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terça-feira, 28 de junho de 2011

OUSE, MAS NÃO ABUSE


OUSE, MAS NÃO ABUSE
De: Ysolda Cabral


Existe um quê de frustração nas expectativas...
Melhor não tê-las.

Sentimento é o que conta...
Se for de boa índole o saldo é positivo.
Caso contrário é o inferno em vida.
Que Deus dele nos livre.

Boa vontade, caridade, generosidade,
São atitudes que não devem ser propagadas,
Sob pena de perderem a validade.

Vaidade é característica dos tolos...
- Quantos loucos!

Sempre é bom lembrar:
Todos seremos ''pesados e medidos''
Portanto... Convém não abusar.




*****


Publicado no Recanto das Letras em 27/06/2011

Código do texto: T3059803


domingo, 26 de junho de 2011

EU E O PASSARINHO


EU E O PASSARINHO
De: Ysolda Cabral


Pequenino e delicado
Pousou perto de mim
Olhou-me de mansinho
Sabendo-me assim, assim

De início fiquei muda
Sem saber o que dizer
Pois a emoção era tanta
Que paralisou o meu querer

De repente me refiz
E comecei a conversar
E o pequeno passarinho
Respondia-me com o olhar

O tempo parou por um momento
Pra que pudéssemos conversar
Porém a conversa que tivemos
Eu não posso lhe contar

Só posso lhe dizer
Que antes de ir embora
Ele se deixou fotografar.



**********



Foto ilustração: Ysolda

Publicado no Recanto das Letras em 26/06/2011

Código do texto: T3058999

UMA FLOR A MINHA ESPERA


UMA FLOR A MINHA ESPERA
De: Ysolda Cabral





Ah! Não sei qual a razão de tentar voltar no tempo...

A expectativa da ida para minha terra, não compensou a tristeza da chegada.

Ninguém em minha casa... A não ser a bela Papoula recém desabrochada.

A cidade estava bonita, bastante animada e repleta de gente estranha... Não sei se de lá ou de fora.

- Na certa a estranha era eu.

Não encontrei nada daquilo que me lembrava. Até os caminhos errei... Contudo, ali permaneci por poucos dias e no final percebi que, valeu à pena ter estado mais uma vez na cidade em que nasci.

Tive até a oportunidade de conversar com um lindo passarinho, o qual resolveu pousar na minha calçada, bem pertinho de onde eu estava.

E os ''carneirinhos'' de São João, encontrei no Céu Azul do Alto do Moura, aonde a arte do Mestre Vitalino, vem sendo desenvolvida, de maneira primorosa.

No final, o saldo da viagem foi positivo e me sinto, neste instante, recompensada. É que acabei de tirar uma ''soneca'' e sonhei...

Sonhei que estava finalmente em minha casa e nela mamãe estava.



*****

Foto ilustração: Ysolda

Publicado no Recanto das Letras em 26/06/2011

Código do texto: T3058735

sábado, 25 de junho de 2011

MEU SÃO JOÃO SEM CARNEIRINHO



MEU SÃO JOÃO SEM CARNEIRINHO
De: Ysolda Cabral





Às vésperas do São João e bem pertinho do mês de minhas férias (julho), com esse friozinho bom de sentir; bom pra gente se vestir; bom pra gente dormir e bom pra gente comer muito bolo, canjica, pamonha e pra dançar muito forró... Sinto-me feliz!

CARUARU estou chegando!!!!

São João igual, não há em lugar nenhum, mesmo que, às vezes, lembre carnaval. Coisa fatal e que entristece... Entretanto, desta vez, não vou me importar.

Quero me sentir em casa outra vez e isso está valendo muito neste momento para mim...

Minha CASA, não a da ALMA, mas aquela de argamassa, na qual também cresci, fui educada, verdadeiramente amada e bem cuidada. Aquela do terraço enorme, dos quartos de grandes janelas e que papai trocou por basculantes, para que eu não fugisse, pros bailes, nos clubes do Comércio e do Intermunicipal. E, nem para as missas na Catedral!

Ah, que saudade do namoro no portão!

Saudades da fogueira acesa, também no coração...

Saudades de fazer as bandeirinhas e balões com papel de jornal e de revista, colados de goma arábica... Um verdadeiro show de criatividade e talento, vindas da imaginação de cada um de nós, pais e irmãos.

Da bagunça no quintal; onde a família e ''agregados'' se reunia para descascar o milho e fazer comidas gostosas; onde a alegria reinava e as ''fugas'' pra quadrilha, do Bairro Novo, eram meticulosamente arquitetadas, com a conivência de mamãe.

Sei que agora só encontrarei lembranças, contudo que diferença faz?!

Vou sentir a mesma alegria, vou me esbaldar nelas e depois conto mais.






**********





Publicado no Recanto das Letras em 22/06/2011


Código do texto: T3050325


segunda-feira, 20 de junho de 2011

CONCLUSÃO PRECIPITADA


CONCLUSÃO PRECIPITADA

De: Ysolda Cabral





Noite de sexta-feira chuvosa e relativamente fria... Minha filha me liga, por volta das 19 horas, para me avisar que estava saindo do Shopping e que logo estaria em casa.

Fico tranqüila e continuo assistindo o pior filme da minha vida, '' Desejo de Ser Mãe'', cuja história se passa no Nordeste da Argentina, numa cidade aonde a ''Renda Per Capita'' vem da prostituição, venda de bebês e de órgãos humanos.

E é exatamente numa cidade assim que a protagonista do filme -uma farmacêutica, francesa - esperava ''adotar'' uma criança.

O filme tinha tudo para ser bom, se não fosse tão sem ação e/ou reação...

- Lento que dava nos nervos!

Como não sei parar de ler um livro, por pior que ele seja, também não consigo parar de assistir um filme quando começo.

Estava nessa ''agonia'', torcendo para que alguma coisa acontecesse e que justificasse a bendita película; quando, novamente, o celular toca...

- Alôooooo!!!! Atendo estressadíssima...

- Oi, mamãe! Veja, quando saí do Shopping, caí num buraco que estava ''escondido'' por baixo de uma poça d’agua e furou o pneu. E agora o que faço?

Respirei fundo...

- Você está perto de algum posto de gasolina?

Estou!

- Está sozinha?

Não! Minha amiga Duda está comigo.

- Então ta! Vá ao posto e verifique se tem alguém por lá que possa lhe ajudar.

Acionei o play, no controle, e continuei no ‘’tormento’’, na ‘’agonia’’...

Não deu cinco minutos ela ligou DE NOVO...

- Mamãe, no posto não tem ninguém que possa ajudar. Estamos aqui, porém em companhia de um casal que também caiu no mesmo buraco. Pelo visto o único homem presente e envolvido na mesma situação, não sabia trocar pneu – conclui de cara.

- Ok! Estou chegando...

Ao chegar no local com minha irmã, já desci do carro dando uma senhora bronca em minha filha.

Neste momento o moço partiu em sua defesa...

- Minha senhora, eu também cai!!! Sabe, não havia quem dissesse que numa pocinha daquela, houvesse um buraco tão traiçoeiro. Falou ele procurando apaziguar.

Caiu porque o senhor também não prestou atenção ou então vinha rápido demais pra desviar. Igualzinho a minha filha! Falei sem titubear.

Passada a estupefação – deles – continuei... Se deixarmos os carros aqui, serão depredados ligeiro. A gente tem que trocar os pneus.

- O senhor não sabe trocar pneu?!!! Perguntei indignada...

Claro que sei! Só não tenho macaco e nem chave de rodas. Respondeu-me calmamente. Sua esposa, até então, não havia aberto a boca.

- Mãos a obra! Falei, abrindo o porta malas para que ele pegasse o pneu de suporte, macaco e a chave de rodas.

Eu, peguei o triângulo e coloquei na pista, criticando por não terem feito nem isso.

Neste momento fiquei a me perguntar a razão dele não ter tomado nenhuma providência, já que era mais velho e mais experiente ...

Parecendo ter escutado meu pensamento, sua esposa se aproximou de mim e falou:

''Já estávamos aqui quando sua filha caiu no buraco. E, tão logo ela e a amiga desceram do carro, se aproximaram delas quatro rapazes mal encarados. Depressa, meu esposo mandou que elas entrassem no nosso carro e travou as portas. Eles foram embora e só depois é que fomos, com elas, até o posto de gasolina, para ver se havia alguém que pudesse ajudar. ''

Só muito depois, já em casa, é que compreendi a atitude dele e o que ela quis me dizer...

Com a minha chegada, juntamente com minha irmã, e, com a chuva dando trégua, a troca dos pneus foi possível de ser realizada.

Caso contrário, como ele iria proteger sua esposa e as meninas se estivesse trocando os pneus dos dois veículos?

- Que coisa feia, Ysolda!

*****

À Iolanda e Rui Rossi, meu agradecimento e o meu mais sincero pedido de desculpas.


*****Destaque para os seguintes comentários ( Risos)
20/06/2011 13:39 - Yauanna Cabral
Eita, sexta-feira ingrata essa, não foi? Mas, Graças a Deus há males que veem para o bem e esse casal super atencioso, também tinha caído no bendito buraco... Fiquei mais tranquila,por ver que pude contar com eles. E melhor ainda é você vir sempre imediatamente, seja de moto, seja como for. Sempre chega. Amo você e desculpa por às vezes lhe dar umas dores de cabeça... Hahahaha Beijos da sua filha, Yauanna.


20/06/2011 16:51 - Anderson Leandro
Elenco: Ysolda Cabral, Duda, Yauanna, Iolanda e Ruy Rossi. Película: Desejo de se esconder de ladrão. kkkkkkkk Crônica hilária! Lembrei daquele seu texto referente a uma boneca que parecia bebê de verdade. Conclusão precipitada acontece. Uma vez passei na frente de uma escola e pensei que estava havendo show de rock devido ao barulho. O evento na verdade, era um culto religioso.

Publicado no Recanto das Letras em 20/06/2011

Código do texto: T3046303

domingo, 19 de junho de 2011

O AFAGO DO LÍRIO


O AFAGO DO LÍRIO
De: Ysolda Cabral


Uma sonolência me abate,
A música entristece,
Entrego-me ao desânimo sem combate.
Lugar algum me cabe...

De repente algo me agita,
E em sobressalto me tira da inércia.


Alguém grita:
Hei, menina sai dessa!

Olho para um lado,
Olho para o outro...

Paro!

Sinto um perfume...
Sinto um afago...

Na tela do computador;
A imagem do Lírio,
Por mim fotografado.


*****
Publicado no Recanto das Letras em 19/06/2011
Código do texto: T3044170

sábado, 18 de junho de 2011

REFLEXÃO ALEATÓRIA VI


REFLEXÃO ALEATÓRIA VI
De: Ysolda Cabral


Entre a realidade e a fantasia,
Vou vivendo os meus dias.

Entre a alegria e a tristeza,
Vejo sempre a beleza.

Entre a verdade e a mentira,
A saudade agonia.

Entre mim e você.
O desencontro do Tempo.




**********

Publicado no Recanto das Letras em 18/06/2011

Código do texto: T3043050


ESPELHOS SOB A PONTE

ESPELHOS SOB A PONTE
De: Ysolda Cabral



Vi espelhos em forma de arcos,
Emoldurados com laços,
De cimento armado,
Sob a ponte que diariamente passo.

Juro que vi, não foi engano!
Eles brilhavam tanto,
Que pensei até em parar,
Somente pra me olhar...

Mas os espelhos refletiam o Céu,
De brancas nuvens,
Que bailavam na brisa da manhã,
Do último dia da semana.

Fiquei a refletir...
Se mergulhasse neles;
Morreria para renascer,
Ou desapareceria para sempre?

*****
Ponte do Pina - Recife - PE.
Imagem Google
Publicado no Recanto das Letras em 18/06/2011
Código do texto: T3042801

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A MULHER CONTINUA SENDO TRATADA COMO OBJETO

A MULHER CONTINUA SENDO TRATADA COMO OBJETO
De: Ysolda Cabral







Nossa, estou passada!

Hoje saí de casa feliz e contente da vida. Dia bonito... Céu azul anil... Coração repleto de esperança de receber boas notícias... Tempo ''folgado'', podendo dirigir devagar, distribuir sorrisos, ou dar língua para os estressados do trânsito e tudo isso ao som de minhas músicas preferidas.

Ah! Quanta leveza e felicidade... Assim do nada.

Coisa de doido, de poeta lunático, eternamente apaixonado pela vida e que às vezes cisma e o tempo fecha ligeiro...

Foi o que aconteceu comigo hoje...

Caí na asneira de olhar para o lado, ao invés de continuar olhando para frente, e, foi então que, o tempo para mim fechou e fechou feio.

Engoli seco, o sangue subiu, esquentou, se danou tudo, e o dia que estava feito o ''som de Tim Maia'', se tornou um eclipse real e não o ''Eclipse Oculto'' do Cae que escutava.

Dei de cara com um outdoor gigantesco, o qual ali estava só pra me afrontar, estragar o meu dia. - Até por que o motivo dele já havia passado.

No dito cujo se lia em letras garrafais: '' NO DIA DOS NAMORADOS O PRESENTE É VOCÊ'', logo abaixo; a fotografia das pernas cruzadas de uma mulher, (dedução lógica), amarradas nos tornozelos, por um laço de fita dourado.

A propaganda era de um motel.

Desejei ser um ''pixador''... Coisa mais triste e sem noção!

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Destaque para o comentário da minha linda filha.

15/06/2011 13:15 - Yauanna Cabral
Eita lele.. Eu vi essa propaganda também e não acreditei na coragem que eles tiveram de colocar isso, realmente.. Somos consideradas objetos sexuais. Cadê o romantismo? O amor? Meu Deus... As pessoas esquecem o verdadeiro sentido da palavra amar.

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Publicado no Recanto das Letras em 15/06/2011
Código do texto: T3035939

*Imagem Google

terça-feira, 14 de junho de 2011

PIRULITO DE MORANGO

PIRULITO DE MORANGO
De: Ysolda Cabral


Com o coração na boca...
O vazio do peito,
É preenchido de doce.

Misturado ao sabor do batom-café,
Traz a calmaria,
Só encontrada na Sé.

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Interações


PIRULITO DE MORANGO,
que sabor ficou na boca?
Logo depois um café,
deixa a gente muito louca!
Também é bem brasileiro,
o gosto do meu batom.
Café, morango e amor,
tudo isso é muito bom...
Chupando esse pirulito,
volto aos tempos de criança,
em que a vida era tão linda,
cheia de amor e esperança.
Agora os tempos mudaram,
preciso de um bom café,
pra dar um "tcham" no meu dia,
e continuar de pé!
Lá pro fim do expediente,
retoco o batom da boca...
E sinto que é bom viver...
esta vida é muito louca!
Depois de tudo, um encontro,
frente à Catedral da Sé...
Com tanto sabor na boca,
vou beijar com muita fé!

( Mírian Warttusch )

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Ysolda, seu pirulito
Levou-me ao alto da Sé,
Donde se descortina Olinda
Bonita como ela é.

Além da vista e calmaria,
Lá se come tapioca,
Cuscuz, com muita alegria
E de quebra uma paçoca.

Pernambuco é tudo de bom,
Olinda e Recife muito mais,
Ah, que saudades do “freessom”,
Das praias, das folias e seus carnavais! ...

( Roberto Rego )

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Para adoçar o sentimento que se foi
Não deixe a beleza da vida para depois
Nada de querer dançar um triste tango
Sorva um doce pirulito de morango
O pranto se vai a alegria impera
Tristeza que nada agora é quimera
Chupe devagarinho saboreie o docinho
Assim, ao invés de tristeza e solidão
Poderás saborear a alegria no coração

(Ana Stoppa)

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Publicado no Recanto das Letras em 14/06/2011
Código do texto: T3033624

terça-feira, 7 de junho de 2011

RELACIONAMENTOS VIRTUAIS



RELACIONAMENTOS VIRTUAIS
De: Ysolda Cabral




Os entendimentos e os relacionamentos andam bastante complicados, desencontrados, distorcidos, esquisitos... Sei lá o que está havendo! Ninguém sabe mais o que é real, surreal, virtual...

A realidade, no mundo virtual é atraente, porém mentirosa, arriscada e desonesta.

Ora, se na vida real, não conhecemos ninguém e estamos passivos das maiores e desagradáveis surpresas e decepções... Imagine no mundo virtual!

Há mais ou menos cinco anos, por ocasião do meu primeiro blog o ‘’ Apenas Ysolda’’, que ‘’navego’’ neste mundo estranho, fascinante e tenho visto cada coisa que, valha-me Deus!

Confesso que, oportunidades não faltaram para que eu me envolvesse com alguém virtualmente. Entretanto, nunca me expus a essa temeridade, apesar de, desde aquela época, já estar com o meu casamento definitivamente terminado.

Contudo, ao longo desse tempo, tenho sido, de certa forma, ‘’amparo’’, através daquilo que escrevo e componho, para alguns que se arriscaram, e, que, infelizmente, tiveram um resultado desastroso. - Sei pelos milhares de e-mails que recebi e continuo recebendo ao longo desse tempo.

Lebre passa por gato e gato passa por lebre e por aí as coisas vão... As pessoas caem com a maior facilidade. Golpes e mais golpes são aplicados da maneira mais engenhosa, vil e sem nenhum escrúpulo ou remorso. Os larápios, vigaristas e doentes mentais, estão à solta e em total liberdade na Internet a cata de corações carentes e solitários.

Essas pessoas que se cuidem, senão ficam sem um tostão nem pra comprar o remédio de pressão, do coração, da depressão...

E, quando acontece morte, não há grana nem pro velório e nem pra meio palmo de chão.

Contudo, como tudo na vida é sorte, pode acontecer o contrário...

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Publicado no Recanto das Letras em 07/06/2011

Código do texto: T3019917


segunda-feira, 6 de junho de 2011

BOAS MANEIRAS E BOA EDUCAÇÃO EM EXTINÇÃO


BOAS MANEIRAS E BOA EDUCAÇÃO EM EXTINÇÃO

De: Ysolda Cabral





Tem coisa mais constrangedora do que você dar bom dia e ninguém responder?

Decidida a não mais passar por esse constrangimento, pensei em só cumprimentar quem me cumprimentasse primeiro.

Então lembrei de um fato, vivenciado pelo engenheiro civil e advogado, Telga de Araújo Filho, o qual me levou a ponderar esta decisão.

Vale ressaltar que, o referido engenheiro e advogado é pessoa da mais alta estima e apreço na sociedade pernambucana. Foi presidente do Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco, por duas gestões consecutivas. Inteligente, competente, atuante, dinâmico, culto, espirituoso e muito divertido, Dr. Telga, conquista a todos por sua simplicidade, autenticidade, e, principalmente, pelo seu senso de justiça e igualdade.

Ele contava - achando muita graça - que trabalhara numa empresa, onde existia uma jovem recepcionista bonita e elegante. No entanto, ela não se dignava a responder o cumprimento de nenhum colega de trabalho.

Seu ''bom dia'' era apenas destinado aos clientes e visitantes, e, claro, aos mais altos executivos da empresa. Contudo, à medida que a maioria dos colegas se chateava e pedia ''sua cabeça'', ou seja, sua demissão, ele não se alterava e continuava a lhe cumprimentar toda manhã.

Um dia, bastante atrasado, passou por ela e não falou. Quando já estava para pegar o elevador, surpreso ouviu um veemente protesto...

- ''Hoje o senhor não vai me dar bom dia?!!!''

Ele, mesmo atrasado, voltou, lhe pediu desculpas, lhe deu o bom dia e foi trabalhar contente da vida.

Sei, perfeitamente, que ele tem toda razão, porém continuo achando uma atitude assim imperdoável.

O fato é que, a noção básica de boas maneiras e de boa educação, anda também em extinção. O que é lamentável.

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Publicado no Recanto das Letras em 06/06/2011

Código do texto: T3017490

sexta-feira, 3 de junho de 2011

CANÇÃO EM TOM MAIOR


CANÇÃO EM TOM MAIOR
De: Ysolda Cabral




Minha alma vibra,
Meu coração não dribla.
E, assim, repleta de amor,
Continuo pela vida.

Até o meu amado;
Aquele que inventei,
Usando você de protótipo;
Sorri e mexe comigo.

Me faz um carinho,
Diz o quanto estou bonita...

- É que hoje sou poesia!

E, sob lindos raios de sol,
Componho esta canção,
Em tom maior;
Ao raiar de mais um dia.

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Publicado no Recanto das Letras em 03/06/2011

Código do texto: T3011305