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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O AMOR EM SUAS MÃOS



O AMOR EM SUAS MÃOS
De: Ysolda Cabral


O tempo passa,
Sinto você e o nada,
A alegria acaba.
Cadê você que não me acha?

Acordei tarde,
Tive pesadelo.
Só sonho acordada!
A Vida e suas tapas...

Procuro o silêncio,
Apenas por um momento.
Preciso escutar meus pensamentos!
Há um tsunami em minha mente...

Você sabe e sente.
Preste atenção,
Só por um instante,
Mesmo que esteja longe.

O sentimento é profundo,
Belo e fecundo,
Bem maior que o mundo,
E, está em suas mãos.


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Publicada no Recanto das Letras em 30/09/2011
Código do texto: T3249661

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A LEVEZA DA FORÇA BRUTA



A LEVEZA DA FORÇA BRUTA
De: Ysolda Cabral





Estava de bobeira na noite de domingo passado, sem vontade de absolutamente nada, quando resolvi fazer um ''tour'' pelos canais de TV.

Impaciente, mudava de canal o tempo todo. De repente, me deparei com um canal, o qual apresentava o novo ''clipe'' da cantora Marisa Monte.


No ''clipe'', que servia de ''pano de fundo’’ para sua nova música; a cantora e compositora dançava com o lutador ''Aranha”, Anderson Silva, campeão mundial de MMA - Artes Marciais Mistas. (Nascido na cidade de São Paulo, mudou-se ainda pequeno para Curitiba, onde começou a treinar Taekwondo com 7 anos de idade, esporte no qual se tornou faixa preta aos 18 anos. No Muay Thai, Anderson foi o segundo faixa preta formado pelo Mestre Fábio Noguchi em Curitiba. Ele também é faixa preta em jiu-jitsu dos irmãos Nogueira (Minotauro e Minotouro). A origem de seu apelido, Aranha, vem de um anuncio que citou o aranha por causa de uma camisa que usava no dia de um evento, minutos antes dele entrar no ringue e até hoje esse apelido perdura). Dados coletados no site abaixo indicado.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anderson_Silva.

Fiquei encantada com a leveza da ''força bruta'' bailando com o lindíssimo cisne branco - Marisa Monte. A beleza, a elegância, o romantismo e o leve toque de sensualidade e poesia, se completavam na harmonia do ''colorido’’ preto e branco.

- Que coisa mais bonita!

Depois daquele momento de pura beleza, leveza, música e poesia, fui dormir pensando no quanto a Vida é mestra na arte das surpresas e contradições.

*****

Publicada no Recanto das Letras em 29/09/2011
Código do texto: T3247458

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O CASAMENTO DO BATATINHA



O CASAMENTO DO BATATINHA
De: Ysolda Cabral





Batatinha, colega de trabalho competente, simpático, educado, prestativo e muito bonachão, se casou com uma bela professorinha, residente a mais de 130 km do Recife. Casou de fato e de direito, numa cerimônia simples e na presença, apenas, dos seus familiares.

Após o casamento, nada se modificou na vida do jovem casal, uma vez que, nem ele poderia ir morar no interior, pois seu emprego é aqui no Recife, e, nem ela poderia transferir o seu emprego para cá.

Tudo estava na mais perfeita ordem (igualzinho ao que era antes de quando noivos) até que, Batatinha resolveu contar para seus amigos a novidade. E foi aí que a coisa pegou e pegou pra valer.

Os ''amigos'' festeiros, cachaceiros e muito bagunceiros exigiram, de Batatinha, uma comemoração. Fábio, o mais terrível de todos os amigos, foi logo avisando que poderia ser um churrasco, desde que fosse servido carne de primeiríssima qualidade. ''Pra gaúcho nenhum botar defeito'' enfatizou. Caso contrário, sairia do churrasco falando mal do amigo.

Com relação à bebida, disse para não se preocupar muito, pois se daria por satisfeito com duas latinhas de cachaça. Contanto que fosse cachaça mineira ou paraibana. Observou!

Cheguei exatamente quando as exigências estavam sendo feitas e fiquei preocupada com meu amigo recém-casado.

Indignada com Fábio lhe perguntei se ele não tinha mãe...

Este fato ocorreu semana passada e o churrasco se realizou no último final de semana.

Há pouco fui à cantina e encontrei Fábio...

- E aí, como foi o churrasco?!

Ele me respondeu, na maior cara de pau, que não havia comparecido, pois justo naquele dia seu time havia jogado. E, que, escolhera ir pro jogo.

- Fiquei ''rosa-chiclete''...

Nisso, chegou outro amigo, o Miudinho, (ele tem quase dois metros de altura) o qual logo se apressou em me mostrar às fotos da festança.

A primeira era de um bonito prato de farofa de cuscuz, acompanhada de uma carne de porco, muitíssimo bem assada na brasa, e, por demais suculenta.

E, enquanto Fábio se indignava com a foto, eu ficava sem poder falar de tanta água na boca.

- Eu devia ter ido nesse churrasco e nem precisava da cachaça!

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Presentes no evento: Sr. e Sra. Alexandre, Sr. e Sra. Denis, Sr. e Sra. Thifanny, Sr. e Sra. Gilmar, Sr. e Sra. Kico, Sr. e Sra. Clécio e Miudinho, sozinho e a procura; entre outros que não foram anotados, por Miudinho, por absoluta falta de condição.

- Cachaça faz cada uma!!!

Em tempo: Esta crônica tem o objetivo de registrar o mais lindo momento da vida de um bom e querido amigo, bem como, alertá-lo em relação à ''certos'' amigos. Hahahahahaha

Ah, já ia esquecendo de dizer que seu ''chefe'' Wile, mandou dizer que não compareceu ao churrasco por conta de um desarranjo intestinal, viu, Batatinha?! Hahahahaha

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Publicado no RL em 27/09/2011
Código do texto: T3243839

domingo, 25 de setembro de 2011

ESTOU AQUI



ESTOU AQUI
De: Ysolda Cabral


Com o olhar perdido em algum lugar,
Os pensamentos numa rapidez supersônica,
Vão do antes do útero da mãe,
Ao infinito do inexplicável absurdo.

Surdo, mudo, luto.
Não respiro!
Transpiro o mundo...

Estou no fundo,
O sentimento é profundo;
Meu tudo.

De repente o silêncio incomoda,
Sacode-me, me acorda...
De súbito dou um pulo e grito:

Hei, ainda estou aqui!
Bem aqui neste mundo.

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Publicado no Recanto das Letras em 25/09/2011
Código do texto: T3239791

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

MINHA PRIMEIRA OBRA DE ARTE

MINHA PRIMEIRA OBRA DE ARTE
De: Ysolda Cabral





Quando criança eu não fui mais peralta por absoluta falta de tempo. Como mamãe fazia questão de organização e disciplina, tínhamos hora pra tudo e eu, por não gostar nem um pouco disso, cumpria minhas obrigações, com eficiência e rapidez, para logo ir brincar.

Minha irmã mais velha, muito estudiosa e “puxa-saco” de mamãe, às vezes brincava comigo, mas suas brincadeiras eram muito chatas. Quando não era de escolinha, era de boneca. Eu de irmã das bonecas e ela de mãe que mandava em todo mundo.

- Ah, eu odiava!

Eu gostava mesmo era de brincar na rua. Apostar carreira, jogar bola, brincar de pega-pega, andar de bicicleta... Subir nas árvores e colher seus frutos - goiaba, carambola, acerola, pitanga e azeitona. Esta última deixava a gente com a língua azul e eu achava o máximo.

Certa ocasião a brincadeira estava tão boa que perdi a hora. E, ao chegar em casa, toda suja e esbaforida, papai já estava. Resultado: fiquei de castigo. ( Sem sair do meu quarto por todo o final daquela semana.)

Fiz “greve” de fome - me garantindo nos biscoitos e chocolates prestígio que eu mantinha em lugar estratégico para as emergências - e passei a chave na porta. - Eu não saia, mas também ninguém entrava.

No primeiro momento me ocorreu muita coisa interessante pra fazer. Registrar no meu diário a minha injusta e arbitrária “prisão”. Ler e reler meus livros de contos de fadas, ou me divertir com a turma da Disney, uma vez que, eu fazia coleção das revistinhas do Pato Donald, Tio Patinhas, bem como da Luluzinha, do Bolinha, entre outras.

Foi então que tive uma brilhante idéia: desenhar, numa das paredes da minha “prisão,” um Tio Patinhas gigante.

Papai acabara de pintar toda a nossa casa. Por fora verde e branca, e, por dentro branco neve.

Uma beleza de “tela”! Tão branquinha...!!!

Contudo, havia um problema: eu não dispunha de escada e a cartola do tio Patinhas, no meu projeto, teria que ficar rente ao teto e suas patinhas rente ao chão.

Depois de muito refletir, concluí que precisava, primeiramente, “construir” uma escada. Então, em cima da minha cama, coloquei a mesinha de estudo. Por sobre a mesinha de estudo, uma cadeira. E, em cima da cadeira, um banquinho.

Equilíbrio não era o problema, pois eu tinha de sobra. ( Literalmente falando, claro!) Mesmo assim, alcançar o teto e começar a desenhar minha primeira obra de arte, com um lápis grafite, não seria coisa fácil.

Alonguei bastante, gastei uns três ou quatro lápis de ponta grossa, caí várias vezes, me esborrachando no chão, mas consegui.

E, ao receber meu “Alvará de Soltura”, só não voltei pro “xilindró” porque mamãe achou minha obra de arte um espetáculo... Bonita demais, disse- me ela.

Ah, saudades de mamãe, saudade de ser criança...!

Saudades de mim...

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Publicado no recanto das Letras em 05/09/2011
Código do texto: T3202657



sábado, 3 de setembro de 2011

CORAL DO AMANHECER



CORAL DO AMANHECER
De: Ysolda Cabral



Não vi tanto vento no mês de Agosto,
Como estou vendo no mês de Setembro.
Agorinha mesmo, da minha varanda,
Divertia-me olhando as tentativas inúteis
Do Sombreiro em ficar quieto.

Fiquei a refletir...

Se o vento não lhe desse trégua,
Onde seria o pernoite
Dos pássaros da redondeza?

A noite chegou, o vento diminuiu...
E o Sombreiro sossegou.

Mas, cadê os passarinhos?!

De repente me senti triste...
Tão desamparada!

Será que o ''Coral do Amanhecer’’
Me acordará a manhã cedinho?

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Publicado no Recanto das Letras em 03/09/2011
Código do texto: T3199119

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CATANDO CONCHAS




CATANDO CONCHAS
De: Ysolda Cabral


Colares baratos ou caros,
Na panela de barro,
Porta jóia improvisado,
Colo estupefato...

Surpresas de lado;
Falsos diamantes e rubis,
Pedras bonitas e enganosas,
Compradas a troco de muito;
Ou quase nada...

O colorido é bonito,
Porém falso.
- Mas tanto faz -
O brilho reluz, mas não seduz.

Entre elas lindas conchas marinhas.
- Verdadeira riqueza -
Trazidas da beira da praia,
Em finais de tardes enluaradas.

Ah, como era bom catá-las!



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Publicado no Recanto das Letras em 02/09/2011
Código do texto: T3197251

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SEGREDO QUE DIVIDO - YSOLDA & LUCIANA CAPPELLI

Imagem Google


SEGREDOS QUE DIVIDO
De: Ysolda Cabral


Na contradição dos meus versos,
Vou ''dissecando'' a minha alma,
Tentando entendê-la, aquietá-la...
Com paciência e muita calma.

Por mais que eu a estude e analise,
Não consigo entender alguns deslizes,
E em confronto com a religião,
Sou uma constante adivinhação.

Somos um eterno desencontro,
Nos caminhos desconhecidos da vida,
E de surpresa em surpresa encontro,
A paz entre nós duas de maneira linda.

O poder do pensamento positivo,
A aceitação dos altos e baixos,
A fé em Deus, meu ponto alto,
São os segredos que ora divido.

Portanto, pode tirar proveito,
Daquilo que ora escrevo,
Pois não importa a situação,
É na alma que está a explicação.

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Interação digna de destaque

31/08/2011 22:18 - luciana vettorazzo cappelli

Quando tudo silencia
as atribulações do dia a dia
os fracassos e os exitos
estamos nós e a nossa companhia

nossa alma
nosso coração
nossa riqueza
nós e a nossa mesa

e lá nunca tem pobreza
nós e a nossa alma
somos uma fortaleza....

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Obrigada, minha amiga querida. Adorei!!!

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Reeditado, como Dueto, no Recanto das Letras
Em 01/09/2011- Código do texto: T3192488

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Publicado no Recanto de Letras em 31/08/2011
Código do texto: T3192488


http://www.recantodasletras.com.br/autores/ysoldacabral