segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CADÊ O SERENO?!



CADÊ O SERENO?!
De: Ysolda Cabral





A tarde cai suavemente e uma brisa leve se revela no balanço das folhas da palmeira a qual, sem a luminosidade do Sol, tem sua tonalidade natural. Fico a refletir que talvez a noite não seja tão quente e as estrelas do Céu fiquem mais nítidas pra gente apreciar.

O tempo me parece firme em seu propósito de não chover e a perspectiva de uma boa caminhada me dar um enorme prazer.

Entretanto, como ainda estou meio alquebrada da virose que me deixou literalmente de cama, por quase dez dias, não posso exagerar e sei que devo ter cautela, pois no serenar, eu posso piorar.

- Mas, aqui existe sereno?!

Aqui existe é muita poluição que nos impede de respirar ar puro até na beira do mar.

Sinto saudade do meu tempo de menina que saia a caminhar sem me preocupar com hora, saúde ou destino...

Qualquer direção eu poderia tomar, qualquer situação eu poderia enfrentar e se caso me deparasse numa viela... Era só voltar.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 31/10/2011
Código do texto: T3309269

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

SOU REVERSO







SOU REVERSO
De: Ysolda Cabral


Sem ânimo
Para sonho de goiabada
Sem ânimo
Para sal de lágrima

Sem ânimo
Para poesia
Com ânimo
Para melancolia

Deixo-me levar
Pela febre, pela lebre
Por brancos caminhos de neve

Ando descalça
Sem agasalho
Volto mais leve
Meu sangue ferve

Neutralizo a emoção
Assimilo a realidade sem verso
Fecho a porta do meu coração
Nele sou reverso...

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Publicado no Recanto das Letras em 28/10/2011
Código do texto: T3303582

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

GRIPE OU MAU-OLHADO?





GRIPE OU MAU-OLHADO?
De: Ysolda Cabral


Preciso esquecer a dor,
Preciso me levantar,
Preciso me curar,
Preciso sair daqui...

Voltar a sorrir,
Voltar a cantar,
Voltar a sonhar,
Voltar a existir...

Estou cansada de tossir,
Estou cansada de não dormir,
Estou cansada de espirrar,
Minha cabeça vai explodir.

Ah, que coisa danada de ruim!
Será gripe ou mau-olhado?!
Um galho de arruda, por favor,
E digo adeus ao ''atchim''!

*****

Só assim a minha vida se torna poesia, é mole?! (Risos)

Publicado no Recanto das Letras em 26/10/2011
Código do texto: T3299684

domingo, 23 de outubro de 2011

A COCA-COLA E EU




A COCA-COLA E EU
De: Ysolda Cabral





Nasci e me criei numa Rua de Caruaru-PE, onde havia uma fábrica da Coca-cola. Logo troquei o leite, os sucos e até mesmo a água pelo delicioso líquido.

Naquela ocasião o refrigerante era comercializado em pequenas garrafas, cujas tampas premiadas traziam os personagens de Walt Disney. Consegui formar várias coleções, inclusive, umas cinco só da Branca de Neve e os Sete Anões.

Por mais que mamãe e papai insistissem em proibir, eu sempre dava um jeito de nas minhas andanças de bicicleta, dar uma paradinha na fábrica.

Creio que sempre fui a primeira a perceber quando sua fórmula secreta era roubada e/ou adulterada. Isso em todas as ocasiões. Diziam ser coisa de uma concorrente, a qual queria tomar o seu lugar na preferência da meninada. Entretanto, todas às vezes o ''tiro saia pela culatra''.

E o resultado é que lá em casa todos passaram a adotar o refrigerante como o preferido para qualquer ocasião. Não só lá em casa, mais na maioria das casas onde existisse gente jovem e nos quatro cantos do planeta.

Já fizeram de tudo para que fosse inventado um refrigerante que superasse o sabor coca-cola. Como isso nunca foi possível começaram a difamá-la...

Que causava dependência – isso é verdade, uma vez que é gostosa demais - obesidade, flacidez, celulite, úlceras, pois ''comia'' o estômago e dava até câncer. Que era boa mesmo só pra desentupir pias e etc. e tal...

Sempre essas notícias chegaram até mim e ainda chegam.

Só que agora perdi, literalmente, a paciência e resolvi escrever sobre o assunto. Se estou fazendo propaganda, então estou. A Coca-cola merece!

Ela, em mim, até agora, não me causou nenhum mal.

Não tenho ulcera, nem flacidez, nem celulite e nem outra qualquer coisa proveniente do refrigerante em questão.

Tomo em média de dois a três litros de coca-cola diariamente há mais de meio século.

E, adoro a coca-zero, a qual com bolo de chocolate proporciona um equilíbrio perfeito.

E aí?! (Risos)

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Publicado no Recanto das Letras em 21/10/2011
Código do texto: T3289874

EM TOTAL HARMONIA



EM TOTAL HARMONIA
De: Ysolda Cabral


A linha é reta, certa,
Pouca coisa me resta.
Não me importo,
Relaxo e me solto.

Dou adeus à vaidade,
Aos saltos altos,
Ao batom vermelho,
Ao compacto, a sombra, ao blush,
E viva a liberdade!!

Não ligo pro peso,
Nem pro branco na raiz do cabelo.
Sem sonho e sem poesia,
Não sinto arrependimento,
E nem tristeza,
Somente alegria.

A primavera é chegada,
Com ela me sinto abençoada,
As flores colorem o dia,
Hoje estou em total harmonia.

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Publicado no Recanto das Letras em 21/10/2011
Código do texto: T3289584

VIDA NA POLUIÇÃO




VIDA NA POLUIÇÃO
De: Ysolda Cabral


Na avenida poluída,
Novamente flora,
As acácias amarelas e róseas,
As margens do fétido canal.

O verde de suas folhas é puro,
Apesar da poeira escura,
Que absorvem para proteção,
De suas belas e delicadas flores...

- Que dedicação!

O semáforo fecha...
Paro bem debaixo de uma delas.
Sinto a vida que se renova,
E o mormaço da manhã desaparece.

Lá adiante o canteiro de palmeiras,
A Luz do Sol prateado,
Faz-me sentir eufórica,
E o amor que há em mim se renova...

- Que emoção!

*****

Publicado no Recanto das Letras em 20/10/2011
Código do texto: T3287668

A PROCURA DE UM AMIGA



A PROCURA DE UM AMIGO
De: Ysolda Cabral


Desde menina queria ter um amigo.
Um amigo para comigo brincar,
Conversar, arengar, passear,
E, principalmente, me escutar.

Procurei por todo canto,
Na minha rua, no meu bairro,
Na minha escola, na minha cidade.
Procurando com afinco de verdade.

Encontrei muitos que se habilitaram,
Mas sempre me aprontavam,
E eu muito triste parei de procurar.

Até que um dia percebi,
Que eu já tinha O encontrado,
E de tanta alegria, quase morri de fato.

******

Participação na Ciranda de Ricardo Vichinsky
Publicado no Recanto das Letras em 19/10/2011
Código do texto: T3285809

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

BRAVO GUERREIRO

BRAVO GUERREIRO
De: Ysolda Cabral


O sorriso vem do medo,
Esconderijo da ansiedade,
Da incerteza em renascer do caus.

A deriva...
Tantas Naus!
Num ''mar'' de puro verde ...

A mercê do Vento,
Do incerto Tempo,
Sem lamentos!

No trago do cigarro;
Some a solidão.
Fumaça de ilusão...

Esconder os maços,
Dos que estão no mesmo barco,
É questão de vida e morte,
Pra sair da purgação.

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Poema dedicado a um colega de trabalho que luta bravamente pra se curar do alcoolismo. Todos nós torcemos por você, viu?!

Publicado no Recanto das Letras em 17/10/2011
Código do texto: T3281542

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Comentários dignos de registro para leitura do nosso Guerreiro:


21/10/2011 17:11 - Mírian Warttusch
O vício tem caminho de volta, mas é árduo e a batalha tem que ser por vezes reiniciada, pois basta um deslize por pequeno que seja, para a recaída. Os parentes e amigos são um componente importantíssimo para ajudar na recuperação de um viciado. Parabéns, Ysolda, lavras mais um tento!

19/10/2011 22:34 -
Jacó Filho
Belíssimo e reflexivo... Parabéns! E que Deus nos abençoe e nos ilumine... Sempre...

19/10/2011 12:17 -
Sandra Ribeiro
Primeiro li o poema, e já o achei tão lindo...Depois vendo que postou para complementar, o significado da obra ainda mais especial! Te parabenizo desejo que seu colega consiga, um dia de cada vez se livrar do alcoolismo.

19/10/2011 09:21 -
Maria Socorro Costa
QUERIDA AMIGA; Poema profundo que fala dos vicios que fazem depender de algo para viver e que trazem sofrimrntos, Bastante expressivos; Afetuoso abraço;MSOCORRO

18/10/2011 12:14 -
Oliveira Rosa
Simplesmente maravilhoso seus versos, parabéns!! bjus


18/10/2011 09:36 - Luzirmil
De minha parte, vou orar a Deus para que dê a vitória da libertação ao seu companheiro de trabalho. Todavia diga a ele (ao seu colega), para entrar em sintonia com Deus e a oração da fé fará a mudança de seu destino. Ele certamente será agraciado com a libertação vinda de Deus. Parabéns pelo poema de apoio ao bem. Beijos fraternos pra você.

18/10/2011 08:08 -
igs
Querida poetisa que poesia linda e uma bela homenagem, o vicio da bebida é terrível já que é uma droga legal parabéns beijos.......israel

17/10/2011 22:32 -
gajocosta
Cara Ysolda,antes de parabenizá-la pelosversos, parabenizo-a pela solidariedade. Somente com esta dedicação ao próximo do grupoea luta dele sré vencedora. Que Deus abençoe a todos, seuversos estão pungentes. Parabéns. Abraço, José


17/10/2011 22:00 - Eduardo Ramos
Sou adepto de um bom whisky mas sem deixar que a bebida me domine. Fui adepto do cigarro, e ele me dominava, mas venci depois de 35 anos de vício. Que o nosso amigo vença os dois inimigos (bebida e cigarro) da sua vida, e que muitos outros, abandonem o vício do cigarro pois só quem perdeu os pais e alguns amigos por causa desse veneno mortal, sabe o que é se livrar desse mal. Saber beber é saudável mas se torna um arma mortal quando não se sabe conviver com a gostosa mas temida bebida. Sobre a poesia? Pra variar, sempre bonita.

17/10/2011 21:20 -
Helio Rocca
Categoricamente lindo poetisa, aplausos

17/10/2011 20:49 -
veralis
Bravíssimo! O nosso amigo e Sua poesia! Estamos todos torcendo por ele. Deixo aqui também a minha pequena homenagem numa frase que fiz para meu companheiro, que bebeu durante 34 anos, sendo 9, em minha companhia. Há quase 17 anos ele se declarou alcoólatra, reconhecendo o alcoolismo como doença, encontrou ajuda no "A.A" ( ALCOÓLICOS ANÔNIMOS). Hoje, temos um filho de 15 anos, fruto da sobriedade! Por isso torço por nosso colega e por todos os dependentes químicos. Digo-lhes o mesmo que disse ao meu "guerreiro" "LIBERTAR-SE DO VÍCIO, É VOAR COMO AS ÁGUIAS. ACIMA DAS NUVENS" Ao me lembrar desses momentos em minha vida, me emociono e agradeço a Deus a nossa perseverança, pois quando há numa família um dependente químico,todos acabam sendo prisioneiros do vício. E libertar-se é realmente voar sobre as nuvens. Desejo a todos: "Mais vinte e quatro horas" E muita paz!

17/10/2011 19:48 -
Dolce Vita
Olá Ysolda! Belo poema. Que teu amigo consiga vencer essa luta. Beijos querida

17/10/2011 19:43 -
CONCEIÇÃO GOMES
É uma luta titânica, mas ele será vencedor, com o apoio dos que lhe querem bem.

17/10/2011 18:11 -
Esther Ribeiro Gomes
Belíssima homenagem e incentivo ao seu amigo, querida Ysolda! Se Deus quiser, ele há de se recuperar, mas depende só dele! O alcoolismo é devastador, meu marido era alcoólatra e morreu aos 51 anos de cirrose, por não aceitar ser um alcoólatra! Grata por seu carinho, amiga! Beijo no seu coração, Esther

17/10/2011 17:37 -
Chagaspires
UMA BELA CORRENTE POR UMA CAUSA MERECIDA. ABRAÇOS POETISA

17/10/2011 17:34 -
Uende Lima
Ysoldinha, estamos juntos nesta corrente de força para com o nosso amigo. Muito oportuna sua homenagem, que também é a nossa homenagem. O nosso amigo tem uma qualidade rara, que é ser verdadeiro. Sabemos o que esperar dele, logo, conhecemos sua força. Fica na paz, beijos.

17/10/2011 17:15 -
anabailune
Tomara que ele consiga superar...

17/10/2011 17:01 -
MÁRIO FEIJÓ
Puxa querida, que lindo gesto. Beijos

17/10/2011 15:11 -
RobertoRego
Ysolda, parabéns a você pelos versos na mensagem de fé e esperança ao seu amigo. Que DEUS lhe dê forças para vencer o maldito vício da bebida. Querer é poder! Abraço forte, paz e alegria, poetisa! ...

17/10/2011 14:43 -
Miguel Jacó
Boa tarde Ysolda, seus versos ficaram perfeitos, e o seu amigo se tiver uma motivação forte consegue livrar-se deste mal, pois sou alcoólatra, e parei de consumir os produtos etílicos desde 9 de Julho de 85 Parabens pelo seu contundente texto, que Deus abençoe ao seu amigo neste sua batalha.MJ.


17/10/2011 13:06 - Tê Lima
Muito bem escrito a realidade deste fato. É muito bom saber que com esta divulgação aumenta o número de pessoas na torcida e nas orações que tanto ele necessita... vamos todos nessa! e para Glória de Deus, receber a vitória. Bjos Tereza Lima


17/10/2011 11:47 - Luciê Ramos
Bom dia Poetisa... E se me permite, conheço bem essa história, e por anos caminhei por esses caminhos. Sou alcoolatra, tenho comigo a doença do alcolismo (não sou mais bebedor), e acredite, é uma verdadeira tortura para o ser humano. Por experiência de vida, posso lhes assegurar: Ele não conseguirá encontrar uma saída sozinho. Eu tive que procurar ajuda... Na época, procurei o AA (Alcoolicos Anonimos), e somente através deles eu consegui superar o problema. Hoje, a 11 anos que não bebo mais... E a cada novas 24 horas, essa luta e esperança se renova. Não tenho méritos nessa conquista... Tudo agradeço ao trabalho de Alccolicos Anônimos, e tenho fé, acredito tranquililamente, que Deus haverá de iluminar esse seu amigo na luta pelo combate ao alcolismo. Mas advirta-o... Essa é uma luta permanente enquanto a vida existir, e é preciso que a cada dia nasça em nós um novo homem. Um xêro, exageradamente grande, pra você!!!

17/10/2011 11:05 -
Joseli Torres
Belas palavras culega e parabéns pelo incentivo!!!!!bjos.

17/10/2011 10:22 -
Silvia Regina Costa Lima
Olá **** Bom Dia! ***um dia de cada vez.... que bom que as pessoas tentam sair dos vícios que lhes fazem mal... poema sincero e sensível, menina... parabéns a ele* E hoje há também - Tempo - em meu soneto ****** Um beijo azul com saudades

17/10/2011 10:02 - inara
Muiiiiito bom!!!! Que a força interior que todos nós temos e as vezes até esquecemos do poder que ela nos dar! O torne forte muito mais e além do que nós pensamos que somos capazes!!!

17/10/2011 09:55 -
fabuloso
Linda forma de enxergar, lindo seu poetar Ysolda! Bjs...

17/10/2011 09:40 -
EDNA LOPES
Agra eu também sou da torcida.Manda meu abraço pra ele..Um beijão pra ti, querida. Saudades!




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SOU CRIANÇA





SOU CRIANÇA
De: Ysolda Cabral



Quem disse que não sou criança?
Quem afirmou tal infâmia?
Quem em sã consciência,
Diria tal absurdo?!

Ora, se vivo a correr e a brincar,
A cair e levantar,
A sorrir e a chorar,
Sem me preocupar...?!

Só um louco qualquer!
Ou um prá lá de invejoso,
Que tem um olho muito gordo,
Precisando de rezar...

Pedir perdão dos pecados,
Aos gritos e bem alto,
E Deus como é bonzinho;
Capaz de perdoar.

Portanto, meu amigo,
Trate de se lembrar!
Pois estou esperando de presente:
Nem que seja um ''oi'' ou um ''olá''

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Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T3271917

sábado, 8 de outubro de 2011

SERENATA NOS DIAS DE HOJE?!





SERENATA NOS DIAS DE HOJE?!
De: Ysolda Cabral





Por volta das quatro horas da manhã de hoje, ainda um tanto escuro, fui surpreendida por uma serenata. Bem debaixo de minha janela.

- Fiquei que nem me mexia... Quem estaria tocando pra mim?!

- Seria um poeta?! Um compositor apaixonado?! Eu não conhecia a música... Num misto de alegria, medo, curiosidade e expectativa; fiquei sem saber o que fazer...

- Será que estou acordada mesmo?!!! Belisco-me e dou um pequeno grito.

- Psiu!!! Silêncio, Ysolda. Todo cuidado é pouco e não vá espantar o seresteiro. A serenata pode ser pra sua irmã Inára, afinal ela dorme no primeiro pavimento, bem ao lado direito de você.

- Para minha filha não era. Além do quarto dela ficar do outro lado, quem na idade dela(21), nos dias de hoje, faria uma coisa assim?

A música continuava... Entretanto, eu não conseguia identificar o instrumento.

- Talvez um bandolim...

- Sim, era um bandolim!!!

Como mamãe tocava divinamente esse instrumento, concluí: é ela que desceu do Céu para me anunciar o amanhecer.

- Não!!!!

Aquela música deveria ser de alguém muito apaixonado, mais muito apaixonado mesmo...

E a grande dúvida voltou: pra mim ou pra minha irmã?!!!

- Bom, melhor que seja pra ela, pois ‘’gato escaldado tem medo de água fria’’.

Ah, mas este meu coração romântico e repleto de expectativas, insistia em querer que fosse pra mim!

Criei coragem e me levantei decidida, abrindo a janela com o coração querendo sair do peito e olhei para baixo.

- Era um celular!!!!!!

Alguém havia o esquecido na calçada, ao alongar-se no ‘’meu’’ Sombreiro, antes de sua caminhada em direção ao Mar...

Contou-me o vigia noturno, como quem pede desculpas.



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Publicado no Recanto das Letras em 07/10/2011
Código do texto: T3262577

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ACREDITE SE QUISER


ACREDITE SE QUISER
De: Ysolda Cabral




Não queria perder o bom humor nunca. Entretanto, está ficando cada vez mais difícil mantê-lo, uma vez que o mau humor se alastra feito peste.

No trânsito, então, é um verdadeiro ''estado de guerra''. Há uma irritação que paira no ar, deixando todo mundo em alerta, pronto pra briga.

Tudo está muito complicado, de ponta-cabeça, desorganizado...

Contudo, de vez em quando, nos surpreendemos com verdadeiras ''vacinas'' de bom-humor, e, de onde a gente menos espera a alegria de viver vem à tona e o sorriso toma conta geral.

Tenho recebido esta vacina, quase que diariamente, desde que resolvi deixar meu carro em casa e aderi ao transporte público (ônibus e metrô). Além de economizar um tempo considerável; não me estresso.

O mais surpreendente e importante é que descobri que as pessoas mais simples e humildes, são muito mais bem humoradas, educadas, gentis e felizes.

Estou adorando o translado casa/trabalho/casa de ônibus e metrô, porém quando digo isso a alguém do meu círculo de amizade, conhecimento e convivência, noto que sou olhada meio atravessado...

Acho que estou sofrendo discriminação, é mole?! (Risos)

- Como a humanidade é boba e metida à besta, meu Deus!

Hoje, na vinda, me surpreendi com o motorista dando bom dia a todo mundo, e, com um aperto de mão! O ônibus estava lotado, muita gente em pé e ele nos fez rir todo o trajeto.

Outro dia assisti a um show, de voz e violão, de um paraguaio que quase me fez perder a minha parada.

- Acredite se quiser!



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Publicado no Recanto das Letras em 06/10/2011
Código do texto: T3260888

terça-feira, 4 de outubro de 2011

POEMA MALDITO



POEMA MALDITO
De: Ysolda Cabral


Eis o desencanto explicitado,
Da alma em manifestação contundente,
Em declínio, em pesadelo, em desalinho,
Febril e descontente.

E às mais indignadas expressões de sentimento;
Queimam por dentro em desassossego,
Em desespero e em cruel sofrimento.

E os ditos de amor mais bonitos,
São calados, reprimidos, eliminados,
Pela insensatez dos equivocados.

Eis a alma exposta, em revolta e sem pudor,
A proclamar em verso seus delírios,
Vividos em poema maldito,
Por um coração partido de dor.

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Publicado no Recanto das Letras 04/10/2011
Código do texto: T3257216

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O AMOR EM SUAS MÃOS



O AMOR EM SUAS MÃOS
De: Ysolda Cabral


O tempo passa,
Sinto você e o nada,
A alegria acaba.
Cadê você que não me acha?

Acordei tarde,
Tive pesadelo.
Só sonho acordada!
A Vida e suas tapas...

Procuro o silêncio,
Apenas por um momento.
Preciso escutar meus pensamentos!
Há um tsunami em minha mente...

Você sabe e sente.
Preste atenção,
Só por um instante,
Mesmo que esteja longe.

O sentimento é profundo,
Belo e fecundo,
Bem maior que o mundo,
E, está em suas mãos.


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Publicada no Recanto das Letras em 30/09/2011
Código do texto: T3249661

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A LEVEZA DA FORÇA BRUTA



A LEVEZA DA FORÇA BRUTA
De: Ysolda Cabral





Estava de bobeira na noite de domingo passado, sem vontade de absolutamente nada, quando resolvi fazer um ''tour'' pelos canais de TV.

Impaciente, mudava de canal o tempo todo. De repente, me deparei com um canal, o qual apresentava o novo ''clipe'' da cantora Marisa Monte.


No ''clipe'', que servia de ''pano de fundo’’ para sua nova música; a cantora e compositora dançava com o lutador ''Aranha”, Anderson Silva, campeão mundial de MMA - Artes Marciais Mistas. (Nascido na cidade de São Paulo, mudou-se ainda pequeno para Curitiba, onde começou a treinar Taekwondo com 7 anos de idade, esporte no qual se tornou faixa preta aos 18 anos. No Muay Thai, Anderson foi o segundo faixa preta formado pelo Mestre Fábio Noguchi em Curitiba. Ele também é faixa preta em jiu-jitsu dos irmãos Nogueira (Minotauro e Minotouro). A origem de seu apelido, Aranha, vem de um anuncio que citou o aranha por causa de uma camisa que usava no dia de um evento, minutos antes dele entrar no ringue e até hoje esse apelido perdura). Dados coletados no site abaixo indicado.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anderson_Silva.

Fiquei encantada com a leveza da ''força bruta'' bailando com o lindíssimo cisne branco - Marisa Monte. A beleza, a elegância, o romantismo e o leve toque de sensualidade e poesia, se completavam na harmonia do ''colorido’’ preto e branco.

- Que coisa mais bonita!

Depois daquele momento de pura beleza, leveza, música e poesia, fui dormir pensando no quanto a Vida é mestra na arte das surpresas e contradições.

*****

Publicada no Recanto das Letras em 29/09/2011
Código do texto: T3247458

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O CASAMENTO DO BATATINHA



O CASAMENTO DO BATATINHA
De: Ysolda Cabral





Batatinha, colega de trabalho competente, simpático, educado, prestativo e muito bonachão, se casou com uma bela professorinha, residente a mais de 130 km do Recife. Casou de fato e de direito, numa cerimônia simples e na presença, apenas, dos seus familiares.

Após o casamento, nada se modificou na vida do jovem casal, uma vez que, nem ele poderia ir morar no interior, pois seu emprego é aqui no Recife, e, nem ela poderia transferir o seu emprego para cá.

Tudo estava na mais perfeita ordem (igualzinho ao que era antes de quando noivos) até que, Batatinha resolveu contar para seus amigos a novidade. E foi aí que a coisa pegou e pegou pra valer.

Os ''amigos'' festeiros, cachaceiros e muito bagunceiros exigiram, de Batatinha, uma comemoração. Fábio, o mais terrível de todos os amigos, foi logo avisando que poderia ser um churrasco, desde que fosse servido carne de primeiríssima qualidade. ''Pra gaúcho nenhum botar defeito'' enfatizou. Caso contrário, sairia do churrasco falando mal do amigo.

Com relação à bebida, disse para não se preocupar muito, pois se daria por satisfeito com duas latinhas de cachaça. Contanto que fosse cachaça mineira ou paraibana. Observou!

Cheguei exatamente quando as exigências estavam sendo feitas e fiquei preocupada com meu amigo recém-casado.

Indignada com Fábio lhe perguntei se ele não tinha mãe...

Este fato ocorreu semana passada e o churrasco se realizou no último final de semana.

Há pouco fui à cantina e encontrei Fábio...

- E aí, como foi o churrasco?!

Ele me respondeu, na maior cara de pau, que não havia comparecido, pois justo naquele dia seu time havia jogado. E, que, escolhera ir pro jogo.

- Fiquei ''rosa-chiclete''...

Nisso, chegou outro amigo, o Miudinho, (ele tem quase dois metros de altura) o qual logo se apressou em me mostrar às fotos da festança.

A primeira era de um bonito prato de farofa de cuscuz, acompanhada de uma carne de porco, muitíssimo bem assada na brasa, e, por demais suculenta.

E, enquanto Fábio se indignava com a foto, eu ficava sem poder falar de tanta água na boca.

- Eu devia ter ido nesse churrasco e nem precisava da cachaça!

******


Presentes no evento: Sr. e Sra. Alexandre, Sr. e Sra. Denis, Sr. e Sra. Thifanny, Sr. e Sra. Gilmar, Sr. e Sra. Kico, Sr. e Sra. Clécio e Miudinho, sozinho e a procura; entre outros que não foram anotados, por Miudinho, por absoluta falta de condição.

- Cachaça faz cada uma!!!

Em tempo: Esta crônica tem o objetivo de registrar o mais lindo momento da vida de um bom e querido amigo, bem como, alertá-lo em relação à ''certos'' amigos. Hahahahahaha

Ah, já ia esquecendo de dizer que seu ''chefe'' Wile, mandou dizer que não compareceu ao churrasco por conta de um desarranjo intestinal, viu, Batatinha?! Hahahahaha

******


Publicado no RL em 27/09/2011
Código do texto: T3243839

domingo, 25 de setembro de 2011

ESTOU AQUI



ESTOU AQUI
De: Ysolda Cabral


Com o olhar perdido em algum lugar,
Os pensamentos numa rapidez supersônica,
Vão do antes do útero da mãe,
Ao infinito do inexplicável absurdo.

Surdo, mudo, luto.
Não respiro!
Transpiro o mundo...

Estou no fundo,
O sentimento é profundo;
Meu tudo.

De repente o silêncio incomoda,
Sacode-me, me acorda...
De súbito dou um pulo e grito:

Hei, ainda estou aqui!
Bem aqui neste mundo.

**********


Publicado no Recanto das Letras em 25/09/2011
Código do texto: T3239791

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

MINHA PRIMEIRA OBRA DE ARTE

MINHA PRIMEIRA OBRA DE ARTE
De: Ysolda Cabral





Quando criança eu não fui mais peralta por absoluta falta de tempo. Como mamãe fazia questão de organização e disciplina, tínhamos hora pra tudo e eu, por não gostar nem um pouco disso, cumpria minhas obrigações, com eficiência e rapidez, para logo ir brincar.

Minha irmã mais velha, muito estudiosa e “puxa-saco” de mamãe, às vezes brincava comigo, mas suas brincadeiras eram muito chatas. Quando não era de escolinha, era de boneca. Eu de irmã das bonecas e ela de mãe que mandava em todo mundo.

- Ah, eu odiava!

Eu gostava mesmo era de brincar na rua. Apostar carreira, jogar bola, brincar de pega-pega, andar de bicicleta... Subir nas árvores e colher seus frutos - goiaba, carambola, acerola, pitanga e azeitona. Esta última deixava a gente com a língua azul e eu achava o máximo.

Certa ocasião a brincadeira estava tão boa que perdi a hora. E, ao chegar em casa, toda suja e esbaforida, papai já estava. Resultado: fiquei de castigo. ( Sem sair do meu quarto por todo o final daquela semana.)

Fiz “greve” de fome - me garantindo nos biscoitos e chocolates prestígio que eu mantinha em lugar estratégico para as emergências - e passei a chave na porta. - Eu não saia, mas também ninguém entrava.

No primeiro momento me ocorreu muita coisa interessante pra fazer. Registrar no meu diário a minha injusta e arbitrária “prisão”. Ler e reler meus livros de contos de fadas, ou me divertir com a turma da Disney, uma vez que, eu fazia coleção das revistinhas do Pato Donald, Tio Patinhas, bem como da Luluzinha, do Bolinha, entre outras.

Foi então que tive uma brilhante idéia: desenhar, numa das paredes da minha “prisão,” um Tio Patinhas gigante.

Papai acabara de pintar toda a nossa casa. Por fora verde e branca, e, por dentro branco neve.

Uma beleza de “tela”! Tão branquinha...!!!

Contudo, havia um problema: eu não dispunha de escada e a cartola do tio Patinhas, no meu projeto, teria que ficar rente ao teto e suas patinhas rente ao chão.

Depois de muito refletir, concluí que precisava, primeiramente, “construir” uma escada. Então, em cima da minha cama, coloquei a mesinha de estudo. Por sobre a mesinha de estudo, uma cadeira. E, em cima da cadeira, um banquinho.

Equilíbrio não era o problema, pois eu tinha de sobra. ( Literalmente falando, claro!) Mesmo assim, alcançar o teto e começar a desenhar minha primeira obra de arte, com um lápis grafite, não seria coisa fácil.

Alonguei bastante, gastei uns três ou quatro lápis de ponta grossa, caí várias vezes, me esborrachando no chão, mas consegui.

E, ao receber meu “Alvará de Soltura”, só não voltei pro “xilindró” porque mamãe achou minha obra de arte um espetáculo... Bonita demais, disse- me ela.

Ah, saudades de mamãe, saudade de ser criança...!

Saudades de mim...

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Publicado no recanto das Letras em 05/09/2011
Código do texto: T3202657



sábado, 3 de setembro de 2011

CORAL DO AMANHECER



CORAL DO AMANHECER
De: Ysolda Cabral



Não vi tanto vento no mês de Agosto,
Como estou vendo no mês de Setembro.
Agorinha mesmo, da minha varanda,
Divertia-me olhando as tentativas inúteis
Do Sombreiro em ficar quieto.

Fiquei a refletir...

Se o vento não lhe desse trégua,
Onde seria o pernoite
Dos pássaros da redondeza?

A noite chegou, o vento diminuiu...
E o Sombreiro sossegou.

Mas, cadê os passarinhos?!

De repente me senti triste...
Tão desamparada!

Será que o ''Coral do Amanhecer’’
Me acordará a manhã cedinho?

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Publicado no Recanto das Letras em 03/09/2011
Código do texto: T3199119

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CATANDO CONCHAS




CATANDO CONCHAS
De: Ysolda Cabral


Colares baratos ou caros,
Na panela de barro,
Porta jóia improvisado,
Colo estupefato...

Surpresas de lado;
Falsos diamantes e rubis,
Pedras bonitas e enganosas,
Compradas a troco de muito;
Ou quase nada...

O colorido é bonito,
Porém falso.
- Mas tanto faz -
O brilho reluz, mas não seduz.

Entre elas lindas conchas marinhas.
- Verdadeira riqueza -
Trazidas da beira da praia,
Em finais de tardes enluaradas.

Ah, como era bom catá-las!



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Publicado no Recanto das Letras em 02/09/2011
Código do texto: T3197251

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SEGREDO QUE DIVIDO - YSOLDA & LUCIANA CAPPELLI

Imagem Google


SEGREDOS QUE DIVIDO
De: Ysolda Cabral


Na contradição dos meus versos,
Vou ''dissecando'' a minha alma,
Tentando entendê-la, aquietá-la...
Com paciência e muita calma.

Por mais que eu a estude e analise,
Não consigo entender alguns deslizes,
E em confronto com a religião,
Sou uma constante adivinhação.

Somos um eterno desencontro,
Nos caminhos desconhecidos da vida,
E de surpresa em surpresa encontro,
A paz entre nós duas de maneira linda.

O poder do pensamento positivo,
A aceitação dos altos e baixos,
A fé em Deus, meu ponto alto,
São os segredos que ora divido.

Portanto, pode tirar proveito,
Daquilo que ora escrevo,
Pois não importa a situação,
É na alma que está a explicação.

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Interação digna de destaque

31/08/2011 22:18 - luciana vettorazzo cappelli

Quando tudo silencia
as atribulações do dia a dia
os fracassos e os exitos
estamos nós e a nossa companhia

nossa alma
nosso coração
nossa riqueza
nós e a nossa mesa

e lá nunca tem pobreza
nós e a nossa alma
somos uma fortaleza....

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Obrigada, minha amiga querida. Adorei!!!

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Reeditado, como Dueto, no Recanto das Letras
Em 01/09/2011- Código do texto: T3192488

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Publicado no Recanto de Letras em 31/08/2011
Código do texto: T3192488


http://www.recantodasletras.com.br/autores/ysoldacabral

terça-feira, 30 de agosto de 2011

NO SILÊNCIO DA SOLIDÃO



NO SILÊNCIO DA SOLIDÃO
De: Ysolda Cabral


Na tranquilidade deste momento,
Deixo-me levar pelo pensamento.
Na tranqüilidade deste momento,
Faço planos em contentamento.

Na tranquilidade deste momento,
Sou o próprio tempo... Bem lento.
Submeto-lhe à minha vontade,
Ele acha graça... Está bondade!

Sorrio me achando o máximo,
E no silêncio da minha solidão,
Consigo aquietar meu coração.

De repente tudo se torna um fardo,
Sou a própria agonia... Sou ira!
Contudo, não irei em seu encalço.

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Publicado no Recanto das Letras em 30/08/2011
Código do texto: T3190979

domingo, 28 de agosto de 2011

GOSTO DE GENTE...

GOSTO DE GENTE
De: Ysolda Cabral


Gosto de gente...!
Que se doa sem saber por quê,
Que sente mais do que vê,
Que passa pra gente só coisas boas,
E puras... Pra valer!!!

Gosto de gente...!
Que é dada a pequenos gestos
E com eles,
Tece lições fortes de ternura
Com a maior delicadeza,

... Que tem os pés no chão
O coração na natureza
E a cabeça na imensidão do universo
Quando azul ou não

Gosto de gente assim que nem você!!!

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Obs.: O texto acima, escrevi em forma de pensamento há tempos atrás. Hoje, ao trazê-lo para o RL, o talentoso poeta paraibano, Luciê Ramos, lhe deu a forma de poesia.

Adorei!!!


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Publicado no Recanto das Letras em 28/08/2011
Código do texto: T3186674

VOANDO ALTO




VOANDO ALTO
De: Ysolda Cabral


A alegria e a tristeza,
A beleza e a fealdade,
Misturam-se na paisagem.

A poesia em contradição,
Deixa minha alma em conflito.
Estou sem direção...

Meu coração bate acelerado.
Cadê minha imaginação?!
Preciso sair do chão...

Voar bem alto;
Fugir do asfalto;
Não sofrer assaltos...

Que pena não ser pássaro!
Se fosse voaria até as nuvens,
E lá, me sentiria em teus braços.

Juntos e embalados pela brisa;
O ''Espaço Tempo''
Nunca mais existiria.

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Publicado no Recanto das Letras em 26/08/2011
Código do texto: T3183500

NO TRANSPORTE MUSICAL




NO TRANSPORTE MUSICAL
De: Ysolda Cabral





Algumas músicas me transportam para o mundo da poesia. É desta forma que me recomponho das decepções e tristezas que a vida nos impõe quase que diariamente.

No mundo da poesia saro minhas dores e feridas e, de alguma forma, contribuo para a cicatrização até das feridas que não são minhas. Fato que me deixa feliz, recompensada e não me canso de dar Graças.

Entretanto, há músicas belíssimas, as quais marcaram momentos tão importantes e significativos na minha vida que evito escutá-las, pois não me levam ao mundo da poesia e sim ao mundo da saudade, da nostalgia...

Ao mundo descolorido do desencanto... Lugar onde a gente grita e nem o eco responde.

Sair de lá não é fácil! Hoje, não resisti...

Agora, já nem sei mais o que digo, nem o que penso e nem muito menos o que sinto.

Os dedos, lentos no teclado, como se fosse piano, buscam encontrar notas musicais alegres e só encontram dissonantes.

Paro e olho, através da janela, o dia que também chora...

E, a bela e solitária papoula vermelha, ontem aberta e feliz, está fechada em copas.



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Publicado no Recanto das Letras em 25/08/2011
Código do texto: T3181027



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

REFLEXÃO ALEATÓRIA - VII



REFLEXÃO ALEATÓRIA – VII
De: Ysolda Cabral


Apesar dos desencantos,
Apesar dos desenganos,
Apesar dos desencontros,
Apesar da escassez de bondade,
Apesar da pouca solidariedade,
Apesar da pouca sinceridade,
Apesar da falta de compreensão,
Apesar de tanta ambição,
Apesar de tanta prepotência,
Apesar de tanta impertinência,
Apesar de tanta indiferença,
Apesar da vaidade tola e bestial,
A qual muitas vezes leva a morte;
Viver ainda vale à pena.


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Publicado no Recanto das Letras
Em 24/08/2011 - Código do texto: T3179686

domingo, 21 de agosto de 2011

SEM LHE DIZER ADEUS




SEM LHE DIZER ADEUS
De: Ysolda Cabral


Ah, Ysolda!
Você cantava, dançava, sorria,
Chorava,caia, levantava...
E vivia... E vivia... E dizia:
Um dia eu vou ser bem feliz...

Ah, Ysolda!
Sem pensar em você,
E quase sem nenhum querer,
Você foi se deixando levar,
Se contentando com migalhas.

Ah, Ysolda!
A vida passa rápida,
Como num passe de mágica,
E, você não se dá conta!
Continua enganada?!

Ah, Ysolda!
''Na Insustentável Leveza do Ser’''
Você continua a sonhar e a dizer:
Um dia eu vou ser bem feliz...
E você apenas diz.

Ah, Ysolda!
Você falou, falou, falou,
E não fez nada?!

Ser feliz é ser agora...
Antes que a vida vá embora
Sem lhe dizer adeus.

*****

Publicado no Recanto das Letras em 21/08/2011
Código do texto: T3174081

MAIS DE 100.000 LEITURAS NO RL






Queridos leitores e amigos,

O talentoso escritor recantista, Tristão de Alegrette, meu amigo querido, acaba de chamar minha atenção para o número de leituras contabilizado hoje em minha escrivaninha: mais de cem mil leituras.

Nossa Senhora! Para mim é demais da conta. (Risos)

Estou super, hiper feliz!!! Emocionada, muito emocionada...

Ao chegar aqui, a convite do maravilhoso escritor, Lúcio Alves de Barros, não esperava ir tão longe.

Muito obrigada, de verdade mesmo!

Um abraço pernambucano e uma rosa para cada um de vocês com todo o meu carinho.


Ysolda Cabral
Publicado no Recanto das Letras em 19/08/2011 (aniversário de mamãe)
Código do texto: T3170293





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Em tempo: Como uso este blog para arquivo de tudo que publico no RL, vou transportar os comentários do referido site para cá. O objetivo é guardar a lembrança de amigos, poetas e escritores, muito especiais, os quais com seus generosos comentários, me deixaram orgulhosa e recompensada em relação à minha “obra literária”, realizada sem nenhuma pretensão maior, porém com muito amor e em momentos de alegria, tristeza e de saudade. Sem escrever – dom que agradeço a Deus - seria bem mais difícil viver.



Comentários


21/08/2011 22:20 - Dolce Vita
Você merece muito mais! Parabéns, Ysolda! Beijos querida



21/08/2011 21:48 - CONCEIÇÃO GOMES
Como disse a Angela, me orgulho de fazer parte desses numeros. Voce merece.



21/08/2011 19:35 - Ângela M Rodrigues O P Gurgel
Orgulho de fazer parte destes números. Afetuoso abraço
.




21/08/2011 19:20 – INARA CABRAL ( MINHA IRMÃ)



QUE MARVILHA MINHA IRMÃ!!! PARABÉNS !!! NA VERDADE NÓS É QUE VIBRAMOS POR TANTA INSPIRAÇÃO!!!! QUE DEUS ABENÇOE SEMPRE! E ,MUITA, MUITA PAZ NO CORAÇÕ! BJS



21/08/2011 18:16 - EDNA LOPES
Querida, para além dos acessos(sou desligada pra essas matemáticas) sei o que me emociona.Ler vc é uma maravilha pela humanidade que transborda em cada texto.Beijo,Parabéns e saudades de você!



21/08/2011 11:15 - Miguel Jacó
Bom dia Ysolda, ninguém atinge a esta marca sem muita determinação, e você teve, parabens, a mim tem sido um prazer apreciar e comentar os seus rigorosos textos, e sei que continuaras a nos brindar com estas excelência literárias, beijos, MJ,



21/08/2011 02:54 - nana okida
100.000 leituras é só para quem já se consagrou neste recanto...portanto, 100.000 mil beijos para você!!!



20/08/2011 22:24 - Adria Comparini
Ysolda, vim aqui ler algum poema seu e encontro esta linda comemoração...que legal! receba meus parabéns e meu abraço, repleto de admiração! E vou pegando a minha rosa, que não sou boba...rs ( adoro rosas!) beijos a você..continue iluminando nossos olhos e nossa mente! Adria.



20/08/2011 21:49 - Fernanda Xerez
Eu entro e deixo a 100180a. leitura e ainda meu comentário. Vc merece, linda Ysolda. Vc merece. *** A Paz do Senhor!! *** Beijo Perfumado



20/08/2011 19:41 - Luciê Ramos
Minha Adorada Poetisa...! - Sinto-me orgulhoso de você - Ninguém consegue 100.000 leituras por acaso, ou escrevendo bobagens. Obrigatoriamente faz-se necessário três coisas: Saber dizer para os corações; Falar de alma para alma; E as vezes até... Saber dizer para si mesma. Minha Querida Ysolda...! Há pessoas que nasceram iluminadas..., Para brilhar..., E você parece ter trazido essa condição como sina: Nasceu para ser estrela! E acho que já te disse isso outras vezes: A sua melhor característica é a Luminosidade. Parabéns Minha Doce Amiga!!! E acredite... Por ser seu amigo e admirador, sinto-me vitorioso pela sua conquista, fazendo minhas em relação a você, as doces expressões de um famoso pensador francês, Saint Exupere: "Se a cada dia que passa tu fores uma centelha de luz... No final de tua vida terás iluminado o mundo". Beijos Poetisa, carinhosamente... Neste teu coração Perfumado!!!



0/08/2011 15:42 - Esther Ribeiro Gomes
Parabéns, querida Ysolda, você merece, porque escreve muito bem! Grata por seu carinho e pela bela rosa! Concordo com Lena, vc está linda na nova foto! Beijo no seu coração, Esther



20/08/2011 15:24 - Maria Socorro Costa
Querida maiga; Quero barabenizar-te por ter atingido mil trabalhos ,que nos encantaram ,emocionaram e nos fizeram refletir . Com o teu talento de escritora e poeta que nos contagiam. Muitas felicidade e luz na tua vida;Te adoro;msocorro



20/08/2011 13:39 - lenapena
PARABENS, PARABENS, PARABENS. Que venha logo os 200 mil........ Um bj (está linda nessa foto)



20/08/2011 13:31 - Claudia Braga (grande poetisa, escritora e amiga)
Ysolda, pessoa linda, traduz como poucos os sentimentos mais fortes em palavras suaves de forma tão tocante e profunda. Sou fã de carteirinha. Sua poesia já está aqui nas montanhas de Minas Gerais. Beijos e muito sucesso. Cláudia (Electra)



20/08/2011 12:09 - Anita D Cambuim
Cem mil, cento e cinquenta e uma, comigo. Maravilhoso, não é? Você merece, Ysolda. PARABÉNS.



20/08/2011 09:25 - Betinamarcondes
Bom dia minha amada...como não poderia deixar de ser.,...vim aumentar esse número aí ...estamos caminhando lado a lado na leitura...e na vida ----poesia...linda foto- saudades...a Lannna agora é "só lovi" Juan Gabriel...uma graça de netinho...ela o empresta pra mim de vez em quando...rsrss.bjus.



20/8/2011 08:24 - Silvanio Alves
Sabe, poetisa, fico emocionado por ti!! Atingir e superar essa marca consolida o teu talento e tua inspiração!! Nós é que ganhamos com isso!! aplausos!!



20/08/2011 06:36 - igs (Israel Galdino)
Meus parabéns querida poetisa é o carinho que fala mais alto ok beijos...israel







20/08/2011 03:23 - Ansilgus
Boa madrugada Ysolda. Sabe, você é de uma simplicidade contagiante, a ponto de não haver notado essa excelente marca de mais de 100000 leituras. Isso demonstra, com certeza, o quanto é aceita entre os seus colegas e amugos do recanto das letras, em face de suas costumeiras e belas composições nas mais variadas modalidades. Meus parabéns, um grande abraço, grato pela sua solidariedade....ansilgus...bom final de semana.





19/08/2011 23:49 - ANGELA ROLIM
Você merece, minha linda amiga poeta, isto e muito mais! Sua mensagem de condolências deixada em minha escrivaninha mui me emocionou e quero agradecer pela sua sensibilidade e apoio neste momento tão difícil! Um abraço!





19/08/2011 23:23 - Miguel Soares ( um grande e querido amigo)
Eu quero é mais um zerinho aí. KKKKKKKK Parabéns, Ysoldinha





19/08/2011 23:06 - Maria Olimpia Alves de Melo
se te lemos tanto é porque gostamos.
19/08/2011 22:58 - betyy viotto- vegetariana
Te amo demais minha amiga querida. Linda poeta...





19/08/2011 22:36 - DOCE VAL
Parabéns querida Ysolda! Tenha certeza, que todas elas foram merecidas, pois voce sempre nos encanta com seus textos belos e perfeitos...beijos no coração e um fds de paz e luz.





19/08/2011 21:53 - Tristão de Alegrette
100 mil e mais 100 já. Até parece a inflação dos anos 80, subia adoidadamente (rsrsr) Você merece, Ysolda, pelo carinho que tem com todos aqui do Recanto. Outros 100 mil virão logo logo. Bjão!

19/08/2011 21:17 - Yauanna Cabral Cavalcanti (
FILHA)
Eita, mamãe! Que coisa boa! Você merece muitooooo mais... Beijos, amo você. Continue a escrever, pois adoramos.






19/08/2011 21:13 - pacomolina
Ola Isolda. Parabens e vamos caminhando para 200.000. e o que desejamos. Otimo final de semana e tudo de bom.






19/08/2011 21:11 - Eu daquí
Meus parabéns, gostaria de estar aqui para celebrar contigo 200 mil leituras, 300,400.....






19/08/2011 21:01 - Angela Ramalho
Meus parabéns por tão significativa marca!






19/08/2011 20:59 - gilms
Parabéns pela grande marca alcançada, espero que continues muito mais tempo em nossa companhia, abraços.






19/08/2011 20:58 - Nativa
Muito bom, poetisa! Parabéns. Bjs.

Ysolda Cabral
Recife/PE - Brasil
795 textos (100210 leituras)




http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=39114






QUE NEM PASSARINHO



QUE NEM PASSARINHO
De: Ysolda Cabral


Acordei como os passarinhos,
Cantando, saltitando, voando,
Vendo tudo colorido, iluminado.

A claridade não ofuscava,
Eu não estava sonhando,
Estava de novo feliz e brincando.

A vida de repente se modificava,
E eu estava em cada movimento seu;
Girando, girando e girando...

Afinal o que estava acontecendo?
E meu inimigo mais ferrenho
Respondeu:

O dia está nublado e escuro,
E a Luz que você vê vem de você.
Você está apaixonada!!

Veja com seus próprios olhos!
Não seja covarde!!
Crie coragem e venha até aqui.

Então fui e quase morri de susto,
Pois o rosto que vi no espelho,
Era mesmo de um rosto apaixonado.

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Publicado no Recanto das Letras em 19/08/2011
Código do texto: T3169190
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Obs. 19/08 - Aniversário de mamãe
(Papai lembrou!!!)
Amamos você e sentimos muito a sua falta.



A VINGANÇA




A VINGANÇA
De: Ysolda Cabral


Não mais protestarei
Não mais me rebelarei
Não mais me indignarei

Nada mais direi
Nada mais reivindicarei
Nada mais sonharei

Assim...

Não vou sofrer mais
Não vou chorar mais
Não vou esperar mais

Se ainda quero notícias suas?!
Talvez...

Para não responder jamais.

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Publicado no Recanto das Letras em 18/08/2011
Código do texto: T3167456

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

TEMPOS MODERNOS X SALVE-SE QUEM PUDER



TEMPOS MODERNOS X SALVE-SE QUEM PUDER
De: Ysolda Cabral




Não sou falsa moralista, não sou do século XVIII, nem do século XIX. Sou do século XX, vivendo no século XXI, tentando compreendê-lo e aceitá-lo da melhor forma possível.

Preciso de psicólogo e/ou psiquiatra tanto quanto a maioria das pessoas precisa, apenas não tenho disponibilidade de tempo e nem de dinheiro para minimizar tal necessidade. Assim, vou vivendo um dia bom, um dia ruim e outros mais ou menos.

Vezes há que recorro à oração; a poesia; aos meus livros; filmes e discos preferidos e às caminhadas pela praia, na tentativa de colocar a cabeça no lugar e aquietar as emoções, para saber o que fazer quando as dificuldades se apresentam de maneira mais agigantada.

A intempestividade muitas vezes causa um estrago danado na vida da gente, contudo se pararmos para refletir iremos facilmente constatar que ela teve suas razões para acontecer e o saldo sempre é positivo, pois nada acontece por acaso.

Errar é humano, porém permanecer no erro é covardia, e, repeti-lo é, no mínimo, burrice.

O tempo passa muito rápido... Principalmente quando somos jovens.

Infelizmente, para a maioria de nós, este fato só é percebido quando o tempo já passou, levando com ele todas as oportunidades de construirmos algo de proveitoso para o nosso próprio futuro. Algo que nos faça verdadeiramente felizes e quê nos dê a sensação de dever cumprido. E, isso, só é possível através da educação, de muito estudo e de trabalho digno e honrado, pois sem eles nada construímos.

Esse entendimento anda meio esquecido, nos dias de hoje. A coisa está cada vez mais descontrolada e a competitividade é na base do vale tudo e muito desleal.

Não há como aceitar uma coisa dessas!! A ‘’zorra’’ está ficando generalizada.

A maioria das crianças brinca de ser adolescentes, os adolescentes brincam de ser gente grande e gente grande, quando não é omissa, se expõe ao ridículo quando fala em valores morais, em respeito, em ética, em Deus, em honrar pai e mãe e por aí vai...

As famílias estão destroçadas, distorcidas e com outras caras...

O amor e o romantismo são coisas do passado... O flerte, a paquera é na cama e o namoro é casamento. Onde já se viu uma coisa dessas?!

Claro que o sexo é salutar, normal e muito bom. Desde que seja com a pessoa certa e no tempo certo, caso contrário nem seríamos animais racionais.

Infelizmente estes valores não vêm sendo observados e o resultado é que hoje mais de 80% dos nossos jovens são portadores do vírus HPV - "HUMAN PAPILOMAVIRUS", vírus universal, que não tem preferências quanto a sexo, idade, posição social, raça e muita pouca gente sabe disso.

Para este vírus não adianta camisinha em lugar algum - nem no pênis, nem na língua, nem em todos os dedos. Nem se você se vestir de camisinha da cabeça aos pés. Contudo, existe uma vacina, a qual deverá ser ministrada no seu filho(a) a partir dos nove anos.

Você,caro leitor, sabia disso?

Pois existe e é bom correr pra vacinar seu filho o quanto antes.

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Imagem coletada no Google

Publicado no Recanto das Letras em 17/08/2011
Código do texto: T3165131

domingo, 14 de agosto de 2011

TELA BRANCA




TELA BRANCA
De: Ysolda Cabral


A tela branca,
Seu íntimo perscruta,
E nada encontra.

O dia está branco,
Sob um Manto Santo.
Lírios dos Campos,
Tanto pranto!

A noite já vai chegar...

Há um vento frio e hostil,
Há um medo pairando no ar,
No Mar...

O pensamento está a mil,
O sonho ainda é anil.
Que ele aconteça,
Ou, definitivamente, desapareça.



**********


Publicado no Recanto das Letras em 14/08/2011
Código do texto: T3159130

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

FORMIGUINHAS NO ESCORREGO



FORMINHAS NO ESCORREGO
De: Ysolda Cabral



Hoje estou muito feliz,
Muitas folhas docinhas eu comi,
Inventei uma nova brincadeira,
De escorregar de bumbum pela ladeira.

Chamei minhas irmãzinhas,
Para comer também as folhinhas,
Brincamos muito no ''escorrego'',
E só depois fomos pro nosso formigueiro.

Quando lá chegamos,
Sujas, cansadas e satisfeitas,
A mamãe formiga estava uma arara,
E o papai formiga dava risada.

Corremos então para o banho,
Ficamos cheirosas e limpinhas,
Depois fomos estudar o bê-a-bá,
Pra mamãe não mais brigar.

À tardinha, por ela autorizadas,
Voltamos para ladeira,
Silenciosas e enfileiradas,
Pra lá no alto esperar a lua cheia.

*****

* Para Ylana
( Na foto com a mãe Yrama, minha sobrinha.)
Publicado no Recanto das Letras em 12/08/2011
Código do texto: T3155281

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

PROBLEMA ''DENTESCO''



PROBLEMA ''DENTESCO''
De: Ysolda Cabral




Sofia andava meio triste e desencantada. Nada a alegrava e nem lhe fazia sorrir por mais palhaçadas que fizéssemos. Começou a se tornar uma companhia um tanto quanto desagradável.

Desde que se divorciou, há dez anos, não quis saber de se envolver com ninguém. Porém, ultimamente, notamos uma discreta modificação no seu comportamento. Desde a maneira de se vestir ao brilho no olhar.

Outro dia, no intervalo do almoço... Conversa vai, conversa vem... Sem querer, querendo... Descobrimos que Sofia está apaixonada por um ''pacato cidadão'', que conheceu na Internet.

Contou-nos estar recebendo belíssimas mensagens do referido pretendente e que, inclusive, já havia conversando com ele no MSN e via ''TORPEDO'' observando que, nessas ocasiões, percebera o quanto era educado, culto e inteligente além de lindo.

Entretanto, contou que ele passava a impressão de ser uma pessoa muito séria, pois nas fotos, as quais lhe enviara, em nenhuma delas ele sorria.

Neste momento a Zeli, nossa amiga ''baratinha'', perguntou se, conversando pela webcam, ele não sorrira, ou se, mesmo falando não dera para ela ver se ele tinha dentes...

- Eu posso com uma pergunta dessas?!

Sofia parou, pensou e disse que não sabia responder, pois ele não havia sorrido em nenhum momento e falando não tinha dado para ver se tinha dentes

- Eita, Sofia!!! Vai ver que ele usa chapa e por isso não sorrir, ou, talvez, fique sem ela quando está em casa... Concluiu nossa amiga ''tira gosto''.

Neste momento foi chegando alguns amigos e todos começaram a opinar e a darem risada...

- Ah, coitada da Sofia!

Não tive escolha e corri em seu auxílio. Logo eu que sou totalmente contra romances virtuais!

E, foi exatamente neste momento que, chegou o Baianinho, o qual andou se aproveitando de minhas férias em julho último, para ficar todo íntimo da ''baratinha'' da Zeli e encerrou a polêmica diagnosticando a questão como ''DENTESCA'' e com solução de apelo real.

- Mas que maldade!!! (Risos)

**********


Publicado no Recanto das Letras em 11/08/2011
Código do texto: T3153397



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

CADÊ AS CRIANÇAS?





CADÊ AS CRIANÇAS?
De: Ysolda Cabral






Desde menina sempre fui bem resolvida, mas usar o meu primeiro sutiã confesso que não foi nada fácil.

Morria de vergonha e só fui para o colégio com ele ''escondido'' por uma meia combinação, a blusa da farda e um casaco grosso de lã uma vez que, para minha sorte, estávamos em pleno inverno e Caruaru fazia muito frio.

Eu tinha onze anos e já bastante alta para minha idade, comecei a modificar minha postura para escondê-lo. Resultado; adquiri uma escoliose violenta, a qual terminou por me levar a uma clínica ortopédica por quase três anos.

Já a filha da minha colega de trabalho, de nove anos, acaba de lhe telefonar para comunicar que precisa ir urgentemente ao salão de beleza fazer as unhas - de florzinha - depilar as pernas, as sobrancelhas e, depois ao shopping comprar o seu primeiro sutiã.

Minha amiga pondera e com calma lhe recomenda ir devagar, até por que o pai anda preocupado e ''arquitetando'' um jeito de botar os ''pretendentes'' pra correr de sua porta, antes mesmo deles começarem a aparecer. A garota fica irredutível e argumenta que tem todo o direito, uma vez que já é uma ''pré- adolescente''.

Este fato me fez lembrar que, na semana passada dois irmãos – um de cinco e outro de seis - desmoralizaram um dos colégios mais tradicionais do Recife, driblando a segurança do mesmo ao saírem para fazer umas ''comprinhas'' nas imediações.

Neste momento chega a nossa sala outra colega, toda feliz da vida, acompanhada de três crianças: sua filha de quinze, o genro de 16 e o filho deles de poucos dias.

Fico a refletir o que será que este último ''aprontará'' quando estiver com apenas um ano?

-Cadê as crianças?!


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Publicado no Recanto das Letras em 08/08/2011
Código do texto: T3146823

domingo, 7 de agosto de 2011

NUMA FRAÇÃO DE SEGUNDOS




NUMA FRAÇÃO DE SEGUNDO
De: Ysolda Cabral



É impossível sonhar,
É impossível amar,
É impossível ter esperança,
Quando de tudo você faz drama.

Porém a vida é matreira,
Gosta de brincar... Dar rasteira...
De supetão pega você,
E lhe deixa que é uma beleza.

Aí você todo plácido, mansinho,
Sai cantando pela estrada,
Alegre que nem passarinho,
Assobiando e dando risada.

Então eu me pergunto:
Para que sofrer tanto,
Se tudo pode mudar,
Numa fração de segundo?



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Publicado no Recanto das Letras em 07/08/2011
Código do texto: T3144543