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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

NUM FINAL DE UMA TARDE QUALQUER




NUM FINAL DE UMA TARDE QUALQUER
De: Ysolda Cabral




Há muito que não canto, nem encanto e desencantada ando. Claro que continuo olhando à vida com os olhos da poesia. Entretanto, eles choram mais que sorriem.

Há tanta coisa fora de lugar!

Há tanto sofrimento pairando no ar!

A gente recorre aos sonhos e só consegue sentir saudade de quando pensávamos que um dia eles seriam viáveis.

A juventude nos leva a tantos enganos!

Já a maturidade nos leva à insanidade e muitas vezes a atitudes inexplicáveis.

- Como contê-las?

- Como detê-las?

Estou insana, estou inexplicável, me sentindo dentro de um redemoinho sem forças para sair e cruzar a linha que me levará a paz desejada ou, ao fim do labirinto do nada.

Chega de tanta asneira, de tanta besteira, de tanto faz de conta sem sentido.

Ainda tenho muito pra viver...



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Publicado no Recanto das Letras em 25/01/2012
Código do texto: T3461343