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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO
De: Ysolda Cabral


Observando o voo dos pássaros,
Seus belos e suaves pousos;
Na beira do rio quase morto,
Ou nas árvores de verde duvidoso;
Sinto do fundo da minha alma,
Que nem tudo está perdido.

Observando o gesto do menino de rua,
O qual se benze e agradece,
Pela pequena moeda recebida,
Com verdadeira e sincera alegria;
Sinto do fundo da minha alma,
Que nem tudo está perdido.

Observando o amor, a dedicação,
E o carinho de minha irmã,
Pela sua cachorrinha vira-lata de três patas,
- resultado de um atropelamento inevitável –
Sinto do fundo da minha alma,
Que nem tudo está perdido.

Observando o meigo rosto de minha filha,
Dizendo eu amo você mamãe,
- mesmo quando lhe dou um “grito” -
Sinto do fundo da minha alma,
Que nem tudo está perdido.


Observando o lindo e maltratado Mar,
Refletindo a luz do luar,
Inspirando poetas enamorados;
Sinto do fundo da minha alma,
Que nem tudo está perdido.

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É com este pensamento, de que nem tudo está perdido, e, de que ainda há esperança para todos nós, que encerro minhas “atividades literárias” neste ano no Recanto das Letras.

Aproveito para agradecer os setenta e oito mil acessos recebidos, os quais me surpreenderam e me estimularam a escrever com mais dedicação e zelo.

E, com votos sinceros de um Feliz Natal e de um Ano Novo repleto de Paz e Prosperidade para todos, extensivos aos seus familiares e amigos, me despeço com um forte e carinhoso abraço pernambucano.

Com respeito e humildade,

Ysolda Cabral


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Publicado no Recanto das Letras em 11/12/2010
Código do texto: T2665072