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domingo, 25 de julho de 2010

APENAS UM RECADO



APENAS UM RECADO



Um bom sono,
Um bom sonho,
Um descanso...

Tomo um banho;
Me refaço!

Um abraço,
Um afago,
Uma palavra amiga,
Estou sempre precisando.

O trabalho de formiguinha,
Bem organizado e determinado,
Finalmente está acabando.

Logo volto pro Recanto!


Publicado no Recanto das Letras em 25/07/2010

Código do texto: T2399034

quinta-feira, 15 de julho de 2010

VERSOS DE AMOR



VERSOS DE AMOR
De: Ysolda Cabral



Você é mistério,
Vestido de tentação e charme,
Sensualidade e poesia,
Você é um mundo de beleza e magia.
.
Você é Sol em dias frios,
Que aquece o corpo, a alma,
Faz a vida ficar calma,
E tudo vibrar de alegria.

Você é o sonho mais desejado,
E o mais terrível pesadelo,
Quando se ausenta de mim.

Você é o meu amor mais bonito,
Que me faz compor versos tristes,
Quando não está aqui.
**********

Publicado no Recanto das Letras em 15/07/2010
Código do texto: T2379867

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A FORÇA DE DEUS

A FORÇA DE DEUS
De: Ysolda Cabral




Os noticiários cada vez mais trazem notícias estarrecedoras e aterrorizantes. E, se a pessoa não tiver uma pressão boa e controlada, bem como um coração protegido corre o risco até de morrer, ao tomar conhecimento das monstruosidades que andam acontecendo mundo a fora.

Entretanto, não é meu objetivo escrever sobre notícias tristes, muito pelo contrário.

Acabo de tomar conhecimento que bombeiros em Salvador, na Bahia, conseguiram retirar dos escombros de um prédio de três andares que desabou, um passarinho e seu dono, sem sequer um arranhão.

Contou a reportagem que, o dono do pássaro – pelo que pude identificar um Azulão - ao perceber que o prédio ameaçava desabar, ainda tentou o escorar com barras de ferro, ajudado por um amigo.

Logo se ouviu mais estalos nas paredes, ocasião em que, o amigo correu para fora do prédio e o dono do pássaro correu em sentido contrário; mais para dentro, em busca do seu Azulão.

Não deu tempo e o prédio desabou sobre os dois.

Fiquei a refletir como foi possível os bombeiros, depois de mais de quatro horas, (repito), retirá-los dos escombros sem um arranhão...?

- Coisa da sorte?
- De não ter chegado o dia?

Não! – Coisa mesmo de Deus.

Muitas vezes achamos que Ele não está nem aí para o que acontece por aqui.

- Ledo e tolo engano!

E, em se tratando de amor puro e verdadeiro, no caso aqui do homem pelo seu pássaro Azulão, Deus quis mostrar toda a sua força e proteção.

- Estou profundamente emocionada e também agradecida.

*********
Atenção!!!!
Leiam o comentário abaixo transcrito na integra

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14/07/2010 09:44 - Wilson Pereira
Pois é, já que não se feriu, deveria ir preso pelo IBAMA pelo crime ambiental de aprisionar um pássaro.
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Não costumo responder a nenhuma crítica. Entretanto, não posso deixar de lamentar o comentário do escritor Wilson Pereira. Não pelo comentário em si, mas pelo seu entendimento daquilo que me moveu e emocionou na referida notícia. Creio que, no entendimento do referido escritor, o homem que saiu dos escombros, ileso, deveria ir direto para prisão por ter um pássaro em cativeiro. Quanto ao pássaro em questão, deveria ser solto nos arredores de "sítios cemitérios" juntamente com o "injustiçado" Bruno do Flamengo.Para tanto, leiam o texto publicado e entitulado " Bruno Também é Vítima"
É cada uma!!!
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Publicado no Recanto das Letras em 14/07/2010
Código do texto: T2376573

segunda-feira, 12 de julho de 2010

SERÁ QUE ELE VOLTA?



SERÁ QUE ELE VOLTA?
De: Ysolda Cabral





Para recepcionar os passarinhos e beija-flores que comumente me visitam, providenciei lindos bebedouros para o terraço e para a janela da minha jardineira de hortelã.

No começo foi uma verdadeira festa.

Infelizmente, os morcegos descobriram e nossa alegria acabou uma vez que, ao raiar do dia, meus amiguinhos chegavam e passaram a encontrar apenas sujeira nos bebedouros vazios.

Tentei mudar o horário da limpeza e troca da água.

- Não deu certo!

Eles chegavam, eu estava dormindo e me acordavam com muita reclamação.

Eu corria pra buscar água e quando voltava eles haviam ido embora sem nem se despedirem!

Fui ficando chateada com essa falta de paciência e de educação, então resolvi recolher os bebedouros definitivamente.

- Todo mundo desapareceu!

Só recentemente começaram a reaparecer timidamente na sacada da minha janela.

Hoje, estava lendo um livro na sala, quando vi um belíssimo beija-flor chegar no terraço e ir direto nas flores do jarro. De repente, bem próximo a elas, parou, olhou para mim, com ar indignado, e, foi embora.

E, pelas flores artificiais do jarro, chorei.

- Será que ele volta?


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Publicado no Recanto das Letras em 12/07/2010
Código do texto: T2373621

SOU GÊNIO, PAREI O TEMPO!







SOU GÊNIO, PAREI O TEMPO!

De: Ysolda Cabral



Finalmente muito contente estou,
Por prudência não pulo de alegria,
Mas conto a razão da minha euforia:

É que consegui parar o Tempo!
E de maneira muito simples e objetiva,
Não estou mais a ele submissa.

- Viva!!!!

Como consegui tal façanha?
Ah, foi até muito fácil!
Tão fácil que nem conseguia ver!

Mas hoje acordei alerta e inspirada,
Repleta de idéias brilhantes,
Principalmente de emboscada;

- Coisa de gênio de fato!

Pois não descobri que para parar o Tempo,
Deixá-lo totalmente sem ação e estático,
Foi só colocar no lugar do meu espelho,
Uma foto minha num belo porta-retrato!



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Publicado no Recanto das Letras em 12/07/2010

Código do texto: T2372793

domingo, 11 de julho de 2010

MINHA CULPA

MINHA CULPA
De: Ysolda Cabral


Dia nublado,
Dia indefinido,
Vai ver que é domingo.

Dia esquisito,
Dia incrivelmente triste.
Choramingo...

Dia escondido pra confundir,
Nem chove e nem deixa o Sol sair!
Só pode ser pra me punir.

Dia ruim,
Preciso sair,
E me deixar seguir.

Porém me pergunto:
Onde ir?

Indo ou ficando,
Este dia vem comigo!
Melhor ficar aqui.

De qualquer forma agradeço
Afinal que culpa Ele tem
De me sentir assim?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

MAUSOLÉU DE VERSOS




MAUSOLÉU DE VERSOS
De: Ysolda Cabral



Olhando pro nada me vejo,
Projetos de vida esqueço,
Flutuo no espaço permitido,
Sinto que criei um mito.

Porém os versos escondidos,
Que guardo a sete chaves comigo,
Ainda não decidi seu destino,
Talvez a lata do lixo...

Não precisa ser de bom tamanho,
Nem que tenha chave ou cadeado,
Basta que esteja em bom estado.

Uma tampa bastante resistente,
Que feche bem o recipiente,
Mausoléu de versos silentes.



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Publicado no Recanto das Letras em 08/07/2010

Código do texto: T2366369

PRECISO DO MAR

PRECISO DO MAR
De: Ysolda Cabral


Estava dormindo,
Acordei...

Tentei dormir novamente,
Não consegui...

Recorri à música pra relaxar,
Não foi possível escutar...

Resolvi sonhar,
Calei...

Procurei um sonho,
Não encontrei...

Perdi a capacidade de sonhar;
Constatei.

Preciso do Mar.
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Publicado no Recanto das Letras em 08/07/2010
Código do texto: T2365399

quarta-feira, 7 de julho de 2010

PRESENTE POESIA




Caros amigos,



A propósito da minha crônica “Ele a Chamava de Meu Bem”, publicada no último dia 29, no Recanto das Letras e também neste espaço, a minha talentosa e ilustre amiga Mirian Warttusch, um nome altamente respeitado no cenário da cultura e da arte deste país, me deixou de presente a poesia abaixo, a qual faço questão de dividir com vocês.


TROCANDO NOMES
De: Mírian Warttusch


Se um dia eu trocar teu nome
Me perdoe, de verdade
Trabalho com muita gente
Troco nomes sem maldade

Só não troco o meu amigo
Por outro amigo qualquer
Seja homem ou criança
Seja ancião ou mulher

Troco o nome, é bem verdade
Mas o carinho eu não troco
Chego até sentir vergonha
Pelas gafes me sufoco

Tem gente que recrimina
Por ser assim distraída
Mas acho que é perdoável
À essa altura da vida

Muitos amigos chegando
Tantos nomes decorar
Desculpe, eu sei que é você
Mesmo se o nome trocar

Vou assim de troca em troca
Por outro nome chamando
Quem me conhece já sabe
Todos vão se habituando

Vou prometer, entretanto
Neste derradeiro dia
Vou dizer teu lindo nome
Colocar numa poesia

Mesmo que mil outros nomes
Eu precise decorar
O nome dos meus amigos
Prometo não mais trocar

Se você trocar o meu
Juro, não vou me ofender...
Mas prefiro que não troque...
Lembra antes de dizer.

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Ah, Mírian!!

O que dizer de um presente assim?!!

Beijos, adorada amiga.

Sua,
Ysolda

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PS. Para conhecer um pouco do trabalho de Mírian:

http://ael.zip.net/arch2006-09-24_2006-09-30.html

http://mirianwarttusch.blogspot.com/

Ou simplesmente coloque o nome dela no navegador de sua preferência. (Rsrs)

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Publicado também no Recanto das Letras em 07/07/2010
Código do texto: T2363280
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terça-feira, 6 de julho de 2010

"ONDE ANDARÁ O MEU AMOR"

“ONDE ANDARÁ O MEU AMOR”
De: Ysolda Cabral


Na tela do computador
Uma simples rosa vermelha
Com gotas de orvalho
Insultam a natureza

Seu perfume não é sentido
O vento é do ventilador
E o silencio faz zumbido

Uma música suave e tímida
É tocada no andar debaixo
Lembra-me a 5º Sinfonia

E na eternidade deste instante
Pergunto-me:
“Onde andará o meu Amor”


*****




Publicado no Recanto das Letras em 06/07/2010

Código do texto: T2361126

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O SOLO É DA GUITARRA

O SOLO É DA GUITARRA
De: Ysolda Cabral


O lindo solo é da guitarra
A percussão é suave e bela
Estou no passado
Meu elo...

Cabelos longos e soltos
Vestido de saia godê duplo
Sandálias altas jogadas pro alto
Pés descalços
Bailo...

Giro e giro leve
Rodopio num iluminado salão
Giro mais, quero mais
Caio no chão...

Luzes apagadas
Salão vazio, corpo inerte
Embarque solidão.

*****
Publicado no Recanto das Letras em 05/07/2010

Código do texto: T2360112

domingo, 4 de julho de 2010

O PÁSSARO E O SEU CANTO DE NINAR

O PÁSSARO E O SEU CANTO DE NINAR
De: Ysolda Cabral


Ontem fui dormir antes das vinte e duas horas. Coisa realmente surpreendente, pois desde que minha filha nasceu, há dezenove anos, eu não dormia tão cedo.

Resultado; acordei antes das três da manhã sem sono algum e sem vontade de nada. Tentei ler, escrever, assistir um filme, ouvir música... Resolvi voltar pra cama e ficar escutando os sons da madrugada.

Há muito sei que a madrugada tem um perfume característico e muito especial, o qual gosto muito, inclusive, ele sempre me inspirou a compor algumas poesias. Entretanto, como ando pensando em deixar de compor para me dedicar mais a crônicas - pelo menos por um tempo - procurei me desligar de seu cheiro e me ligar nos sons.

Gosto muito dos sons, principalmente o do silêncio. No silêncio você escuta o Vento e todos os segredos que ela queira lhe contar. Adoro os segredos do Vento, mesmo que não os compreenda sempre me acalentam quando preciso de aconchego.

Bom, estava nesse devaneio, esperando o sono voltar, quando escuto um tímido e lindo canto de um pássaro.

Parei de pensar, parei até quase de respirar, agucei bem o ouvido e não consegui identificar o pássaro que cantava para mim na madrugada quase fria e perfumada me fazendo voltar a dormir sem sonho e sem pesadelo.

Hoje irei dormir cedo novamente.
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Publicado no Recanto das Letras em 04/07/2010
Código do texto: T2358250

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O SÃO JOÃO DO ANDERSON

O SÃO JOÃO DO ANDERSON
De: Ysolda Cabral



Todos sabem que sou, com muito orgulho, do “País de Caruaru”. Moro em Recife há um bom tempo, e, claro que sou uma forrozeira de primeiríssima qualidade. Até passo o ano inteiro esperando o São João para desenferrujar!

As festas organizadas pela empresa que trabalho são espetaculares. Especialmente a festa junina que é show de alegria, forró, muita pamonha, canjica... Enfim, são festas parecidas com as da minha terra quando elas eram realmente muito legais. Hoje, parece Carnaval!

Entretanto, a deste ano aconteceu no último dia trinta. Não pude comparecer e não lamentei, pois gosto do São João no tempo certo. Os organizadores até tentaram realizá-la antes, mas não deu. Os espaços foram locados com bastante antecedência.

Pois muito bem; ontem (01/07) ao chegar para trabalhar, logo vieram me contar as novidades. A que mais curti e lamentei não ter presenciado foi a seguinte:

Anderson, garotão de vinte e poucos anos, com deficiência auditiva, funcionário contratado há pouco tempo, resolveu convidar sua mãe para lhe acompanhar na festa junina em questão. Ela, por sua vez, convidou o marido, o tio, o papagaio, o cachorro, o gato... (Rsrs) Lá chegaram todos muito animados.

A mais animada era justamente a sua mãe, a qual tratou de imediato “cair” no forró, esquecendo de tudo o mais. – É forró tem dessas coisas!

Lá pelas tantas, com o pai e o tio um tantinho “altos”, Anderson cansado e com um sono danado, chamou a mãe para irem embora. Ela, de pronto lhe mandou dormir no carro – acho que na cabeça dela, naquele momento, ele tinha 10 anos, e, se não tivesse, deveria ter. (Rsrs)

Anderson, indignado e exasperado, recorreu ao sanfoneiro:

- Ô seu moço, vai parar de tocar de que horas?!!!

O sanfoneiro com as mãos no “fole” respondia e ele nada ouvia e/ou entendia, mesmo com o volume do aparelho auditivo no ponto máximo. Depois de muita peleja, desistiu e olhando a tomada que ligava os instrumentos musicais com verdadeiro ódio mortal, sentiu uma enorme vontade de puxar e acabar de vez com a festa.

- Que custo foi se conter!

Resolveu procurar, novamente, sua mãe para intimá-la a ir embora de uma vez por todas. E, ao se deparar com ela tão linda, dançando feliz igual a uma adolescente; sua raiva, seu cansaço desapareceram e cheio de orgulho, ternura e amor, desistiu de ir embora. O cansaço e o sono tinham evaporado.

A nossa amiga Tê Lima, que nunca deixa escapar nada, de pronto lhe perguntou:

- Então a festa foi boa, né Anderson?”

Ele, imediatamente, em cima da bucha, lhe respondeu:

- Não! Bom foi voltar dirigindo pra casa, com todo mundo bêbado e dormindo. Eu pude cair em todos os buracos da estrada sem nenhuma reclamação.

É isso aí, Anderson!! No próximo ano você vai ter que esperar por mim e pela sua mãe, pois só sairemos de lá com o raiar do dia, viu?! Hahahahahaha
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Publicado no Recanto das Letras em 02/07/2010
Código do texto: T2353535

quinta-feira, 1 de julho de 2010

CONTRA O BULING, "JOANINHA" NELE!




CONTRA O BULING, “JOANINHA” NELE!
De: Ysolda Cabral



Outro dia lembrando fatos que aconteceram comigo ainda quando menina fiquei a refletir o quanto eu era boba. Era?!!

Minha filha é do mesmo jeito, infelizmente. Quando estava grávida só pedia a Deus para que ela viesse perfeitinha e com o temperamento do pai pra não sofrer tanto na vida, mas foi inútil.

Fiz o primário num colégio de freiras aonde sofria o diabo de uma colega que dividia a carteira comigo. Ô bicha ruim!!! Ela me batia, me dava beliscões, enfiava a ponta do lápis na minha mão e fazia a maior cara de inocente. Quando eu chorava, ela vinha me acarinhar para confundir Madre Gorety, nossa professora, também por receio de que eu falasse alguma coisa. E, eu boba que só, ficava agüentando aquela peste sem dizer nada a ninguém.

Mamãe começou a perceber que alguma coisa estranha andava acontecendo comigo. Eu, para não preocupar minha mãe, cheguei à conclusão que havia chegado o momento de dar um basta naquilo.

No recreio, momento que ela adorava me dar bolada nas costas, peguei a “bicha” de jeito e lhe dei uma surra que ela jamais esqueceu. A partir daquele dia nunca mais se meteu comigo, Graças a Deus!

Às vezes é preciso que a gente tome uma atitude radical para “acertar” as coisas. Foi o que tentei ensinar para minha filha quando ela, também, aos oito ou nove anos, vivenciou uma situação similar. Entretanto, não tão radical.

No colégio que estudava existiam várias pestinhas, e, uma em especial, vivia aprontando o tempo inteiro com ela. Quando não lhe batia “sem querer”, xingava de todas as formas com cabeludos palavrões. O mais impressionante é que as “tias” nada faziam. Conversei com a coordenação do colégio; enviei correspondência pedindo providências; quis tirá-la de lá...

O máximo que consegui foi trocá-la de sala, pois a hipótese de sair do colégio minha filha se colocava contra e argumentava que se saísse significaria a vitória do mal contra o bem. Eu ficava numa sensação de impotência terrível. Ao mesmo tempo admirava a coragem e a ponderação de minha pequena filha. Tinha que haver um jeito...

Sugeri que ela conversasse com a garota e também com as outras, as quais se deixavam levar pela pestinha e que, pedisse aos “anjinhos de guarda” que dessem uma ‘forcinha’ na conversa para que àquilo parasse e que todas voltassem a ser amigas. O resultado dessa conversa foi um desastre! Resolvi apelar para ignorância...

Como a garota tinha um bumbum gigantesco, (nem sei como conseguia andar) falei para minha filha que, mesmo que ela tivesse coragem não convinha dar umas tapas na menina, então que lhe chamasse de tanajura. Com certeza ela iria odiar. E, repeti enfatizando bem a palavra TANAJURA, para que minha filha não esquecesse. Ela entrou no colégio repetindo o “palavrão”: TANAJURA, TANAJURA, TANAJURA...

À tardinha quando fui lhe buscar a encontrei de alma lavada. Havia neutralizado totalmente a garota. Não sei se pelo tamanho do “palavrão” ou pelo fato de no repertório dela não constar um “palavrão” tão eficiente.

Feliz, pedi que me contasse em detalhes como tinha sido a “batalha”. Ela, muito contente me contou que, quando a menina pensou em lhe xingar, ela já lhe xingava em alto e bom som de JOANINHA, JOANINHA, JOANINHA...

E foi assim que minha filha ganhou a batalha. (Rsrs)

Hoje, fatos dessa natureza são chamados de bulings. JOANINHA neles!

Ou seja: CORAGEM!!! Principalmente, para pedir AJUDA. Jamais esconda de seus pais, ou responsável o que está acontecendo.

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Publicado no Recanto das Letras em 01/07/2010
Código do texto: T2351424

DIA VESTIDO DE VERÃO

DIA VESTIDO DE VERÃO
De: Ysolda Cabral


Borboletas azuis e amarelas,
Pássaros de todas as cores,
Vento frio e meio silencioso,
Num tempo duvidoso...

A música linda e suave,
Procura acalmar o coração,
Que se sente enganado,
Pelo dia vestido de verão...

Dia que só não engana o mar.
Que raivoso joga suas ondas.
Em cima de pedras pontiagudas,

Como se quisesse alertar,
A mulher que está a refletir,
Se convém não ficar muda.

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Publicado no Recanto das Letras em 30/06/2010
Código do texto: T2350125

ELE A CHAMAVA DE MEU BEM

ELE A CHAMAVA DE MEU BEM
De: Ysolda Cabral



Entre muitas coisas esquisitas que há em mim, existe uma que me intriga: o fato de trocar os nomes das pessoas. Por exemplo: conheço uma moça que se chama Ana, entretanto, só a chamo de Márcia. E o que é pior; ela atende. Não se incomoda, cai na risada e eu fico com cara de tacho me policiando para não confundir seu nome, mas não tem jeito. Para mim ela é Márcia e tem cara de Márcia.

Não é sempre que isso ocorre, mas ocorre e desde que eu era bem menina. Certa ocasião escutei mamãe falar que iria chamar o Sr. Davino (pedreiro) para fazer uma churrasqueira no quintal de nossa casa. E, para lhe agradar, mais que depressa, fui chamar o Sr. Otaviano (sapateiro). O coitado mais que depressa correu para atender o chamado de mamãe, pois eu havia lhe dito que era muito urgente. Chegou lá em casa esbaforido e curioso para saber o quê mamãe queria com ele. Ela logo entendeu tudo, lhe pediu desculpas e me deu uma bronca danada.

Mas que culpa tinha eu de achar o Seu Otaviano com cara de Seu Davino e o Seu Davino com cara de Seu Otaviano?!! - Mãe tem cada uma!!

Conversando outro dia sobre este “fenômeno” com minha amiga Carolina, finalmente fiquei sabendo a razão dela ter se separado do marido...

Ele havia lhe trazido um medicamento, cujo receituário estava no nome de Luiza. E ainda me confidenciou que, só então compreendeu a razão dele ter lhe chamado a vida inteira de “meu bem”.

Vai ver que ele tem o mesmo problema que eu... Hahahahahaha

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Publicado no Recanto das Letras em 29/06/2010
Código do texto: T2347805

QUESTÃO DE FÉ




QUESTÃO DE FÉ
De: Ysolda Cabral


O dia refrescado de chuva está perfumado,
Parece-me muito calmo e bastante bonito,
Nenhuma ameaça de mais destruição,
E a esperança invade os nossos corações.

Fecho os olhos do sentido e rezo,
Rezo por creditar piamente,
Que a oração é a única arma que temos,
Contra as maldades do homem.

Na tentativa de apaziguar a Natureza,
Em seu propósito de vingança,
Rogo a todos que se unam,
Ao menos por agora, na mesma oração.

Há tanta gente desesperada,
Sem casa, sem comida e sem esperança,
Promovendo tanta desunião...!

Pássaros de todas as espécies,
Plantas da terra e dos mares,
E quem mais vier e quiser;
Vamos rezar e rezar com muita fé?

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Publicado no Recanto das Letras em 28/06/2010
Código do texto: T2345770

ATÉ NUM DIA DE DOMINGO



ATÉ NUM DIA DE DOMINGO
De: Ysolda Cabral



Não sei se por bondade, bobagem, falta de vergonha e/ou de caráter, ou ainda por completa insanidade; o fato é que, não consigo ter raiva de ninguém por muito tempo por mais que eu tenha sido magoada. Magoar magôo um bocado, consciente e inconscientemente também. Logo me arrependo, peço desculpas, fico sinceramente mortificada e com remorso não durmo por vários dias.

Há muito desisti de me entender e consertar. Entretanto, gosto de mim do jeito que sou. Sou super alegre, expansiva, alto astral... Quando gosto de uma pessoa abraço, beijo faço uma festa danada, até assusto as mais tímidas. E, quando isso acontece morro de dar risada.

Também não costumo ficar triste, depressiva, chateada, desencantada por muito tempo. Apenas o tempo suficiente para compor uma poesia, uma canção e logo volto inteira pro caminho, sem me preocupar muito com a direção. Ela sendo digna e honesta; é a direção certa.

Não me julgo melhor e nem pior que ninguém. Escrevo o que vem na cabeça, no coração e na alma de maneira simples e direta – com pouquíssimas metáforas. Não tenho preconceito, não discrimino ninguém, odeio gente mentirosa, ambiciosa, invejosa, que se “acha”, bem como prepotência e vaidade de qualquer natureza.

Sei que sou uma das mais imperfeitas criaturas que Deus neste mundo colocou, contudo, sou reconhecida a Ele pelo maior bem que me concedeu: O BEM DA VIDA, por ela dou Graças todos os dias, mesmo que esse dia seja um dia de domingo.

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Publicado no Recanto das Letras em 27/06/2010
Código do texto: T2344281

ESTRELAS DO CÉU


ESTRELAS DO CÉU
De: Ysolda Cabral


Junto com o Dia adormeci,
Num sono bom e relaxante,
Na janela o horizonte,
O Sol se pondo sobre mim.

Sem frio e sem calor,
Sem sonho e sem pesadelo,
Fiquei ausente um bom tempo,
E dentro do meu sono me perdi.

Com calma me procurei,
Ao me encontrar acordei,
E da cama num pulo levantei.

Corri até minha janela,
E, dela vi um lindo Céu,
Tomado por Estrelas.
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Publicado no Recanto das Letras em 26/06/2010
Código do texto: T2343277