Google+ Followers

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O QUE VOCÊ FAZ COMIGO

O QUE VOCÊ FAZ COMIGO
De: Ysolda Cabral


Compus um poema de todo coração,
Com versos de puro sentimento,
E o vesti de Sol Maior na canção.

Num suave dedilhar constante,
De poucos acordes dissonantes,
Ensaiei o dia inteiro como dantes.

Ao cair da tarde,
Ocasião que o Sol se põe,
Você chegou cheio de saudades...

Larguei o violão e corri para você.

Quando da música me lembrei,
E quis mostrá-la pra você,
Constatei tê-la esquecido.
Que coisa mais incrível!

*****

Publicado no Recanto das Letras em 28/02/2010
Código do texto: T2112648

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

AMO VOCÊ DE VERDADE


AMO VOCÊ DE VERDADE
De: Ysolda Cabral



Pra você não tenho segredos,
Sou realidade, sou sonho,
E às vezes até sou pesadelo.

Com você sorrio a toa,
Choro de saudade e de raiva,
E, sei que você nem se abala.

Só pra você sou completa,
Sou eu mesma e da forma
Mais autentica e mais sincera.

Quando digo que lhe amo,
Adoro e quero bem,
Não fique bravo comigo,
E nem se avexe.
Apenas diga: eu também.

Se lhe der um beijo de surpresa,
Não tenha medo e nem se afaste,
Pois amo você de verdade.


Publicado no Recanto das Letras em 26/02/2010
Código do texto: T2108714

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

CIDADE DOS MORTOS

CIDADE DOS MORTOS
De: Ysolda Cabral


Ruas silenciosas...
Transversais vazias.
Na Cidade dos Mortos,
Nem choro e nem alegria.

Novos moradores chegam,
Trazidos pelas mãos de pessoas incrédulas,
Estarrecidas...

Um canto de pássaro desconhecido,
É nitidamente escutado.

Olho para os lados e para cima,
Vejo o Céu e árvores seculares.
Paro e penso: onde está a poesia?
E a realidade se impõe.

Vou embora com a certeza
De que um dia vou voltar
E, desta feita pra ficar.
Só não sei quando será.


Publicado no Recanto das Letras em 23/02/2010
Código do texto: T2103303

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PAPEL DE PRESENTE

PAPEL DE PRESENTE
De: Ysolda Cabral


Fecho os olhos bem devagar,
Coloco a mão esquerda sobre o papel
Do último presente que você me deu.

E não é que,
Ainda sinto nele a sua energia!
Parece até coisa do Céu.

O coração dispara. - Paro!
Respiro fundo,
Solto lentamente o ar
E constato:
Ainda estou no mundo.

O dia está tão bonito lá fora!
Até o Pé de Acácia,
Fora de época flora.

Preciso sair daqui agora...!
Preciso esquecer você...!
Antes que esta saudade,
Antecipe a minha morte.

*****
Publicado no Recanto das Letras em 22/02/2010
Código do texto: T2100886

domingo, 21 de fevereiro de 2010

ODEIO VOCÊ

ODEIO VOCÊ
De: Ysolda Cabral


Penso em você...
Engulo seco, perco o jeito...
Não amo mais você... Odeio!

Penso em você...
Sinto saudades, fico com raiva,
Meu dia fica sem graça,
E choro desamparada.

Penso em você...
Decido lhe arrancar do meu coração,
Da minha alma,
E jamais lhe fazer outra canção.

Penso em você...
Fico triste e sigo...
Com a minha alegre solidão.
**********
Publicado no Recanto das Letras em 21/02/2010Código do texto: T2099081

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

MÁGICO POR DE SOL




MÁGICO POR DE SOL
De: Ysolda Cabral


O olhar no infinito do nada,
Passa pra gente toda a inutilidade,
Dos enfeites como um rio sem vida.

Conceito de belo é elo pra enganos,
De sonhos vãos que, na medida do tempo,
Simplesmente destrói quaisquer planos.

Querer mudar tudo isso é impossível!
E o entardecer da vida se faz presente,
Em cada pedacinho da gente.

O olhar continua lá...
Lindo! Lindo!
Preso ao mágico Por de Sol,
Na espera de uma linda Noite Calma.
*****

Publicado no Recanto das Letras em 17/02/2010
Código do texto: T2092272

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

SÓ PEÇO QUE ME AME

SÓ PEÇO QUE ME AME
De: Ysolda Cabral

.

Ofereço-lhe amor de verdade,
Com rosas, jantares a luz de velas
E declarações apaixonadas.

Ofereço-lhe amor de verdade,
Com sabor de poesia,
Todos os nossos dias
E dormirei com você abraçada.

Ofereço-lhe amor de verdade,
Como uma música suave,
Que cantarei para você,
Mesmo que, pelo amor, desafinada.

Ofereço-lhe amor de verdade
Contudo, lhe imploro: por Deus!
Me ame com a mesma intensidade.

*****

Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2010
Código do texto: T2089112

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O AMOR PAIRA NO AR



O AMOR PAIRA NO AR
De: Ysolda Cabral



Caminho no calçadão de Boa Vagem. É domingo de carnaval e as pessoas me parecem tristes e desamparadas. Por mim passam homens e mulheres de todas as idades. Crianças e cachorrinhos de raça e até vira-lata. Todos me parecem iguais e abandonados. Não há alegria, apesar da época. No acostamento um veículo pára. O som está ligado. É Alceu que canta um frevo lindo e animado.

De repente percebo que a alegria contagia de tal forma que a inércia desaparece e todos dão sinal de vida. O garotinho, de uns três anos, começa a pular. Uma senhora, bastante idosa começa a cantar: “Voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelos braços...” O casal se abraça e o amor paira no ar. – Que coisa mais bonita!

O mundo triste sumiu como num passe de mágica. Perplexa percebo o meu cansaço e, não tendo coragem de sentar para não estragar a alegria que ali se instalava, fiz o caminho de volta pra casa.

Ultimamente ando mais sensível que o normal e com um vazio enorme no peito. - Será que estou com a doença do século, ou apenas ficando uma velhinha qualquer?!

- Que legal!!!! Ainda bem. Pensava ser algo pior.

Acho que vou me arrumar, colocar uma flor no cabelo e vou pro Recife Antigo.

Quem sabe não toquem por lá a marchinha do Nelson Ferreira “Evocação nº 01”?




Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2010
Código do texto: T2087419

sábado, 13 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA


QUEM SOU EU


Recebi o seguinte questionário e resolvi respondê-lo publicamente.


P. Você nasceu em que cidade?
R. Nasci no “País” de Caruaru – Estado de Pernambuco, em 22/04/1954

P. Estado civil?
R. Casada.

P. Filhos?
R. Sim. Uma filha linda e que nasceu feia pra danar (rsrs)

P. Profissão?
R. Secretária Executiva ( aposentada ); técnica da Divisão Jurídica do Crea-PE; estudante de Direito; pretensa escritora e poetisa, com um livro de poesias publicado; outro em fase de acabamento; um romance em andamento e mais dois livros de poemas e um de crônicas a serem finalizados.

P. Quais seus maiores feitos?
R. Aos 11 anos compor minha primeira música; aos 14, publicar minha primeira crônica; aos 15, ter sido escolhida a “Garota Charme” de minha cidade; aos 20, representar Caruaru no Miss Pernambuco e ser classificada no 3º lugar, sem nunca “me achar”; sobreviver às furiosas línguas que existem em todas as cidades de interior, casar aos 33 e ser mãe aos 36.

P. Quais os livros que lhe marcaram?
R. O Diário de Anne Frank, Satiricon de Petrônio, O Mundo de Sofia de Jostein, Mergulho na Paz de Hermógenes, Mutações de Liv Ulmann, A Gota D’agua de Paulo Pontes, todos de Hermann Hesse, Khalil Gibran, Gabriel Garcia Marques, Jorge Amado, Sidney Sheldon, Ariano Suassuna, Jessier Quirino, Airton Lócio e por aí vai (rsrs)

P. Quais seus escritores preferidos?
R. Os do Recanto das Letras, claro (rsrs)

P. Quais filmes você recomendaria?
R. Yentl; O Bolero de Ravel; O Pequeno Traidor; Um Ato de Liberdade; O Som do Coração; Amor Sem Fronteiras; Ensaio Sobre a Cegueira. O Caçador de Pipas; Um Sonho de Liberdade; O Amor Não Tira Férias; Doce Novembro, Austrália. Jogo de Amor Em Las Vegas; O Clube da Feliz Idade; Sem Reservas; Por Que Eu Me Casei; O Leitor. O Poder da Paixão; O Menino de Pijama Listrado; Busca Implacável; Juntos Pela Vida; Terapia do Amor; Divã e tantos outros mais (adoro filmes)

P. Qual o pior defeito do ser humano na sua concepção?
R. A pobreza de espírito, a falta de caráter, a inveja, a ganância, a vaidade, a ambição desmedida, a falta de caridade, a falta de humanidade, a falta de generosidade, a falta de lealdade e a falta de fé.

P. O que mais você odeia?
R. Mentirosos, maldosos, exibicionistas, falsos moralistas, narcisistas, covardes, medrosos, irresponsáveis, pessoas que falam alto, que se “acham”; “dedos-duros”, bajuladores, deselegância, falta de respeito, falta de consideração, falta de educação. E mais; sujeira de qualquer espécie, traição, bagunça, barata, política, futebol, fanatismo e tantas outras coisas mais... Inclusive, falta de palavra.

P. O que não lhe cansa?
R. Ler, escrever, nadar, andar, comer, brincar, sorrir, chorar e falar o que ninguém gosta de ouvir. (Rsrs)

P. O que você precisa aprender?
R. Muita coisa, porém o que se faz mais urgente em mim é aprender a ter paciência e aprender a escutar.

P. O que é absurdo para você?
R. A fome, a miséria, a discriminação e as diferenças sociais e culturais

P. Você reprova alguém?
R. Não. Não reprovo ninguém, pois cada um sabe de si.

P. Com quem você não gosta de perder tempo?
R. Com gente burra e metida a besta.

P. O que sempre carrega com você?
R. Minha simplicidade, meu sorriso, minha autenticidade, meu amor e o meu Deus no coração.

P. Que roupa você não usaria?
R. Roupas apertadas, curtas, decotadas e nem usaria fio dental.

P. Que bicho não deveria existir?
R. O homem perverso.

P. Você usa palavrão?
R. Só quando há uma boa razão e para não morrer do coração. (Rsrs)

P. Palavras bonitas:
R. Amor, Paz, Harmonia, Verdade, Esperança.

P. Quem você mais ama na vida?
R. Minha filha indiscutivelmente.

P. Uma pessoa que você não conheça e lhe pareça verdadeira, generosa, inteligente e admirável.
R. Cyla Dalma (um amigo virtual)

P. Quais os instrumentos musicais que você mais gosta?
R. Violão, bandolim, harpa, Violino, Piano... Ah, são tantos!

P. Qual a estação do ano que você mais gosta?
R. Todas têm seus encantos e desencantos e nos inspira a compor muita poesia.

P. Quais suas Flores Preferidas
R. O Girassol, a flor de Cactus e a Orquídea

P. Quem é você?
R. Ninguém... Apenas Ysolda.

Ysolda Cabral
Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2010
Código do texto: T2086344

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

NÃO HÁ LUGAR Q'EU QUEIRA IR



NÃO HÁ LUGAR Q'EU QUEIRA IR
De: Ysolda Cabral


Em delírio minha alma vaga,
Com desalento e muita dor,
Sem esperança de encontrar,
Amigo puro com ou sem cor.

Se você encontrar alguém assim,
Por favor, me diga e me apresente,
Pode ser o Cristo que chegou aqui.

Será possível que só a morte,
Realize sonhos e planos,
Ou é simplesmente sorte;
Como teve o casal Ghost!?

Neste Carnaval sairei de alma penada,
Vestida de mortalha a pular desvairada,
E se eu cair, não ligue e me deixe ali.
Pois não há mais lugar q’eu queira ir.

*****

Publicado no Recanto das Letras em 11/02/2010
Código do texto: T2081531

domingo, 7 de fevereiro de 2010

COLANDO PEDAÇOS



COLANDO PEDAÇOS
De: Ysolda Cabral


A folia do Bloco da Jia passa.
Quem será o guia
De tanta alegria?!

O trio toca um frevo rasgado,
A multidão esquece a tristeza,
Pulando enlouquecida pelas ruas,
Do bairro da Boa Viagem...
- Ah, saudade!

O calor é de mais de trinta graus,
Em pleno domingo à tarde.
E ainda nem é carnaval!

Estou só com minhas dores...
A sensação de perda machuca,
E o dia perde suas cores.

Procuro a máscara e a fantasia,
Que também não foram usadas,
No carnaval passado...

E, ao encontrá-las destroçadas,
Não me surpreendo e sorrio,
Afasto o desânimo e o cansaço,
Colando de qualquer jeito os pedaços.
*****

Publicado no Recanto das Letras em 07/02/2010
Código do texto: T2074516

MATÁFORAS - II



METÁFORAS - II


Por adorar meu amor inventado,
Hoje lhe mando um recado,
Cujo cabeçalho começa assim:

Por aqui o dia amanheceu
Muito firme e muito forte,
Exatamente como eu.

E continuo...

Mesmo estando de saudade febril,
Fui caminhar e logo percebi,
Que do canto não saí.

Tentei levantar e foi em vão.
A cabeça doía e os braços também.
As pernas não obedeciam,
E foi assim que começou o meu dia.

De repente muita raiva me deu,
E de um pulo levantei.
Resultado: fui parar no chão frio,
O qual me arrefeceu.

E agora estou aqui,
A lhe escrever estas linhas,
Só pra dizer que, pode não parecer,
Mas ainda amo você.

*****

Publicado no Recanto das Letras em 07/02/2010
Código do texto: T2074024

sábado, 6 de fevereiro de 2010

MATÁFORAS



METÁFORAS
De: Ysolda Cabral


Não sabia que a tristeza doía tanto
Não sabia que o silêncio poderia incomodar
Não sabia que o desânimo tirava sono
Não sabia que o dia custasse a passar

Não sabia que não sabia de nada
Só sabia que sabia mais sorrir que chorar.

Sabia que um dia especial iria chegar
Sabia que todos os meus sonhos ele iria levar
Sabia que a indiferença poderia matar
Sabia que o inusitado não poderia alcançar

Sabia que não sabia de nada
Agora só quero saber de chorar

Amanhã é outro dia...

O Sol me fará novamente levantar
Fico agora a pensar: e se amanhecer chovendo...?
E eu mesma me respondo: você ficará na cama
E nela permanecerá até que a chuva vá pra outro lugar.

Não sabia que não sabia de nada
Agora só quero saber de dormir pra sonhar.


Publicado no Recanto das Letras em 07/02/2010
Código do texto: T2073534

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

COM OU SEM MÁSCARA?

COM OU SEM MÁSCARA?
De: Ysolda Cabral


O Pé de Acácia já perdeu suas flores
As folhas, ainda verdinhas,
Estão sozinhas...

A avenida de trânsito intenso
Perdeu o charme
É a vida que passa
Esqueço e não sinto nada

Mas o carnaval está chegando
As fantasias estão sendo preparadas
As marchinhas estão sendo tocadas...

Nas ruas e nas praças
Alegrando o coração da gente
E nos deixando em estado de graça

Ficar triste é terminantemente proibido
Lembrar os amores perdidos
É pecado imperdoável
E o sorriso deve ser escancarado

O carnaval está chegando...
Devo escolher uma máscara?



Publicado no Recanto das Letras em 04/02/2010
Código do texto: T2068928

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

DESMORALIZADA NUMA BOA


DESMORALIZADA NUMA BOA
De: Ysolda Cabral



Considero-me uma pessoa de relativo bom gosto. Educada e muito bem humorada. Tenho uma boa noção do que é certo e errado, feio ou bonito, bom ou mau, falso ou verdadeiro. Trato todo mundo com respeito, consideração e nunca espero reciprocidade. – Só um pouquinho. (Rsrs)

Com tudo isso, muita gente me confunde e tem uma idéia bem diferente daquela que tenho de mim. Não dou importância, mas não posso evitar às vezes de ficar triste. E é assim que vejo aumentar meu círculo de desafeto. E aquele velho chavão de que “... Se até Jesus Cristo não agradou...” - Não me consola e fico triste.

Gosto muito de brincar trocando os adjetivos para elogiar àqueles que quero agradar, acarinhar e todos sabem perfeitamente disto.

Quando a pessoa é linda, digo que é feia, e, por mais “boba” que seja não é doida de não compreender que a estou elogiando. Até porque a beleza é relativa e deve vir da alma, e, quando a elogio assim, me refiro ao seu todo. Quando gosto, digo que não gosto e aí beijo, abraço apertado, seja quem for. Basta que a pessoa de alguma forma me toque a alma.

Quando menina, estudando no Colégio Sagrado Coração, em Caruaru-PE, minha terra natal, lembro a Diretora do Colégio, Madre Regina, ter alertado mamãe sobre isso. Contudo, nada mamãe pode fazer. – Nasci assim!

Também, pendo naturalmente para o lado dos menos favorecidos e não estou nem aí para os do outro lado, os quais por conta disto me olham atravessado (rsrs). Infelizmente, os menos favorecidos, ficam sempre com um pé atrás comigo. – Que lástima! Não acreditam no meu jeito, desconfiam e me “detonam”. – Que confusão, que desencontro e que desencanto!

Fazem de mim uma “Ysoldinha” que até Deus duvida. Sempre foi assim e nunca isso irá mudar. É sina... É carma e por mais que eu faça, não tem jeito.

Por isso me sinto muitas vezes uma “estranha no ninho”.

Mas, Ele, como bom Pai, me deu um presente muito “feio”, mas muito “feio” mesmo, só para me compensar, me fazer amar incondicionalmente: a minha filha Yauanna. - O quê mais posso querer nesta vida?

Quando lhe acordo, sempre com a mesma “bela” musiquinha que diz: acorda bicha feia / é hora de acordar / os passarinhos já estão: / todos a cantar. Lá, lá, lá...

Ela abre um olhinho, depois o outro, bem devagarzinho e me pergunta: mamãe posso dormir mais um pouquinho?


E eu muito firme e cheia de moral respondo: não menina horrível!

Ela sorrir, me dá um beijinho, se deita novamente e continua a dormir. Mas, só um pouquinho.

Ela me desmoraliza totalmente.

**********

Foto: Yauanna ( feia d++ )
Fotógrafa: Eu, claro


Publicado no Recanto das Letras em 02/02/2010
Código do texto: T2064784

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

APENAS XEQUE-MATE


APENAS XEQUE-MATE
De: Ysolda Cabral


Certo,
Protesto!
O nexo é controverso...

Sem jeito é feito.
Desejo acabado,
No ato.

Repúdio confirmado,
Tudo desfeito de fato.

Rotule o mundo!
Sem discurso,
E enlute.

Não mude... Deixa,
Eu mudo!

Euforia em demasia,
Ilude, confunde...
Curo-me!

Sonho acabado...
Cicatriz no abraço...

Como contrato,
Distrato.
E não disfarço!

Pulsação em descompasso,
Pelo beijo que não foi dado,
Apenas xeque- mate.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2010
Código do texto: T2063352

"FÉRIAS CONJUGAIS"

FÉRIAS CONJUGAIS

Acho que estou umas boas férias merecendo...
Este descanso há tempos estou me prometendo.
Tenho pra mim que preciso mesmo descansar,
Vou para uma pousada com a natureza me encontrar!

De qualquer compromisso esquecer pretendo...
...Nem pense em me telefonar; eu não atendo.
Me esqueça por favor... quero total isolamento.
Ouvir você, nas férias? Juro que eu não agüento!

...Já se passaram vários dias... você não telefona...
Acreditou, de verdade que eu fosse tão durona?
Ligo? Será que a minha ausência ele vai sentir?

Alô, querido? Que saudade – ele nem quis me ouvir...
As malditas “Férias Conjugais”, quem inventou,
Foi uma besta que certamente nunca se casou!

*Mírian Warttusch

**********

CONSELHO DE AMIGA

Você demorou tanto a tirar essas férias,
Que sua inteligente cabeça deu um nó.
Nem aproveitou direito a natureza!
Isso é mesmo muito grave e causa dó.

Concordo que quem inventou férias conjugais,
É uma besta quadrada e digna de ser fuzilada.
Quem já viu uma coisa dessas?!
Quem tira férias conjugais nem devia ser casada.

E ainda, como se não bastasse,
Sentir saudades do distinto?
Um cabra chato e metido a engraçado?!

Minha amiga deixa disso!
Joga esse “sujeito” no lixo,
E trata de arranjar outro marido.

** Ysolda Cabral

**********

* Mirian: paulista, compositora, escritora, produtora, contadora de histórias (todas de autoria dela) ,cronista, poetisa e minha amiga querida.

** Ysolda: pernambucana, doida varrida que se atreve a fazer uma réplica ao soneto de uma grande poetisa confiando na amiga. (rsrs)

**********

Publicado no Recanto das Letras em 31/01/2010
Código do texto: T2061386