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sábado, 1 de janeiro de 2011

MATURIDADE IN VITRO

MATURIDADE IN VITRO
De: Ysolda Cabral



Ajoelho e humildemente rezo.
Sem saber o que eu quero;
Nada peço.

Consciente do que já tenho;
Agradeço.
E uma paz infinita toma conta de mim
Como se já estivesse no fim.

O fim para um novo começo,
Sem avesso, sem segredo...

E ajoelhada continuo a oração,
Sem muita compreensão ou convicção
Daquilo que ainda posso e pretendo.

Contudo, a paz que hoje sinto,
Me faz suportar a dor, inclusive,
A dor da posição em que estou.

Então reflito:
Que bom se toda dor fosse isso...!

Aprimorando a capacidade dos sentidos;
Um aperto no peito me lembra do sem jeito...

E, eu, nadando num mar de saudade;
Chego às margens e piso em terra firme
Sentindo ter saído de um intrincado labirinto
.



*****


Obs.: Na foto, com minha filha Yauanna, meu presente de Deus.
O que mais posso querer desta vida? !!! Hahahahahaha

*****

Publicado no Recanto das Letras em 01/01/2011
Código do texto: T2702791