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sábado, 26 de junho de 2010

MINHAS NOTÍCIAS

MINHAS NOTÍCIAS
De: Ysolda Cabral


Música bonita
Flores no jarro
Tudo arrumado
Panela no fogo
Já, já almoço pronto

Banho tomado
Cabelos molhados
Vestida sem agasalho
O dia está lindo
Lhe mando um abraço

Perfume no ar
De colônia e de comida
Uma paz infinita anda comigo.

Estas são as minhas notícias.
*****
Publicado no Recanto das Letras em 26/06/2010
Código do texto: T2342244

domingo, 20 de junho de 2010

MEU EPITÁFIO ( REPUBLICAÇÃO)




MEU EPITÁFIO
De: Ysolda Cabral


Se eu morrer mais tarde ou amanhã
Não quero que ninguém fique triste - Eu vivi!
E, vivi completamente tudo o que quis
De verdade, ou através do sonho
E, assim, fui muitas vezes feliz

Comigo não levarei nada
Entretanto, deixo minha poesia
Espalhada pelos quatro cantos
E, se alguém se dispuser a corrigir sua rima
Não vou me incomodar
Nunca dei importância a isso
Somente para o que estava sentindo

Deixarei o meu perfume
Em cada hortelã graúda
Que você encontrar
E, se, em noite sem aconchego
Tiver um pesadelo
Com vento ou sem vento
Meu perfume lhe acordará

Deixo também o mar
Que sei, nunca foi meu
Contudo, quando nele mergulhava,
Com certeza ele era meu
Sim... Só meu!

Quanto ao meu violão,
Há muito num canto esquecido,
Faça de conta que é seu
Lustrado e com cordas novas
Quem lembrará que foi meu?

E, assim ele fará companhia
A qualquer apaixonado
Pela música e pela vida
Toda noite e todo dia

Logo, sorria!
- Ele é seu!
- Quem diria!!!

O meu corpo?
Ao pó voltará independente do lugar
Então tanto faz ficar aqui ou acolá
E ao deixá-lo, esqueça
Não sou eu que ficou lá

Fiquei em tudo que deixei
E que acabo de contar
Portanto, me aproveite bem
Pois se em vida não o fez
É, enfim, chegada à vez




Publicado no Recanto das Letras em 20/06/2010
Código do texto: T2331014

BAILARINA



BAILARINA
De: Ysolda Cabral




Ao som do violino
Flutuo

Estou bailarina
Sem purpurina
Sem sapatilha



Rodopio leve
Sinto-me breve
Nuvem de neve


Dou cambalhotas
Voltas loucas
Vou ao espaço
Volto pra Terra


Nenhuma quimera...



Sou bailarina
Sem purpurina
A rodopiar
No palco de mim...



*****
Publicado no Recanto das Letras em 19/06/2010
Código do texto: T2329832

sábado, 19 de junho de 2010

EU E O BESOURINHO


EU E O BESOURINHO
De: Ysolda Cabral


Nas pétalas da papoula,
No verde de suas folhas,
Pela ausência das borboletas,
E dos galantes beija-flores,
Sei que o inverno chegou.

Pra onde foi todo mundo?
Será que o vento levou?
Será que acho o caminho?!
Pergunto a um besourinho.

Ele me olha tristinho,
Como quem diz eu não sei...
E eu me pego pensando,
Será que eu endoidei?

Olho de novo pra folha,
O besourinho ainda está lá.
Daí eu lhe digo baixinho:
Corra! Vá procurar um cantinho,
Que a chuva já vai chegar.

*****

Publicado no Recanto das Letras em 18/06/2010
Código do texto: T2327062

quinta-feira, 17 de junho de 2010

TEMPO RAIVOSO


TEMPO RAIVOSO
De: Ysolda Cabral






Raivoso o Tempo abre o verbo,
E deixa cair sobre nós,
Verdadeiros impropérios.



Trovões, relâmpagos...
Arco-íris escondido,
Nem pensa em apaziguar,
A ira do poderoso deus,
Seu amigo.



A terra encharcada reclama,
Os mares revoltos se unem,
E, através dos rios transbordantes,
Devolve o lixo pras cidades agonizantes.


O colorido dá lugar,
Para uma só cor...
Um cinza feio e ameaçador.



Ninguém está isento do castigo,
Entretanto, convenientemente,
Colocamo-nos em estado defensivo...

Não sei se por arrependimento,
Pura covardia ou capricho...
Mas, eu tiro por mim quando digo:
Não tenho nada com isso.

***** 
Publicado no Recanto das Letras em 17/06/2010
Código do texto: T2325482

quarta-feira, 16 de junho de 2010

DISTRATO


DISTRATO
De: Ysolda Cabral


Teu rosto vai sumindo
Sentimento se diluindo
Chorando e sorrindo

Vou seguindo...

Caminho nunca visto
Poemas desperdiçados
Sensação de fracasso

Eu divago...

Marcas de expressão
No rosto de solidão
- apontastes, lembras? -
É a beleza em extinção

Um estrago...

O tempo não pára
E eu firme não desisto
Do “Espaço da ilusão”

O mais, eu distrato!

*****
Publicado no Recanto das Letras em 16/06/2010
Código do texto: T2322862

DIA QUE CHORA


DIA QUE CHORA
De: Ysolda Cabral


No conforto macio de minha cama
Vestida do velho e confortável pijama
Entre acordada e dormindo
Senti o Dia chegando

Nublado e melancólico
Por ter deixado a Noite
Na incerteza de revê-lo, pelo óbvio...

Respirei profundamente
E seu cheiro, tão conhecido de meus pulmões,
- o de terra molhada, loção adorada -
Mesmo considerando outras loções

Eu não reconheci...

Será que o dia bebeu?!
Assustada acordei!

O Dia chorava...

*****
Publicado no Recanto das Letras em 16/06/2010
Código do texto: T2322611

FLAVIA ANGELINI & YSOLDA CABRAL - EM DUETO


MEU FUTURO NAMORADO
De: Flavia Angelini


Meu futuro Namorado
não há de ser importante
Nem um senhor galante
Nem possuir músculos aparentes...

Meu futuro namorado
Será  lindo como estrela cadente
Iluminado como Sol Nascente
Grande como a Lua crescente...
 
Meu futuro Namorado
Será normal como ser mortal
Que chora, que ri, sofre e vive
Mas, é aqui, em meu coração
Que Ele se tornará Imortal
  

MEU FUTURO NAMORADO
De: Ysolda Cabral


Meu futuro namorado
- Daqui ou de outra galáxia -
Não poderá jamais é me enganar

Meu futuro namorado
Sempre me guardará na sua alma
De onde jamais me deixará sair
Só se eu mesma quiser ir

Meu futuro namorado
Contará para mim suas histórias
Só para me fazer sorrir
Cantar, dançar e assim lhe adorar

Meu futuro namorado, Flavinha,
Acho que se perdeu no “Espaço”
Nunca, nunca vou encontrar...

*****
Publicado no Recanto das Letras em 13/06/2010
Código do texto: T2318009

JURO VINGANÇA


JURO VINGANÇA
De: Ysolda Cabral


Mãos cansadas e vazias
A alma inocente e confusa
Grita e ninguém escuta

Mérito da equação inteligente
Pouco comum no mundo da gente
Fez desaparecer a poesia e a canção
Sem nenhuma explicação

Tudo em seu devido lugar
O sonho extinto... Pesadelo sorrindo...
É o preço à pagar

Perdidos no labirinto do nada
As lágrimas teimando em cair
Vingança da tristeza infinita
A qual - EU JURO - perecerá no fim.



*****
Publicado no Recanto das Letras em 13/06/2010
Código do texto: T2316925

JOGO DA VIDA


JOGO DA VIDA
De: Ysolda Cabral


Por um dia faz de conta
Eu cantava
Dançava
Sorria
Brincava

Por um dia - apenas um dia - de felicidade
Eu sonhava
Esperava

Por um dia de expectativas
Eu torcia
Ansiava
Eu queria com toda minha alma

O dia aconteceu
Acabou
Morreu

Outro dia chegou
A realidade prevaleceu e vingou...

Eis o ponto.

*****

Publicado no Recanto das Letras em 13/06/2010
Código do texto: T2316919

sábado, 12 de junho de 2010

DE VOLTA AO DESTINO


DE VOLTA AO DESTINO
De: Ysolda Cabral


Aos 80 km p/ hora
Estou agitada, estressada,
Tensa, cansada, irritada
Sinto-me feia e muito chata

Aos 100 km p/ hora
Começo a sentir certo alivio
Os batimentos cardíacos
Estão no ritmo do “Tambor do Encantado”

Desligo o “ar”
Abro os vidros
Aumento o som
Grito...

Uau! Estou na estrada!!!!
Sinto-me bonita
Sinto-me peralta
O coração acalma
Quase pára aos 130 km p/ hora

Batendo feliz e satisfeito
Sem hora e sem idade
Não tem jeito
Eu e ele adoramos velocidade

Agora estamos a 140 km p/ hora
Ou talvez mais - não sei -
Estou em "estado" de Garça...

Pairo no ar
Entre o Céu, azul de encantar,
E o cinza do asfalto
De listas amarelas ao meio

Ganho fácil do tempo
Chego primeiro

Errei o caminho
Vejo o retorno
Volto ao destino.

*****
Publicado no Recanto das Letras em 12/06/2010
Código do texto: T2316214

sexta-feira, 11 de junho de 2010

YSOLDA CABRAL & FLAVIA ANGELINI - EM DUETO


PROCURANDO RESPOSTAS
De: Ysolda Cabral  


A energia faltou e nem me dei ao trabalho de
 procurar uma alternativa de luz, um clarão qualquer...
Naquele momento uma luz de lanterna,
vela, ou até do celular iriam me confundir e incomodar.
Precisava ficar no escuro pra poder me enxergar.
E ao fazer assim, chorei, chorei, chorei muito
até que me fartei de tanto chorar.
De repente parei e me questionei a razão de tanta tristeza
 e de tanta solidão, quando elas na realidade nem se justificam tanto assim...
Procurando as respostas e sem nada encontrar,
resolvi que nunca mais vou chorar.
A energia voltou forte com sua luz e eu me recompus.
Olhando pela janela do meu pequeno refúgio,
a qual está sempre aberta para que minha hortelã
possa dos pesadelos me acordar...
Olhei para o horizonte,
aonde o Sol não faz muito se deitou,
E, agradeci a Deus, pelo poder que me deu ...
De me fazer inteira outra vez.
Logo, logo outro dia nascerá...
Mas... Afinal, estarei aqui ou lá?



*****

ILUMINAÇÃO EXTERNA
De: Flavia Angelini

Falta de energia elétrica - Escuridão...
Portas, janelas, cortinas que se fecham
Um quarto vazio...
Um EU, suspenso no escuro!!!
Um túnel,
Uma Luz,
Um coração vibrante,
Uma busca latente...
Um sonho??? Uma alegria??? Uma Vida???
Todas escolhas iluminadas
Por um desejo vertente
Uma necessidade presente
Uma busca incessante
Em constante superação
Aprendizado e emoção...
Um túnel ao caminho do coração
Uma Luz para a Vida
Vivida... Lembrada... Sofrida... Emocionada...
Uma Vida para Viver,
Uma Vida para buscar,
As alegrias do agora...
As vitórias colhidas...
As esperanças do amanhã...
Uma Vida a serenar, resplandecer e se alegrar
Na beleza da trajetória superada
Iluminada nos passos da retidão
Vencida com muito amor no coração!!!
Flavia Angelini

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Publicado no Recanto das Letras em 11/06/2010
Código do texto: T2313771
*****

Perfil  Flavia no RL
http://recantodasletras.uol.com.br/duetos/2313771

*****
Somos amigas de Coração e do Recanto das Letras




"ONDAS CURTAS"


“ONDAS CURTAS”
De: Ysolda Cabral


Mais perdida do que nunca
Porém sem ficar muda
Vou levando a minha vida
Assustadoramente surda

Por ignorar a linguagem dos sinais
Vou compondo a minha lira
De maneira simples... Esta é a minha sina
Sem pretensão de querer mais

Por vezes sem sintonia com minha alma
Por interferência própria das “ondas curtas”
Transmito notícias distorcidas e inexatas...

É quando peço perdão, paciência e muita calma
Pois quem mais sofre nesta hora ingrata
É uma poetisa irremediavelmente apaixonada.

**********
PS. Poema dedicado.

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Publicado no Recanto das Letras em 10/06/2010
Código do texto: T2311404

segunda-feira, 7 de junho de 2010

BAFUNGA EM CARUARU - PARTE II


BAFUNGA EM CARUARU – PARTE II
De: Ysolda Cabral


Depois de ficar na berlinda por vários dias, por conta da “farrapada” na bafunga da “Amigo da Onça” e ainda ter levado uma bronca grande de mamãe por me “juntar” com os “maloqueiros” da redondeza, contrariando suas ordens e conselhos; foi me dada outra oportunidade.

Os meus irmãos gêmeos – Ilo e Iris – tinham acabado de nascer. Então papai levou a mim e a minha irmã mais velha Yara, pra casa de minha Tia Olga, para ficarmos com ela até que, mamãe recebesse alta da maternidade.

Eu vibrei, pois essa minha tia me adorava - de verdade. – Era ela quem, muitas vezes, me defendia das palmadas de papai, só porque eu fugia, pela janela do meu quarto, para brincar na rua com a “maloqueirada”. - Papai terminou mandando trocar as janelas de todos os quartos de nossa casa por basculantes. – Que coisa!!! (Rsrs).

Bom, eu fiquei muito contente mesmo com a notícia de que iríamos pra casa da nossa tia, até porque minha irmã só queria saber de estudar e quando se dispunha a brincar comigo só brincava de escolinha. Ela sempre de professora e eu sempre de aluna. - Eu achava aquela brincadeira um saco! Fugia dela, que nem o diabo foge da cruz. Ali estava à oportunidade de brincar daquilo que me viesse na “telha”.

Titia morava na Rua Tobias Barreto, principal rua da feira de Caruaru, conhecida também pelo “lindo” nome de Cafundó. Papai nos levou pra lá na 6ª feira de noite. Ocasião em que, os bancos de feira já estavam armados para o dia seguinte. Alguns já com as mercadorias que seriam comercializadas, cobertas por uma lona bastante grossa.

A “bafunga” seria correr 200 metros, em tempo recorde, usando os bancos como pista de corrida, com obstáculo, (as mercadorias). Cada banco tinha aproximadamente dois metros. Eu precisaria correr por cima de 20, no mínimo.

O problema é que alguns além de estarem com os “obstáculos”, tinham "pernas" bambas, não se juntavam em alguns pontos. Entre eles havia um espaço de uns 60 cm. para os feirantes circularem.

Mas tudo bem...

Ao escutar o “grito de guerra”: B A F U N G A!!! Disparei correndo e pulando todos os obstáculos que iam aparecendo na minha frente. Até que, no último instante, resolvi me exibir descendo da “pista” numa cambalhota sensacional...

E, tchan, tchan, tchan, tchan...

Acordei com o braço esquerdo engessado e no mesmo hospital que mamãe estava internada com os gêmeos.

A fratura foi tão violenta que me deixou de braço “fraco e torto” pra toda vida.

Ai, ai, ai, ai...

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Publicado no Recanto das Letras em 07/06/2010
Código do texto: T2305072

domingo, 6 de junho de 2010

PENSAMENTO FILOSÓFICO IV


PENSAMENTO FILOSOFICO IV
De: Ysolda Cabral



Como a ciência que, impõe o uso da lógica, não fosse ela a matemática e sim gente, comporia uma equação que exterminasse o sentimento e a emoção definitivamente da gente?

Ora, se dois mais dois, cujo resultado quatro é prático, é lógico e exato, poderia ter mais para somar, diminuir, multiplicar ou dividir?

E, se nesses cálculos absurdos, o resultado não fosse exato, nem lógico, nem racional e nem ético?

Pelo sim e pelo não, me deixo ficar aqui bem quietinha, assistindo a lucidez escorrer pelo ralo da pia da minha patética existência poética.

Hoje não é um bom dia.




É domingo!!!! (Rsrs)


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PS. Na foto, acho que estava "dentro" de minha fantasia.


Publicado no Recanto das Letras em 06/06/2010
Código do texto: T2302869
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sábado, 5 de junho de 2010

BAFUNGA EM CARUARU E O AMIGO DA ONÇA


BAFUNGA EM CARUARU E O AMIGO DA ONÇA
De: Ysolda Cabral

À poetisa e escritora Ana Bailune

Para me fazer sorrir, a linda, meiga e competente escritora, Ana Bailune, andou contando suas peraltices de quando ainda era menina em sua crônica intitulada “Singelas Lembranças de Infância”, publicada no último dia 30.

Confesso que fiquei surpresa, muito contente e me sentindo “cuidada” por essa amiga maravilhosa que se preocupou em me fazer sorrir no momento em que percebeu, com sua sensibilidade de poetisa maravilhosa e de ser humano extraordinário, que eu andava meio triste, precisando de um “colinho”. - Conseguiu minha querida. Sorri muito, muito mesmo, viu! ( Ela era “virada num maço de pipocas.” Confira e verá a veracidade do que afirmo.) Hahahaha

Pois bem; depois de rir muito, fiquei a lembrar de mim quando criança. Adorava brincar de bonecas com Liane Arruda, filha da melhor amiga de mamãe. Mas gostava mesmo era de subir nos pés de goiaba e manga do quintal de nossas casas.

Andar de bicicleta na chuva, jogar bola, e, mentir, mentir muito pra que todos achassem que eu era a Bam-Bam-bam. Até que um dia me propuseram uma “bafunga” (desafio) coisa de gente corajosa, valente... Quem não realizasse a “bafunga”, teria que pagar uma prenda e bem pesada, além de ficar totalmente desmoralizado, na berlinda por vários e vários dias, e, sabe Deus o quê mais.

Perto de nossa rua, morava uma moça solteirona muito feiosa. Ela lembrava o “Amigo da Onça” e tinha consciência disso, tadinha! Ela era tão braba, tão braba e tão braba que toda garotada morria de medo dela.

A “bafunga” seria; quando ela apontasse na esquina, eu teria que ir até ela e, chegando bem junto dela perguntar: você é o “Amigo da Onça”? Daí teria que sair correndo sem levar nenhum cocorote ou mesmo uma “sombrinhada” na cabeça. Tudo iria depender do humor dela, da minha coragem, rapidez e sorte.

Tudo combinado, explicado e devidamente desafiado, lá ficamos escondidos a espreita de sua aparição na esquina. Nesse dia ela se atrasou, mas não faltou, infelizmente. De repente, lá estava ela e imediatamente ouvi o pessoal gritar: “BAFUNGA”!!!!!

Eu disparei numa carreira doida e quando cheguei bem junto dela parei e fiquei lhe olhando, totalmente paralizada.

Ela estupefacta perguntou, do alto de sua estatura (ela era enorme) e ira; o que você está olhando sua danada?!!!! Por acaso tenho cara de m.?!!!

E eu fiquei mudinha da sil-v-a-vá, pedindo a Deus para não apanhar e nem escutar as vaias dos meus amigos.

Tempos bons... Depois conto mais. :)



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Publicado no Recanto das Letras em 04/06/2010
Código do texto: T2299335




TACHOS E PANELAS


TACHOS E PANELAS
De: Ysolda Cabral


Quase todo dia almoço sempre na mesma hora e no mesmo restaurante. O “Tachos e Panelas”. O respectivo restaurante fica próximo do meu trabalho e até posso ir caminhando. Lá, a bonita e simpática proprietária, Cristina Santos, recebe seus clientes de maneira elegante, alegre, cordial, e, a cozinha caseira é fantástica!

O Sérgio - cozinheiro de primeira - manda super bem. Só não sabia fazer farofa matuta, à moda de Caruaru, mas eu lhe ensinei (rsrs). Costumo lhe ameaçar com a conta do meu endocrinologista e ele sorri feliz. Todos os dias tocaia minha chegada, só pra ter certeza que o cardápio está aprovado. Ah, danado!

No “Tachos” me sinto em casa, todos me tratam com carinho e muita atenção. A Cristina, além de amiga, é também minha fã, não sei por quê?! (Rsrs) Até se dá ao trabalho de mandar fazer sobremesas que gosto!

Entretanto, uma coisa me incomoda: os clientes. Ô povo chato! Todo dia damos de cara uns com os outros e ninguém se cumprimenta!

- Que coisa mais esquisita!

É que aonde chego gosto de fazer amizade, brincar... Mas aqui não tem jeito! A grande maioria dos recifenses é fechada, desconfiada, sei lá... Moro aqui há mais de vinte anos e ainda não me acostumei com isso.

Ainda bem que me tornei “íntima” de todos os que fazem o ”Tachos e Panelas”, bem como de um garoto que trabalha no cruzamento do semáforo, limpando os vidros dos carros, de nome Felipe. Quando me vê faz uma verdadeira festa. - Por seu intermédio já estou ficando conhecida por todos que trabalham na avenida.

- Que maravilha!

Sabe, nem todos os garotos dos semáforos são viciados ou marginais, e, nem todo restaurante tem o tempero e o aconchego do “Tachos”.

Obrigada, Cris, por nos passar a impressão de que estamos indo pra casa, de nossa infância, almoçar.

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Publicado no Recanto das Letras em 04/06/2010
Código do texto: T2298828

UM POUCO D'AGUA


UM POUCO D'AGUA
De: Ysolda Cabral


O Sol acordou hoje de mansinho
Iluminando tudo com seus belos raios
Deixou-me na pele alguns carinhos
Tão nítidos e tão claros!

A tristeza que parecia não ter mais fim
A agonia dos últimos dias que sofri
A saudade de coisas que nunca vivi
Foram embora... Enfim.

Agora, contida e mesmo reticente,
Ainda sentindo um pouco de mágoa,
Respiro aliviada e dou Graças.

E, como se fosse uma flor esquecida
Num jardim qualquer... Abandonada,
Peço a Ele apenas... Um pouco d’agua.

**********

P.S. Ontem fiz dois anos no Recanto das Letras, contabilizando um pouco mais de 65.000 leituras. Para mim isso é muito mais do que mereço. Muito obrigada, do fundo do coração!! :):)

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Publicado no Recanto das Letras em 02/06/2010
Código do texto: T2294891