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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

REFLEXÃO DE FINAL DE ANO







REFLEXÃO DE FINAL DE ANO
De: Ysolda Cabral





O tempo faz resenha, diz bem humorada a linda Gisele, minha colega de trabalho. Já eu digo que ele faz pirraça uma vez que, a contagem do tempo muda a cada momento. Ora o sol surge para logo se esconder nas pesadas nuvens e chuvas fortes caem sobre a terra, deixando perfume em alguns lugares. Em outros; mau cheiro, destruição e morte...

Fico a refletir o que virá depois... Estaremos ainda aqui?! Espero sinceramente que sim...

Recorrendo ao pensamento positivo, me concentro, faço mira, arrisco e espero o silêncio, a risada ou, em última das hipóteses, um desesperado grito...

Sou sonhadora e sou realista com relação a mim e a vida... Já vivi tanto pranto que não quero mais viver...

Quero viver o sorriso, assumindo a utopia numa boa e generalizando.

O ano termina, outro começa... A fé e a esperança se renovam inundando os gestos, o pensamento, a alma e o amor transborda... Transborda de uma forma tão intensa e verdadeira que tudo o mais desconsidera e ignora...

Também sei que o diferencial pode não ser tão risível assim... Contudo, é com muita alegria que dou adeus ao ano de 2011 e celebro a chegada de 2012, desejando a todos um Feliz Ano Novo, repleto de paz, amor, harmonia, saúde e prosperidade.

E, aproveitando este momento, gostaria de registrar os meus sinceros agradecimento a todos os que fazem o Recanto das Letras e dizer do orgulho que sinto em participar de um site, cujos escritores e poetas são de extremo talento e sensibilidade. Tais como:

(Por ordem alfabética e brindando a cada um deles.)


A Flor Enigmática, Aarão Filho, Adria Comparini, Alcir Andrade, Aleixenko, Alexandre Brito, Almir Ramos da Silva, Ana Flor do Lácio, Anabailune, Ângela M Rodrigues O P Gurgel, Ângela Moura (Anjo Dourado), Angela Rolim, Angeluar, Angel Mag, Anita D Cambuim, Ana Stoppa, Ansilgus, Antônio Bacamarte, Antonio Fernando Ribeiro, Bertoldo Gabriel, Betinamarcondes, Cacaubahia, Carlos A Moraes, Carlos Alberto Baltazar, Carlos Senna, Cássia da Rovare, Cavenatti, Chagoso, Chico Mesquita, Cícera Maria, Conceição Bentes, Conceição Gomes, Corte de Gorobixaba, Cristina Jordano, Dedete, Demarcus, Didinha Albuquerque, Dilcetoledo, Djalma CMF, Doce Val, Dolce Vita, Domfiuza, Edla Princesa, Edna Lopes, Edson dos Santos, Edson Gonçalves Ferreira, Ely Cabral, Esther Ribeiro, Eterna Zetética, Evaldo da Veiga,Fábio Aiolfi, Fabio Brandão, Fabuloso, FChagas, Felipe F Falcão, Fernanda Xerez, Flávia Angelini, Gajocosta, Genofre, Gilma Laisa, Giustina, Heitor Herculano, Helenna Dinniz, Heleida Nóbrega, HICS, Hluna, Hosham, IGS, ( Israel Galdino), Inácia Luzia, Ione Rubra Rosa, Isabel Nocetti, Isis Inanna, Ivan Ferretti Machado, Jacó Filho, Jamaveira, JCoelho, Jenario de Fátima, Jerônimo Madureira, J Estanislau Filho, Joaquim Donizete Gomes, Joey Martins, José Cláudio Cacá, José Salvador, Joseli Torres, Juli Lima, Julia Teles, Jullia, Laly Skulinsk, Lanna Ágda, Leandro Del Tedesco, Lenapena, Lianatins, Lourdes Borges, Lu Genovez, Lucan, Luciana Monteiro, Luciana Vettorazzo Cappelli, Luciane Cortat, Luciê Ramos ( ausente do Rl), Luiz Moraes, Lulli, Luzirmil (Isolino Coimbra), Lúcio Alves de Barros, Lydiene Maryen, Mafag, Malu Dab ( Maria Lurdete), Manoel Fernandes, Marcela R Ribeiro, Márcio Buritti, Maria Iaci, Maria José, Maria Luiza D Enrico Nieto, Maria Socorro Costa, Mariapaz, Maria Olimpia Alves de Melo, Mário Feijó, Mário Roberto Guimarães, Maurício de Azevedo, Mauricio de Oliveira, Max Uchikado, Maysa Barbedo, Marisa de Medeiros, Mel Braga Protegida por um Anjo, Miguel Jacó, Milla Pereira, Millarray, Mluiza Martins, Moacir Silva Papacosta, Moura Vieria, MVA, MWarttusch ( Mírian Warttusch ), Nana Okida, Nailo Vilela, Nani Silva, Nara s, Nativa , Neusa Staut, Nando São Luiz, Nicó de Caruaru, Nuvem Branca, Oliveira Rosa, Onofre Ferreira do Prado, Pacomolina, Raimundo Lopes, Rascunhomusical, Rejane Chica, Regina Ferreirinha, Reinaldo Ribeiro, Reri, Roberto Pelegrino, Roberto Almeida, Roberto Rego, Ronaldo José de Almeida, Ruy Silva Barbosa, Sam Moreno, Sandra Ribeiro, Sandra Rosa, Sandro Nonato, Sarah Aline, Sebastião Barros, Sil Castilho, Silvanio Alves, Silvia Regina Costa Lima, Sirlene Rosa, Sol Pereira, Sô Lalá, Suely Ribella, Susibackes, Suzana Heemann, Terezinha Souza , Tildé, Tom Oliv, Tristão de Alegrette, Uende Lima, Vana Fraga, Vapormalígno, Ventuilo Gonçalves, Veralis, Verita, WRamoss, Yara Picardo, Zaira, Zaretliteratura, Zilvaz.

Mel Redi e Eurípedes Barbosa Ribeiro (In-memória)

Em tempo: Se esqueci algum nome, peço desculpas. É muita gente boa e relacionar todas fica difícil!

TIM... TIM....

*********

Publicado no Recanto das Letras em 27/12/2011
Código do texto: T3409089






quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

NATAL - UMA PROPOSTA


NATAL – UMA PROPOSTA
De: Ysolda Cabral


N. ada de novo...
A. rvores, luzes, cores e flores,
T. udo para a Feliz Noite.
A. ceia é pra poucos,
L. amento e choro de muitos outros...

O. planeta é de todos... Nos movamos!
R. emovendo coisas ruins e superficiais,
E., lembrando que os direitos são iguais,
M. ovidos de bons sentimentos, faremos:
O. sofrimento ser aliviado ou
S. er banido de todos os Natais.

*****

Publicado no Recanto das Letras em 22/12/2011
Código do texto: T3401480

domingo, 18 de dezembro de 2011

NATAL IGUAL PARA TODOS



NATAL IGUAL PARA TODOS
De: Ysolda Cabral


Sei que nem tudo que reluz é ouro.
- Ah, como sei!

Entretanto, o dia de hoje amanheceu tão lindo, tão repleto de esperança e alegria que, tem gosto...

- Há tanta Luz...! Um verdadeiro tesouro!

Que esta Luz, resplandeça, da forma mais verdadeira e sincera sobre nós, principalmente, para aqueles que possuem coração de pedra ou nenhum coração.

Desejo um NATAL IGUAL PARA TODOS e se não for este, que venha outro. Afinal, a esperaça nunca nos abandonou...

Até 2012 , se Deus assim permitir.

**********

Na foto, com efeitos Cyla Dalma,eu estava com 20 anos.
Obs. Apenas meu sorriso continua igual e este não mudará jamais.

Publicado no recanto das Letras em 18/12/2011
Código do texto: T3394801


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FERNANDA XEREZ & YSOLDA CABRAL 1/2011



FERNANDA XEREZ & YSOLDA CABRAL. 1/2011
ENÍGMAS PARA DECIFRAR





Y.solda, agora eu vim te desafiar
S.ossegue menina, vamos combinar
O.enigma serve para animar
L.egal, comece a se preparar
D.eixo algo pra você decifrar
A.vante: " qual o queijo que mais sofre "?


C.erto, eu permito que alguém lhe sopre
A.final tem muitas fontes para pesquisar
B.ote no Google a pergunta e vai achar
R.esposta para o enigma nos apresentar
A.penas uma dica para você, que é iniciante
L.ogo você verá que acróstico é contagiante

(Fernanda Xerez)


F. ernanda peralta menina,
E. amiga de todo o meu coração,
R. espondendo ao seu enigma,
N. a convicção: o queijo mais sofrido,
A. note: é o queijo ralado parmesão,
N.ão duvide não, pois é muito durão.
D.igo pra você; se assim não fosse ,
A. gente não comia não!


X. ingarei você agora,
E. com muita satisfação!
R.ealmente acho o acróstico,
E.nigma da maior dimensão.
Z.oou minha cabeça e imaginação

(Ysolda Cabral)

**********

Nandinha, você tinha razão: estou adorando a brincadeira. Assim, um dia termino por aprender. Você não acha?!

Vamos ao 2/2011?! - Sou mesmo corajosa... (Risos)

**********



Escrivaninha Fernanda Xerez
http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=44022


Publicado no Recanto das Letras em 16/12/2011
Código do texto: T3392582

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

QUEM DIRÁ DE MIM




QUEM DIRÁ DE MIM
De: Ysolda Cabral


O pensamento divaga,
Além de mim...

E, por onde passa,
Vai levando as coisas ruins.

Deixa alguns rastros,
Mas libera grandes espaços...

E eu digo sim!
Pois sei que tudo tem fim.

Aqui!

Depois de mim...
O que virá?
O que ficará?

Enfim...

Aquilo que chamo de minha poesia,
Dirá tudo de mim.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 14/12/2011
Código do texto: T3388617

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

AO RELENTO DE MIM



AO RELENTO DE MIM
De: Ysolda Cabral


Tantas coisas lindas idealizei,
Infelizmente quase nada realizei.
Faltou coragem, motivação,
Ou fui impedida pela emoção...

Muito perto de alguma coisa cheguei,
Tão pertinho que nem acreditei!
E por não acreditar;
Deixei tudo para lá.

Continuei meu caminho,
Sem saber onde era o meu ninho,
Parando aqui e acolá,
Terminei reencontrando o teu olhar...

Nele vi minha caminhada,
Sempre só, mesmo acompanhada.
Vivendo ao relento e sem nada,
Porém com você na minha alma.

*****

Publicado no Recanto das Letras em 12/12/2011
Código do texto: T3385097

sábado, 10 de dezembro de 2011

ANEL DE RUBI



ANEL DE RUBI
De: Ysolda Cabral


Na mão sofrida e cansada,
Um simples anel se destaca,
Nele três pequenas pedras de rubi,
Fazem o tempo sumir.

Tantos anos se passaram,
Tantas águas rolaram,
Doces sonhos foram esquecidos,
Outros foram idealizados.

Já não é tão fácil chorar,
O sorriso sempre querendo aflorar,
Para esconder decepções, mágoas,
E as rugas surgidas do nada.

A indiferença faz a diferença,
O silêncio é bálsamo abençoado,
Tudo mudou menos a crença,
De que a Vida ainda assim vale à pena.

**********



Publicado no Recanto das Letras

em 10/12/2011Código do texto: T3382222

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O VERDE DE SUA ROUPA



O VERDE DE SUA ROUPA
De: Ysolda Cabral


O verde da roupa que ela veste,
A palidez de sua tez exposta,
A angustia que dela denota,
Surpreende e até enternece.

O verde lembra uma floresta,
Cheia de pássaros em festa,
A palidez é desmatamento,
Acontece a todo o momento.

O coração aperta, se comprime,
A tristeza inunda a alma,
Recolhemo-nos em nossa casa.

Entretanto, o tempo é sublime,
De repente passa e nos acalma,
E adiante é tudo ou nada.

**********
Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2011
Código do texto: T3379157

DEVER DE CASA - ACRÓSTICO 002


DEVER DE CASA
Aluna: Ysolda Cabral - Profa. Fernanda Xerez


F. é, talento e generosidade.
E. também alegria e irmandade.
R. ara inteligência abençoada,
N. ada perturba sua calma.
A. lma repleta de festa e de Luz,
N. ão se altera com nada.
D. o Anjo que lhe conduz,
A.penas recebe mais Luz

X. da questão:
E. le sem nada pra fazer,
R. ir e me fala: acróstico “procê”, Ysoldinha, é:
E., sem sombra de dúvida,
Z. ebra, de cara!

**********
Ou Zero de cara!
Né não ‘’Fessora’’ Nandinha?! Hahahahaha
**********

Publicado no Recantos das Letras em 08/12/2011
Código do texto: T3378009

MEU NOME - ACRÓSTICO 001




Y es, a ironia dita às ordens!
S olidão é meu forte.
O s dias ficam até mais bonitos,
L eves e cheios de graça.
D evo admitir... Tenho raça,
A final ela é sinônimo de mim.

C alar?! Jamais!!!
A fetaria meus canais.
B ombardear o silêncio é o máximo.
R asgar os costumes é fácil,
A venturar-se é bárbaro.
L ançar sonhos pro espaço... Não faço!

***********

07/12/2011 17:14 - Fernanda Xerez

Y.es, minha linda e querida menina
S.implesmente adorei o acróstico
O.primeiro de uma lista infinda
L.ogo terás muito sucesso, aposto
D.ez é a nota que você vai ganhar
A.gora mais acrósticos vamos esperar

C.ontinue assim, você vai agradar
A.minha proposta vim apresentar
B.ote a imaginação para funcionar
R.ealize algo para me encantar
A.presentando o meu nome, vamos lá
L.eia: FERNANDA XEREZ, pode começar ...

a professorinha num dá mole naummmmmmm........
Beijooo...............Parabéns!!................... A Paz do Senhor!

*********
Publicado no Recanto das Letras em 07/12/2011
Código do texto: T3376297

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

EU E MEUS IRMÃOS





EU E MEUS IRMÃOS
De: Ysolda Cabral






Somos cinco irmãos. Quatro mulheres e um homem. Amo todos eles da mesma maneira e sei perfeitamente que a recíproca é verdadeira.

Com cada um deles tenho uma relação bem particular, especial e única. A caçula, Inára, meu ''favo de mel'', ''cuida de mim'' e de todos nós como se fôssemos seus filhos. Linda, meiga, elegante, sensível e inteligente... Tenta parecer forte e decidida para resolver qualquer situação que nos aflija e/ou atinja e sempre consegue. É minha leitora assídua e gosta realmente de tudo que escrevo. Ela me acha o máximo!

Já Iris, também muito inteligente, bela, elegante e valente, chora quando ler alguma poesia que componho, então procura não lê. Adora sua cachorrinha vira-lata, Linda, nos fazendo sentir um tantinho preteridos, apesar do esforço que faz para nos enganar.

Ilo, teimoso e mandão, apaixonado pelo Náutico – o qual lhe tira o pouquinho de nervos que lhe resta, - segundo o próprio - pensa mandar em todas nós e nós é que mandamos nele. Já lhe propusemos mudar de time e ele ficou uma verdadeira ‘’fera’’.

Finalmente Yara, a mais velha e não menos linda. Apaziguadora, compreensiva, diplomática, fidalga, paciente, muitíssimo inteligente e preparada... É a atenção em pessoa.

Para mim ela peca por excesso...

Eu e ela temos um quê a mais. Creio ser uma espécie de telepatia. Sempre que ela precisa de mim é só mandar o recado telepático que, num instante, chego até onde ela estiver.

Contudo, não sei se sou de grande valia e nem sei a razão dela me ''chamar''.

Por vezes vou até sua casa, sem ''chamado'', apenas para conversar, pedir um conselho, falar sobre algum projeto literário, - ela é quem corrige meus livros. Entretanto, fico a conjecturar como consegue escutar tanta bobagem. Afinal é fisioterapeuta e não psicóloga.

Chego e mal me sento já começo uma verdadeira ''ladainha'', porém ela me interrompe o tempo todo! Oferece uma cadeira mais confortável, com apoio para pernas e pés; oferece um suco – ela sabe que eu não gosto de suco!!!

Aí vou ficando irritada, - tenho pavio curto - termino por mandá-la parar com os ''salamaleques'', calar a boca e me escutar. E não é que se cala numa boa e na maior paciência do mundo passa a me ouvir!

- Meu Deus, como ela me agüenta?!

Será coisa da menopausa ou sempre fui assim?!!! (Risos)

*****

Publicado no Recanto das Letras em 05/12/2011
Código do texto: T3373267

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

REFLEXÃO ALEATÓRIA - VIII



Publicado também no Recanto das Letras em 02/12/2011

Código do texto: T3369006


http://www.recantodasletras.com.br/autores/ysoldacabral


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

QUANDO O AMOR ACABA

QUANDO O AMOR ACABA
De: Ysolda Cabral


No rosto sem alegria,
Um belo sorriso eu via.
Nos olhos a tristeza saltava,
E caia direto na boca que sorria.

O doce do batom,
E o sal da lágrima...
Fiquei a refletir que gosto dava.

Amar é tão ruim!!!
A gente acha que vai até o fim.
Mas, que fim a vida tem,
Quando o amor acaba?!

Como barco a deriva,
Ficamos a navegar,
A mercê de um vento frio,
Em noite escura e sem luar.

Ah, que vida vale à pena,
Sem a magia do amor?!
Estar apaixonado,
É estar em estado de Graça.

O contrário...
É apenas solidão e muita dor.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 30/11/2011
Código do texto: T3364964

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ANSIOSA ESPERA



ANSIOSA ESPERA
De: Ysolda Cabral


Linda e cheia de graça,
Traz a vida na barriga.
Suas formas de menina,
Dão lugar para outra que se forma.

Como será sua carinha...
De menino ou de menina?!
De qualquer forma será bela,
Como é a cara em ansiosa espera.

A construção é demorada,
Feita devagarzinho e calada,
Sem nenhuma pressa,
Em lugar seguro e bem guardada.

Cada dia se faz um pouquinho,
Por vezes pede um docinho,
Do papai um leve carinho,
E antes de dormir faz uma prece...

Ao Deus, Nosso Senhor,
Por aquele que vem vindo,
-Independente do sexo-
O qual será o seu maior amor,
E de todos o mais belo.

*****

Para Ana Carla Rodrigues
( Grávida de 11 semanas - 25/11/2011)

Publicado no Recanto das Letras em 27/11/2011
Código do texto: T3358969

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DE VOLTA À VIDA



DE VOLTA À VIDA
De: Ysolda Cabral


Distraída eu seguia,
Sem saber se era noite,
Ou se era dia,
Sentindo do vento o açoite.

Distraída eu seguia,
Sem saber pra onde ia,
O pensamento distante,
Visível em meu semblante.

Distraída eu seguia,
Sem sonho e sem poesia,
Sentindo no peito a dor,
Da chaga aberta do amor...

Ferimento acontecido do nada,
Do nada que a gente inventa,
Só pra complicar a vida,
Que sem contemplação mata.

Contudo, de repente,
Alguma coisa em nossa mente,
Desperta a força e a esperança,
E de volta pra vida nos lança.

*****
Publicada no Recanto das Letras em 25/11/2011
Código do texto: T3356026

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

NÃO É MAIS CEDO



NÃO É MAIS CEDO
De: Ysolda Cabral



Na espontaneidade dos meus gestos,
Na simplicidade dos meus versos,
O pensamento que manifesto,
Vem do meu imaginário concreto.

De certo desprovido de intenção,
Passivo de errônea interpretação,
Sempre tão visível em sua cara.

Contudo o tempo passou rápido,
Tudo inexplicavelmente mudou,
E na reviravolta que a vida deu,
Descobri; seu coração nunca foi meu!

Sossegando a ilusão e o medo,
Seguirei em frente sem hesitação,
Mesmo sabendo que não é mais cedo.

*****

Publicado no Recanto das Letras em 17/11/2011
Código do texto: T3341326






Imagem Google

terça-feira, 15 de novembro de 2011

VOCÊ É MEU DIA



VOCÊ É MEU DIA
De: Ysolda Cabral


Na suavidade da manhã...
Sinto o teu perfume a me embriagar.
Ao lembrar o teu jeito de me olhar,
Fico sem vontade de levantar.

No calor do meio dia...
Sinto tua masculinidade, tua energia,
A tua elegância e o teu charme,
A me envolver com vontade.

No final da tarde...
Vejo o teu semblante,
Inteligente e reflexivo,
Questionador e instigante,
Porém sempre comedido.

Quando anoitece...
E as estrelas no Céu aparecem,
Entre elas as do teu olhar,
Lembro como é bom te amar.

Na fria madrugada...
Sinto-me aquecida,
Por tua alma gentil e cordata,
Que me agasalha da maneira mais bonita.

E no raiar do novo dia...
Acordo lembrando o teu beijo,
Tão doce e tão meigo,
Que transbordo de amor e alegria.

**********

Imagem: Google


Publicado no recanto das Letras em 15/11/2011
Código do texto: T3336993

domingo, 13 de novembro de 2011

DOMINGO QUE PARECE SÁBADO DOS ANOS 70




DOMINGO QUE PARECE SÁBADO DOS ANOS 70
De: Ysolda Cabral



Não gosto do dia de domingo e este fato é bastante conhecido, pois já falei sobre isso em vários textos que publiquei.

Não sei qual a razão, talvez se fizesse uma análise ou algumas sessões de terapia, a base de hipnose que me fizessem voltar no tempo, quem sabe eu conseguisse explicar...

Entretanto, o domingo hoje está realmente diferente...

- Nem parece domingo!

Parece mais um sábado de festa de quando eu estava com 19 anos e logo cedo saia de casa para fazer a última prova do longo - desenhado por mim - o qual iria usar a noite, em um dos bailes de gala do Clube Intermunicipal de Caruaru, minha cidade natal. Bailes esses, organizados ora pelo Cronista Social Jotta Lagos, ora por Soares, os quais disputavam para ver quem fazia a festa mais animada, luxuosa e bonita. Muitas delas filantrópicas.

Para mim, a expectativa chegava ao clímax exatamente no dia do baile uma vez que, tudo teria que estar na mais perfeita ordem. Atrasar seria imperdoável, uma verdadeira deselegância.

Ah, mais eu corria feito louca naqueles sábados...! Do ateliê da talentosa estilista, Leny Pierre de Mendonça, ao salão de Beleza da ''Zefinha'', minha amiga querida, onde somente ali confiava os meus cabelos, minhas mãos, meus pés, uma leve maquiagem e ficava pronta para o grandioso baile.

Pois é! O domingo de hoje me parece um daqueles sábados...

O dia está lindo, com raios de sol iluminando tudo. O Céu parece mais azul, os pássaros estão cantando mais bonito, as garças - nos arrecifes- repousam tranqüilas e eu, numa tremenda expectativa de que algo especial aconteça...

Sinto o cheiro do mar e lembro o perfume Charlie, da Revlon, usado atrás da orelha, antes de sair de casa para a noite de gala.

- Porque será que o domingo hoje está assim?!

Ah, se ele fosse uma pessoa! Não qualquer pessoa, evidentemente... Eu cairia nos seus braços para dançar o Bolero de Ravel, ou o Tema de Lara, como se fosse o dia do seu aniversário e eu o presente.


* Na foto Aos 19 anos. ( Foto Pissica ano de 1973)

**********

Publicado no Recanto das Letras em 13/11/2011
Código do Texto : T3333333

domingo, 6 de novembro de 2011

TUAS MÃOS

TUAS MÃOS
De: Ysolda Cabral


A força de tuas mãos,
Entrelaçadas sobre a mesa,
Dava nó em minha cabeça.
Porém, o amor nelas eu via...

A força que fazias,
Em mantê-las longe das minhas,
Denunciava o teu querer.
Pensei no que fazer...

Como nada me ocorreu;
Senti meu coração parar,
O tempo passar,
E nada aconteceu...

Tuas mãos entrelaçadas,
Sobre a mesa,
Apenas queriam as minhas
E o momento se perdeu.

*****

Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2011
Código do texto: T3321156

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

AMOR POR PERNAMBUCO



AMOR POR PERNAMBUCO
De: Ysolda Cabral



Pernambuco Estado pacato,
Não muito poluído,
De povo valente e cordato,
Lugar fácil de fazer amigos.

Bonito que nem tela de Van Gogh,
Mar azul do Sul ao Norte,
Costa rica com garças a vista,
E o agreste do sertão é revista.

O sofrimento é passageiro,
A seca é cruel com o sertanejo,
Mas quando a chuva chega,
Traz alegria e fartura à mesa.

Entretanto, quando traz morte,
É mera questão de sina ou sorte.
Ele chora seus entes queridos,
E segue com o coração partido.

Porém, sem desistir de ser feliz,
- Pois a vida vale cada minuto -
Viver em Pernambuco,
É viver sem cicatriz.

*****

Imagem Google (Nova Jerusalém) Cidade Brejo de Madre de Deus-PE
Para conhecer um pouco da região, acesse:

http://www.achetudoeregiao.com.br/pe/belo_jardim/brejo_madre_deus.htm

*****

Publicada no Recanto das Letras em 04/11/2011
Código do texto: T3317118

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

AMOR VERDADEIRO



AMOR VERDADEIRO
De: Ysolda Cabral


Não importa o que você faça,
Não importa a sua farsa,
Jamais me senti esquecida,
Contudo o pensamento divaga...

Alegremente,
Desesperadamente,
Nunca indiferente!

E divagando sem jeito,
Não se sinta contrafeito,
Pois estou na sua alma,
E ela sempre me acalma.

Acalma a saudade e a tristeza,
Que trago dentro do peito,
Advindos do amor que sei verdadeiro.

*****

Publicada no Recanto das Letras em 03/11/2011
Código do texto: T3315201

terça-feira, 1 de novembro de 2011

FORMIGUINHA EM DESESPERO





FORMIGUINHA EM DESESPERO
De: Ysolda Cabral


Abatida,
Acabada,
Acuada...

Decepcionada,
Desarticulada,
Desnorteada...

Esfomeada,
Estressada,
E transtornada.
Estava a formiguinha.

Culpa do açucareiro lavado,
No escorredor da pia,
Pingando água.

Ai, que raiva!
Açucareiro não se lava!!!

Disse a formiguinha indignada.

- Açucareiro se lava!
E formiguinha não fala, mamãe!!

******

Dedicado à Ylana (04 anos) que de boba não tem nada. (Risos)

Publicada no Recanto das Letras em 01/11/2011
Código do texto: T3311131

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CADÊ O SERENO?!



CADÊ O SERENO?!
De: Ysolda Cabral





A tarde cai suavemente e uma brisa leve se revela no balanço das folhas da palmeira a qual, sem a luminosidade do Sol, tem sua tonalidade natural. Fico a refletir que talvez a noite não seja tão quente e as estrelas do Céu fiquem mais nítidas pra gente apreciar.

O tempo me parece firme em seu propósito de não chover e a perspectiva de uma boa caminhada me dar um enorme prazer.

Entretanto, como ainda estou meio alquebrada da virose que me deixou literalmente de cama, por quase dez dias, não posso exagerar e sei que devo ter cautela, pois no serenar, eu posso piorar.

- Mas, aqui existe sereno?!

Aqui existe é muita poluição que nos impede de respirar ar puro até na beira do mar.

Sinto saudade do meu tempo de menina que saia a caminhar sem me preocupar com hora, saúde ou destino...

Qualquer direção eu poderia tomar, qualquer situação eu poderia enfrentar e se caso me deparasse numa viela... Era só voltar.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 31/10/2011
Código do texto: T3309269

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

SOU REVERSO







SOU REVERSO
De: Ysolda Cabral


Sem ânimo
Para sonho de goiabada
Sem ânimo
Para sal de lágrima

Sem ânimo
Para poesia
Com ânimo
Para melancolia

Deixo-me levar
Pela febre, pela lebre
Por brancos caminhos de neve

Ando descalça
Sem agasalho
Volto mais leve
Meu sangue ferve

Neutralizo a emoção
Assimilo a realidade sem verso
Fecho a porta do meu coração
Nele sou reverso...

**********

Publicado no Recanto das Letras em 28/10/2011
Código do texto: T3303582

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

GRIPE OU MAU-OLHADO?





GRIPE OU MAU-OLHADO?
De: Ysolda Cabral


Preciso esquecer a dor,
Preciso me levantar,
Preciso me curar,
Preciso sair daqui...

Voltar a sorrir,
Voltar a cantar,
Voltar a sonhar,
Voltar a existir...

Estou cansada de tossir,
Estou cansada de não dormir,
Estou cansada de espirrar,
Minha cabeça vai explodir.

Ah, que coisa danada de ruim!
Será gripe ou mau-olhado?!
Um galho de arruda, por favor,
E digo adeus ao ''atchim''!

*****

Só assim a minha vida se torna poesia, é mole?! (Risos)

Publicado no Recanto das Letras em 26/10/2011
Código do texto: T3299684

domingo, 23 de outubro de 2011

A COCA-COLA E EU




A COCA-COLA E EU
De: Ysolda Cabral





Nasci e me criei numa Rua de Caruaru-PE, onde havia uma fábrica da Coca-cola. Logo troquei o leite, os sucos e até mesmo a água pelo delicioso líquido.

Naquela ocasião o refrigerante era comercializado em pequenas garrafas, cujas tampas premiadas traziam os personagens de Walt Disney. Consegui formar várias coleções, inclusive, umas cinco só da Branca de Neve e os Sete Anões.

Por mais que mamãe e papai insistissem em proibir, eu sempre dava um jeito de nas minhas andanças de bicicleta, dar uma paradinha na fábrica.

Creio que sempre fui a primeira a perceber quando sua fórmula secreta era roubada e/ou adulterada. Isso em todas as ocasiões. Diziam ser coisa de uma concorrente, a qual queria tomar o seu lugar na preferência da meninada. Entretanto, todas às vezes o ''tiro saia pela culatra''.

E o resultado é que lá em casa todos passaram a adotar o refrigerante como o preferido para qualquer ocasião. Não só lá em casa, mais na maioria das casas onde existisse gente jovem e nos quatro cantos do planeta.

Já fizeram de tudo para que fosse inventado um refrigerante que superasse o sabor coca-cola. Como isso nunca foi possível começaram a difamá-la...

Que causava dependência – isso é verdade, uma vez que é gostosa demais - obesidade, flacidez, celulite, úlceras, pois ''comia'' o estômago e dava até câncer. Que era boa mesmo só pra desentupir pias e etc. e tal...

Sempre essas notícias chegaram até mim e ainda chegam.

Só que agora perdi, literalmente, a paciência e resolvi escrever sobre o assunto. Se estou fazendo propaganda, então estou. A Coca-cola merece!

Ela, em mim, até agora, não me causou nenhum mal.

Não tenho ulcera, nem flacidez, nem celulite e nem outra qualquer coisa proveniente do refrigerante em questão.

Tomo em média de dois a três litros de coca-cola diariamente há mais de meio século.

E, adoro a coca-zero, a qual com bolo de chocolate proporciona um equilíbrio perfeito.

E aí?! (Risos)

**********
Publicado no Recanto das Letras em 21/10/2011
Código do texto: T3289874

EM TOTAL HARMONIA



EM TOTAL HARMONIA
De: Ysolda Cabral


A linha é reta, certa,
Pouca coisa me resta.
Não me importo,
Relaxo e me solto.

Dou adeus à vaidade,
Aos saltos altos,
Ao batom vermelho,
Ao compacto, a sombra, ao blush,
E viva a liberdade!!

Não ligo pro peso,
Nem pro branco na raiz do cabelo.
Sem sonho e sem poesia,
Não sinto arrependimento,
E nem tristeza,
Somente alegria.

A primavera é chegada,
Com ela me sinto abençoada,
As flores colorem o dia,
Hoje estou em total harmonia.

**********

Publicado no Recanto das Letras em 21/10/2011
Código do texto: T3289584

VIDA NA POLUIÇÃO




VIDA NA POLUIÇÃO
De: Ysolda Cabral


Na avenida poluída,
Novamente flora,
As acácias amarelas e róseas,
As margens do fétido canal.

O verde de suas folhas é puro,
Apesar da poeira escura,
Que absorvem para proteção,
De suas belas e delicadas flores...

- Que dedicação!

O semáforo fecha...
Paro bem debaixo de uma delas.
Sinto a vida que se renova,
E o mormaço da manhã desaparece.

Lá adiante o canteiro de palmeiras,
A Luz do Sol prateado,
Faz-me sentir eufórica,
E o amor que há em mim se renova...

- Que emoção!

*****

Publicado no Recanto das Letras em 20/10/2011
Código do texto: T3287668

A PROCURA DE UM AMIGA



A PROCURA DE UM AMIGO
De: Ysolda Cabral


Desde menina queria ter um amigo.
Um amigo para comigo brincar,
Conversar, arengar, passear,
E, principalmente, me escutar.

Procurei por todo canto,
Na minha rua, no meu bairro,
Na minha escola, na minha cidade.
Procurando com afinco de verdade.

Encontrei muitos que se habilitaram,
Mas sempre me aprontavam,
E eu muito triste parei de procurar.

Até que um dia percebi,
Que eu já tinha O encontrado,
E de tanta alegria, quase morri de fato.

******

Participação na Ciranda de Ricardo Vichinsky
Publicado no Recanto das Letras em 19/10/2011
Código do texto: T3285809

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

BRAVO GUERREIRO

BRAVO GUERREIRO
De: Ysolda Cabral


O sorriso vem do medo,
Esconderijo da ansiedade,
Da incerteza em renascer do caus.

A deriva...
Tantas Naus!
Num ''mar'' de puro verde ...

A mercê do Vento,
Do incerto Tempo,
Sem lamentos!

No trago do cigarro;
Some a solidão.
Fumaça de ilusão...

Esconder os maços,
Dos que estão no mesmo barco,
É questão de vida e morte,
Pra sair da purgação.

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Poema dedicado a um colega de trabalho que luta bravamente pra se curar do alcoolismo. Todos nós torcemos por você, viu?!

Publicado no Recanto das Letras em 17/10/2011
Código do texto: T3281542

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Comentários dignos de registro para leitura do nosso Guerreiro:


21/10/2011 17:11 - Mírian Warttusch
O vício tem caminho de volta, mas é árduo e a batalha tem que ser por vezes reiniciada, pois basta um deslize por pequeno que seja, para a recaída. Os parentes e amigos são um componente importantíssimo para ajudar na recuperação de um viciado. Parabéns, Ysolda, lavras mais um tento!

19/10/2011 22:34 -
Jacó Filho
Belíssimo e reflexivo... Parabéns! E que Deus nos abençoe e nos ilumine... Sempre...

19/10/2011 12:17 -
Sandra Ribeiro
Primeiro li o poema, e já o achei tão lindo...Depois vendo que postou para complementar, o significado da obra ainda mais especial! Te parabenizo desejo que seu colega consiga, um dia de cada vez se livrar do alcoolismo.

19/10/2011 09:21 -
Maria Socorro Costa
QUERIDA AMIGA; Poema profundo que fala dos vicios que fazem depender de algo para viver e que trazem sofrimrntos, Bastante expressivos; Afetuoso abraço;MSOCORRO

18/10/2011 12:14 -
Oliveira Rosa
Simplesmente maravilhoso seus versos, parabéns!! bjus


18/10/2011 09:36 - Luzirmil
De minha parte, vou orar a Deus para que dê a vitória da libertação ao seu companheiro de trabalho. Todavia diga a ele (ao seu colega), para entrar em sintonia com Deus e a oração da fé fará a mudança de seu destino. Ele certamente será agraciado com a libertação vinda de Deus. Parabéns pelo poema de apoio ao bem. Beijos fraternos pra você.

18/10/2011 08:08 -
igs
Querida poetisa que poesia linda e uma bela homenagem, o vicio da bebida é terrível já que é uma droga legal parabéns beijos.......israel

17/10/2011 22:32 -
gajocosta
Cara Ysolda,antes de parabenizá-la pelosversos, parabenizo-a pela solidariedade. Somente com esta dedicação ao próximo do grupoea luta dele sré vencedora. Que Deus abençoe a todos, seuversos estão pungentes. Parabéns. Abraço, José


17/10/2011 22:00 - Eduardo Ramos
Sou adepto de um bom whisky mas sem deixar que a bebida me domine. Fui adepto do cigarro, e ele me dominava, mas venci depois de 35 anos de vício. Que o nosso amigo vença os dois inimigos (bebida e cigarro) da sua vida, e que muitos outros, abandonem o vício do cigarro pois só quem perdeu os pais e alguns amigos por causa desse veneno mortal, sabe o que é se livrar desse mal. Saber beber é saudável mas se torna um arma mortal quando não se sabe conviver com a gostosa mas temida bebida. Sobre a poesia? Pra variar, sempre bonita.

17/10/2011 21:20 -
Helio Rocca
Categoricamente lindo poetisa, aplausos

17/10/2011 20:49 -
veralis
Bravíssimo! O nosso amigo e Sua poesia! Estamos todos torcendo por ele. Deixo aqui também a minha pequena homenagem numa frase que fiz para meu companheiro, que bebeu durante 34 anos, sendo 9, em minha companhia. Há quase 17 anos ele se declarou alcoólatra, reconhecendo o alcoolismo como doença, encontrou ajuda no "A.A" ( ALCOÓLICOS ANÔNIMOS). Hoje, temos um filho de 15 anos, fruto da sobriedade! Por isso torço por nosso colega e por todos os dependentes químicos. Digo-lhes o mesmo que disse ao meu "guerreiro" "LIBERTAR-SE DO VÍCIO, É VOAR COMO AS ÁGUIAS. ACIMA DAS NUVENS" Ao me lembrar desses momentos em minha vida, me emociono e agradeço a Deus a nossa perseverança, pois quando há numa família um dependente químico,todos acabam sendo prisioneiros do vício. E libertar-se é realmente voar sobre as nuvens. Desejo a todos: "Mais vinte e quatro horas" E muita paz!

17/10/2011 19:48 -
Dolce Vita
Olá Ysolda! Belo poema. Que teu amigo consiga vencer essa luta. Beijos querida

17/10/2011 19:43 -
CONCEIÇÃO GOMES
É uma luta titânica, mas ele será vencedor, com o apoio dos que lhe querem bem.

17/10/2011 18:11 -
Esther Ribeiro Gomes
Belíssima homenagem e incentivo ao seu amigo, querida Ysolda! Se Deus quiser, ele há de se recuperar, mas depende só dele! O alcoolismo é devastador, meu marido era alcoólatra e morreu aos 51 anos de cirrose, por não aceitar ser um alcoólatra! Grata por seu carinho, amiga! Beijo no seu coração, Esther

17/10/2011 17:37 -
Chagaspires
UMA BELA CORRENTE POR UMA CAUSA MERECIDA. ABRAÇOS POETISA

17/10/2011 17:34 -
Uende Lima
Ysoldinha, estamos juntos nesta corrente de força para com o nosso amigo. Muito oportuna sua homenagem, que também é a nossa homenagem. O nosso amigo tem uma qualidade rara, que é ser verdadeiro. Sabemos o que esperar dele, logo, conhecemos sua força. Fica na paz, beijos.

17/10/2011 17:15 -
anabailune
Tomara que ele consiga superar...

17/10/2011 17:01 -
MÁRIO FEIJÓ
Puxa querida, que lindo gesto. Beijos

17/10/2011 15:11 -
RobertoRego
Ysolda, parabéns a você pelos versos na mensagem de fé e esperança ao seu amigo. Que DEUS lhe dê forças para vencer o maldito vício da bebida. Querer é poder! Abraço forte, paz e alegria, poetisa! ...

17/10/2011 14:43 -
Miguel Jacó
Boa tarde Ysolda, seus versos ficaram perfeitos, e o seu amigo se tiver uma motivação forte consegue livrar-se deste mal, pois sou alcoólatra, e parei de consumir os produtos etílicos desde 9 de Julho de 85 Parabens pelo seu contundente texto, que Deus abençoe ao seu amigo neste sua batalha.MJ.


17/10/2011 13:06 - Tê Lima
Muito bem escrito a realidade deste fato. É muito bom saber que com esta divulgação aumenta o número de pessoas na torcida e nas orações que tanto ele necessita... vamos todos nessa! e para Glória de Deus, receber a vitória. Bjos Tereza Lima


17/10/2011 11:47 - Luciê Ramos
Bom dia Poetisa... E se me permite, conheço bem essa história, e por anos caminhei por esses caminhos. Sou alcoolatra, tenho comigo a doença do alcolismo (não sou mais bebedor), e acredite, é uma verdadeira tortura para o ser humano. Por experiência de vida, posso lhes assegurar: Ele não conseguirá encontrar uma saída sozinho. Eu tive que procurar ajuda... Na época, procurei o AA (Alcoolicos Anonimos), e somente através deles eu consegui superar o problema. Hoje, a 11 anos que não bebo mais... E a cada novas 24 horas, essa luta e esperança se renova. Não tenho méritos nessa conquista... Tudo agradeço ao trabalho de Alccolicos Anônimos, e tenho fé, acredito tranquililamente, que Deus haverá de iluminar esse seu amigo na luta pelo combate ao alcolismo. Mas advirta-o... Essa é uma luta permanente enquanto a vida existir, e é preciso que a cada dia nasça em nós um novo homem. Um xêro, exageradamente grande, pra você!!!

17/10/2011 11:05 -
Joseli Torres
Belas palavras culega e parabéns pelo incentivo!!!!!bjos.

17/10/2011 10:22 -
Silvia Regina Costa Lima
Olá **** Bom Dia! ***um dia de cada vez.... que bom que as pessoas tentam sair dos vícios que lhes fazem mal... poema sincero e sensível, menina... parabéns a ele* E hoje há também - Tempo - em meu soneto ****** Um beijo azul com saudades

17/10/2011 10:02 - inara
Muiiiiito bom!!!! Que a força interior que todos nós temos e as vezes até esquecemos do poder que ela nos dar! O torne forte muito mais e além do que nós pensamos que somos capazes!!!

17/10/2011 09:55 -
fabuloso
Linda forma de enxergar, lindo seu poetar Ysolda! Bjs...

17/10/2011 09:40 -
EDNA LOPES
Agra eu também sou da torcida.Manda meu abraço pra ele..Um beijão pra ti, querida. Saudades!




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SOU CRIANÇA





SOU CRIANÇA
De: Ysolda Cabral



Quem disse que não sou criança?
Quem afirmou tal infâmia?
Quem em sã consciência,
Diria tal absurdo?!

Ora, se vivo a correr e a brincar,
A cair e levantar,
A sorrir e a chorar,
Sem me preocupar...?!

Só um louco qualquer!
Ou um prá lá de invejoso,
Que tem um olho muito gordo,
Precisando de rezar...

Pedir perdão dos pecados,
Aos gritos e bem alto,
E Deus como é bonzinho;
Capaz de perdoar.

Portanto, meu amigo,
Trate de se lembrar!
Pois estou esperando de presente:
Nem que seja um ''oi'' ou um ''olá''

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Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T3271917

sábado, 8 de outubro de 2011

SERENATA NOS DIAS DE HOJE?!





SERENATA NOS DIAS DE HOJE?!
De: Ysolda Cabral





Por volta das quatro horas da manhã de hoje, ainda um tanto escuro, fui surpreendida por uma serenata. Bem debaixo de minha janela.

- Fiquei que nem me mexia... Quem estaria tocando pra mim?!

- Seria um poeta?! Um compositor apaixonado?! Eu não conhecia a música... Num misto de alegria, medo, curiosidade e expectativa; fiquei sem saber o que fazer...

- Será que estou acordada mesmo?!!! Belisco-me e dou um pequeno grito.

- Psiu!!! Silêncio, Ysolda. Todo cuidado é pouco e não vá espantar o seresteiro. A serenata pode ser pra sua irmã Inára, afinal ela dorme no primeiro pavimento, bem ao lado direito de você.

- Para minha filha não era. Além do quarto dela ficar do outro lado, quem na idade dela(21), nos dias de hoje, faria uma coisa assim?

A música continuava... Entretanto, eu não conseguia identificar o instrumento.

- Talvez um bandolim...

- Sim, era um bandolim!!!

Como mamãe tocava divinamente esse instrumento, concluí: é ela que desceu do Céu para me anunciar o amanhecer.

- Não!!!!

Aquela música deveria ser de alguém muito apaixonado, mais muito apaixonado mesmo...

E a grande dúvida voltou: pra mim ou pra minha irmã?!!!

- Bom, melhor que seja pra ela, pois ‘’gato escaldado tem medo de água fria’’.

Ah, mas este meu coração romântico e repleto de expectativas, insistia em querer que fosse pra mim!

Criei coragem e me levantei decidida, abrindo a janela com o coração querendo sair do peito e olhei para baixo.

- Era um celular!!!!!!

Alguém havia o esquecido na calçada, ao alongar-se no ‘’meu’’ Sombreiro, antes de sua caminhada em direção ao Mar...

Contou-me o vigia noturno, como quem pede desculpas.



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Publicado no Recanto das Letras em 07/10/2011
Código do texto: T3262577

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ACREDITE SE QUISER


ACREDITE SE QUISER
De: Ysolda Cabral




Não queria perder o bom humor nunca. Entretanto, está ficando cada vez mais difícil mantê-lo, uma vez que o mau humor se alastra feito peste.

No trânsito, então, é um verdadeiro ''estado de guerra''. Há uma irritação que paira no ar, deixando todo mundo em alerta, pronto pra briga.

Tudo está muito complicado, de ponta-cabeça, desorganizado...

Contudo, de vez em quando, nos surpreendemos com verdadeiras ''vacinas'' de bom-humor, e, de onde a gente menos espera a alegria de viver vem à tona e o sorriso toma conta geral.

Tenho recebido esta vacina, quase que diariamente, desde que resolvi deixar meu carro em casa e aderi ao transporte público (ônibus e metrô). Além de economizar um tempo considerável; não me estresso.

O mais surpreendente e importante é que descobri que as pessoas mais simples e humildes, são muito mais bem humoradas, educadas, gentis e felizes.

Estou adorando o translado casa/trabalho/casa de ônibus e metrô, porém quando digo isso a alguém do meu círculo de amizade, conhecimento e convivência, noto que sou olhada meio atravessado...

Acho que estou sofrendo discriminação, é mole?! (Risos)

- Como a humanidade é boba e metida à besta, meu Deus!

Hoje, na vinda, me surpreendi com o motorista dando bom dia a todo mundo, e, com um aperto de mão! O ônibus estava lotado, muita gente em pé e ele nos fez rir todo o trajeto.

Outro dia assisti a um show, de voz e violão, de um paraguaio que quase me fez perder a minha parada.

- Acredite se quiser!



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Publicado no Recanto das Letras em 06/10/2011
Código do texto: T3260888

terça-feira, 4 de outubro de 2011

POEMA MALDITO



POEMA MALDITO
De: Ysolda Cabral


Eis o desencanto explicitado,
Da alma em manifestação contundente,
Em declínio, em pesadelo, em desalinho,
Febril e descontente.

E às mais indignadas expressões de sentimento;
Queimam por dentro em desassossego,
Em desespero e em cruel sofrimento.

E os ditos de amor mais bonitos,
São calados, reprimidos, eliminados,
Pela insensatez dos equivocados.

Eis a alma exposta, em revolta e sem pudor,
A proclamar em verso seus delírios,
Vividos em poema maldito,
Por um coração partido de dor.

*****
Publicado no Recanto das Letras 04/10/2011
Código do texto: T3257216

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O AMOR EM SUAS MÃOS



O AMOR EM SUAS MÃOS
De: Ysolda Cabral


O tempo passa,
Sinto você e o nada,
A alegria acaba.
Cadê você que não me acha?

Acordei tarde,
Tive pesadelo.
Só sonho acordada!
A Vida e suas tapas...

Procuro o silêncio,
Apenas por um momento.
Preciso escutar meus pensamentos!
Há um tsunami em minha mente...

Você sabe e sente.
Preste atenção,
Só por um instante,
Mesmo que esteja longe.

O sentimento é profundo,
Belo e fecundo,
Bem maior que o mundo,
E, está em suas mãos.


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Publicada no Recanto das Letras em 30/09/2011
Código do texto: T3249661

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A LEVEZA DA FORÇA BRUTA



A LEVEZA DA FORÇA BRUTA
De: Ysolda Cabral





Estava de bobeira na noite de domingo passado, sem vontade de absolutamente nada, quando resolvi fazer um ''tour'' pelos canais de TV.

Impaciente, mudava de canal o tempo todo. De repente, me deparei com um canal, o qual apresentava o novo ''clipe'' da cantora Marisa Monte.


No ''clipe'', que servia de ''pano de fundo’’ para sua nova música; a cantora e compositora dançava com o lutador ''Aranha”, Anderson Silva, campeão mundial de MMA - Artes Marciais Mistas. (Nascido na cidade de São Paulo, mudou-se ainda pequeno para Curitiba, onde começou a treinar Taekwondo com 7 anos de idade, esporte no qual se tornou faixa preta aos 18 anos. No Muay Thai, Anderson foi o segundo faixa preta formado pelo Mestre Fábio Noguchi em Curitiba. Ele também é faixa preta em jiu-jitsu dos irmãos Nogueira (Minotauro e Minotouro). A origem de seu apelido, Aranha, vem de um anuncio que citou o aranha por causa de uma camisa que usava no dia de um evento, minutos antes dele entrar no ringue e até hoje esse apelido perdura). Dados coletados no site abaixo indicado.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anderson_Silva.

Fiquei encantada com a leveza da ''força bruta'' bailando com o lindíssimo cisne branco - Marisa Monte. A beleza, a elegância, o romantismo e o leve toque de sensualidade e poesia, se completavam na harmonia do ''colorido’’ preto e branco.

- Que coisa mais bonita!

Depois daquele momento de pura beleza, leveza, música e poesia, fui dormir pensando no quanto a Vida é mestra na arte das surpresas e contradições.

*****

Publicada no Recanto das Letras em 29/09/2011
Código do texto: T3247458

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O CASAMENTO DO BATATINHA



O CASAMENTO DO BATATINHA
De: Ysolda Cabral





Batatinha, colega de trabalho competente, simpático, educado, prestativo e muito bonachão, se casou com uma bela professorinha, residente a mais de 130 km do Recife. Casou de fato e de direito, numa cerimônia simples e na presença, apenas, dos seus familiares.

Após o casamento, nada se modificou na vida do jovem casal, uma vez que, nem ele poderia ir morar no interior, pois seu emprego é aqui no Recife, e, nem ela poderia transferir o seu emprego para cá.

Tudo estava na mais perfeita ordem (igualzinho ao que era antes de quando noivos) até que, Batatinha resolveu contar para seus amigos a novidade. E foi aí que a coisa pegou e pegou pra valer.

Os ''amigos'' festeiros, cachaceiros e muito bagunceiros exigiram, de Batatinha, uma comemoração. Fábio, o mais terrível de todos os amigos, foi logo avisando que poderia ser um churrasco, desde que fosse servido carne de primeiríssima qualidade. ''Pra gaúcho nenhum botar defeito'' enfatizou. Caso contrário, sairia do churrasco falando mal do amigo.

Com relação à bebida, disse para não se preocupar muito, pois se daria por satisfeito com duas latinhas de cachaça. Contanto que fosse cachaça mineira ou paraibana. Observou!

Cheguei exatamente quando as exigências estavam sendo feitas e fiquei preocupada com meu amigo recém-casado.

Indignada com Fábio lhe perguntei se ele não tinha mãe...

Este fato ocorreu semana passada e o churrasco se realizou no último final de semana.

Há pouco fui à cantina e encontrei Fábio...

- E aí, como foi o churrasco?!

Ele me respondeu, na maior cara de pau, que não havia comparecido, pois justo naquele dia seu time havia jogado. E, que, escolhera ir pro jogo.

- Fiquei ''rosa-chiclete''...

Nisso, chegou outro amigo, o Miudinho, (ele tem quase dois metros de altura) o qual logo se apressou em me mostrar às fotos da festança.

A primeira era de um bonito prato de farofa de cuscuz, acompanhada de uma carne de porco, muitíssimo bem assada na brasa, e, por demais suculenta.

E, enquanto Fábio se indignava com a foto, eu ficava sem poder falar de tanta água na boca.

- Eu devia ter ido nesse churrasco e nem precisava da cachaça!

******


Presentes no evento: Sr. e Sra. Alexandre, Sr. e Sra. Denis, Sr. e Sra. Thifanny, Sr. e Sra. Gilmar, Sr. e Sra. Kico, Sr. e Sra. Clécio e Miudinho, sozinho e a procura; entre outros que não foram anotados, por Miudinho, por absoluta falta de condição.

- Cachaça faz cada uma!!!

Em tempo: Esta crônica tem o objetivo de registrar o mais lindo momento da vida de um bom e querido amigo, bem como, alertá-lo em relação à ''certos'' amigos. Hahahahahaha

Ah, já ia esquecendo de dizer que seu ''chefe'' Wile, mandou dizer que não compareceu ao churrasco por conta de um desarranjo intestinal, viu, Batatinha?! Hahahahaha

******


Publicado no RL em 27/09/2011
Código do texto: T3243839

domingo, 25 de setembro de 2011

ESTOU AQUI



ESTOU AQUI
De: Ysolda Cabral


Com o olhar perdido em algum lugar,
Os pensamentos numa rapidez supersônica,
Vão do antes do útero da mãe,
Ao infinito do inexplicável absurdo.

Surdo, mudo, luto.
Não respiro!
Transpiro o mundo...

Estou no fundo,
O sentimento é profundo;
Meu tudo.

De repente o silêncio incomoda,
Sacode-me, me acorda...
De súbito dou um pulo e grito:

Hei, ainda estou aqui!
Bem aqui neste mundo.

**********


Publicado no Recanto das Letras em 25/09/2011
Código do texto: T3239791

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

MINHA PRIMEIRA OBRA DE ARTE

MINHA PRIMEIRA OBRA DE ARTE
De: Ysolda Cabral





Quando criança eu não fui mais peralta por absoluta falta de tempo. Como mamãe fazia questão de organização e disciplina, tínhamos hora pra tudo e eu, por não gostar nem um pouco disso, cumpria minhas obrigações, com eficiência e rapidez, para logo ir brincar.

Minha irmã mais velha, muito estudiosa e “puxa-saco” de mamãe, às vezes brincava comigo, mas suas brincadeiras eram muito chatas. Quando não era de escolinha, era de boneca. Eu de irmã das bonecas e ela de mãe que mandava em todo mundo.

- Ah, eu odiava!

Eu gostava mesmo era de brincar na rua. Apostar carreira, jogar bola, brincar de pega-pega, andar de bicicleta... Subir nas árvores e colher seus frutos - goiaba, carambola, acerola, pitanga e azeitona. Esta última deixava a gente com a língua azul e eu achava o máximo.

Certa ocasião a brincadeira estava tão boa que perdi a hora. E, ao chegar em casa, toda suja e esbaforida, papai já estava. Resultado: fiquei de castigo. ( Sem sair do meu quarto por todo o final daquela semana.)

Fiz “greve” de fome - me garantindo nos biscoitos e chocolates prestígio que eu mantinha em lugar estratégico para as emergências - e passei a chave na porta. - Eu não saia, mas também ninguém entrava.

No primeiro momento me ocorreu muita coisa interessante pra fazer. Registrar no meu diário a minha injusta e arbitrária “prisão”. Ler e reler meus livros de contos de fadas, ou me divertir com a turma da Disney, uma vez que, eu fazia coleção das revistinhas do Pato Donald, Tio Patinhas, bem como da Luluzinha, do Bolinha, entre outras.

Foi então que tive uma brilhante idéia: desenhar, numa das paredes da minha “prisão,” um Tio Patinhas gigante.

Papai acabara de pintar toda a nossa casa. Por fora verde e branca, e, por dentro branco neve.

Uma beleza de “tela”! Tão branquinha...!!!

Contudo, havia um problema: eu não dispunha de escada e a cartola do tio Patinhas, no meu projeto, teria que ficar rente ao teto e suas patinhas rente ao chão.

Depois de muito refletir, concluí que precisava, primeiramente, “construir” uma escada. Então, em cima da minha cama, coloquei a mesinha de estudo. Por sobre a mesinha de estudo, uma cadeira. E, em cima da cadeira, um banquinho.

Equilíbrio não era o problema, pois eu tinha de sobra. ( Literalmente falando, claro!) Mesmo assim, alcançar o teto e começar a desenhar minha primeira obra de arte, com um lápis grafite, não seria coisa fácil.

Alonguei bastante, gastei uns três ou quatro lápis de ponta grossa, caí várias vezes, me esborrachando no chão, mas consegui.

E, ao receber meu “Alvará de Soltura”, só não voltei pro “xilindró” porque mamãe achou minha obra de arte um espetáculo... Bonita demais, disse- me ela.

Ah, saudades de mamãe, saudade de ser criança...!

Saudades de mim...

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Publicado no recanto das Letras em 05/09/2011
Código do texto: T3202657



sábado, 3 de setembro de 2011

CORAL DO AMANHECER



CORAL DO AMANHECER
De: Ysolda Cabral



Não vi tanto vento no mês de Agosto,
Como estou vendo no mês de Setembro.
Agorinha mesmo, da minha varanda,
Divertia-me olhando as tentativas inúteis
Do Sombreiro em ficar quieto.

Fiquei a refletir...

Se o vento não lhe desse trégua,
Onde seria o pernoite
Dos pássaros da redondeza?

A noite chegou, o vento diminuiu...
E o Sombreiro sossegou.

Mas, cadê os passarinhos?!

De repente me senti triste...
Tão desamparada!

Será que o ''Coral do Amanhecer’’
Me acordará a manhã cedinho?

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Publicado no Recanto das Letras em 03/09/2011
Código do texto: T3199119

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CATANDO CONCHAS




CATANDO CONCHAS
De: Ysolda Cabral


Colares baratos ou caros,
Na panela de barro,
Porta jóia improvisado,
Colo estupefato...

Surpresas de lado;
Falsos diamantes e rubis,
Pedras bonitas e enganosas,
Compradas a troco de muito;
Ou quase nada...

O colorido é bonito,
Porém falso.
- Mas tanto faz -
O brilho reluz, mas não seduz.

Entre elas lindas conchas marinhas.
- Verdadeira riqueza -
Trazidas da beira da praia,
Em finais de tardes enluaradas.

Ah, como era bom catá-las!



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Publicado no Recanto das Letras em 02/09/2011
Código do texto: T3197251

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SEGREDO QUE DIVIDO - YSOLDA & LUCIANA CAPPELLI

Imagem Google


SEGREDOS QUE DIVIDO
De: Ysolda Cabral


Na contradição dos meus versos,
Vou ''dissecando'' a minha alma,
Tentando entendê-la, aquietá-la...
Com paciência e muita calma.

Por mais que eu a estude e analise,
Não consigo entender alguns deslizes,
E em confronto com a religião,
Sou uma constante adivinhação.

Somos um eterno desencontro,
Nos caminhos desconhecidos da vida,
E de surpresa em surpresa encontro,
A paz entre nós duas de maneira linda.

O poder do pensamento positivo,
A aceitação dos altos e baixos,
A fé em Deus, meu ponto alto,
São os segredos que ora divido.

Portanto, pode tirar proveito,
Daquilo que ora escrevo,
Pois não importa a situação,
É na alma que está a explicação.

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Interação digna de destaque

31/08/2011 22:18 - luciana vettorazzo cappelli

Quando tudo silencia
as atribulações do dia a dia
os fracassos e os exitos
estamos nós e a nossa companhia

nossa alma
nosso coração
nossa riqueza
nós e a nossa mesa

e lá nunca tem pobreza
nós e a nossa alma
somos uma fortaleza....

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Obrigada, minha amiga querida. Adorei!!!

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Reeditado, como Dueto, no Recanto das Letras
Em 01/09/2011- Código do texto: T3192488

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Publicado no Recanto de Letras em 31/08/2011
Código do texto: T3192488


http://www.recantodasletras.com.br/autores/ysoldacabral

terça-feira, 30 de agosto de 2011

NO SILÊNCIO DA SOLIDÃO



NO SILÊNCIO DA SOLIDÃO
De: Ysolda Cabral


Na tranquilidade deste momento,
Deixo-me levar pelo pensamento.
Na tranqüilidade deste momento,
Faço planos em contentamento.

Na tranquilidade deste momento,
Sou o próprio tempo... Bem lento.
Submeto-lhe à minha vontade,
Ele acha graça... Está bondade!

Sorrio me achando o máximo,
E no silêncio da minha solidão,
Consigo aquietar meu coração.

De repente tudo se torna um fardo,
Sou a própria agonia... Sou ira!
Contudo, não irei em seu encalço.

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Publicado no Recanto das Letras em 30/08/2011
Código do texto: T3190979

domingo, 28 de agosto de 2011

GOSTO DE GENTE...

GOSTO DE GENTE
De: Ysolda Cabral


Gosto de gente...!
Que se doa sem saber por quê,
Que sente mais do que vê,
Que passa pra gente só coisas boas,
E puras... Pra valer!!!

Gosto de gente...!
Que é dada a pequenos gestos
E com eles,
Tece lições fortes de ternura
Com a maior delicadeza,

... Que tem os pés no chão
O coração na natureza
E a cabeça na imensidão do universo
Quando azul ou não

Gosto de gente assim que nem você!!!

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Obs.: O texto acima, escrevi em forma de pensamento há tempos atrás. Hoje, ao trazê-lo para o RL, o talentoso poeta paraibano, Luciê Ramos, lhe deu a forma de poesia.

Adorei!!!


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Publicado no Recanto das Letras em 28/08/2011
Código do texto: T3186674

VOANDO ALTO




VOANDO ALTO
De: Ysolda Cabral


A alegria e a tristeza,
A beleza e a fealdade,
Misturam-se na paisagem.

A poesia em contradição,
Deixa minha alma em conflito.
Estou sem direção...

Meu coração bate acelerado.
Cadê minha imaginação?!
Preciso sair do chão...

Voar bem alto;
Fugir do asfalto;
Não sofrer assaltos...

Que pena não ser pássaro!
Se fosse voaria até as nuvens,
E lá, me sentiria em teus braços.

Juntos e embalados pela brisa;
O ''Espaço Tempo''
Nunca mais existiria.

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Publicado no Recanto das Letras em 26/08/2011
Código do texto: T3183500

NO TRANSPORTE MUSICAL




NO TRANSPORTE MUSICAL
De: Ysolda Cabral





Algumas músicas me transportam para o mundo da poesia. É desta forma que me recomponho das decepções e tristezas que a vida nos impõe quase que diariamente.

No mundo da poesia saro minhas dores e feridas e, de alguma forma, contribuo para a cicatrização até das feridas que não são minhas. Fato que me deixa feliz, recompensada e não me canso de dar Graças.

Entretanto, há músicas belíssimas, as quais marcaram momentos tão importantes e significativos na minha vida que evito escutá-las, pois não me levam ao mundo da poesia e sim ao mundo da saudade, da nostalgia...

Ao mundo descolorido do desencanto... Lugar onde a gente grita e nem o eco responde.

Sair de lá não é fácil! Hoje, não resisti...

Agora, já nem sei mais o que digo, nem o que penso e nem muito menos o que sinto.

Os dedos, lentos no teclado, como se fosse piano, buscam encontrar notas musicais alegres e só encontram dissonantes.

Paro e olho, através da janela, o dia que também chora...

E, a bela e solitária papoula vermelha, ontem aberta e feliz, está fechada em copas.



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Publicado no Recanto das Letras em 25/08/2011
Código do texto: T3181027