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segunda-feira, 9 de julho de 2012

NOITE DE SÃO JOÃO




NOITE DE SÃO JOÃO
De: Ysolda Cabral


Nem bandeirinha de São João,
Nem zabumba, nem triangulo, nem sanfona.
Só um desafinado e esquecido violão,
Cujas notas musicais subtona.
Como solar um baião?

Nenhuma bandeirinha de São João,
Nenhum motivo para adivinhação,
Nenhum arrasta pé no salão;
Isso lá é São João?

Põe na mesa a canjica, a pamonha;
O Pé de Moleque, o milho cozido;
A manteiga, o queijo do coalho;
O pão bem assado e o café;
Pra todo mundo ou quem quiser.

Nenhuma fogueira, nem foguetão.
Veta a entrada do trague de sala,
Ele polui o ambiente!
E chegue aqui pra oração,
Que  hora da refeição.

Já que a Estrelinha ficou no Céu,
E aqui estamos entregues ao léu;
Não vamos dar asas à tristeza!
A comida está que é uma beleza,
Afinal é noite de São João.

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Publicado no Recanto das Letras em 23/06/2012
Código do texto: T3740791