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domingo, 17 de julho de 2011

SAL DE LÁGRIMAS


SAL DE LÁGRIMAS
De: Ysolda Cabral


Totalmente desorientada,
Com o coração em agonia,
Hoje estou desamparada,
Pois de mim fugiu a poesia.

Sensibilidade a flor da pele,
É preciso que me rebele,
Pois judiar das feridas,
Não é de grande valia.

Vou curá-las no Mar,
Porém chove em demasia,
E, enquanto a chuva não passa;

Vou tratando-as com as lágrimas,
Que por serem salgadas,
Aliviam a dor da minha alma.

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Publicado no Recanto das Letras em 17/07/2011

Código do texto: T3100422