cabral



Queria tocar teu coração,
Através de uma linda canção.
Canção que falasse de amor,
Jamais de tristeza ou dor.

Queria estar na tua alma,
Aconchegada e muito calma.
Indiferente ao Senhor Tempo,
E a tudo o mais que o valha.

Queria que perdoasses minhas falhas,
Queria que desatasses os meus nós.
E não jogasses fora nossas tralhas;

Nem os livros e nem as poesias...
Quanto às críticas e as ironias;
Relevas! Foram apenas migalhas.


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Publicado no Recanto das Letras em 07/05/2011

Código do texto: T2955613


FATOS QUE A VIDA CONTA


FATOS QUE A VIDA CONTA

De: Ysolda Cabral



Há pouco, lendo o texto do escritor recantista Luzirmil, “A ARTE DE AMAR COM A ALMA - contraposição filosófica” lembrei de um fato que me acontecia quando ainda era criança: o medo de morrer... Para falar a verdade, não era exatamente medo de morrer, e sim de ser enterrada. Eu achava esse ‘’improviso’’ terrível. (Risos)


Quando morria alguém na família, ou pelas redondezas, eu ficava noites e noites sem dormir pensando na possibilidade da pessoa ter sido sepultada sem estar totalmente morta. Àquilo me deixava tão aflita que perdia até a vontade de comer os bolos de chocolate, deliciosos, que mamãe fazia para o lanche da tarde.


A coisa piorou, assustadoramente, quando escutei mamãe comentar a notícia de que um ator famoso *Sérgio Cardoso, tinha sido enterrado vivo.


- Nossa Senhora! Passei meses sem dormir...


O tempo passou; eu me casei, tive minha filha... Às vezes me surpreendia pensando de que maneira eu iria falar com ela sobre esses assuntos.


No dia 1º de maio de 1994, domingo e dia das mães, se a memória não me falha, estávamos todos na sala de TV, logo após o almoço, foi noticiada a morte do piloto de fórmula I, Ayrton Senna. Yauanna, com quatro anos incompletos, olhou para mim assustada e sem entender porque chorávamos me perguntou: mamãe o que é morrer?


Ela não sabia o que era morrer, mas já sabia da existência da ‘’alma’’, e, claro, da existência de Deus. Então, com muita tranqüilidade lhe respondi: morrer é quando Papai do Céu chama a nossa alma para ficar junto Dele. Quando isso acontece, - como aconteceu agora com o Ayrton -, o nosso corpo, que é a ‘’ casa’’ da nossa alma, não serve mais para nada. Então deve ser enterrado, queimado...


Ela olhou para mim sorrindo, me deu um beijo e foi brincar... Nunca perdeu uma noite de sono pensando em corpos enterrados vivos, ou cremados.


- Graças a Deus!




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* Sérgio Cardoso ( 1925 a 1972 )



“Mal o pais se recuperava da imensa comoção causada pela morte de Sérgio Cardoso e uma noticia mórbida, tétrica, que não se sabe de onde surgiu, começou a ser vinculada: o ator sofria de catalepsia, e na ausência de seu medico, Max Nunes, teria sido enterrado vivo.


Dizia-se que quando a família percebeu o logro da morte, desenterrou Sérgio Cardoso que estava virado de bruços, apresentando arranhões no rosto. Durante anos esta história foi contada,aterrorizando o imaginário popular.


Passou a ser uma lenda urbana, causando medo as pessoas fazendo que os velórios no Brasil se tornassem mais longos, adiando por mais tempo o enterro de quem morria de ataque cardíaco.


Em 1980, a TV Globo fez uma reportagem no fantástico, desmentindo os boatos, com depoimentos da família do ator, que afirmava, categórica, que Sérgio Cardoso jamais tinha sido desenterrado. Portanto jamais se constatou que estava de bruços no caixão ou em qualquer outra posição. Muito menos com arranhões no rosto.”


Dados coletados no Google


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Publicado no Recanto das Letras em 06/05/2011

Código do texto: T2952869

quinta-feira, 5 de maio de 2011

UMA GAROTA DE 82 ANOS E O DIA DAS MÃES



UMA GAROTA DE 82 ANOS E O DIA DAS MÃES
De: Ysolda Cabral





Arlete Franco Belo, para mim Belinha... Belinha pelo Belo do nome e por ela ser uma pessoa verdadeiramente bela aos oitenta e dois anos de idade. Sem plásticas, sem analistas, sem academias de ginástica... Apenas ela, uma alimentação balanceada, associada com longas caminhadas; a família – esposo, filhos, netos, bisnetos – sua fé em Deus e seu trabalho.

Funcionária, matrícula nº 001, do Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco – Crea-PE, Belinha, diariamente, é a primeira a chegar para trabalhar. Faz Isso há sessenta e dois anos, exceto nos períodos de férias, ocasiões em que, aproveita para viajar. Conhece quase o mundo todo, mas é no trabalho, e à frente do seu computador que se sente feliz e realizada.

- É muito bom tê-la por perto todo dia!

Inteligente, de raciocínio rápido, elegante, espirituosa, e, principalmente disposta; Belinha é realmente um espetáculo! Das várias tarefas que desempenha, a emissão de cartas de cobrança, chama a atenção de todo mundo pela agilidade com que emite milhares delas, trocando ela mesma as caixas do papel da impressora, as quais não são nada leves e sem a ajuda de ninguém. - Nem adianta oferecer, pois ela não aceita.

Vez ou outra pára um pouco e alonga, para baixo, para cima; bebe um pouco d’agua, toma um cafezinho e logo em seguida volta ao trabalho.

- Ela realmente impressiona.

E, mais impressionada fiquei dia desses quando a convidei para almoçar comigo. Animada; de pronto aceitou o convite. Fato surpreendente uma vez que, ela ''adora'' a companhia da Tê Lima. - Não sei a razão, pois sou muito mais eu (risos). Contudo, nesse dia ela aceitou almoçar comigo e lá fomos nós.

Eu, toda contente da vida e toda cuidado e atenção para com ela, não sabia o que fizesse para que percebesse o quanto eu estava feliz de tê-la em minha companhia.

Inclusive, tive o cuidado de não esquecer nenhum detalhe de gentileza e boas maneiras, tais como: abrir portas, segurar o elevador para que entrasse e saísse com toda segurança, e, já na calçada, tratei logo de lhe colocar do lado de dentro - longe do meio-fio -, para prevenir qualquer imprevisto.

Quando chegamos ao cruzamento, onde teríamos que atravessar a avenida de quatro largas faixas, o semáforo estava no vermelho, começando a se preparar para dar lugar ao sinal verde. Parei com a intenção de esperar que ele fechasse novamente, para só então atravessar com segurança, quando, de supetão, ela me pegou pela mão e me puxou, obrigando-me a atravessar a avenida correndo!

Uma vez do outro lado, eu, estupefata e totalmente sem fôlego, levei uma senhora bronca por ser tão "mole’’ e ‘‘lentinha”.

Eu posso com uma coisa dessas?!!! (Risos)

Feliz “Dia das Mães”, minha amiga querida.

Para você e para todas nós.


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Publicado no Recanto das Letras em 05/05/2011

Código do texto: T2951677

quarta-feira, 4 de maio de 2011

SORTE

SORTE
De: Ysolda Cabral


Alma chora...
Desencantada implora:
Tristeza vá embora!

Reza Ave-Maria,
Reza Pai-Nosso,
Por horas e horas...

E a tristeza, assola, desola,
Alastra-se feito peste,
- O terreno é fértil -
Não há vacina que cesse...

Alma pede clemência,
Recomenda-se demência...

Em alerta o coração acelera,
Bate forte no peito,
Buscando ordem,
Mas acontece o desfecho:
Seria a morte?

Não!
Era apenas um pesadelo.
- Ai, que sorte!


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Publicado no Recanto das Letras em 04/05/2011

Código do texto: T2948331

segunda-feira, 2 de maio de 2011

SEM PENSAR EM NADA




SEM PENSAR EM NADA

De: Ysolda Cabral








Lindo, mesmo cinzento, você estava.

Não tem jeito, sou mesmo apaixonada!

Nunca tinha lhe visto tão vibrante,

Nem tão nítido na linha do horizonte.



Olhando pra você fiquei apaziguada,

Toda tristeza foi embora como mágica.

Meu coração disparou forte no peito,

Para me lembrar que pra tudo tem um jeito.



Agradecida e emocionada,

Parei de chorar e caí na risada.

Foi assim que me senti revigorada.



E, do cinza que veio de você,

Em comunhão com a manhã chuvosa,

Segui em frente sem pensar em nada.



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Publicado no Recanto das Letras em 02/05/2011

Código do texto: T2945177

sábado, 30 de abril de 2011

MEU MELHOR COMPANHEIRO

MEU MELHOR COMPANHEIRO
De: Ysolda Cabral






Na tarde fria de um sábado terrivelmente triste, passei a recordar o meu tempo de adolescente quando em dias assim, saia de bicicleta a pedalar sem destino e sem descanso. Só voltava para casa quando a tristeza saia de mim levada pelo suor e pelas lágrimas.

Quando chovia, me sentia abençoadamente exorcizada dessa praga que nos ataca, desde que nos entendemos por gente.

Hoje, sair por aí pedalando, não iria dar certo, pois além de correr o risco de ser atropelada, correria o risco, também, de ser assaltada e, consequentemente, ter que voltar para casa a pé. Isto, nas melhores das hipóteses.

Contentei-me em ficar na janela do meu quarto, olhando a chuva lavar o asfalto...

De repente, “não mais que de repente” me lembrei do meu melhor companheiro: meu violão.

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Publicado no Recanto das Letras em 30/04/2011


Código do texto: T2940909

REFLEXÃO ALEATÓRIA IV




REFLEXÃO ALEATÓRIA IV

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Às vezes falamos coisas que não são para magoar, mas que precisam ser ditas para situar.


Ysolda Cabral



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Publicado no Recanto das Letras em 29/04/2011

Código do texto: T2938839

AMOR OU "QUÍMICA"?



AMOR OU QUÍMICA?
De: Ysoldac Cabral




Ontem, num “papo cabeça”, com um garoto de vinte anos, amigo de minha filha, tivemos uma discussão calorosa sobre os namoros de hoje em dia.

Enquanto ele tentava me convencer da importância do “ficar”, eu tentava “enfiar” na sua cabeça exatamente o contrário.

Esta conversa já é minha conhecida... Ah, se é!

Bom, como tenho fama de ser teimosa, então não perco uma oportunidade de conversar com os jovens sobre esta questão.

E a questão é “ficar”... Que graça tem isso?!

Sei não! Mas acredito que a meninada está abrindo mão de uma das coisas mais belas da vida que é o romantismo.

- Que pena!

No meu tempo – e não faz tanto tempo assim - os garotos quando se encantavam por uma garota, se empenhavam em ganhar seu coração e não apenas seu corpo ou um beijo na boca, numa “balada” de uma noite qualquer...

O pensamento, sonho ou pretensão era de que fosse para sempre... Mesmo que esse “para sempre” fosse “eterno enquanto durasse”, como afirmava o poeta Vinícius de Moraes.

Hoje a coisa é tão séria que ninguém mais fala em amor, em romance e sim em “química” e em " ficar" ...

Será que a união do Príncipe William com a duquesa Catherine, foi por amor ou pela “química” que existe entre eles? Afinal, é do conhecimento geral que, moram, ou "ficam" juntos há um bom tempo.

Entretanto, um fato me chamou a atenção no casamento deles... Senão vejamos; produção ou não, o enlace foi um deslumbramento, um verdadeiro conto de fadas - não tanto quanto o da mãe do noivo, pois ao meu ver, jamais existiu ou existirá uma noiva tão linda, tão pura e tão diáfana quanto foi Diana – mas o fato é que hoje o mundo se emocionou, com o acontecimento, principalmente, as meninas em idade de casar.

Isso significa que, o romantismo não desapareceu tanto assim e que, a grande maioria ainda sonha em viver um grande e verdadeiro amor.

- “Química”? !! "Ficar"?!! Pois sim!!!!

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Publicado no Recanto das Letras em 29/04/2011

Código do texto: T2938536

sexta-feira, 29 de abril de 2011

NOTA DE FALECIMENTO




Caros amigos,



Através de nota publicada no Recanto das Letras, pela poetisa Rejane Chica, acabo de tomar conhecimento do falecimento da maravilhosa poetisa recantista, MEL REDI.



Oremos para que nossa querida amiga descanse em PAZ.

Aproveito para enviar meu abraço pesar a todos os familiares da talentosa e estimada poetisa.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

MORRER DE AMOR CALADA




MORRER DE AMOR CALADA
De: Ysolda Cabral




Jurei nunca mais falar com você,
Jurei nunca mais compor nenhuma poesia
Ou canção falando de amor...

De um amor que é além do palpável,
Além da vida e do provável,
Jurando por minha honra,
E, até por Deus Nosso Senhor.

Agora depois da raiva passada,
Da burrice atestada e comprovada
Na palavra empenhada, impensada;
Encontro-me num impasse...

Pois se calo o amor que sinto,
Se com você não falo,
E sem recorrer à poesia
Para os meus devaneios e desabafos;
Estarei em vida morta de fato.

E o que hei de fazer,
Com tanto amor desperdiçado,
E com os sonhos não realizados?

Ver a vida com o “ olhar realidade”
Deixar a “obra” inacabada,
E morrer de amor calada?

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Poema dedicado.


Publicado no Recanto das Letras em 27/04/2011
Código do texto: T2934278

http://www.recantodasletras.com.br/autores/ysoldacabral

domingo, 24 de abril de 2011

DOMINGO DE PÁSCOA - UMA ORAÇÃO






DOMINGO DE PÁSCOA – UMA ORAÇÃO
De: Ysolda Cabral







O dia amanheceu extraordinariamente belo como eu nunca vi.

- Por ele dou Graças!

Uma brisa suave entra pela minha janela e me avisa que o dia será de muito “calor”... Calor humano, compreensivo e acolhedor...

Paira no ar um silêncio abençoado, coisa pouco comum nos dias de hoje.

- Por ele dou Graças!

O “Jardim Condenado” está verde, iluminado, mais vivo que nunca. As folhas das palmeiras, das mangueiras estão prateadas, brilhando, felizes e satisfeitas sem se importarem com o dia de amanhã...

- Por ele eu peço!

Minha hortelã... Ah, como está perfumada na pequena jardineira!

- Ela é só alegria!

Sinto também o cheiro do mar, mas hoje não vou até ele... Talvez à tardinha, pois gosto de “falar” com Deus ao entardecer, junto ao mar...

É quando dou muitas e muitas Graças pela Vida que, é a maior dádiva, e, humildemente agradeço.

Um lindo e abençoado “Domingo de Páscoa” para todos nós.





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Publicado no Recanto das Letras em 24/04/2011




Código do texto: T2927424

sábado, 23 de abril de 2011

DE PRESENTE PRA VOCÊ



DE PRESENTE PRA VOCÊ
De: Ysolda Cabral


O Senhor Tempo,
Senhor de todos os destinos,
E de inusitados desatinos,
Não conseguirá mudar você,
A ponto de me fazer não lhe reconhecer.

Por mais transformações que Ele lhe imponha,
E até lhe levar as raias da loucura,
Vou lhe fazer me reconhecer,
Sem nenhuma vacilação ou dúvida.

Que Ele lhe leve a completa fealdade,
Tire-lhe toda poesia e a alegria de viver,
Estarei nas entranhas do seu ser,
Fazendo-lhe lembrar e reviver.

Que Ele lhe deixe no vazio do nada,
Pois será no nada que você sempre me terá,
Isto eu lhe garanto e posso até jurar...

Pois o meu amor é muito maior,
- Mais muito mesmo -
Do que sua vã filosofia, sua lógica,
Sua matemática, sua “razão pura”,
Poderiam calcular.


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Publicado no Recanto das Letras em 21/04/2011

Código do texto: T2922519

sexta-feira, 22 de abril de 2011

MEU ANIVERSÁRIO NUMA SEXTA-FEIRA SANTA




MEU ANIVERSÁRIO NUMA SEXTA-FEIRA SANTA






Hoje o dia, talvez um dos mais tristes de minha vida, é meu aniversário. O primeiro numa Sexta-feira Santa, pelo menos que eu me recorde. Amanheceu ensolarado e repleto de Luz. As nuvens branquinhas, num Céu de um azul anil, formavam imagens de minha vida. Algumas feias, outras bonitas, e muitas inexplicáveis... - Tão nítidas!

Cinquenta e sete anos de imagens...! Com algumas lacunas, por lógica e por natural esquecimento, evidentemente.

Em todas elas vejo mamãe... Como sinto a falta dela! Em Janeiro último fez três anos que ela se foi... - Ainda não me convenci disso. Olho ao meu redor como se a qualquer momento ela fosse aparecer, com um lindo bolo nas mãos, cantando parabéns, com sua belíssima voz. Como todos os anos fazia no aniversário de seus cinco filhos. Mamãe era linda e sua voz mais ainda.

Mas enfim, hoje é o meu aniversário e apesar do dia, e apesar de mamãe não estar mais entre nós, preciso comemorar. Afastar a tristeza, a saudade, as preocupações, os desencantos, e agradecer a Deus pelo sacrifício que fez e pela coragem de enviar Seu Filho Jesus, para nos ensinar a viver, e, assim nos salvar. Principalmente, de nós mesmos...

Nascer para viver “e depois, e depois...” Como diz aquela canção de amor que papai compôs para mamãe; não importa. Importa o hoje e o agora.

E o agora de hoje: É MEU ANIVERSÁRIO e tem festa “rolando” por aí. VIVA!!!!

A maravilhosa poetisa, minha amiga, Fernanda Xerez, me preparou uma festa belíssima. Fui comunicada por e-mail e dei uma “olhadinha”. Quase morri de tanta emoção. Confira o que afirmo clicando no link abaixo:






No Orkut, Nossa Senhora! Minha página, que é uma verdadeira “vitrine virtual” de belíssimas poesias, e, de vários poetas, também tem festa.
- Ah, não mereço tanto!!!



Por aqui, no momento, estou sozinha. Todos “sumiram”. Eles pensam que eu não sei das “festas” que estão preparando para mim. (Rsrs).

Diante de tudo isso não poderia ficar em “reclusão”, precisava escrever alguma coisa para registrar minha alegria por ter amigos e familiares que gostam de mim do jeito que sou – um dia bom, um dia ruim - para lhes dizer, do fundo do meu coração e de minha alma: MUITO OBRIGADA!

Com votos de uma Feliz Páscoa para todos, continuo sendo,

Apenas Ysolda





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Publicado no Recanto das Letras em 22/04/2011


Código do texto: T2924056







terça-feira, 19 de abril de 2011

"O RESGATE"



“O RESGATE”
De: Ysolda Cabral







Choveu a noite toda e Recife amanheceu um caos completo. Ruas e avenidas alagadas, árvores caídas, semáforos sem funcionar... Um verdadeiro inferno!

- Até o Mar se refugiou no Céu! (Rsrs)

Minha filha, a qual não ia à faculdade há uma semana, resolveu ir justamente hoje.

Fiquei meio reticente em permitir, pois apesar dela dirigir há dois anos; um trânsito como o de hoje é complicado para qualquer motorista por mais experiente que ele seja. Entretanto, como ela foi minha aluna, pois ninguém aprende a guiar em auto-escola, permiti.

Pois muito bem... Cá estou em pleno expediente quando o meu celular toca. Atendo. Do outro lado da linha, o meu ex-marido, estressadíssimo e aos gritos, me avisa (leia-se: me acusa) que nossa filha se encontra presa no trânsito e em local ignorado.

Ele sempre foi assim... Quando alguma coisa acontece com ela, ele fica tão apavorado que perde totalmente o raciocínio, a calma e eu que “segure” as “pontas”. (Rsrs)

Logo em seguida liguei para ela e fiquei sabendo da grande “catástrofe”...

A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), devido às fortes chuvas, havia interditado o acesso ao nosso bairro, determinando o retorno de todos os veículos por outras vias.

Foi aí que se deu a desgraça... Ela retornou por uma via nunca transitada por ela antes e se perdeu. Disse-me ter ligado para o pai, com o objetivo de lhe pedir orientação de como sair dali uma vez que, “desconfiava” estar mais ou menos próximo da empresa que ele trabalhara.

Depois de escutá-la, calmamente, lhe disse para permanecer onde estava, pois eu iria até ela.

Pela janela vi que a chuva continuava “castigando” a cidade. Pensei: como vou chegar rapidamente onde acho que ela está?



- Só de moto! Pensei em voz alta e sai correndo da sala a procura de Anderson, meu colega de trabalho – aquele que tem leve deficiência auditiva e que vive tocaiando os gatos, para não deixá-los comer os passarinhos, os quais dormem nas árvores do quintal de sua casa - aquele que é quase um filho para mim de tanto que lhe quero bem... E, afinal, numa situação assim, pra que serve um filho e motociclista de primeira...?!



Expliquei-lhe o que estava acontecendo,contudo ele só entendeu que deveria me levar, em sua moto, para algum lugar e bem depressa. Observando a roupa que eu vestia (calça jeans, blusa de mangas compridas, de malha leve, e botas), constatou que eu precisava de um blusão apropriado – para que eu não me molhasse tanto - e um capacete.

O segurança da empresa, gentilmente, me cedeu os respectivos acessórios e lá fomos nós fazer o “resgate”.

- Que aventura!!!!

Andar de moto entre veículos, num dia de chuva, com tudo alagado, e em caráter de “socorro”, não é nada fácil. O motociclista tem que ser muito competente, paciente e hábil. Anderson é tudo isso e muito mais.

Consciente da responsabilidade, literalmente grudada em suas costas, aparentemente calma, sem saber ao certo a direção que deveria seguir e sem quase escutar o que eu falava, seguiu em frente para o que desse e viesse.

E assim o “resgate” foi realizado com muita segurança e sucesso.

Valeu!!! Filho do coração.

Muito obrigada, “visse” bichinho?! Amo tu.




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Publicado no Recanto das Letras em 19/04/2011




Código do texto: T2918687

segunda-feira, 18 de abril de 2011

LITERALMENTE PÉROLAS


LITERALMENTE PÉROLAS

De: Ysolda Cabral



Pérolas...

Brancas, pretas, raras e belas...


São propriedades do Mar,

Qualquer uma delas.


Ele costuma presentear as Sereias.

Elas – lindas e vaidosas - as exibem,

Em colos de belos seios.


Não gosto de Pérolas!

Tenho desconfiança delas...


Para mim, as que chegam aqui,

- Por roubo ou infortúnio -

Trazem compreensíveis pragas,

De suas legítimas donas...


Que choram suas perdas,

Em noites de lua cheia,

Por se sentirem nuas.

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Publicado no Recanto das Letras em 18/04/2011

Código do texto: T2916300

domingo, 17 de abril de 2011

JARDIM CONDENADO

JARDIM CONDENADO

De:Ysolda Cabral


Gosto de olhar a chuva através da janela...

É tão bela!


Porém o frio que sinto não vem dela...

E o verde que vejo não é da floresta.

É de um jardim condenado.

Ali vão construir.


- Ai! Coitada de mim.

Nada posso fazer...

A não ser ficar aqui,

A espera de vê-lo sumir.


Neste momento a chuva aumenta,

Atormenta, acorrenta,

Desorienta e afugenta os pássaros,

-Tanta tristeza, quem agüenta?!


O dia escurece, entontece...

Anoitece...?!


A vontade de correr mundo a fora,

É tão urgente!

Tem “cara” de agora,

Mas é passada a hora.

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Publicado no Recanto das Letras em 17/04/2011


Código do texto: T2915122

sábado, 16 de abril de 2011

CÓDIGO DOS SENTIDOS




CÓDIGO DOS SENTIDOS

De: Ysolda Cabral

Em busca de mim, me perdi.

Em busca de você, me enganei.


E de engano em engano,

O tempo foi passando,

E acabou o encanto...


E, do labirinto de dúvidas,

O qual por livre espontânea vontade entrei,

Mesmo considerando as sinalizações,

A saída finalmente eu encontrei...


Tão fácil estava!

Bem na minha cara...


Foi só seguir a placa que não dizia nada.


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Publicado no Recanto das Letras em 13/04/2011

Código do texto: T2906010

domingo, 10 de abril de 2011

TRAGÉDIA DE REALENGO X MÍDIA


TRAGÉDIA DE REALENGO X MÍDIA

De: Ysolda Cabral


O cursor acintosamente me avisa que o papel A-4, configurado e justificado para receber o texto em Arial dezesseis, com entre linhas um vírgula cinco, está em branco. Olho para ele piscando para mim como quem diz: “Vai, escreve, desabafa...!”


Paro um pouquinho, pedindo ao Senhor Tempo, um minutinho de silêncio, para acalmar a minha alma e o meu coração no final da tarde chuvosa.


Alguém lá fora liga a TV e eu fecho a porta do meu quarto, pois não quero ver ou ouvir a “mídia” continuar a explorar, sem trégua, a violência e as tragédias humanas, inexplicáveis, em busca de maior audiência.


- Já basta!!!


Deixemos os mortos descansarem em paz e oremos para que fatos, igual ao ocorrido recentemente numa das escolas do bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, não volte a acontecer em nenhum lugar.


E, para que os que ficaram e/ou escaparam, reencontrem o equilíbrio, a alegria de viver e a fé.


Este é o meu pensamento, o qual, desta forma, exponho em desabafo.

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Publicado no Recanto das Letras em 10/04/2011

Código do texto: T2901124

quinta-feira, 7 de abril de 2011

RECEITA CONTRA A TRISTEZA


RECEITA CONTRA TRISTEZA

De: Ysolda Cabral




Quando a tristeza é profunda,

Melhor é não querer lhe desvendar.

Deixar a sua complexidade pra lá,

É atitude sábia para a alegria voltar.



E ela volta radiante que nem dia de sol.

Às vezes volta até em dias de chuva.

Só pra levar a tristeza na correnteza,

E num instante tudo se renova e muda.


O perfume da terra molhada se espalha,

As ”ervas daninhas” perdem a batalha,

E tudo fica “verdinho” de esperança.


Com a esperança predominando,

Você que se sentia doente e acabando,

Volta a ter alegria e autoconfiança.


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Publicado no Recanto das Letras em 05/04/2011

Código do texto: T2890900


http://www.recantodasletras.com.br/autores/ysoldacabral

quarta-feira, 30 de março de 2011

DESVENDANDO A MORTE


DESVENDANDO A MORTE

De: Ysolda Cabral



Eis que afinal te vejo assim:

Exposta, sem pudor e nua,

Num canto qualquer e só tua,

Tão indiferente pra mim!


Encaro-te sem nenhuma surpresa,

E, sem pretensão alguma, te toco.

Sinto ultrapassar o lógico,

Vendo a tua estranha beleza.


Aspiro doce perfume de flores,

Não temo a solidão da noite,

Não sinto receio de dores.


Também não há mais açoites.

E, na clareza deste momento;

És simples acontecimento.


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Publicado no Recanto das Letras em 30/03/2011

Código do texto: T2879331


sábado, 26 de março de 2011

E SÓ TEM TUBARÃO EM BOA VIAGEM?!

E SÓ TEM TUBARÃO EM BOA VIAGEM?!
De: Ysolda Cabral



É difícil me tirar do sério, mas agora me chateei pra valer.

Eu amo o Mar (com maiúscula mesmo) e faço questão de propagar este fato de todas as formas. Entretanto, todas as vezes que publico algum texto falando desse amor, sempre vem um engraçadinho falar em tubarão.

- Que coisa!

Moro em Recife, bem pertinho da praia de Boa Viagem, há mais de trinta anos e o que tenho visto, ao longo deste tempo, é o homem “atacar” o Mar diariamente, fazendo dele banheiro, motel e lixeira.

Por mais campanha educativa que se faça, não tem jeito. O povo é muito mal educado, inconseqüente e irresponsável. Não cuida do planeta, não o respeita e aos poucos vai lhe matando.

Quem tenta fazer alguma coisa, por mais simples que seja, como retirar do mar o lixo que ali deixam, é taxado de louco e serve de galhofa para aqueles que, por comodismo, negligência, irresponsabilidade e muitas vezes preguiça, ignorância e vaidade, são os grandes causadores pelas catástrofes que vêm ocorrendo no mundo inteiro.

Quanto ao tubarão, quando ataca, meu amigo, pode ter certeza que ele apenas está dando o troco daquilo que vem recebendo há séculos, afinal ele também faz parte da Natureza.

- Ora bolas!

Em tempo: adoro nadar no Mar e o faço sem receio, pois não ultrapasso os limites permitidos. Ou seja, eu não invado e nem agrido o espaço de “tubarão” algum.


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Publicado no Recanto das Letras em 24/03/2011

Código do texto: T2867658

quarta-feira, 23 de março de 2011

SOCORRO SAMPAIO - UMA GRANDE MÃE


SOCORRO SAMPAIO - UMA GRANDE MÃE
De: Ysolda Cabral





Voz suave, educada e bonita possuía Socorro Sampaio, 45 anos. Mãe extremamente dedicada, a qual sempre me enternecia ao telefonar procurando o filho Victor, meu colega de trabalho.

Certa feita escrevi uma crônica sobre ele. Socorro, mais que depressa, me ligou para agradecer o carinho. Na ocasião eu não sabia que ela ligava de um hospital onde estava internada lutando bravamente por sua vida.

Só vim tomar conhecimento deste fato, há pouco tempo e passei a observar melhor o seu filho. E, foi através dele que, pude conhecer a mulher valente, inteligente e extraordinária que ela era.

Chegamos a conversar algumas poucas vezes por telefone e pude sentir a sua força e a sua fé.

Acabo de tomar conhecimento de sua partida... Quanto lamento!

Aos seus dois filhos (21 e 22 anos) lindos e bem educados, os quais assimilaram seus valores, seus sábios ensinamentos e se tornaram homens dignos, honrados e prontos para a vida, meu mais sincero abraço pesar, extensivo aos demais familiares.

À você Socorro, meus parabéns pela missão cumprida.

Vá em paz!

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Publicado no Recanto das Letras em 23/03/2011
Código do texto: T2865601

BAIANO OU PERNAMBUCANO?



BAIANO OU PERNAMBUCANO?
De: Ysolda Cabral





Há pouco menos de um ano tive a grata satisfação de conhecer um novo colega de trabalho. Garoto bonito, simpático, inteligente, educado, disposto que “benza-deus”!

Gostei dele de cara e logo percebi que a empresa havia feito uma boa contratação.

Quando ele me falou que era da Bahia, aí foi que gostei dele de verdade, pois amo o referido estado de todo o meu coração.

Entretanto, algumas de suas características me deixam reticente com relação à sua naturalidade...

Como entender um “baianinho” ser tão “disposto”, tão ligeiro; falar “pernambuquêz”, não gostar de carnaval e ainda por cima evangélico?!

Passei a lhe observar com mais atenção...

- Ah! Se passei...

Logo cheguei à conclusão que, apesar da belíssima cor de sua pele e da curiosidade meio “espaçosa” - no melhor dos sentidos - estou certa que ele diz ser da Bahia só pra me agradar. (Rsrs)

Coisas de quem tem bom coração...

Ou, então: há genérico de baiano? Hahahahaha

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Publicado no Recanto das Letras em 22/03/2011
Código do texto: T2863286

CARNAVAL TAMBÉM TEM SUA ÉTICA

Foto: Chico Atanásio ( coletada no Google)


CARNAVAL TAMBÉM TEM SUA ÉTICA
De: Ysolda Cabral




Soninha é uma pessoa séria e muito compenetrada. Profissional competente, casada e mãe dedicada de um lindo garoto. Sempre foi uma pessoa alegre e feliz, exceto nesta época do ano, pois adora o carnaval e o esposo nem tanto.

Ano passado o convenceu a ir à belíssima cidade de Olinda, a qual além de ter sido declarada, em l982, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela UNESCO, é também conhecida pela irreverência do seu carnaval de rua, inclusive, um dos mais concorridos e prestigiados do país.

Quando ali chegaram, - juntamente com amigos - os bonecos gigantes, as troças e os blocos já desfilavam a “todo vapor” pelas ladeiras famosas, cheias de encanto e magia, arrastando uma verdadeira multidão.

Minha amiga repleta de alegria e emoção, esquecendo de tudo o mais, até do marido, se deixou, também, “arrastar.” Quem a encontrasse, provavelmente não a reconheceria.

Ledo engano...! Uma semana depois e já de volta ao trabalho...

- Bom dia, alegre foliã!

- Bom dia, senhor diretor. Eu, foliã?! Respondeu a minha amiga, na maior seriedade.

- Ora, ora! Vi a senhora nas ladeiras de Olinda... Quanta animação, hein?!

- Eu?! De jeito nenhum, senhor. Nem de Carnaval eu gosto!

- Mas eu lhe vi e muito animadinha...

Não gostando da insistência e inconveniência do seu empregador, afinal não lhe devia satisfação, além do mais; “coisa” de carnaval é “coisa” de carnaval...

- Ah! O senhor viu foi a minha irmã. Ela adora essa festa!

Ele não se dando por achado observou...

- E ela é a sua cara, é?!

- Claro, somos irmãs gêmeas e da mesma placenta! Respondeu de pronto a minha amiga.

Este ano ele trouxe um convite para a tal “irmã” gêmea desfilar como destaque, num dos maiores blocos de Olinda.


Preciso saber como Soninha se saiu dessa... Hahahahaha

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Publicado no Recanto das Letras em 21/03/2011
Código do texto: T2861450

quinta-feira, 17 de março de 2011

PAZ INFINITA

PAZ INFINITA
De: Ysolda Cabral



A serenidade que hoje vi no Mar,
Sob a Luz de volts incalculáveis,
Que clareava suas águas plácidas,
Refletiu em mim uma PAZ infinita.


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Publicado no Recanto das Letras em 17/03/2011
Código do texto: T2853247

terça-feira, 15 de março de 2011

POESIA - HOJE É SEU DIA (14/03)

POESIA - HOJE É SEU DIA
De: Ysolda Cabral


Hoje que é o dia da Poesia,
Não posso compor com alegria,
Pois me sinto doente e em crise,
E o meu coração anda triste.

Sei que em momentos assim,
Você é grande companheira,
Fazendo questão de não deixar ruir,
O amor, o sonho, a brincadeira.

Se chove ou se faz sol,
Sendo noite ou sendo dia,
Você sempre faz um arrebol,
De muita beleza e magia .

E é por essa razão que lhe escrevo,
Para agradecer a generosidade,
Em transformar os meus medos,
Em gritos de amor e de liberdade.

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Publicado no Recanto das Letras em 14/03/2011
Código do texto: T2847098

domingo, 13 de março de 2011

AVALIAÇÃO COM NEXO

AVALIAÇÃO COM NEXO
De: Ysolda Cabral


Se isolar, esnobar,
Ignorar, maltratar,
Tripudiar e ainda se arreliar ?!!

Ora, Deixa disso!
Pára com isso.
Não complica e nem diga:
A vida é assim.

Carência é o resultado de quem se doa demais,
Pois a recíproca nunca é verdadeira.
Sofrer é pouco para quem cai nessa asneira.

O fundamental é não confundir amor com sexo.
Este último tem nexo e é de fácil solução.

Já o outro...
Ah, cruel purgação!!!

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PS. Texto inspirado na imagem Google

Publicado no Recanto das Letras em 13/03/2011
Código do texto: T2845011

sexta-feira, 11 de março de 2011

CARNAVAL EM PROSA, SEM VERSO

"PAPANGU" YSOLDA (20 ANOS) - ILUSTRAÇÃO: CYLA DALMA



CARNAVAL EM PROSA, SEM VERSO
De: Ysolda Cabral



Mais uma vez o carnaval chegou, passou e eu fiquei no “hora veja”. Se não fosse pela Internet e a TV, nem teria notícias dele!

- Mais parece praga!

Todo ano me animo para essa festa e alguma coisa acontece que me impede de participar. Este ano, por incrível que pareça, foi uma unha encravada.

- É mole?! Ainda bem que não me “descabelei”... Fiquei em casa numa boa,e, através dos meios de comunicação, acima mencionados, desfilei nas escolas de samba de São Paulo.

No Rio, fui “rainha” a desfilar com o rei e vários beija-flores de súditos.

Em Salvador saí em muitos blocos e batuquei com o Olodum para desespero do Brown, o qual queria de imediato umas aulinhas. (Rsrs)

No Recife me esbaldei no Maracatu, onde fui um misteriosíssimo “Caboclo de Lança”, mas não perdi a flor.

Claro que tudo começou no Galo da Madrugada!

Em Olinda, no bloco dos Bonecos Gigantes, minha alegria foi tanta que eles ficaram miudinhos, miudinhos... Então, aproveitei para participar do “Acorda” cujo propósito maior era acordar o Alceu. Infelizmente não consegui... Ninguém sabia por onde ele dormia e se dormia!! (Rsrs)

No Bloco das Flores desfilei, pela última vez, de Saudade e guardei definitivamente a fantasia.

Na cidade de Bezerros, fui um “papangu” extraordinário.

- Ah! Fui sim... E como fui...! Fiz muita gente dar risada...

Entretanto, na noite dos “Tambores Silenciosos”, não consegui silenciar meu coração e fui “convidada” a me retirar da cerimônia.

Indignada com o meu coração, o qual me fez passar vergonha, fui embora jurando-lhe vingança...


Publicado no Recanto das Letras em 11/03/2011
Código do texto: T2842399