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terça-feira, 22 de maio de 2012

NÃO DESISTO - EU SOU É FILHA DE DEUS!



NÃO DESISTO – EU SOU É FILHA DE DEUS!
De: Ysolda Cabral


É preciso calma, muita calma. A paciência é elemento básico e primordial para se viver bem nos dias de hoje. As energias negativas andam cada vez mais poderosas e atingem a todos, até os que possuem religião e muita fé.

Por vezes paro para pensar num jeito de ficar imune. Infelizmente é exatamente quando paro que, sou atingida de maneira sorrateira, cruel e desleal. Os estragos são enormes e difíceis de superar.

Por mais que estejamos atentos, terminamos por reagir da pior maneira possível e o jeito é arcar com as conseqüências. A partir daí pensar numa nova ''programação'' que dê melhor resultado é a saída para minimizar os estragos.

O mundo está de ponta cabeça, os valores estão totalmente distorcidos. Não existe mais educação, sinceridade, lealdade, respeito, solidariedade, amizade verdadeira, companheirismo...

A era é da competição desleal onde qualquer coisa é válida para se adquirir mais poder. A troca de interesse no ''Banco de Favores'' está cada vez mais em alta...

Não gosto de viver num mundo assim...

O mundo que sonhei para minha filha, decididamente não foi esse que aí está.

Ando triste, muito triste... 

Contudo, como sou dura na queda e muito teimosa:  NÃO DESISTO, pois afinal  EU SOU É FILHA DE DEUS!

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Abaixo uma poesia que compus num momento parecido com o que vivo agora:


NÃO DESISTO 

Pisando na areia molhada,
Recolhendo conchas e estrelas do mar
Sem sonho e sem objetivo
Sigo a caminhar

Assim venço toda tristeza
Que a vida faz questão de dar
E sem pensar em nada
Sigo a caminhar

Sentindo o vento no rosto
O sol aquecendo o meu corpo
Que a água, através dos meus pés, tenta esfriar
Sigo a caminhar

O dia iluminado pára
A bela garça por sobre a minha cabeça passa
E escutando as ondas do mar
Sigo a caminhar

De repente fico alerta
Com todos os sentidos aguçados e definidos
Do peito vem a dor e vem o grito
Sem que eu possa impedir ou parar

Mesmo assim... Sigo a caminhar.
  
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 Publicado no Recanto das Letras  em 15/05/2012
Código do texto: T3668836