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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

LORDE DINAMARQUÊS X TÊ LIMA - MAIS UM ROUND



LORDE DINAMARQUÊS X TÊ LIMA – MAIS UM ROUND
De: Ysolda Cabral




Amanheci bem disposta e um tantinho de nada atrasada. Rapidamente tomei banho, me arrumei, comi alguma coisa e corri para o trabalho.

Precisava chegar antes da “fiscalização” do “Lorde Dinamarquês”.

- E não é que consegui?!

Mas logo ele chegou todo faceiro e ficou muito satisfeito por nos encontrar a postos e a “todo vapor”. Deu-nos um bom dia alegre e sorridente ocasião em que, foi interrompido, pela chegada inesperada de um antigo assessor da diretoria, muito querido por todos nós.

A Tê Lima, comentando que se soubesse que ele viria, não teria usado perfume, correu para abraçá-lo.

O “Lorde”, meio chateado pela interrupção e por ficar em segundo plano, caiu na asneira de perguntar a razão do comentário...

Na “bucha” ela respondeu que, o perfume do assessor visitante era muito bom.

Perfume de gente que “podia”... Perfume que grudava na outra pessoa por ocasião do abraço. E o melhor: teria economizado o dela, claro!

O “Lorde Dinamarquês” se sentindo ofendido e ultrajado atacou:

- Economizar perfume da Avon?!!

- Não senhor, do supermercado mesmo e só custa dez reais! Esclareceu a atacada ,e, prosseguindo no revide...

- Pode deixar que no seu aniversário dar-lhe-ei um de presente.

O “Lorde", indignado, informou só usar perfumes dos USA, tais como - Polo Double Black, Blue, Green - se aproximando dela para que sentisse o perfume.

Tê Lima, não se fez de rogada e cheirou. Cheirou uma, duas e três vezes. Só depois é que nos informou, muito séria, com convicção e com cem por cento de certeza ser a fragrância, usada pelo “Lorde” naquela manhã, de origem dos “USA DO PARAGUAI.”

Ele ficou vermelho que nem pimentão - o “Lorde” é dado a ruborizar, ele né fraco não! - Então pensei: “eita", ele vai enfartar!

Para apaziguar os ânimos; depressa lhe perguntei o preço dessas preciosidades. Ele, acalmado, quase que instantaneamente apaziguado e todo sorriso, correu para Internet.

Satisfeitíssimo mostrou que, os seus perfumes preferidos, estavam na faixa de setenta a oitenta dólares. E, com a postura altiva, dos que possuem “sangue azul”, nos cumprimentou e foi para o seu “gabinete” despachar...


Coisas de "Lordes, Nobres... " ! Hahahahahahaha

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Nota:

O “Lorde Dinamarquês” é um “chefe” muito querido e que adora brincadeira. E, lógico que esta publicação tem a sua autorização.

A foto ilustração é do nobre e astrônomo dinamarquês Tycho Brahe. Ele era um personagem interessante. Tinha um alce treinado como animal de estimação e também perdeu a ponta de seu nariz num duelo com outro nobre, também dinamarquês, que o obrigou a usar um nariz falso feito de prata e ouro, mas essa é outra história. Conta-se que, Tycho teve que segurar a vontade de ir ao banheiro durante um banquete particularmente extenso em 1601 (levantar-se no meio de um jantar era considerado como algo realmente ofensivo), a tal ponto que, sua bexiga, levada ao limite, desenvolveu uma infecção pela qual morreu. Análises posteriores sugeriram que Tycho morreu na realidade por envenenamento com mercúrio, mas essa conclusão não é tão interessante como a história original.


Obs. Foto e dados coletados no Google.


PS. " Ysolda Cabral " também é cultura! Hahahahahahahaha


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Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2010

Código do texto: T2637668

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

LUA CHEIA NA NOITE REALIDADE


LUA CHEIA NA NOITE REALIDADE
De: Ysolda Cabral




“Quem espera sempre alcança”, diz o dito popular.
- Não sei não...

A espera nos engana, nos faz ter esperança, nos faz acreditar que dias melhores virão. Você enganado vai vivendo sempre nessa ilusão.

De repente o tempo passa...

– Que consternação!

Você aniquilado passa a viver do passado, e, questionando as renúncias feitas, percebe que continua esperando, sonhando, rezando,acreditando na ilusão.

E haja mais decepção!

O cansaço lhe entorpece, lhe adormece e a impaciência prevalece...

Tenho pra mim que a espera é irmã da esperança e da alegria, mas também é irmã da agonia, da tristeza e da desilusão. Essas últimas são terríveis, malvadas e matam qualquer cristão.

- Sem contemplação!

Quanto aos sonhos que você sonhou acreditando que se realizariam, até por que você fez por onde e lutou bastante para que se realizassem, guarde dentro da alma pra levar na bagagem da sua última viagem.

- Quem sabe na outra vida, se houver, eles não possam ser realizados?

Numa linda noite de lua cheia e céu estrelado, eu vivo realidade.

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Publicado no Recanto das Letras em 22/11/2010
Código do texto: T2631191

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

CARTA SEM RESPOSTA

CARTA SEM RESPOSTA
De: Ysolda Cabral



Sabe aquela carta de amor,
Borrada de lágrimas de dor,
Salgada e ilegível,
Que lhe escrevi muito triste?

Sabe aquela carta de saudade,
Escrita com o coração solitário,
Com a alma em puro desespero
E o corpo trêmulo de desejo?

Sabe aquela carta mentirosa,
Onde eu declarava a vontade
De nunca mais querer lhe ver?

Se enviei de alguma forma;
Não abra, rasgue e jogue fora,
Pois dela não preciso de resposta.

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Publicado no Recanto das Letras em 15/11/2010
Código do texto: T2617632

PROCLAMAÇÃO DA PREGUIÇA



PROCLAMAÇÃO DA PREGUIÇA
De: Ysolda Cabral



Hoje é segunda feira,
Quinze de novembro
- Que feriadão!

Proclamação da República...
E viva a República então!

Há muito pra fazer:
Faxina, roupa pra lavar,
Passar com ferro quente,
E com vapor pra facilitar.

Àquelas que estiverem rasgadas,
Repare bem e não costure,
Pois não vão servir pra nada,
Jogue fora, troque, mude...

Ou melhor:
Pegue um recipiente seguro,
E, sem contemplação queime tudo.
Afinal nem toda reciclagem convém.
Agradeça a idéia e diga amém!

Só tem um, porém:
Sem “auxiliar” pra ajudar,
Trabalhar não convém.

Proclame a preguiça,
Que se faz anunciar.
Corra pra recebê-la,
Com todos os mimos que apreciar.

Amanhã é outro dia...
Quem irá nos visitar?


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Publicado no Recanto das Letras em 15/11/2010

Código do texto: T2616663

domingo, 14 de novembro de 2010

TRISTEZA QUE MATA

TRISTEZA QUE MATA
De: Ysolda Cabral



Ah! Tristeza que me devora,
Preciso que vá embora.
Deixa-me ficar quietinha,
Entregue a minha própria sorte.

O Por do Sol está lindo,
A noite promete ser estrelada,
E você não me larga!

Meu coração desesperado,
Cansado de viver sozinho,
Se sente um pobre coitado.

E nesta tristeza profunda,
Lá se vai mais um domingo,
Em companhia da tristeza,
Que aos poucos me mata.

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Publicado no Recanto das Letras em 14/11/2010
Código do texto: T2615443

sábado, 13 de novembro de 2010

SEM PENSAR EM NADA - REPUBLICAÇÃO


Resolvi republicar uma vez que, hoje,especialmente hoje, ando meio "nocauteada" na inspiração e por todos os motivos do mundo. Também por ser a poesia " Sem Pensar Em Nada " uma das minhas poesias mais amadas.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MESA SOLIDÃO

MESA SOLIDÃO
De: Ysolda Cabral


Rosas vermelhas
Luzes de velas
Taças e copos
Pratos e talheres
Delicados guardanapos
Sobre a mesa solidão.

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Publicado no Recanto das Letras em 11/11/2010
Código do texto: T2610551

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

LEMBRANÇAS

LEMBRANÇAS
De: Ysolda Cabral



Lembranças boas e amadas
Lembranças tristes e engraçadas
Lembranças doces e amargas
Lembranças sofridas e desesperadas
Como filtrá-las?

Lembranças que teimam em não desaparecer
Lembranças que aos pouquinhos castiga e mata
E antes que isso aconteça
Como matá-las e esquecer?

Lembranças de você...
Lembranças das coisas que deixamos de fazer
Lembranças do bebê que não quis ter
Lembranças de uma dor infeliz
Lembranças do medo que me contradiz
Por quê?

Lembranças de não querer aprender
Lembranças do bom senso, sem esperança
Lembranças que nos fazem morrer
E antes que isso aconteça
O que fazer?

Lembranças... Lembranças...
Como deixar de tê-las?
Diga-me você.

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Publicado no Recanto das Letras em 10/11/2010
Código do texto: T2607103

terça-feira, 9 de novembro de 2010

VOLTANDO A SER MENINA




VOLTANDO A SER MENINA
De: Ysolda Cabral





Minha característica principal é o bom humor, a alegria, o riso fácil... E, quando fico triste e chateada essa característica fica ainda mais acentuada.

- Sempre achei que “curtir” tristeza não valia à pena.

Entretanto, ultimamente, ando com certa dificuldade para “driblar” as decepções, a falta de sonhos, a falta de esperança, a falta de boas notícias...

Começo a olhar a vida de forma diferente... Será que estou ficando gente grande?

- Não quero ser gente grande!

Por onde anda a menina de sorriso franco que incomodava tanta gente?

Por onde anda a menina que não dava bola pra tristeza?

Por onde anda a menina que, quando ouvia a mãe falar vou chamar seu Davino (pedreiro), na pressa em agradá-la, corria e chamava o Sr. Otaviano o sapateiro?

Por onde anda a menina que andava de bicicleta; caia, levantava, e, mesmo com os joelhos arranhados e sangrando, continuava a pedalar como se não estivesse a sentir nada, mesmo com lágrimas rolando?

- Ah, preciso daquela menina de volta!

Ser gente grande não tem nenhuma graça.

Foi me sentindo assim que cheguei em Mirtes, a minha cabeleireira amiga e psicóloga.

E, sob os protestos dela e de outros que estavam ali, mandei que passasse a tesoura nos meus cabelos, os quais estavam bem crescidos. Quase no ombro e com fios retos.

- Eu os queria longos até ontem...

Depois de cortados bem curtos, num é que me achei bonita?

Peguei emprestada a bicicleta de Rosilda e saí pedalando...

Tinha voltado a ser menina.

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Publicado no Recanto das Letras em 09/11/2010

Código do texto: T2605886

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

CARUARU E O ALMOÇO COM OS PASSARINHOS


CARUARU E O ALMOÇO COM OS PASSARINHOS
De: Ysolda Cabral

Há uns dois anos mais ou menos, havia prometido levar minha amiga Cecília para conhecer minha terra natal; Caruaru. Promessa difícil de cumprir uma vez que, quando uma tinha disponibilidade de tempo à outra não tinha.

Finalmente no último dia 30, pude cumprir a promessa.

Saímos do Recife por volta das oito da manhã. Na estrada pegamos muita chuva. E, ao subirmos a Serra das Russas, a serração era tanta que precisei ligar os faróis, reduzir, em muito a velocidade, pois não se enxergava nem um metro à frente do veículo.

De repente me vi dirigindo numa estrada nas nuvens. Sorrindo feliz, desliguei o som do carro para não perturbar o silêncio dos “anjos” e perguntei à Cecília:

- Que tal viajar no Céu?

Pelo amor de Deus Ysoldinha, que é que isso?! Protestou minha amiga de olhos arregalados.

- Ah! Que louca sou de falar assim... Recriminei-me “descendo do Céu”, bem na cidade de Gravatá, nossa "Suíça Pernambucana II". ( A primeira é Garanhuns, conforme observação do meu amigo Lorde Dinamarquês)

Seguimos viagem...

Logo estávamos em Caruaru e fiquei um tantinho decepcionada por não ter muita coisa para mostrar à minha amiga. A cidade está feia, suja, cheia de obras públicas e pelo visto, de lento andamento...

O Morro do Bom Jesus, o qual era nosso cartão postal, se tornou uma favela feia e triste. A Rua da Matriz se tornou um comprido e estreito estacionamento de carros, carroças, bicicletas e motos.

A Praça do Rosário foi reformada e até que tentaram deixá-la bonita. Infelizmente o resultado não foi grande coisa, pois nem de longe lembra aquela da fonte de água colorida de minha infância. Enfim...

Sentindo-me triste e convicta de que seria impossível chegar à feira de artesanato, devido ao trânsito caótico, resolvi levar Cecília, direto para o Pólo Comercial, pois minha amiga estava ansiosa para conhecê-lo.

Lá, ela se deslumbrou com o espaço, o qual é gigantesco. A enorme variedade das confecções de boa qualidade e preços em conta, facilmente nos seduziu a comprar coisas até que nem precisávamos.

Lá pelas tantas, fomos almoçar.

Na Praça de Alimentação almoçamos em companhia de muita gente e, no mínimo, de uns cinqüenta passarinhos, lindos e bem gordinhos, os quais voavam e cantavam a nossa volta e por sobre nossas cabeças. Foi não foi, pousavam em nossas mesas, comiam do nosso prato sem a menor cerimônia.

Um deles, na mesa vizinha, me chamou a atenção, pois dormia a sono solto, com a cabeça escondida dentro da asinha que nem se mexia!

Pedi à Cecília que tirasse uma foto. Ela tirou, mas esqueceu de salvar de tanta emoção.

Deslumbradas com a cena, digna de filme e muita poesia, fomos interrompidas por uma “gentil senhora” que nos observou:

- Vocês viram que ele está dormindo em pé e que a latinha de cerveja está “deitada” em cima da mesa?

- O passarinho está é bêbedo!

E foi embora morrendo de dar risada, mangando de nós duas.

Olhei para Cecília e vi na cara dela a indignação que sentia na minha.

Sem mais delongas, lhe disse:

- Vamos embora!

- EU NÃO SOU MAIS DAQUI.


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Publicado no Recanto das Letras em 08/11/2010

Código do texto: T2604028

domingo, 7 de novembro de 2010

O HIPNOTISMO DO VENTO

O HIPNOTISMO DO VENTO
De: Ysolda Cabral


No balanço do Vento,
A folha da palmeira,
Sem nenhuma alternativa,
Fica para lá e para cá.

Se tivesse algo para segurar;
Talvez não ficasse nesse balanço,
Que só serve para entontecer,
E, hipnotizar quem fica a olhar.

Tanto é que, o sono que agora sinto,
É mesmo de amargar.

A folha da palmeira lá a balançar,
E eu aqui tentando resistir,
Ao hipnotismo do Vento,
Para não dormir,
E, nem com você sonhar.

Daí o Tempo passa,
Passa propositadamente devagar,
Zombando descaradamente de mim.
Porque será?

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Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2010
Código do texto: T2602239

COINCIDÊNCIA DA VIDA POESIA

COINCIDÊNCIA DA VIDA POESIA

SONETO DE AMOR
De: Virgílius


Quem será que habita seus pensamentos?
E por ele..., Silenciosa, Enamorada, e Bela
Caprichosamente..., Se debruça a janela
Como o esperasse, à suaves momentos?

Quem lhes merecerá os sentimentos?
Carinhosamente... O seu amor de donzela?
Quem ousará negá-la como sentinela
Em penhorado amor..., Em juramentos?

Quem dera, eu merecesse tanto carinho.
E eleito do seu amor... ..., Pelo caminho
Contente e feliz eu fosse, em tanto afeto.

Aos sentimentos mais ternos... E serenos.
Aos manifestos da alma..., Mais extremos.
Ou, aos quereres de sí..., Mais perpétuos.

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POEMA EM AGRADECIMENTO


Ah! Meu amigo Poeta,
De teu belo "Soneto de Amor",
Com ilustração mais que pura
E mais que linda, eu te digo:

A "musa" na "fotografia”
É minha mãe querida,
Maria Dilça Lira Cabral.
Uma estrela que no Céu hoje brilha.

Foi esposa, Mãe dedicada e Amiga
Mulher generosa, e muito amada,
Pelos cinco filhos e pelo seu esposo,
Alirio Souto Cabral, nosso Pai.

A surpresa de vê-la de maneira tão rica
Deixou a mim e aos meus, repletos de alegria,
Pelo que agradecemos de todo coração.
Rogando a Deus que lhe conserve esse dom
O qual você usa com beleza e muita maestria.

Ysolda Cabral

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“Minha Nossa...!!!
Fico a refletir como alguém pode definir
e identificar, meticulosamente, o que diz uma
fotografia, donde se "enxerga" a essência.
Pois aqui está escrito exatamente o que foi nossa Mãe.
Explodia em amor!!! Suave e bela!!!
Exalava, mesmo na velhice, a beleza mais pura quando
desciam lágrimas ouvindo sua música predileta: VOCÊ
FOI, de Ysolda, e cantada por Roberto Carlos.

Inára Cabral

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Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2010
Código do texto: T2601796

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Atenção!!
Comentário do Virgílius deixado hoje no Recanto das Letras
para a poesia " Eu e a Borboleta"


07/11/2010 09:59 - Virgílius

Tudo bem Poetisa, que eu me inspirei numa fotografia antiga, e de uma linda mulher, e que pra minha agradável surpresa, era a sua mãe. (Eu devia ter desconfiado... rs rs rs... Pra ser bonita do seu tanto, tinha que ter a quem puxar). Mas você minha amiga, inspirou-se magistralmente linda, numa simples borboleta que pousou no parapeito da sua janela... (Com certeza, veio te comtemplar, se comendo de inveja da beleza de você). DEPOIS..., EU É QUE SOU O POETA!!! P.S.: Eis mais um texto, que sem ser preciso você assinar, aonde quer que eu lêsse, saberia-o nascido de sua alma. Ei..., Num esquece, viu... Diz a Inara q'eu mandei um beijo. Um Xêro bem grande pra você!!!

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07/11/2010 10:30 - Ysolda Cabral


Me fazendo chorar a essa hora da manhã e num domingo, meu poeta querido?!!! Isto é correto? Um beijo "visse" bichinho?!

sábado, 6 de novembro de 2010

EU E A BORBOLETA

EU E A BORBOLETA
De: Ysolda Cabral


No final da tarde bonita e quieta,
Resultado de um dia azul e amarelo,
Sentia-me triste e inquieta,
Conjecturando coisas incertas.

De repente uma borboleta,
Pousou com graça e beleza,
Bem no parapeito da minha janela.

Ela era tão linda e delicada!
Suas asas tão perfeitas!
Fiquei extasiada...

Tanta Luz dela emanava,
Tanta força ela me passava,
- Que eu não sei como -
Mas, ela mandou minha tristeza embora.

Queria que ela voltasse agora,
Quem sabe não me faria esquecer,
A saudade que sinto de você,
Pelo menos nesta hora...

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Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2010

Código do texto: T2601281

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A VIDA DESAPARECEU

A VIDA DESAPARECEU
De: Ysolda Cabral



De repente, não mais que de repente,
Deu-se um branco em minha mente.

Uma coisa realmente de momento.
E a saudade que eu sentia de você,
Perdeu-se no total esquecimento.

Só assim, tão somente assim,
Você sairia de vez da minha alma,
Fazendo meu coração voltar a ter calma.

Agora, livre daquele amor desesperado,
Nunca mais eu vou chorar.
Nunca mais vou sentir a sua falta.
Nunca mais farei um poema a você dedicado.
Isso está sacramentado.

Vou até procurar um papel,
Para anotar dia, hora e a data
Que, este branco abençoado aconteceu.
Bem como todas as promessas que ora faço.

Mas, porque será que não encontro papel?

- O que houve?!

Foi a Vida que desapareceu...

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Publicado no Recanto das Letras em 02/11/2010
Código do texto: T2593279