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terça-feira, 27 de setembro de 2011

O CASAMENTO DO BATATINHA



O CASAMENTO DO BATATINHA
De: Ysolda Cabral





Batatinha, colega de trabalho competente, simpático, educado, prestativo e muito bonachão, se casou com uma bela professorinha, residente a mais de 130 km do Recife. Casou de fato e de direito, numa cerimônia simples e na presença, apenas, dos seus familiares.

Após o casamento, nada se modificou na vida do jovem casal, uma vez que, nem ele poderia ir morar no interior, pois seu emprego é aqui no Recife, e, nem ela poderia transferir o seu emprego para cá.

Tudo estava na mais perfeita ordem (igualzinho ao que era antes de quando noivos) até que, Batatinha resolveu contar para seus amigos a novidade. E foi aí que a coisa pegou e pegou pra valer.

Os ''amigos'' festeiros, cachaceiros e muito bagunceiros exigiram, de Batatinha, uma comemoração. Fábio, o mais terrível de todos os amigos, foi logo avisando que poderia ser um churrasco, desde que fosse servido carne de primeiríssima qualidade. ''Pra gaúcho nenhum botar defeito'' enfatizou. Caso contrário, sairia do churrasco falando mal do amigo.

Com relação à bebida, disse para não se preocupar muito, pois se daria por satisfeito com duas latinhas de cachaça. Contanto que fosse cachaça mineira ou paraibana. Observou!

Cheguei exatamente quando as exigências estavam sendo feitas e fiquei preocupada com meu amigo recém-casado.

Indignada com Fábio lhe perguntei se ele não tinha mãe...

Este fato ocorreu semana passada e o churrasco se realizou no último final de semana.

Há pouco fui à cantina e encontrei Fábio...

- E aí, como foi o churrasco?!

Ele me respondeu, na maior cara de pau, que não havia comparecido, pois justo naquele dia seu time havia jogado. E, que, escolhera ir pro jogo.

- Fiquei ''rosa-chiclete''...

Nisso, chegou outro amigo, o Miudinho, (ele tem quase dois metros de altura) o qual logo se apressou em me mostrar às fotos da festança.

A primeira era de um bonito prato de farofa de cuscuz, acompanhada de uma carne de porco, muitíssimo bem assada na brasa, e, por demais suculenta.

E, enquanto Fábio se indignava com a foto, eu ficava sem poder falar de tanta água na boca.

- Eu devia ter ido nesse churrasco e nem precisava da cachaça!

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Presentes no evento: Sr. e Sra. Alexandre, Sr. e Sra. Denis, Sr. e Sra. Thifanny, Sr. e Sra. Gilmar, Sr. e Sra. Kico, Sr. e Sra. Clécio e Miudinho, sozinho e a procura; entre outros que não foram anotados, por Miudinho, por absoluta falta de condição.

- Cachaça faz cada uma!!!

Em tempo: Esta crônica tem o objetivo de registrar o mais lindo momento da vida de um bom e querido amigo, bem como, alertá-lo em relação à ''certos'' amigos. Hahahahahaha

Ah, já ia esquecendo de dizer que seu ''chefe'' Wile, mandou dizer que não compareceu ao churrasco por conta de um desarranjo intestinal, viu, Batatinha?! Hahahahaha

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Publicado no RL em 27/09/2011
Código do texto: T3243839