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segunda-feira, 30 de abril de 2012

MUITOS VENDAVAIS



MUITOS VENDAVAIS
De: Ysolda Cabral
 

Como boa jardineira
Vou plantando belos sentimentos
Pelos canteiros que passo

Com mudas bem escolhidas
Vou fazendo novas trilhas
Esquecendo tristes laços

E assim eu vou seguindo
Sem nunca olhar pra trás
No coração sentindo
Muito amor e muita paz

Como boa jardineira
Minha alegria é evidente
Por me considerar sobrevivente 
De muitos vendavais.

**********

Publicado no Recanto das Letras  em 30/04/2012
Código do texto: T3642370

FÚRIA NO OLIMPO



FÚRIA NO OLIMPO
De: Ysolda Cabral


Sol  indiferente
Vento frio, mar revolto
Linha do horizonte descontente
Corro... Senão morro

Num dia assim eu sofro
Parece que os deuses estão loucos
No Olimpo se perdeu a direção
Escuto impropérios de indignação

Como se fôssemos culpados
Pelo desassossego no alto
Somos de imediato castigados
Nem com muita cautela me safo

E o dia entristece de repente
Quente, frio, claro e escuro
As horas vão passando diferentes
Nem contra pesadelo eu luto.

Publicado no Recanto das Letras em 29/04/2012
Código do texto: T3640688

Inspiração: Imagem Google :)



QUERER NÃO É PODER



QUERER NÃO É PODER
De: Ysolda Cabral


Um sono irresistível me abate.
É um sono estranho,
Fora de hora e lugar.
Exige que me cale e tombe.

Nossa, onde estou?!
Será que sonho?

Coriza, olhos lacrimejantes.
- Que vexame!

Ah, quero ir pra casa!
Mas a hora teima em não passar.
Eu preciso ir embora...

O que será que sinto agora?

Saudade de você.
Mas, como isso é possível
Se você está na minha alma?  
**********

Publicado no Recanto das Letras  em 27/04/2012
Código do texto: T3636500

CONSTITUIÇÃO FEDERAL - UM CONTO DE FADAS



CONSTITUIÇÃO FEDERAL – UM CONTO DE FADAS
De: Ysolda Cabral
  

A pobreza se alastra como chaga, como peste...  Sem remédio e sem solução vai se ajeitando da maneira que consegue. Entregue a própria sorte e bem na cara das autoridades que passam para lá e para cá, fingindo não ver. Fingindo sim! Não há como não ver ou sentir, pois a pobreza da qual falo é muito feia e fedida. 

Há mais de dois meses que ''mora'' na ponte de uma das avenidas mais movimentadas do Recife – Av. Agamenon Magalhães (bem em frente a uma agência da Caixa Econômica Federal) uma família, composta de um jovem casal, uma senhora – não sei se mãe ou sogra – um casal de vira-latas e um gatinho branco.

O sustento da família vem da venda dos filhotes do casal de vira-latas; dos trocados que, arrecadam limpando os pára-brisas dos veículos quando o semáforo fecha; e, de uma ou outra moeda que lhes dão.

Quando lá chegaram suas aparências era de gente pobre, porém limpa. Agora, não sabemos quem fede mais; se eles, os animais ou o canal, a céu aberto, ali existente. – Outra vergonha para o recifense.

Não são marginais e nem analfabetos. São educados, até mais que muita gente boa que conheço e, quando estão com muita fome, pedem. No entanto, o constrangimento é visível.

Fico a me perguntar como uma coisa assim pode acontecer com pessoas de bem.

Lembro certa ocasião em sala de aula, o professor de ''Ética Profissional e Instituições Judiciárias'', Fernando Valença (um dos melhores professores que já tive no Curso de Direito inacabado que fiz) ter nos mostrado um filme de um pai, o qual morava debaixo da ponte, colocando os filhos para dormirem no chão, sobre trapos imundos. Depois de rezarem, um dos garotos pedia para o pai ler uma história de conto de fadas.

Ele abria um livro, cujo título ficava nítido na tela. Nela estava escrito: ''CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL''.

- O que vejo sobre a ponte nem é filme...  É vida real.



Publicado no Recanto das Letras  em 26/04/2012
Código do texto: T3634414

PARADO NO CAIS



PARADO NO CAIS
De: Ysolda Cabral


Hei, repara!
Lá, por onde a vida passa.
Não fica aí parado!
Faz alguma coisa, se mova!

Sei que a vida tem muitas fazes,
Faces...
Uma ou outra tem lacre...
Contudo, abre!
Antes que seja tarde...

Ficar no passado?!
O passado já foi,
Não é mais.

Sai desse Cais!
Abre o coração,
Deixa entrar a emoção,
E sejamos finalmente nós.


Publicado no Recanto das Letras  em 25/04/2012
Código do texto: T3632627

DEPRESSÃO - O MAL QUE VEM DE LONGE



DEPRESSÃO - O MAL QUE VEM DE LONGE
De: Ysolda Cabral


Lúcia era a cliente mais assídua no salão de beleza mais próximo de onde morávamos. Todos os sábados era a primeira a chegar e, claro, a primeira a ser atendida. Fazia limpeza de pele, cabelo, unhas... Falava pelos cotovelos e ao se sentir pronta e bonita ia embora toda feliz e satisfeita da vida.

A paciência da manicure Gilca sempre me chamava atenção, pois Lúcia nunca sabia qual esmalte usar. Ora escolhia um, e, depois das unhas prontas mandava tirar alegando ter se enganado em sua escolha. Isso acontecia sempre, às vezes duas ou três vezes na mesma manhã.  E ninguém dizia nada.  Isso me impressionava ainda mais.

- Até eu ficava calada!

O fato é que apesar de toda ''patricialidade'' da Lúcia, gostávamos dela. Sua conversa era agradável e divertida. O fato dela ''se achar'' não a prejudicava em absolutamente nada.  Até era bem legal e ela podia.

 - Era bonita mesmo!

De repente começamos a notar sua ausência no salão, no colégio, nas matinês dançantes das tardes de domingo... Segundo Gilca, raramente ela aparecia e quando isso acontecia era apenas para fazer as unhas e ia embora sem dizer palavra.

Hoje ao receber um ''e-meio'' sobre depressão não sei qual a razão, lembrei de Lúcia.

O que será que aconteceu com aquela moça tão linda, vaidosa e cheia de vida que conheci em minha meninice?!


Publicado no Recanto das Letras em 25/04/2012
Código do texto: T3632428

FARDO PESADO



FARDO PESADO
De: Ysolda Cabral


Sem fôlego penso:
Só mais um pouco e chego lá.
Não consigo!
Definitivamente não consigo.
O peso é de chumbo.
Estou folha seca,
Preste a esfarelar.
Paro... Desisto!
Reconheço meus limites.
Passo-lhe o fardo, sem vacilar!
E, com alívio.

**********

Inspirada na imagem Google. (Risos)

Publicado no Recanto das Letras  em 24/04/2012
Código do texto: T3630807

FINAL DE TARDE EM OLINDA



FINAL DE TARDE EM OLINDA
De: Ysolda Cabral
  
 
O poente visto do alto da Sé em Olinda é algo de extraordinária beleza.  De um lado o Mar, de um azul quase anil, está sereno e tranqüilo a espera da noite chegar. Do outro, o vermelhão do Sol poente cai sobre tudo que a vista alcança.

A paisagem convida à reflexão.

Sair dali é difícil! 

No Céu brilhantes estrelas, algumas cadentes, nos faz, instintivamente, estender os braços para ampará-las.

De repente o som dos sinos do Mosteiro de São Bento, convida à oração.

Como que hipnotizada me dirijo para lá.

O Sol já está quase deitado quando chego à secular Igreja.

Dentro o silêncio tem eco e o jovem monge já entoa a oração, fazendo o seu solo de maneira angelical e bela. Os demais monges respondem, num acorde perfeito.

Não há necessidade de acompanhamento e nem de microfones.

O momento é tão mágico que temo respirar, com receio de atrapalhar o canto tão sublime.

Não consigo entender o que dizem, mas àquilo que escuto me leva aos píncaros do mundo e me vejo pertinho do Céu.

Por algum momento minha mente pára e eu me sinto em  estado de Graça.

Saio de lá pronta para começar a semana.


Publicado no Recanto das Letras em 22/04/2012
Código do texto: T3627749

RABISCOS DE MINHA CARA



RABISCO DE MINHA CARA
De:  Ysolda Cabral


Pena ter rasgado as tuas cartas
Pena ter destruído o rabisco
Que fizeste de minha cara
Naquela noite enluarada

É que ele ficou tão feio, mais tão feio
Que toda vez que para ele eu olhava
O sangue fervia em minhas veias
E baixinho eu te xingava

Então de ti não sentia saudade alguma
Suspirava aliviada por não ter notícias tuas
Agora que não tenho mais o rabisco e nem as cartas
Desapareceram os motivos de sentir raiva

Hoje me pego sonhando acordada
Com o amor que não reconheci
E por imaturidade ou medo joguei fora
Pegando o primeiro caminho que vi.
  
**********

Rabisco: Google o meu foi rasgado (Risos)

Publicado no Recanto das Letras  em  18/04/2012
Código do texto: T3619959

HORAS AMIGAS


HORAS AMIGAS
De: Ysolda Cabral 
  
Horas amigas são aquelas que não se arrastam; que não te cobram paciência; que não subestimam a tua inteligência e o teu poder de compreensão. Nelas tudo flui rápido, porém suavemente. Horas amigas são horas perfumadas, onde a criatividade se sobrepõe às tristezas e aos desencantos da vida. Horas onde a alegria reina absoluta dando mais colorido ao dia, independente da estação. Envolve todo o planeta e dá sentido àquilo que não entendemos.

Normalmente minhas horas são amigas, produtivas, risonhas e bem bonitas.   Quando surgem as ‘’horas cobras’’, faço uma oração, componho uma poesia, uma música bem bonita e dedilho, com carinho, o meu velho violão

É nessas horas que constato como é bom tocar um instrumento, como fala aquela linda canção.

Nunca fui de guardar mágoa, raiva, tristeza ou rancor de ninguém e nem de nenhuma situação.

Por vezes as ''horas cobras'' nos indignam e nos revolta por sua injustiça, por sua maldade. Entretanto, sei que podemos facilmente superá-las.

Que o dia de todos hoje seja de ''horas amigas''.

 ********** 
Publicado no Recanto das Letras em 18/04/2012
Código do texto: T3619258

terça-feira, 17 de abril de 2012

HORAS COBRAS



HORAS COBRAS
De: Ysolda Cabral


Dia quente até na sombra,
Passarinho não canta, não voa.
A tristeza toma conta,
As horas parecem cobras.

Impotente aguarda o bote.
A vontade é de voar... Correr.
Mas, não pode.
Nocaute no querer.

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Publicado no Recanto das Letras em 17/04/2012
Código do texto: T3618042

CONVERSAS X AMIZADE




CONVERSAS X AMIZADE
De: Ysolda Cabral




Conversas por mais agradáveis, cultas e inteligentes nem sempre convém, eu disse nem sempre. O melhor é fugir delas, antes que o encanto da amizade, mais simples e despretensiosa, acabe também. Conversas boas, sempre são proveitosas. Mas, quando começam a ser desejadas, esperadas... Melhor fugir delas para que não acabem em tristeza, mágoa ou inimizade. A prudência sempre é bem vinda em qualquer situação. Seja em qualquer vida ou mundo que exista. Portanto, muito cuidado para não se exceder. Penso que a amizade é uma planta rara e muito delicada, a qual precisa ser regada na medida exata para não morrer.


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Publicado no Recanto das Letras em 17/04/2012
Código do texto: T3617336

HEI DE FICAR CALADA


HEI DE FICAR CALADA
De: Ysolda Cabral


Se minha poesia não te traz alegria;
Se minha poesia te deixa triste...

Se minha poesia por ti é ignorada;
Ou, ainda se, apenas se, aquilo que escrevo,
Achas que não te diz respeito:
Então hei de ficar calada.

Pra que escrever coisas minhas,
Me expor de maneira inteira, porém integra,
Se nada de mim a ti importa?!

Pra que falar de sentimentos meus,
Quando entendes que eles nada têm a ver
Com os sentimentos teus...?
É melhor ficar calada.

Chega de sorrisos tolos, de lágrimas vãs,
Chega de perseguir um sonho lindo.
Todos os dias a realidade o mata!

A alma de tão cansada, não quer mais nada.
Apenas, ficar num canto qualquer,
Quietinha e bem calada.
Fingindo não ver a torcida do parta.

E, como toda partida envolve silêncio,
E, o silêncio envolve a morte;
Então é melhor que definitivamente,
Eu e a minha poesia se separe.

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Recanto das Letras em 15/04/2012
Código do texto: T3614670

VOCÊ NÃO TEM FACEBOOK?!



VOCÊ NÃO TEM FACEBOOK?!
De: Ysolda Cabral



Atendendo recomendação do '' Ministério da Prudência'', parto neste momento do ''Mundo Poesia'' para o ''Mundo Real'' e não encontro quase ninguém.

Está todo mundo ligado no ''Mundo Virtual'' mas, especificamente, no FaceBook.

Inclusive tenho uma amiga que não consegue passar uma hora longe do referido site em ocorrendo; ela se desespera em função daquilo que ''rolou'' em sua ausência.

- É mole?!

Evidentemente que da vida real ela não sabe nada.

Outro dia um leitor me perguntou, por ''e-meio'', se podia me achar no respectivo – não sei bem para quê, mas enfim... Como sou atenciosa com todos, lhe disse que sim. Senti-me meio vexada até porque, quase nunca acesso.

Tenho ali algumas poesias e reflexões ilustradas, em ''álbuns vitrines'' e o álbum * '' O Andar do Tempo'', com fotos minhas, em várias fases da vida para o meu próprio acompanhamento e avaliação...

- Cada doido com sua mania...! (Risos)

Mas voltando ao leitor; não demorou muito, recebi outra mensagem dele, na qual afirmava, meio sem graça, que já fazíamos parte da lista de amigos um do outro. E ele nem sabia...

Muito menos eu, evidentemente.

- Ele não acreditou...!

Ri de chorar, ri tanto que quem estava ao meu redor, ficou querendo rir também. Como adoro fazer as pessoas sorrirem – sou palhaça por natureza - não me fiz de rogada e contei pra todo mundo, até que havia recebido um convite para editar um livro - também através do Face - de um editor,''meu amigo'', o qual nem sabia que eu escrevia.

- Essa foi demais! Hahahahaha

Foi então que compreendi a razão da gerência da divisão de informática, da empresa a qual trabalho, ter bloqueado os '' e-meios'' de quase todo mundo. Fato que nos obriga até hoje a usar o nosso ''e-meio'' particular para atender algumas tarefas do dia-a-dia.

Certa ocasião, antes do bloqueio, ao acessá-lo, me deparei com um convite para entrar no FaceBook.

- Achei esquisito, muito esquisito...

O convite era de mim para ser amiga de mim mesma... (??!!)

E não foi só comigo que isso aconteceu. Lá, não escapou ninguém! Nem a minha ''chefe'' querida. Penso que ''mandamos'' convite até para o presidente da empresa... Logicamente que ele não nos aceitou!

Afinal, é nosso amigo ao vivo e a cores. Pra quê ser também no FaceBook?!

- Que coisa!!

Por fim descobri: mesmo que você queira se escafeder do respectivo site, nem pense nisso! Você não sai é de jeito nenhum! Vai ficar lá para sempre.

- É mole?!!! E o que é pior perdi um leitor...

- Que tragédia!!

Desse jeito, é muito fácil se manter no topo da lista.

Ah, que saudade do Orkut de uns quatro anos atrás...


**********

* ''O Andar do Tempo'' título de um dos livros do talentoso escritor pernambucano Airton Lócio.



Texto publicado no Recanto das Letras em 15/04/2012
Código do texto: T3613543

terça-feira, 10 de abril de 2012

O GATO NO ESPELHO


O GATO NO ESPELHO
De: Ysolda Cabral


Sou sarado
Sou levado
Sou mesmo um gatinho

Sou alegre
Sou bacana
Sou muito do bonzinho

Sou charmoso
Sou dengoso
Sou muito bonitinho

Então me responda:

Quem é esse que eu vejo
Nesse espelho
Tão feio e redondinho?

**********

Para Ylana, a sobrinha mais linda do mundo.

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Publicado no Recanto das Letras em 10/04/2012
Código do texto: T3605358

CONSELHOS ÚTEIS



CONSELHOS ÚTEIS
De: Ysolda Cabral


Não fale sobre o que desconhece
Não faça juízo pré-concebido
Não julgue apenas por um lado
Nem vá pela cabeça dos outros
Observe, se acautele e aguarde
O tempo lhe trará a verdade.

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Mandei bem, não foi?! (Risos)

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Texto publicado no Recanto das Letras
Em 10/04/2012
Código do texto: T3604568

REFLEXÃO ALEATÓRIA - XII

O MAR... HOJE!
De: Ysolda Cabral


Como homem de brio, coragem, honra...
Que não toma a mulher amada;
A recebe como dádiva...
Ele aguardava plácido, seguro, lindo...!
A Chuva que chegava.

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Me lembrou o Rei Artur.
Revi o filme ontem.
Maravilhoso!

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Texto publicado em 10/04/2012
Código do texto: T3604165

segunda-feira, 9 de abril de 2012

NA EMPATIA NÃO HÁ MEIO TERMO



NA EMPATIA NÃO HÁ MEIO TERMO
De: Ysolda Cabral




Pois é...! Depois de todo o sofrimento e sacrifício de Jesus Cristo, ainda tem gente que não acredita Nele. Portanto, não acredita nas coisas do espírito, nas coisas da alma e nem que a vida, de alguma forma, não se limita ao que vemos e/ou supomos ver.

Entretanto, existem fenômenos que ocorrem somente para que a gente pare e reflita sobre essas questões...

Afinal como ocorre o sexto-sentido? E ele ocorre sim! Muita gente tem. Mamãe tinha. Eu também tenho... Confesso, inclusive, que não gosto, uma vez que não serve para absolutamente nada, apenas para me deixar aflita, agoniada.

E a empatia? Ah, essa me fascina!

Nela não há meio termo. Ou você gosta de uma pessoa ou não gosta. E não é questão de julgamento.

Ontem na praia, estávamos eu e minha irmã, quando um casal com o filho de no máximo um ano, sentou pertinho da gente. Logo em seguida, chegou outro, com a filha de uns dois anos, o qual também sentou perto.

Ao olhar para o casal que acabara de chegar, não gostei deles... Traziam uma piscina, a qual a babá mais que depressa correu para enchê-la com água do mar.

Quando o garoto viu, correu para ela, num momento de distração de seus pais. No entanto, o outro casal, sem nenhuma contemplação, impediu que ele entrasse na piscininha onde a filha já estava sozinha a brincar. O nenenzinho chorou tanto, tanto que enterneceu todos que estavam por perto.

O casal terminou indo embora com o filho sem, se quer, entrar no mar.

– Tem coisa mais triste, e, num domingo de Páscoa?!

O que custava dividir a piscina da filha com um garotinho, tão bonito, bem cuidado e limpinho?

A falta de generosidade foi tão visível que, entendi a razão de não ter gostado do segundo casal, sem nem conhecê-lo.

- Não me enganei!

Contudo, tem gente que a gente nem conhece e gosta. E, é difícil a gente se enganar quando a identificação vem através da empatia.

Ela me diz pra gostar de você.(Risos)

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Na foto Google a Praia de Boa Viagem

Publicado no Recanto das Letras em 09/04/2012
Código do texto: T3603301

sábado, 7 de abril de 2012

A ESCURIDÃO DA NOITE




A ESCURIDÃO DA NOITE
De: Ysolda Cabral


Gosto da escuridão da noite,
Tela das estrelas e da lua,
Mesmo que o vento açoite,
E não haja viva alma na rua...

Respiro o oxigênio vindo do mar,
Penso em você e lhe sinto em mim,
O mundo pode até acabar,
Sabes que sou tua do começo ao fim.

Assim vejo no Céu do teu olhar,
Duas estrelas que se movem,
Só pra você, me iluminar...

E, louca de amor e de saudade,
Perco-me na tua suavidade,
E na beleza do teu negro olhar.

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Compus esta poesia escutando a música
‘’Eu Não Sei Quem Te Perdeu’’ de Pedro Abrunhosa
Link: http://www.youtube.com/watch?v=T1Q6WPhsSug&feature=related

Vale à pena escutar, pois é uma música belíssima.


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Publicado no Recantod a Letras em 07/04/2012

Código do texto: T3599691


A LUZ DO DIA



A LUZ DO DIA
De: Ysolda Cabral


Gosto da luz do dia;
Infligi disposição, energia
E num segundo somos:
Alegria... Vida no Cosmos.

Gosto da luz do dia;
Ela clareia o entendimento,
Revela todos os sentimentos,
Com nitidez e harmonia.

Gosto da luz do dia;
Mesmo se estiver nublado,
Quando nos manda um recado...

Vindo detrás das nuvens,
Para que tenhamos cuidado,
Senão seremos tragados.


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Publicado no Recanto das Letras em 07/04/2012
Código do texto: T3599175

sexta-feira, 6 de abril de 2012

APOSENTO NA CASA DO PAI



APOSENTO NA CASA DO PAI
De: Ysolda Cabral


Nesta manhã de Céu azul anil,
Sexta-feira Santa, seis de abril,
Do ano de dois mil e doze,
Em pleno século vinte e um, louve!

Louve e agradeça a Ele por estar aqui.
Ele que enviou Seu Filho Jesus,
Para nos ensinar o caminho a seguir.
- Lembre-se dos Mandamentos e faça jus!

O ame sobre todas as coisas;
Não fique O chamando em vão;
- Preste atenção!

Guarde os domingos e festas;
Honre seu pai e a sua mãe;
- Não crie arestas!
E não mate o seu irmão.

Não peque contra a castidade.
- Ela é tão bonita... Se case!
Não furte;
Não levante falso;
- Seja sensato!

Não deseje a mulher do próximo;
- Seja lógico, pratico...
Há tanta mulher ''dando mole''!
Pense!
E, não cobice as coisas alheias.

Seguindo esses ensinamentos,
Você não entrará em teias.
E, na Casa do Pai,
Terá garantido os seus aposentos.

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Publicado no Recanto das Letras em 06/04/2012
Código do texto: T3597128

quinta-feira, 5 de abril de 2012

NA LEVEZA DO AR



NA LEVEZA DO AR
De: Ysolda Cabral


Na leveza do ar...
O pensamento paira, mas decidido!
Como um Beija-Flor recém-nascido,
Que intui que pode voar.

Na leveza do ar...
Um dia vou embora,
Pode ser amanhã ou agora,
Vou para nunca mais voltar.

Na leveza do ar...
Sei que quando for já vou tarde,
Entretanto, vou sem alarde,
Para um outro lugar.

Na leveza do ar...
Jogo os meus cabelos ao vento,
E deixo que leve os maus pensamentos,
Que teimam em me perturbar.

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Publicada no Recanto das Letras em 05/04/2012
Código do texto: T3595805

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CAMILA É IMORTAL



CAMILA É IMORTAL
De: Ysolda Cabral





Desconfiada e cautelosa Camila só anda sozinha – melhor só do que mal acompanhada. Sempre sai por volta das 22 horas.

Segundo meu amigo Thiaguinho ela é ''da noite'' e assume isso numa boa. E, o que é mais surpreendente: É IMORTAL!!

Fiquei a matutar que gênero da literatura Camila escrevia...

Seria ela uma escritora romancista? Uma poetisa? Uma cronista? Uma contista...?

Quantos livros teria publicado?

Seria ela do Recanto das Letras, teria um blog, um site...?

- Ysolda!!! Imortal de não morrer mesmo!!!!

- Ela não morre não!!!

- Já matei Camila umas quinhentas mil vezes!!!

Olhei para meu amigo, caindo na real, e, impaciente, perguntei: afinal quem é Camila, Thiaguinho?!

- Camila é a barata que mora lá em casa, menina!

Ai, meu Deus! Eu ando tão dispersa!

Como fui perder o fio da meada de uma conversa tão filosófica e cultural ?! (Risos)

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Thiaguinho: Thiago Medeiros (um garoto muito legal, inteligente e meu colega de trabalho)

Camila: o ''bicho'' de estimação da mãe dele ( segundo o próprio) hahahahahaha

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Publicado no Recanto das Letras em 03/04/2012
Código do texto: T3592520

domingo, 1 de abril de 2012

MINHA POESIA




MINHA POESIA
De: Ysolda Cabral


Minha poesia não é rica,
Nem em verso e nem em rima.

Minha poesia é espontânea... É livre!
É tudo que eu tenho de mais nobre,
Ou mais simples.
Independente de ser feia,
Bonita ou pobre.

Crio, é verdade!
Mas não minto.
Só digo o que penso,
E o que sinto...

Minha poesia fala de tristeza,
De saudade e de alegria...

Sentimentos meus...
Contudo, também seus.

Seus de todos que vêm à vida,
Com olhos de querer bem,
De querer ir muito além...

Além das aparências,
Além da vaidade,
Além das coisas menores,
Além até da morte!

Minha poesia vem da alma,
E também do coração,
Que bate sempre acelerado,
Sem sair do compasso,
Estando ele apaixonado,
Ou não.

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Publicado no Recanto das Letras em 01/04/2012
Código do texto: T3588687

RECANTO DAS LETRAS




RECANTO DAS LETRAS
De: Ysolda Cabral



Recanto das Letras
Recanto dos milhares de cantos
Recanto dos mil encantos, planos
Recanto de noites e dias de sonhos
Com ou sem quebrantos

Recanto da alegria, da magia
Da tristeza, da esperança
Da saudade, da igualdade
Na desigualdade do ser
Do ter e do saber estar

Do erotismo, do conformismo
Do faz de conta político
Que por vezes engana
Mas que às vezes desmascara
Vinga e lava a alma do fulano

Recanto de puro sentimento
Recanto de muita emoção
De corações sensíveis ou não
Mas, todos apaixonados pelas letras

Recanto da Gente
Recanto de Gente
Gente que diz o que pensa
O que sente
Compreendida ou não

No Recanto nos expomos
Da forma que queremos
Sermos lidos e bem interpretados
Isso não vem muito ao caso

Ah, Recanto amado!
Você é meu fado, meu destino
Meu vício, meu canto mais bonito
O meu ''Cordel Encantado''.

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Publicado no Recanto das Letras em 27/03/2012
Código do texto: T3579041